16.2.20

Mudanças Globais


Todos devem prestar atenção acerca das mudanças que acontecem no mundo. Não são mudanças pontuais, são mudanças globais, e a repercussão, portanto, é grandiosa.
A parte ocidental vê com expectativa o que se passa no mundo oriental proveniente do crescimento vertiginoso da nação chinesa que certamente, em pouco tempo, ganhará o poderio econômico e político do planeta. Aos Estados Unidos caberão, provavelmente, um papel secundário, não menos importante, mas ficará na posição de coadjuvante das transformações que ocorrerão no seio de nosso imenso orbe.
As mudanças a que me refiro são aquelas fundamentais para a evolução humana na Terra. Não mais perseguiremos a riqueza na matéria, uma nova compreensão de valor assolará gradualmente em todas as partes, haja vista que este modelo de concentração de riquezas já provou, por “a” mais “b”, que é inócuo, pois que é excludente e fomentador de divisões.
No campo da política, as transformações serão agudas. Digo que já renascem em solo terreno a semente dos grandes líderes do amanhã. É um pessoal com cabeça mais aberta e com ideias revolucionárias. Eles irão abalar as massas com as suas novidades e seu caráter irretocável aliado a um senso de responsabilidade social que dará a estes novos políticos a credibilidade necessária para se estabelecerem e promoverem as mudanças desejadas.
No campo da tecnologia é que se promete mudanças ainda mais profundas. Esse mundo vai virar, literalmente, de cabeça para baixo, diante daquilo que será implantado em todas as partes do globo. Uma mudança de conteúdo e da maneira de viver. Os primeiros passos dessa mudança já se começa a perceber, mas quando ela for introduzida no seu aspecto fundamental de aceleração da informação, aí então as mudanças serão, como já se diz hoje, absolutamente disruptivas, incrivelmente impactantes. Com isso, toda a economia terá que ser reorganizada, redimensionada, repensada. É natural que o desemprego será alarmante – e deve-se dar o devido amparo àqueles que estiverem foram desse novo mercado tecnológico -, no entanto, a meninada que chegará vai dominar tudo isso de letra. É o preço do progresso.
Vislumbro, também, uma mudança de conteúdo na religiosidade e, sobretudo, na espiritualidade. Nestes campos, tudo vai ser revisto de maneira mais intensa.
O homem se descobrirá senhor do universo, não apenas galáctico e sideral, mas principalmente senhor do seu universo interior. E sabem o que isto significa? Significa que ele se encontrará definitivamente com a sua essência espiritual e divina e aí então a mudança ocorrerá de dentro para fora, forjando a humanidade plena nas relações. As consequências dessa espiritualidade crescente serão refletidas na criação de um ambiente de relações mais justas e equânimes. A justiça social se fará presente à medida que o ser humano repudiará veementemente a subjugação de um ser humano a outro ser humano. Não mais se aceitará o sofrimento como fruto dos desmandos dos senhorios da política ou dos donos das grandes empresas. Justiça será algo que se levará ao pé da letra.
Meus queridos irmãos, o que dizer do homem divinizado? É o homem que finalmente se encontrará com Deus. E isto representará a redenção da humanidade. Deus, como conceito único de bondade e sabedoria. Deus como expressão máxima do amor e da caridade. Deus como exemplo de solidariedade e justiça maior. Deus-Pai. Deus de todos. Deus amigo e bom.
A compreensão divina em si mesmo fará do ser humano não apenas pensar, mas também agir como Deus, corporificando a frase belíssima do Salvador: “sois deuses”.
Aos meus irmãos de caminhada, digo-vos que isto tudo é um processo, já iniciado, e não haverá força que poderá deter este avanço da humanidade. Não ficará pedra sobre pedra deste edifício religioso que aí está nem no modelo de organização humana atual. Tudo será radicalmente diferente. É a construção definitiva do reino de Deus na terra.
Amemos uns aos outros e nos candidatemos a sermos protagonistas desse novo amanhã. Eis a senha divinal.

