7.8.19

PROFESSORES DIFERENTES


Reunião pública de 16-11-59 Questão nº. 290

Entre familiares e amigos, encontras, na Terra, a oficina do teu burilamento.
Com raras exceções, todos apresentam problemas a resolver.
Problemas na emoção e no pensamento.
Problemas na palavra e na ação.
Problemas no lar e no trabalho.
Problemas no caminho e nas relações.
Prossegues, assim, junto deles, como quem respira ao pé de múltiplos instrutores num instituto de ensino.
Muitos reclamam trabalho, lecionando-te paciência, enquanto outros te ferem a sensibilidade, diplomando-te em sacrifício. Há os que te escandalizam incessantemente, adestrando-te em piedade, e aqueles que te golpeiam a alma, com as lâminas invisíveis da ingratidão, para que aprendas a perdoar.
E as lições vão surgindo, à maneira de testes inevitáveis.
Agora, é o esposo que deserta, dobrando-te a carga de obrigações, ou, noutras circunstâncias, é a esposa que se rebela aos compromissos, agoniando-te as horas... Hoje, ainda, são os pais que te contrariam as esperanças, os filhos que te aniquilam os sonhos ou os amigos que se transformam em duros entraves no serviço a fazer.
Nenhum problema, entretanto, aparece ao acaso, e, por isso, é imperioso te armes de amor para a, luta íntima.
Fugir da dificuldade é, muitas vezes, a idéia que te nasce como sendo o melhor remédio. Semelhante atitude, porém, seria o mesmo que debandar, menosprezando as exigências da educação.
Carrega, pois, com serenidade e valor o fardo de aflições que o pretérito te situa nos ombros, convicto de que os associados complexos do destino são antigos parceiros de tuas experiências, a repontarem do caminho, solicitando contas e acertos.
Seja qual for o ensinamento de que se façam interpretes, roga à Sabedoria Divina te inspire a conduta, a fim de que não percas o merecimento da escola a que a vida te conduziu.
Ainda mesmo em lágrimas, lê, sem revolta, no livro do coração, as páginas de dor que te imponham, ofertando-lhes por resposta as equações do amor puro, em forma de tolerância e bondade, auxílio e compreensão.
Recorda que o próprio Cristo, sem débito algum, transitou, cada dia, na Terra, entre esses professores diferentes do espírito. E, solucionando, na base da humildade, os problemas que recebia na atitude e no comportamento de cada um, submeteu-se, a sós, à prova final da suprema renúncia, à qual igualmente te submeterás, um dia, na conquista da própria sublimação – o único meio de te elevares ao clima glorioso dos companheiros já redimidos que te aguardam, vitoriosos, nas eminências da Espiritualidade.

Livro “Religião dos Espíritos” –  Francisco C. Xavier – Emmanuel – Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

