5.2.21

Tudo é possível

NECESSIDADE ESSENCIAL

    "Mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça." - Jesus. (LUCAS, 22:32.)
     Justo destacar que Jesus, ciente de que Simão permanecia num mundo em que imperam as vantagens de caráter material, não intercedesse, junto ao Pai, a fim de que lhe não faltassem recursos físicos, tais como a satisfação do corpo, a remuneração substanciosa ou a consideração social.
    Declara o Mestre haver pedido ao Supremo Senhor para que em Pedro não se enfraqueça o dom da fé.
    Salientou, assim, o Cristo, a necessidade essencial da criatura humana, no que se refere à confiança em Deus, num círculo de lutas onde todos os benefícios visíveis estão sujeitos à transformação e à morte.
    Testemunhava que, de todas as realizações sublimes do homem atual, a fé viva e ativa é das mais difíceis de serem consolidadas. Reconhecia que a segurança espiritual dos companheiros terrestres não é obra de alguns dias, porque pequeninos acontecimentos podem interrompê-la, feri-la, adiá-la. A ingratidão de um amigo, um gesto impensado, a incompreensão de alguém, uma insignificante dificuldade, podem prejudicar-lhe o desenvolvimento.
    Em plena oficina humana, portanto, é imprescindível reconheças a transitoriedade de todos os bens transferíveis que te cercam. Mobiliza-os sempre, atendendo aos superiores desígnios da fraternidade que nos ensinam a amar-nos uns aos outros com fidelidade e devotamento. Convence-te, porém, de que a fé viva na vitória final do espírito eterno é o óleo divino que nos sustenta a luz interior para a divina ascensão. 
Livro: Vinha de Luz - Francisco C Xavier - Emmanuel  

4.2.21

RECONCILIAÇÃO COM OS ADVERSÁRIOS

O Evangelho Segundo o Espiritismo
Capítulo X
Reconciliai-vos o mais depressa possível com o vosso adversário, enquanto estais com ele a caminho, para que ele não vos entregue ao juiz, o juiz não vos entregue ao ministro da justiça e não sejais metido em prisão. - Digo-vos, em verdade, que daí não saireis, enquanto não houverdes pago o último ceitil. (S. MATEUS, cap. V, vv. 25 e 26.)
Na prática do perdão, como, em geral, na do bem, não há somente um efeito moral: há também um efeito material. A morte, como sabemos, não nos livra dos nossos inimigos; os Espíritos vingativos perseguem, muitas vezes, com seu ódio, no além-túmulo, aqueles contra os quais guardam rancor; donde decorre a falsidade do provérbio que diz: "Morto o animal, morto o veneno", quando aplicado ao homem. O Espírito mau espera que o outro, a quem ele quer mal, esteja preso ao seu corpo e, assim, menos livre, para mais facilmente o atormentar, ferir nos seus interesses, ou nas suas mais caras afeições. Nesse fato reside a causa da maioria dos casos de obsessão, sobretudo dos que apresentam certa gravidade, quais os de subjugação e possessão. O obsidiado e o possesso são, pois, quase sempre vítimas de uma vingança, cujo motivo se encontra em existência anterior, e à qual o que a sofre deu lugar pelo seu proceder. Deus o permite, para os punir do mal que a seu turno praticaram, ou, se tal não ocorreu, por haverem faltado com a indulgência e a caridade, não perdoando. Importa, conseguintemente, do ponto de vista da tranqüilidade futura, que cada um repare, quanto antes, os agravos que haja causado ao seu próximo, que perdoe aos seus inimigos, a fim de que, antes que a morte lhe chegue, esteja apagado qualquer motivo de dissensão, toda causa fundada de ulterior animosidade. Por essa forma, de um inimigo encarniçado neste mundo se pode fazer um amigo no outro; pelo menos, o que assim procede põe de seu lado o bom direito e Deus não consente que aquele que perdoou sofra qualquer vingança. Quando Jesus recomenda que nos reconciliemos o mais cedo possível com o nosso adversário, não é somente objetivando apaziguar as discórdias no curso da nossa atual existência; é, principalmente, para que elas se não perpetuem nas existências futuras. Não saireis de lá, da prisão, enquanto não houverdes pago até o último centavo, isto é, enquanto não houverdes satisfeito completamente a justiça de Deus.  

