5.3.21

Exilados de capela

    Nos mapas zodiacais, que os astrônomos terrestres usam em seus estudos, observa-se uma grande estrela na constelação do cocheiro, que recebeu, na Terra, o nome de cabra ou Capela. 
    Há vários milênios um dos planetas da Capela, que guarda muitas afinidades com o globo terrestre, atingiu o ponto máximo de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos. 
    Alguns milhões de espíritos rebeldes lá existiam, dificultando o progresso daqueles povos cheios de piedade e virtudes. 
    As grandes comunidades espirituais, diretoras do cosmos, resolveram, então, trazer aqueles espíritos aqui para a terra longínqua. 
    Na Terra eles aprenderiam a realizar, na dor e nos trabalhos penosos do seu ambiente, as grandes conquistas do coração, impulsionando, simultaneamente, o progresso dos povos primitivos que habitavam este planeta. 
    Foi assim que Jesus, como governador da Terra, recebeu, à luz do Seu reino de amor e de justiça, aquela multidão de seres sofredores e infelizes. 
    Jesus mostrou-lhes os campos imensos de luta que se desdobravam na terra, envolvendo-os no halo bendito da sua misericórdia e da sua caridade sem limites. 
    Abençoou-lhes as lágrimas salutares, fazendo-lhes sentir os sagrados triunfos do futuro e prometendo-lhes a Sua colaboração cotidiana e a Sua vinda no porvir. 
    Esses espíritos, vindos de um mundo em que o progresso já estava bem acentuado, guardavam no coração a sensação do paraíso perdido. 
    Ao encarnar na Terra, se dividiram em quatro grandes grupamentos dando origem à raça branca, ou adâmica, que até então não existia no orbe terrestre. 
    Formaram, desse modo, o grupo dos árias, a civilização do Egito, o povo de Israel e as castas da Índia. 
    Tendo ouvido a palavra do Divino Mestre antes de chegar à Terra, guardavam a lembrança da promessa do Cristo. 
    Eis por que as grandezas do Evangelho foram previstas e cantadas alguns milênios antes da vida do Sublime Galileu, no seio de todos os povos, pelos antigos profetas. 
    Dentre os espíritos exilados na Terra, os que constituíram a civilização egípcia foram os que mais se destacavam na prática do bem e no culto da verdade. 
    Importa considerar que eram eles os que possuíam menos débitos perante as leis divinas. 
    Em razão de seus elevados patrimônios morais, guardavam no íntimo uma lembrança mais viva das experiências de sua pátria distante. 
    Uma saudade torturante de seu mundo distante, onde deixaram seus mais caros afetos, foi a base de todas as suas organizações religiosas. 
    Depois de perpetuarem nas pirâmides os seus avançados conhecimentos, todos os espíritos daquela região africana regressaram à pátria sideral. 
    Isso explica por que muitas raças que trouxeram grande contributo de conhecimentos à terra, desapareceram há muito tempo. 
    Informações preciosas sobre a história da humanidade terrestre foram trazidas pelo Espírito Emmanuel, através da mediunidade de Chico Xavier e constam do livro "A Caminho da Luz". 
    Nesse livro você encontrará esclarecimentos sobre as grandes civilizações do passado, sobre a trajetória evolutiva do planeta, e muitas outras. 
    Irá saber porque Jesus afirmou que os mansos herdarão a Terra. 
    Descobrirá, também, que a Terra não está desgovernada; que no leme desta gigantesca nave está Jesus, com mãos firmes e olhar sereno. 
    Você sabia? 
    Você sabia que os mundos também estão sujeitos à lei de progresso? 
    A Terra, por exemplo, já foi mundo primitivo, e hoje está na categoria de provas e expiações, que é apenas o segundo degrau da escala evolutiva. 
    Como o progresso é da lei, um dia a terra atingirá o ponto máximo do atual ciclo evolutivo e passará para a categoria de mundo de regeneração, e assim por diante. 
    Por isso vale a pena investir na melhoria do ser humano, pois só assim conseguiremos transformar a terra em um mundo de paz e felicidade.
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro A Caminho da Luz, de Chico Xavier, pelo Espírito Emmanuel, e em Mateus, 5, 5. 