6.8.19

LIX – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER


No desdobramento do capítulo XIII, Gúbio conclama o magistrado a rever o processo de Jorge, filho de Saldanha, que havia sido condenado sem culpa... Perguntando ao Instrutor se Jorge, de fato, era inocente, obtém bela e profunda resposta:
- Ninguém sofre sem necessidade à frente da Justiça Celeste e tão grande harmonia rege o Universo que os nossos próprios males se transubstanciam em bênçãos.
Vejamos: Jorge era inocente da acusação que pesava sobre ele, porém, não completamente inocente perante as Leis Divinas, que, em verdade, quase em todas as épocas, temos infringido um sem número de vezes.
*
Em seguida, Gúbio exorta o magistrado a igualmente proteger a filha de Jorge, que, na condição de mera serviçal trabalhava em sua casa – ela era neta de Saldanha, o terrível perseguidor de Margarida.
O juiz, então, esboça uma reação, alegando que a jovem não era a sua filha.
Gúbio lhe responde com palavras que, certamente, calarão fundo em todos os que as ouvirem e compreenderem:
- Não serias, entretanto, convocado por nós a semelhante encargo, se não pudesses recebê-lo. Crês, porém, que o dinheiro em disponibilidade deva satisfazer tão somente as exigências daqueles que se reuniram a nós, dentro dos laços consanguíneos? Liberta o coração, meu amigo! respira em mais alto clima. Aprende a semear amor no chão em que pisas. (...).
Será que, de fato, estamos preparados, desencarnados e encarnados, para ouvir e atender tão sublime exortação, nós, que, quase sempre, somente facilitamos para os que se nos ligam através dos laços da consanguinidade?!
Convenhamos que, em verdade, a Lei Divina possui grande expectativa a nosso respeito, pois, na condição de filhos de Deus, somos exortados a agir ao nível da herança de que somos detentores.
Chico Xavier ensinava que Jesus não nos havia pedido muito – que Ele não nos havia pedido para escalar o Everest, mas para que apenas nos amássemos uns aos outros!
*
No precioso diálogo com o magistrado, Gúbio lhe efetua revelações a respeito de suas vidas pretéritas, dizendo:
- Juiz, pessoas e sucessos que nos afetam a consciência de maneira particular não constituem objeto vulgar na marcha reveladora da vida. Por agora, trazes a mente subjugada pelo choque biológico do retorno à carne e não poderias seguir-nos na exumação do passado recente. Já te auscultei, no entanto, os arquivos mentais e vejo os quadros que o tempo não destrói.
As lúcidas palavras do Instrutor referendam o que muitos vivem a repetir, sem, no entanto, atinarem para o que dizem: o acaso não existe!
Ninguém nos cruza o caminho indebitamente.
Os acontecimentos que nos marcam a existência e que nos alcançam o mundo íntimo têm a sua razão de ser – um simples animal que vem chorar à nossa porta, escorraçado e com fome, às vezes, doente, procurando proteção, não é algo que possamos debitar à conta de mero capricho da Vida.
*
Comovente o que escreve André ao fim daquela convocação familiar, na reunião que se dera no Mais Além, sob as vistas de Saldanha:
- Abeirou-se (o magistrado) de Jorge, estendeu-lhe a destra em sinal de fraternidade, que o filho de Saldanha beijou igualmente em pranto, e, em seguida, acercou-se da jovem, abriu-lhe os braços acolhedores e exclamou comovido:
- Serás minha filha, doravante, para sempre!...
Saldanha não cabia em si de contentamento e quis desmanchar-se em palavras de gratidão, que Gúbio não aceitou, esquivando-se de qualquer mérito, como sói acontecer com as grandes almas.

INÁCIO FERREIRA – Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 5 de agosto de 2019.
Nota do autor espiritual: Quase a finalizar as reflexões em torno da obra “Libertação”, de André Luiz, quanto nos seja possível atenderemos à solicitação de alguns de nossos confrades e confreiras quanto às crônicas que desejam voltemos a escrever no pequeno espaço deste Blog.
Não olvidemos, no entanto, a necessidade de estudarmos e reestudarmos sempre as obras da lavra mediúnica de Chico Xavier, no legítimo desdobramento da Codificação Kardeciana.