Helder Camara – Blog Novas Utopias

15.2.20

EMMANUEL E LÍSIAS REENCARNARAM NA FAMÍLIA DE D. LAURA


EMMANUEL (neto) E LÍSIAS (filho) REENCARNARAM NA FAMÍLIA DE D. LAURA (avó e mãe respectivamente)
- Personagens do livro "Nosso Lar" de André Luiz/Chico Xavier
Excerto de uma entrevista concedida por Geraldo Lemos Neto, diretor da Vinha De Luz Editora, de Belo Horizonte (MG) a Marlene Nobre, publicada no jornal FOLHA ESPÍRITA de maio de 2006, pág. 3

Folha Espírita — No intróito do Sementeira de Luz há uma revelação espiritual quanto à volta de Emmanuel. Você está convicto de que é isso mesmo?
Geraldo — Sim. Não tenho a menor dúvida quanto a isso. Convivi muitos anos, desde 1981, por razões de ordem familiar, com o nosso amado Chico. Minha família materna é de Pedro Leopoldo, a família Machado, que conviveu com Chico desde a sua infância. Além disso, casei-me com Eliana da Cunha Borges, irmã de Vivaldo da Cunha Borges, que desde 1968 passou a viver com Chico Xavier em Uberaba, responsabilizando-se pela diagramação de todos os seus livros.
Menciono esse fato apenas : para caracterizar a estreita amizade com que privamos da intimidade do querido amigo. Pois bem, já na década de 80 (1980), em nossas longas conversas em sua casa de Uberaba, ele me dizia que Emmanuel estava se preparando para voltar. Chegava inclusive a brincar dizendo que as posições se inverteriam. Emmanuel viria para ser médium e aprender o quanto é difícil vencer os obstáculos da Terra, e ele, Chico, aprenderia a dificuldade de orientar um médium encarnado no mundo.
Na ocasião. Chico nos dizia que Emmanuel voltaria na virada do século. Os tempos se passaram até que vim a conhecer Wanda Joviano e, através dela, Susana Maia Mousinho, presidente e fundadora do Lar Espírita André Luiz, de Petrópolis (RJ). Através do contato com as novas amigas, minha certeza no fato da reencarnação de Emmanuel se confirmou. Ambas nos dão testemunho disso.
FE — O que elas relataram?
Geraldo — Que no início dos anos 80 (1980), chegando à casa de Chico em Uberaba para suas visitas costumeiras, encontraram o médium palestrando animadamente com uma simpática senhora aparentando cerca de 30 anos.
Ela já estava de saída com o marido, despedindo-se de Chico. Uma simpatia natural envolveu todos. Depois da partida do casal, elas comentaram com Chico sobre a afinidade despertada pela presença daquela senhora.
Chico então perguntou: “Vocês gostaram dela, mesmo? Pois bem, vou lhes contar uma coisa. Essa senhora é a reencarnação de Dona Laura, personagem do livro Nosso Lar, de André Luiz. E o marido dela é o mesmo senhor Ricardo.
Eles já receberam o Lísias de volta à Terra e será na família deles que Emmanuel irá reencarnar mais rude, na virada do século. Emmanuel virá como neto deles!” E Chico estava todo feliz com o episódio!
Pois bem, os anos se passaram e, após a virada de 2000, encontrando-se novamente com dona Suzana Maia Mousinho, em Uberaba, Chico lhe confidenciou, emocionadamente, que havia presenciado a reencarnação do querido benfeitor Emmanuel em uma cidade do Estado de São Paulo.