4.3.21

PAIS E FILHOS

Comentários Questão 583 do Livro dos Espíritos

Se os pais cumpriram seus deveres ante seus filhos, procurando todos os meios para educá-los e instruí-los, e esses continuaram negligentes, dada à falta de amadurecimento espiritual, não há razão que possa condenar esses pais; Deus sabe premiá-los pelos seus esforços, mediante seus trabalhos para elevarem seus filhos.
Somente Deus é o Pai verdadeiro que sabe o que fazer com os Espíritos ainda ignorantes; Ele, o Senhor de todas as coisas, não tem pressa, nem se aflige com simples incompreensões, mas não pára de ensinar pelos métodos criados por Ele em favor de todas as criaturas.
Ninguém tem o direito de julgar os irmãos que ainda não despertaram para a luz do entendimento. Os que estão servindo de mestres para eles, se retrocederem no tempo, ver-se-ão na regressão com as mesmas falhas e as mesmas dificuldades em aprender as leis de Deus e vivê-las. Do mesmo modo, quando os filhos têm pais ignorantes, que mostram a eles somente maus exemplos de vida, esses, que compreendem as leis, devem tolerar seus pais, procurando ensinar-lhes pelo exemplo de vida reta. Se continuarem endurecidos, não há dúvida de que o exemplo fica, como dever dos filhos bons e que amam seus genitores.
Os pais, de qualquer modo, não são contra os seus filhos, e já fizeram alguma coisa por eles. Assim, é bom que observemos o que anotou Marcos, no capítulo nove, versículo quarenta:
Pois, quem não é contra nós, é por nós.
Se eles não são contra seus filhos, é porque são por eles; entretanto, as suas condições espirituais por vezes não suportam uma vida reta, para dar aos filhos exemplos enobrecidos. Quando os filhos não assimilam a conduta reta dos pais, ou quando os pais não compreendem os filhos, por suas vidas retas com Jesus, os que estão agindo no bem não têm culpa por aqueles que não puderam aprender por falta de maturidade espiritual.
Diante da pergunta aos Espíritos em "O Livro dos Espíritos", em que nos inspiramos para escrever esta página, a resposta foi das mais inteligentes, em se referindo ao que não se interessa em educar o outro que, mesmo assim, se torna homem de bem: Deus é justo.
Quem procura fazer o bem, e o ambiente lhe é desfavorável, não deve esmorecer, porque o Senhor está vendo tudo e sabe o que fazer com o de boa vontade. Os novos discípulos de Jesus, que se encontram na Doutrina dos Espíritos, não devem esmorecer, nem devem ser tomados de frieza no bem coletivo, porque é batendo na tecla que a nota sai. Os luminares de hoje já foram ignorantes ontem. Pais e filhos vieram em um só lar por uma razão de ser, para trocarem experiências, para aprenderem a amar uns aos outros, como diz o Mestre.
Não deves perder a oportunidade a ti oferecida. Aproveita, que uma nova reencarnação pode demorar. O tempo passa e poderás ficar esperando outra oportunidade, que pode demorar muitos anos, às vezes séculos.
Os pais devem observar seus filhos desde pequenos, as suas tendências, e passarem a corrigi-los com amor, que serão compensados pela paz de consciência, quando eles forem adultos. Que Deus abençoe pais e filhos, ajudando-os a reconhecerem seus deveres ante Deus e a sociedade.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - A venda na LER Livros Revistas Papelaria.