3.2.21

ESPERANÇA

    "Porque tudo que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança." - Paulo. (ROMANOS, 15:4.)
    A esperança é a luz do cristão.
    Nem todos conseguem, por enquanto, o vôo sublime da fé, mas a força da esperança é tesouro comum.
    Nem todos podem oferecer, quando querem, o pão do corpo e a lição espiritual, mas ninguém na Terra está impedido de espalhar os benefícios da esperança.
    A dor costuma agitar os que se encontram no "vale da sombra e da morte", onde o medo estabelece atritos e onde a aflição percebe o "ranger de dentes", nas "trevas exteriores", mas existe a luz interior que é a esperança.
    A negação humana declara falências, lavra atestados de impossibilidade, traça inextricáveis labirintos, no entanto, a esperança vem de cima, à maneira do Sol que ilumina do alto e alimenta as sementeiras novas, desperta propósitos diferentes, cria modificações redentoras e descerra visões mais altas.
    A noite espera o dia, a flor o fruto, o verme o porvir... O homem, ainda mesmo que se mergulhe na descrença ou na dúvida, na lágrima ou na dilaceração, será socorrido por Deus com a indicação do futuro.
    Jesus, na condição de Mestre Divino, sabe que os aprendizes nem sempre poderão acertar inteiramente, que os erros são próprios da escola evolutiva e, por isto mesmo, a esperança é um dos cânticos sublimes do seu Evangelho de Amor.
    Imensas têm sido, até hoje, as nossas quedas, mas a confiança do Cristo é sempre maior. Não nos percamos em lamentações. Todo momento é instante de ouvir Aquele que pronunciou o "Vinde a mim ..."
    Levantemo-nos e prossigamos, convictos de que o Senhor nos ofereceu a luz da esperança, a fim de acendermos em nós mesmos a luz da santificação espiritual. 
 
Livro: Vinha de Luz - Francisco C Xavier - Emmanuel - Livro a venda na LER Livros Revistas Papelaria.

2.2.21

ENGANO DOS GÊNIOS

 Comentarios Questao 581 do Livro dos Espíritos

Já falamos em outra oportunidade o porquê de certos missionários nem sempre desempenharem suas tarefas como convém; isto ocorre dadas as circunstâncias do meio ambiente e do meio social em que vieram a nascer. Cada sociedade está capacitada para determinado aspecto da verdade, e não se pode alterar ou agredir sua capacidade limitada.
O mundo espiritual é consciente destas falhas, ou do que se julga falha. No entanto, o que esses missionários fizeram já foi uma cooperação em favor dos que desconheciam certas verdades. Nem todos têm a mesma estrutura moral dos que já se elevaram, de maneira a serem Espíritos puros.
É de se notar que muitos dos missionários que estiveram na Terra, tiveram falhas, em se comparando com o progresso dos nossos dias, mas deram o ensinamento que podiam dar, e o que não fizeram, voltarão depois para terminar, fazendo-o com amor e pela causa do bem da coletividade.
Muitos dos irmãos não puderam aceitar, nem mesmo parcialmente, as verdades anunciadas, por falta de evolução e não são julgados, pois eles não são culpados da sua ignorância. São crianças, em se comparando a alunos na Terra. Não puderam entrar na escola que o progresso estava oferecendo para o seu bem espiritual, entrementes, como nada se perde, fica sempre alguma coisa nas suas consciências para se desenvolver no futuro.
Vemos, pois, que não puderam entrar por causa da sua incredulidade. (Hebreus, 3:19)
A incredulidade é fruto da ignorância, que não fornece ambiente para a assimilação da verdade mais acentuada. Há determinados gênios que vieram como missionários, e o lugar que foi determinado para reencarnarem lhes dificultou o trabalho, apresentando filosofias estranhas, por falta de assimilação dos que estavam para receber a sua mensagem. Muitos casos destes acontecem. Alguns desses missionários temem o arrocho das leis estabelecidas pelos homens e outros não suportaram o que deveriam fazer. Não falharam, na profundidade do termo, mas fizeram alguma coisa em favor do seu próximo. De outra vez, terminarão sua missão.
Podemos notar grandes gênios negando certas leis espirituais, como a reencarnação e a comunicação dos Espíritos, e por vezes até combatem estas verdades. Esses, voltam e em outra oportunidade para divulgar, se possível for, com a própria vida, essas mesmas leis, sobre cuja existência se enganaram. Se foram pressionados, cometeram o erro maior, que se chama medo.
A perfeição do Espírito é um todo, e ele tem muita coisa para cuidar, de forma a tornar-se anjo, na qualificação que a vida possa lhe dar. Mas, para tanto, os caminhos são diversos.
Que Deus nos abençoe a todos nas nossas lutas, e que possamos vencê-las, copiando a vitória de Jesus, na expressão maravilhosa do Seu evangelho.
Livro: Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez, livro à venda na LER Livros Revistas Papelaria.