Sobre esse assunto temos um testemunho escrito de nossa estimada dona Suzana. Chico Xavier deixou bem claro publicamente o assunto da reencarnação de Emmanuel, nos livros de entrevistas mencionados na nota ao prefácio do Sementeira de Luz.
FE — Onde mais se encontram registradas as afirmações de Chico?
Geraldo — Todos poderão consultar as afirmações de Chico em resposta às perguntas de número 61 do livro Entrevistas (Edição IDE, 1971) e também a de número 33 do livro A Terra e o Semeador ( Edição IDE, 1971). Assim também vamos observar outra confirmação de Chico sobre o assunto que só recentemente verificamos.
Trata-se do livro organizado pela senhora e editado pela Folha Espírita, cujo título é Lições de Sabedoria - Chico Xavier nos 23 Anos da Folha Espírita, editado em 1997, e que traz à página 171 da segunda edição a pergunta de Gugu Liberato a Chico Xavier:
“É verdade que o espírito Emmanuel, que lhe ditou a base do Espiritismo prático no Brasil, se prepara para reencarnar.” Ao que Chico respondeu:
“Ele diz que virá novamente e dentro de pouco tempo para trabalhar como professor”.
Uma vez conversando comigo em Uberaba, e falando sobre a volta de Emmanuel, Chico nos confidenciou: “Geraldinho, o nosso compromisso, meu e de Emmanuel, com o Espiritismo na face da Terra tem a duração de três séculos e só terminará no final do século XXI”.
FE — Qual o maior legado de Chico Xavier?
Geraldo — O maior legado de Chico Xavier é aquele que nos reafirma que o mais importante aspecto em torno das tarefas da Doutrina dos Espíritos é o aspecto da religião espírita. Chico Xavier é o exemplo eloquente de que Jesus está no leme, conduzindo o Consolador para a grande tarefa de esclarecer e consolar a humanidade sofredora e aflita, cansada e desiludida das lutas inglórias deste mundo terrestre.
Esta a tarefa mais alta!
Chico nos trouxe Jesus de novo, junto ao coração do povo e para o povo! “Vinde a mim, todos vós que estais sobrecarregados e aflitos, que Eu vos aliviarei!” (Mt) — foi o chamado inequívoco do Cristo a todos os corações cansados deste mundo de dores, apresentando-nos a Boa Nova da redenção espiritual da humanidade inteira!
Se como Allan Kardec, no século XIX, esse Espírito escolhido pelo Cristo nos apresentou de forma clara e concisa a exposição da filosofia espírita, lançando as bases da ciência espírita, como Chico Xavier ele veio completar o edifício da Codificação como o Consolador, descortinando-nos os horizontes da Religião Espírita, base prática da renovação humana na face da Terra, sem a qual, não progrediremos jamais.
Para mim, Chico Xavier é o Apóstolo do Consolador, prometido pelo Cristo de Deus!
Texto retirado do livro Sementeira de Luz, da nota explicativa ao pé do Prefácio Espiritual, elaborada pelo editor do Vinha de Luz — Serviço Editorial, Geraldo Lemos Neto, à página 21 da primeira edição.
Vide dados tipográficos da referida obra em Bibliografia indicada.