3.3.21

MIASMAS

INSTRUÇÃO ESPÍRITA

L - Questão 799
Escola benemérita, o templo espírita é um lar de luz, aberto à instrução geral para o entendimento das leis que regem os fenômenos da evolução e do destino.
Cada irmão de ideal, entre as paredes que lhe demarcam o recinto, quando se pronuncia no grau do conhecimento que já conquistou, é comparável ao professor que fala da cátedra que lhe pertence para a edificação dos alunos.
E não se diga que um instituto terrestre de ensino usual, onde sejam pagas as explicações professadas em aula, seja mais importante.
A matemática é instrumento inseparável da ciência para que se meça a propriedade das grandezas, mas, sem a educação do caráter, é passível de transformar-se em delírio de cálculos para a destruição.
A lingüística descerra a estrutura dos idiomas, no entanto, sem espírito de fraternidade, o poliglota mais hábil pode não passar de um dicionário pensante.
A psicologia investiga as ocorrências da vida mental, a desdobrar-se nos meandros da análise psíquica, entretanto, sem o estudo da reencarnação, reduz-se a frio holofote que desvenda males e chagas sem oferecer-lhes consolo.
A historia esclarece o passado, todavia, não guarda o objetivo de consertar a história presente de quantos lhe acolhem apontamentos e informações.
Um título acadêmico atribui honrosa competência cerebral, contudo, apesar de todos os roteiros da deontologia, não determina de modo positivo, em renovações do sentimento.
Amemos no templo espírita a escola das diretrizes que nos orientem escolha e conduta.
Dentro dele, abramos a alma com sinceridade aos que nos escutam e ouçamos com respeito os que nos dirigem a palavra, permutando experiências que nos corrijam as preferências e as atitudes.
O Evangelho, que consubstancia as mais altas normas para a sublimação do espírito, acima de todas as técnicas que aformoseiam a inteligência, não nasceu nem de ritos, nem de imposições, nem de etiquetas e nem de culto externo.
A maior mensagem descida dos Céus à Terra, para dignificar a vida e iluminar o coração surgiu das palavras inesquecíveis de Jesus que procurava o povo e do povo que procurava Jesus.
 
Livro: “Opinião Espírita”, de Francisco C. Xavier e Waldo Vieira, pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz (cap12)

2.3.21

Delicadeza

Ora, pois, o que vem a ser a delicadeza? 
Nada mais é de o ato de ser doce para com todos. Docilidade e delicadeza andam de mãos dadas para chegarem ao mesmo objetivo: bem-conduzir as relações interpessoais. 
- Falar é fácil, Helder, quero ver ser delicado é todo o dia com todos. 
Eu sei que não é fácil e nem estou afirmando isso, mas quero dizer da imprescindibilidade de sermos nós o centro da delicadeza onde quer que estejamos. 
Ao ser delicado, gentil, cortês, doce, vamos distribuindo o bem aos outros. 
Quem está severo, ameniza no seu rigor. 
Quem está febril, acalma-se. 
Quem está intransigente, se torna flexível. 
Quem nada quer saber, se torna aberto ao outro. 
Tudo isso fruto da delicadeza. 
De outro modo, vamos apenas fechar portas. 
Quem é severo, rigoroso, rude, somente encontra pela sua frente portas fechadas. 
Ser doce significa tratar o outro com respeito e amor. Isso, porque somente tratamos bem quando mantemos com o outro uma relação amorosa. 
Quem é egoísta, quem apenas pensa em si e em mais ninguém já chega nos lugares impondo a sua vontade. 
Quem, porventura, no uso das suas atribuições ou no colóquio do dia a dia poderia ajudar alguém e retraiu-se somente porque foi maltratado? 
Pois bem, todos deveriam ter o lema de ser delicado com o próximo, mesmo que o outro, teoricamente, não mereça.
Sendo você o objeto da docilidade, o outro verá a sua “estupidez” e tenderá a mudar de comportamento. 
Quando alguém me xingava, me dizia umas coisas pesadas ou sequer prestava atenção a mim, eu tentava, amorosamente, delicadamente, tratá-lo como se fosse meu irmão – que, de fato, o era. 
- Meu irmão, por favor... 
Às vezes, alguém dizia: 
- Não sou seu irmão! 
Este precisa, ainda mais, de nossa delicadeza. 
Ah! Se no mundo inteiro as pessoas fossem mais delicadas, que transformação estonteante seria. 
Meus queridos, despeço-me por esta hora, mas voltarei. 
Com meu abraço e meu desejo de paz! 
Helder Camara - Blog Novas Utopias