5.8.19

O Bom Caminho


Eu me perdi numa noite dessas. Estava à procura de minha casa e, de repente, não me dei conta que havia tomado o caminho errado. Onde eu estava? Para onde ia? O que me esperava?
Não titubeei a pedir ajuda, viesse de onde viesse. Estava calmo, mas precisa de alguém para me dizer o caminho correto.
De repente, apareceu um homem forte, musculoso, de face rígida e muito sério.
- O que o senhor faz por aqui? Indagou-me.
- Eu estou procurando um caminho para voltar para casa.
- Não é por aqui, o senhor sabe que não é por aqui. Por que insiste?
- Não sei bem, meu caro, mas é por isso que peço ajuda. Você pode me ajudar?
- Dê a meia-volta e pegue aquela esquina. Vá retamente e logo-logo vai encontrar o centro da cidade. Lá, peça ajuda e alguém vai lhe indicar.
- Muito obrigado! Eu clamei aos céus para me enviar alguém que me ensinasse o caminho de volta para casa e ele me trouxe você. Muito obrigado!
- Não acho que foi ninguém. Eu estava por aqui por perto e ouvi passos. Corri e lhe encontrei. Não foi ninguém a não ser eu mesmo.
- Meu caro, você pode não acreditar, mas os desígnios de Deus são insondáveis. Eu, você, qualquer um, pode se tornar instrumento Dele sem perceber.
- Eu não acredito nisso. O senhor pode até acreditar, mas eu não. O que eu acredito é em mim e em mais ninguém.
- Eu entendo você, mas tudo bem. Deus espera todos nós no tempo de cada um. Eu agradeço a Ele por você ter aparecido no meu caminho.
- Tanto faz o que o senhor acredita ou deixa de acreditar. O fato é que eu estava aqui por perto e ninguém me avisou que chegaria alguém a essa hora. Vigio as casas daqui de perto. Dou proteção a todos. Não foi outro o motivo de lhe encontrar.
- Deus sabe usar as pessoas para nos atender da melhor maneira possível.
- Eu faço o meu caminho. Cada um faz o seu. Não ponha Deus nessa história.
- Ele, meu caro, é que faz a nossa história acontecer. Sem Ele sequer estaríamos aqui debatendo esse assunto. É Ele o senhor das nossas vidas.
- Basta! Já fiz o que me pediu. Isso é o suficiente. É melhor o senhor dando o fora daqui.
- Sim, claro que sim, mas você me parece com alguém bem distante. Lembra muito uma amiga que tive no passado: Deolinda.
- Não, o senhor conhece uma Deolinda?
- Conheço, sim! Era uma grande amiga minha do passado. Foi-se embora cedo, porém. Deixou duas crianças maravilhosas: Pedro e Albertina.
- Não pode ser.
- O que não pode ser?
- O senhor está falando de mim e da minha irmã. Sou filho de Deolinda, que partiu bem cedo, mal tinha oito anos de idade, e minha irmã, seis anos.
- Você, então, é Pedro, filho de Deolinda, que Deus a tenha!
- Lá vem o senhor de novo com essa estória de Deus. Se Deus existisse não me deixaria desamparado junto com a minha irmã. Sem pai, que fugiu pelo mundo e nunca mais voltou, e sem mãe. Se não fossem meus tios estaríamos a ver navios. Isso é Deus?
- É, sim, Deus tem o seu jeito próprio de escrever as nossas vidas. Por mais que pareça torta, nossa vida tem um sentido maior. Olha eu aqui com você nesse momento a me salvar a vida.
- Eu não acredito em Deus. Não posso acreditar. Ele é muito cruel. O que eu fiz contra Ele para Ele não gostar de mim?
- Não fez nada, meu filho, nem Ele tampouco te persegue. Há lições, porém, que devemos aprender na vida e Ele nos oferece essas condições.
- Eu quero dizer que Ele me rejeita. Se não fosse meus tios eu estaria completamente desamparado.
- Não lhe faltou, nada, faltou, se não você não estaria aqui?
- Por pouco, por muito pouco. Meus tios se transformaram, na prática, em nossos pais. Uma tremenda injustiça.
- Não é, meu filho, apesar das aparências. Olha o homem que você se tornou. Certamente, responsável e trabalhador. Nada e ninguém lhe faltou.
- É verdade, mas foi um golpe da sorte.
- Parece que você não gosta mesmo de Deus. Isto que você chama de sorte, eu chamo de Deus. Você teve tudo que precisava para ser o homem que é. Isto é Deus atuando na sua vida.
- Eu não posso acreditar nisso, é muita fantasia.
- Bem, já me dou por feliz em encontrar o filho de minha querida Deolinda. Ela certamente está muito feliz por você onde quer que esteja.
- Vá embora, padre, e deixe-me aqui com as minhas certezas.
- Que bom que Deus me ouviu – e Deolinda também – e me pôs você no meu caminho.
- Esta bem! Está bem! Qualquer coisa estou por aqui.
- Muito obrigado, mais uma vez!
Esta passagem aconteceu quando estava entre vocês. Sai tarde da noite para ver uma irmã enferma e perdi a hora. De madrugada, confiante em Deus e na bondade dos homens, voltei para casa e peguei uma rua errada, mas Pedro, filho de Deolinda, apareceu no meu caminho a mando de Deus.
Do outro lado da vida, soube que Pedro se perdeu nas drogas, mas depois se recuperou. Era um revoltado com Deus, mas se deparou com inúmeras situações como estas e um dia, louco para sair da dependência química, fez um apelo feroz a Deus para lhe tirar daquela situação.
Deus enviou-lhe um verdadeiro pai em forma de médico psiquiatra. Deu apoio, carinho e ele deixou o vício delirante das drogas. Era, a partir desse episódio, um evangélico. Aceitou a Jesus, muito por influência daquele médico de coração grande que o acolheu amorosamente nos seus momentos de agonia.
Pai de família, Pedro teve duas filhas. Uma delas homenageou a sua mãe Deolinda dando-lhe o nome. Hoje, está feliz e tranquilo. Deixou Deus de lado. Não brinca mais com Ele, mas se relaciona bem com Jesus, que lhe acendeu a fé.
Como Deus colocou Pedro no meu caminho, colocou também o médico que lhe assistiu, se tornando um verdadeiro pai.
Quem Deus colocou na sua vida para lhe apontar o bom caminho?
Quem é que faz parte da sua caminhada sem o qual você estaria perdido por aí?
O que você tem feito para colocar outros no bom caminho sendo você instrumento de Deus para aquela criatura?
Tudo depende de você e você pode conseguir tudo que desejar, ao colocar Deus no caminho da sua vida.
Que Deus, o senhor dos caminhos, esteja ainda mais contigo na sua caminhada em direção a Ele.