14.2.20

A Paz nos Morros


Não tenhamos dúvida alguma que os tempos são chegados, conforme predisse o Nosso Senhor Jesus Cristo.
Os tempos são chegados porque há um momento em que não é mais possível a convivência com tanta crueldade, com tanta maldade, na Terra. Há que se fazer algo para o restabelecimento do bem-estar da humanidade e Deus, que tudo vê, provém aos seus signatários as forças necessárias para conduzir as coisas para o bom termo. Há que se instalar, gradualmente, o reino de Deus na Terra e esta tarefa não pode mais se demorar.
Quando vejo os últimos acontecimentos no meu Rio de Janeiro, uma verdadeira guerra campal, vejo como as coisas estão ocorrendo celeremente. Os tiros de lá pra cá, a correria daquela gente naquele tiroteio infernal representa uma ajuda para que possamos banir, de uma vez por todas, o mal da face da Terra. Não era preciso isto, era preciso apenas que o homem aceitasse o amor no seu coração e deixasse se guiar por ele, mas não, muitos de nossos irmãos enveredaram - e ainda o fazem - no caminho do mal e, assim, atrapalham as suas próprias vidas. Não que gostemos de ver tamanho arroubo de poder, que as duas partes querem se mostrar, mas algo precisava ser feito e que seja assim, infelizmente, mas, queira Deus, com o menor derramamento de sangue possível.
Isto tudo é consequência da absoluta falta da presença do Estado e da incapacidade de se gerar a paz dentro do coração dos homens. De um lado, o poder público que ficou de braços cruzados vendo as favelas crescerem e não chegou junto para ordenar a ocupação popular e dar ao povo o mínimo para poder ali se estabelecer e ganhar a sua vida. Resultado, gente morando onde não deveria morar, ficando pendurado em casebres, amontoado uns sobre os outros em condições precaríssimas de moradia. A ausência do Estado fez com que outros ocupassem este espaço tristemente, fazendo crescer uma geração enorme de delinquentes por absoluta falta de alternativa. Por outro lado, o bem não foi plantado no coração daquelas pessoas. Muitos deles sabem lá o que seja um catecismo, por exemplo, uma formação cristã básica, de qualquer que seja a denominação religiosa. Sem perspectivas do Estado e sem a presença de Deus em suas vidas, o que esperar?
Meus queridos irmãos, creio que estejamos perto do fim, mas muita água ainda vai rolar para que tenhamos, definitivamente, a instalação do bem na Terra. Muita coisa ainda vai acontecer para que o reino de Deus se faça presente no coração dos homens, de todos os homens.
Façamos a nossa parte e peçamos a Deus misericórdia por aqueles irmãos nossos que ainda teimam em permanecer no mal, em cultivar o ódio e a maledicência, o crime e a destruição geral. Que os episódios recentes no Rio de Janeiro nos façam ver, de uma vez por todas, que o caminho escolhido no passado não nos serve e que modelemos um onde todos possam ter alternativa de crescimento pessoal, onde a cooperação e a preocupação com o bem-estar dos seres humanos seja perene, a prioridade principal.
Construamos um novo mundo, certamente de muita paz e união entre irmãos.
Que Deus nos abênçoe!

Helder Camara pelo médium Carlos Pereira - 2010

13.2.20

A TEMPESTADE ACALMADA


    "E entrando Jesus na barca, seus discípulos acompanharam-no, e eis que se levantou no mar tão grande tempestade que as ondas cobriam a barca; mas Jesus dormia. Os discípulos, aproximando-se, acordaram-no dizendo: Salva-nos, Senhor, que perecemos. Ele lhes disse: Por que temeis, homens de pouca fé? Então erguendo-se, repreendeu os ventos e o mar; e fez-se grande bonança. E todos se maravilharam dizendo: Que homem é este, que até o mar os ventos lhe obedecem?"  (Mateus, VIII, 23-27.)

    A autoridade de Jesus é verdadeiramente universal.
    Espírito superior que preside os destinos do nosso planeta, conhece-lhe a natureza, bem como a atmosfera que o circunscreve, assim como os Espíritos que atuam nos elementos; é sabedor, portanto, de que todos os fenômenos sísmicos e atmosféricos são dirigidos por seres inteligentes encarregados das manifestações da Natureza.
    O Mestre, contemplando o temporal que se desencadeara no Mar da Galiléia, deliberou fazê-lo cessar a rogo de seus discípulos, e para que estes não perigassem, ordenou que o mar se acalmasse e os ventos não prosseguissem na sua faina destruidora!
    Está claro que Jesus não se dirigiu ao mar e aos ventos, mas, sim, aos Espíritos que agitavam a atmosfera e encapelavam as águas. O vento e o mar não poderiam compreender, para obedecer às ordens do Mestre.
    Esses fenômenos obedecem sempre a uma causa e Jesus, atuando sobre a causa, fez cessar o efeito!
    Ensina, também, esta passagem, que com a fé em Jesus podemos, se lhe rogarmos, obtermos a calma nas tempestades da vida.
    A Nova Revelação, com seus fatos maravilhosos, vem pôr-nos a par de tantas coisas que a ignorância humana considerava milagres, mas que não são mais que produtos ou resultados da ação de Espíritos que, em redor de nós, trabalham constantemente.