1.3.21

Intervenção dos Espíritos, Casamento e Parentesco CPE 7final e 8

Deixa o Resto

Cumpra com o seu dever e deixa o resto.
Não se envolva, ou não se permita envolver, com o que possa se lhe constituir em perda de tempo, ou em desgaste emocional inútil.
Não tergiverse com a consciência.
Valha-se da oportunidade de trabalho na presente encarnação para semear o quanto lhe seja possível.
Cerra, de vez, ouvidos à crítica, sem a preocupação de rebater a nenhuma.
Acautele-se contra a possibilidade de tropeço no trecho de caminho que lhe cabe percorrer.
Não seria agora que deveríamos esperar por qualquer reconhecimento pelo diminuto esforço que, em conjunto, temos empreendido.
Silencia um tanto mais.
Não acolha qualquer sugestão das trevas relativa a desanimo ou a cansaço.
Infelizmente, são muitos os que estão se perdendo na jornada, cedendo à ambição do poder, ou mesmo a situações que, em breve, lhes instalarão o desencanto na alma.
Você sabe que, para quem toma a decisão de servir com Jesus, é indiferente as pedras ou as flores que lhe atiram.
Continue não negociando os seus princípios, com os quais, todos os dias, peço a Deus que você venha a deixar o corpo ao se transferir para cá...
Persevere nada tenho a perdoar a quem seja, e tudo fazendo para que mágoa e rancor não lhe embaracem os passos, porque a necessidade de pedir perdão ou de perdoar, realmente, para quem busca os Cimos, é desnecessária pedra de tropeço.
Muito mais da metade do carma que envolve o espírito na Terra, no mais Além, é falta de melhor saber administrar os problemas naturais da existência.
Não alimente qualquer esperança no campo da facilidade.
Feliz daquele que, lutando até o seu último dia na romagem terrestre, não oferece oportunidade para que as trevas se infiltrem em seu pensamento.
Os luminares do espírito aos quais, verdadeiramente, devemos honrar, não conheceram trégua na luta que muitos travaram contra o assédio do mal desde a infância.
Reconhecendo a nossa enorme falta de mérito, por que conosco seria diferente?! O que haveríamos de fazer de nós mesmos sem que, constantemente, como o inolvidável Apóstolo dos Gentios, não experimentássemos um “espinho” cravado na carne?!
A não ser motivado pela sinceridade de sua fé, com a cruz invisível do testemunho aos ombros, não busque o topo do monte, de onde os que o buscam com outro propósito se precipitam de modo espetacular.
......................................................................
Estejamos, assim, conversados, e, embora lentamente, continuemos a grafar os nossos pensamentos, porque alguém que com eles, porventura, venha a se deparar haverá de aproveitá-los para que sinta inspirado a fazer mais e melhor.
A reta intenção é a salvaguarda da paz do espírito que, evidentemente, não estando isento de erro, sempre age com o intuito de acertar.
Sobretudo, considera a relatividade da opinião alheia e continuemos com a relatividade da opinião que nos pertence, porém, sempre em busca da Verdade que não se rende aos escusos interesses humanos.
No mais, o que por ora, além destas palavras amigas posso lhe oferecer, é uma vassoura nova para que você continue a exercitar os seus músculos espirituais, varrendo para fora de si os resquícios da poeira da vaidade e do personalismo, que, infelizmente, aqui e acolá, quase a sepultá-los vivos, se amontoa no espírito de muita gente.
Sigamos, porque ainda há muito a ser feito para o Senhor e com o Senhor, hoje e sempre.
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 28 de Fevereiro de 2021.