1.2.21

Elem Ger Universo C P E 4

ECONOMIA ESPÍRITA

E - Cap. XIII - Item 11
O Espiritismo abrange com a sua influência regenerativa e edificante não apenas a individualidade, mas também todos os círculos de atividade em que a pessoa respire. É assim que o Espiritismo na economia valoriza os mínimos recursos, conferindo-lhes especial significação.
Vejamos o comportamento do espírita, diante dos valores considerados de pouca monta:
Livro respeitável - Não o entregará à fome do cupim. Deligenciará transferi-lo a companheiros que lhe aproveitem a leitura.
Jornal espírita lido - Não alimentará com ele o monte de lixo. Respeitar-lhe-á o valor fazendo-o circular, notadamente entre os irmãos entregues à fauna rural ou núcleos distantes ou ainda entre reclusos em hospitais e penitenciárias, sem maiores facilidades para o acesso ao conhecimento doutrinário.
Publicações de qualquer natureza - Não fará com elas fogueiras sem propósito. Saberá empacotá-las, entregando-as aos necessitados que muitas vezes conquistam o pão catando papéis velhos.
Objetivos disponíveis - Não fará dos pertences sem uso, elogio à inutilidade. Encontrará meios de movimentá-los, sem exibição de virtude, em auxílio dos irmãos a que possam prestar serviço.
Móvel desnecessário - Não guardará os trastes caseiros em locais de despejo. Saberá encaminhá-lo em bases de fraternidade para recintos domésticos menos favorecidos, melhorando as condições do conforto geral.
Roupa fora de serventia - Não cultivará pastagem para as traças. Achará meios de situar com gentileza todos os petrechos de vestuário, cobertura e agasalho, em benefício de companheiros menos quinhoados por vantagens materiais.
Sapatos aposentados - Não fará deles ninhos de insetos. Providenciar-lhes-á reforma e limpeza, passando-os, cordialmente, àqueles que não conseguem o suficiente para se calçarem.
Medicamento usado mas útil - Não lançará fora o remédio de que não mais careça e que ainda apresenta utilidade. Cedê-lo-á aos enfermos a que se façam indicados.
Selos utilizados- Não rasgará sem considerações os selos postais já carimbados. Compreenderá que eles são valiosos ainda e oferta-los-á a instituições beneficentes que os transformarão em socorro aos semelhantes.
Recipientes, garrafas e vidros vazios - Não levantará montes de cacos onde resida. Empregará todos os invólucros e frascos sem aplicação imediata na benemerência para com o próximo em luta pela própria sustentação.
Gêneros, frutos, brinquedos e enfeites sem proveito no lar - Não exaltará em casa o egoísmo ou o desperdício. Lembrar-se-á de outros redutos domésticos, onde pais doentes e fatigados, entre crianças enfraquecidas e tristes receber-lhe-ão por bênçãos de alegria as pequenas dádivas de amor, em nome de solidariedade, que é para nós todos simples obrigação.
A economia espírita não recomenda desapreço à propriedade alheia e nem endossa o esbanjamento. Seja no lar ou na casa de assistência coletiva, no campo ou no vilarejo, nas grandes cidades ou nas metrópoles, é a economia da fraternidade que usa os dons da vida sem abuso e que auxilia espontaneamente sem idéias de recolher agradecimentos ou paga de qualquer espécie, por reconhecer, diante do Cristo e dos princípios espíritas, que os outros necessitam de nós como necessitamos deles, de vez que todos somos irmãos.
Livro “Opinião Espírita”, de Francisco C. Xavier e Waldo Vieira, pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz (cap7)