Livro: Parábolas e Ensinos de Jesus - Cairbar Schutel

12.2.20

A RIQUEZA


Questão 533 do Livro dos Espíritos

De certo modo, a riqueza leva o homem aos perigos morais e aos de todas as ordens. O dinheiro, quando aliado ao orgulho e ao egoísmo, se compara a desastres nos caminhos das criaturas. Por vezes, pedes aos Espíritos a fortuna, e eventualmente te poderá ser isso concedido. Deus pode permiti-lo como lição, uma prova, como um fardo que pesa bastante nos ombros.
Entre os Espíritos que servem de instrumento para canalizar essa riqueza, quase sempre estão os teus inimigos, por desejarem o teu mal, na sequência da tua vida. São favores perigosos, e não devem faltar ao agraciado a oração e a vigilância. O outro, em si, não faz mal nem bem, mas, a falta de educação moral nas criaturas é que o emprega para finalidades escusas.
Se ganhaste alguma fortuna de repente, tem cuidado na sua aplicação: ela poderá ser motivo de glória para a tua vida. Mas, por motivo de desespero, não deves pedir aos Espíritos riquezas; trabalha, que se Deus achar conveniente, te proverá, sem agressão às forças superiores. Deixa que o Senhor faça a Sua vontade, e não a tua, visto que, de certo modo, o homem não sabe o que pedir.
Se Deus concede à pessoa a riqueza, quase sempre é por provação; no entanto, já se encontram no mundo muitos ricos que entrarão no reino do céu, que conhecem e sabem empregar seus bens materiais, como ajuda para conhecer a verdade. O dinheiro em demasia pode te levar aos desregramentos sociais, ao abuso da comida e da bebida.
É bom que anotemos a fala de Paulo, em sua primeira carta aos Coríntios, conforme capítulo dez, versículo trinta e um:
Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra cousa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.
O tudo para a glória de Deus a que Paulo se refere, é usar o que se deve usar com parcimônia. Não deves esquecer o equilíbrio na alimentação e, se for o caso, na bebida, porque o homem correto deve fazer tudo para a glória de Deus, sem sair da moral evangélica, de modo que a conduta de Cristo opere em seu coração. Quem passar pelo crivo da riqueza, e não for influenciado pelas paixões inferiores e pelos desequilíbrios sociais, está preparado para usar o dinheiro de maneira honesta, onde o amor pode vibrar na sua pureza e avançar nos caminhos da caridade.
Mas, se Deus te conservar na pobreza dos bens materiais, não te revoltes, por não passar isso de uma prova, te preparando para uma vida melhor. Confia e espera, trabalhando como se estivesse na fartura de tudo. Do modo que pensas, assim vives. Não deixes o fermento do mal crescer em teu coração. Ele atrai Espíritos da mesma natureza, a te inspirarem coisas inúteis para a tua paz de consciência.
Se porventura pediste aos Espíritos a fortuna fácil, e essa não chegou para ti, dá graças a Deus, pois estás sendo protegido pelos teus guias espirituais. Dentro das facilidades se enroscam serpentes perigosas. Contenta-te com o que tens, que os Céus sabem o que convém te ofertar.

Livro: Filosofia Espírita – João Nunes Maia – Miramez - Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

11.2.20

A ÚNICA RIQUEZA


Emmanuel

     Nos tempos modernos, o "auri sacra fames" dos antigos tem para as criaturas humanas um sentido novo.
     Sentindo mais terrível, em virtude da depravação moral em que se mergulha a maioria dos homens, neste amargurado transe da civilização.
*
    A fome do ouro não se contenta mais com a aquisição das facilidades da vida.
    Sua finalidade não é a busca incessante de conforto e de defesa, no seio da inquietação da existência material.
*
     Nos tempos que passam, o ouro deve comprar também as consciências para a amplificação de todas as zonas da ambição e do poder.
     O homem terrestre busca, em toda parte, a posse do metal que se ligou, por atrações insondáveis e misteriosas, aos seus destinos no mundo, não tanto porque precise de pão e de agasalho.
     A máquina, com os seus aparelhos de transformação solucionou os mais fortes problemas de necessidade material da civilização. 
*
     O mais pobre operário, nos tempos que correm, em se tratando das condições econômicas da América, tem mais comodidades na sua casa do que Luiz XIV, há dois séculos atrás, nos esplendores dos seus palácios.
*
     O homem precisa da expressão financeira para acobertar as suas próprias deficiências morais.
*
     O ouro mascara-lhe os defeitos, cobrindo a sua personalidade de respeito ao poder, aos olhos do mundo.
     Conquistado expressões bancárias, conquista os primeiros lugares em quase todos os planos sociais.
*
     Conquistando o campo das grandes possibilidades materiais, o homem examina a sua amplidão de domínio, voltando-se, então, para o terreno intelectual, onde efetua a sua provisão de conhecimentos, mas quase sempre dá provas de sua miopia espiritual, em face da árvore imensa da ciência e da sabedoria.
*
     Aos frutos sãos, prefere os apodrecidos.
     A força de hábito, na canalização da fortuna para todos os desvios da autoridade, a serviço de sua ambição e de seu egoísmo desenfreados, viciou as fontes da cultura universitária, intoxicando-a com as mais falsas concepções da vida.
*
     Enquanto há banqueiros em luta pela culminância financeira nas bolsas, existem sábios disputando a melhor posição de conhecimento, no capítulo da guerra e do extermínio, nos laboratórios.
*
     Quase sempre, aliando-se a expressão intelectual à possibilidade financeira, temos o político do tempo, em caminho para os lugares mais destacados no grande banquete do domínio universal.
     Entretanto, todas as criaturas, um dia, contemplam detidamente o relógio da ambição, o procurando parar os seus ponteiros.
*
     Napoleão, em Santa Helena, considera o caráter transitório de suas conquistas.
     Bismarck, com todas as suas expressões de poder, prepara-se para a morte, depois das vitórias de 70.
     Édson examina as possibilidades de se comunicar com o mundo invisível, após as suas grandes e maravilhosas descobertas.
     Marconi, depois de aperfeiçoar a radiotelefonia, auxiliado pelos seus guias espirituais, é chamado à Pátria Espiritual, justamente quando estudava o problema de um raio mortífero à distância, com o fim de servir às expressões da política transitória.
*
     Um poder mais alto que o de todos os ditadores do mundo dirige os eternos movimentos do cosmo; uma inteligência inapreensível, pelas suas expressões Divinas, se sobrepõe, no infinito do tempo e do espaço, ao raciocínio de todos os inventores, estabelecendo a verdadeira harmonia da vida e uma justiça compassiva e misericordiosa preside o destino de todas as almas, nas mais variadas posições da existência.
     Os verdadeiros ricos da Terra são os que procuram conhecer a magnitude desse poder, dessa sabedoria e dessa misericórdia, dispondo-se a servir nas suas leis que são as da prática do Bem e do Amor puro e simples.
*
     Nas suas mãos, as moedas de ouro já não representam a pedra fria dos cofres, mas as flores de luz para a alegria de todos os semelhantes.
*
     Nos seus cérebros, a educação universitária não constitui uma teoria de domínio para o culto de suas vaidades pessoais, mas um dom de Deus, a caminho para a perfeição da beleza espiritual, nas suas mais sublimadas afirmações.
*
     Esses espíritos, ainda raros no caminho comum, transformarão, de fato, a superfície do planeta, plantando o bem, a caridade, o amor, a crença e a esperança, à luz dos ensinamentos de Jesus, em todas as direções e são esses desvelados precursores do porvir que hão de modificar todas as concepções da riqueza, no ambiente terrestre, demonstrando que longe de ser um sinônimo de inquietação, de vaidade, de força bruta, de interesse mesquinho, de extermínio e destruição, a única riqueza verdadeira do homem é a que reside no patrimônio dos seus conhecimentos espirituais, aliados à prática da Lei do Amor e do Bem, sobre a face da Terra.

Livro: Ação, Vida e Luz – Francisco C. Xavier – Espíritos Diversos.

10.2.20

EU FIZ A MINHA PARTE... AGORA É COM VOCÊS!...


- Chico Xavier

Contam alguns amigos que, algum tempo antes de desencarnar, falando sobre a intenção de alguns de “tirar Jesus do Espiritismo”, Chico, em tom de desabafo, teria dito:
- “Eu fiz a minha parte... Agora é com vocês!...”
Não se há de negar que, em seus 75 anos de Mandato Mediúnico, o Médium cumpriu, como ninguém, a sua parte – o que Kardec codificou, voltou um pouco mais tarde, ele mesmo, para decodificar, ou, em outras palavras, para complementar e atualizar, descerrando infinitas perspectivas à Doutrina.
Pois bem.
A questão de se “tirar Jesus do Espiritismo” não está afeta apenas ao aspecto doutrinário, com aqueles que pensam que a Terceira Revelação deve primar, exclusivamente, pelo aspecto científico – como se Jesus fosse responsável pelas religiões de denominação cristã que foram criadas a partir de Suas palavras, quando sequer Ele escreveu uma única letra.
Realmente, em nosso Movimento, na atualidade, existem várias frentes que, consciente ou inconscientemente, estão se esforçando para excluir Jesus...
Por exemplo.
O problema da elitização do Movimento, quase que a anular o Espiritismo em sua feição consoladora – e isto, infelizmente, a partir dos equívocos cometidos pelos Órgãos de Unificação, que, no Brasil e fora do Brasil, já o elitizaram, de vez que, são Órgãos completamente distantes do povo...
E tão distantes estão que passaram a referendar as palestras doutrinárias pagas, taxadas, sem dúvida, a preços escorchantes, sob o pretexto de divulgação da Terceira Revelação, que, em termos de IBGE, desde a desencarnação de Chico Xavier, vem encolhendo em número, e, quiçá, na qualidade de seus adeptos.
Formou-se, sub-repticiamente, também metaforicamente, não sei se separado ou emendado, várias frentes lideradas por confrades de alguma expressão intelectual – e nem sempre moral –, que, a pretexto de exaltarem Kardec, passaram a dar combate às Obras Mediúnicas de Chico Xavier, simplesmente deixando de citá-las em suas perorações.
(Tenho para comigo, que, talvez em 90% desses confrades, o que falta mesmo é conhecimento doutrinário mais abrangente, inclusive do Pentateuco – são rasos e superficiais, sem capacidade dedutiva, e... sem originalidade alguma! – o plágio foi oficializado!)
Não deixemos de ouvir o que, em tom de alerta, Chico nos disse: “Agora é com vocês!...”, e, de nossa parte, não nos intimidemos no testemunho, sabendo, evidentemente, do preço que ele nos custa, e nos custará – todavia, sem dúvida, sempre bem menor do que o que se paga para ouvir esse ou aquele tribuno em qualquer Congresso!...
O Movimento Espírita, através de algumas de suas supostas lideranças, assim que Chico desencarnou, começou a colocar as “mangas de fora”, porque, antes, não possuía qualquer endosso de natureza moral para os desatinos que vem cometendo, com bases em mentiras de dirigentes e médiuns desavergonhados que amam o poder e a bajulação.
A situação, porém, não é nova. Leymarie esperou que Kardec desencarnasse para se apropriar de seu espólio, e, segundo Chico, se transformar, em França, no “coveiro do Espiritismo”.
Então, meus amigos, o assunto é o seguinte: tais Congressos pagos, e, consequentemente, a elitização do Movimento, não existiriam se os convidados para eles se negassem a participar, e não achassem pouco proferir as suas exposições doutrinárias em suas Casas Espíritas de origem.
O Movimento Espírita como passou a existir, de fato, caminha, a passos bem adiantados, para “tirar Jesus do Espiritismo”, e, assim, ser reduzido a uma doutrina teosófica qualquer – ou, caso prefiram, esotérica.
Que nos preocupemos, pois, mantê-Lo em nossos espíritos, na expectativa de melhores dias que haverão de surgir, quando a “fila andar”, e os problemas que vocês têm aí embaixo se transferirem para o Lado de Cá!...
Valha-nos Deus!...

INÁCIO FERREIRA – Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 10 de fevereiro de 2020.