Hélder Câmara – Blog Novas Utopias

4.8.19

Nossas Obras

Nossas obras são os sinais que endereçamos ao mundo que nos cerca.
Por elas, criamos, no círculo em que vivemos, pensamentos, palavras e ações que, por força da Lei, reagem sobre nós, deprimindo-nos ou levantando-nos, iluminando-nos o coração ou obscurecendo-nos a mente, segundo o bem ou o mal em que se estruturam.
Não te esqueças de que a nossa trajetória, entre as criaturas, fala silenciosamente por nosso espírito.

Livro: Abençoa Sempre – Francisco C. Xavier - Emmanuel

3.8.19

O DOM DO RECOMEÇO


Eu sei, Senhor, que na vida
Toda conquista tem preço,
Que precisa ser quitado
Na bênção do recomeço.

E por isto, muito embora,
Sabendo que não mereço,
Aqui venho Te rogar
A bênção do recomeço.

Deixa-me valorizar
Todo bem que desmereço,
Memorizando as lições
Da bênção do recomeço.

Como eu haverei de ser,
Melhor do que me conheço,
Sem que me entregue outra vez
À bênção do recomeço?!

De sempre ficar na sombra
Da ignorância, estremeço,
Pois que anseio pela luz
Da bênção do recomeço.

É por isto, Mestre Amado,
Que, humildemente, agradeço,
Ao teu Infinito Amor
Pelo dom do recomeço.

Eurícledes Formiga

(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã de domingo do dia 28 de julho de 2019, em Uberaba – MG).

2.8.19

Médico Jesus


Quando estamos em um lugar que nos desagrada e nos provoca algum sofrimento, a solução mais lógica é deixarmos esse local. Quando precisamos chegar a uma cidade ao norte e pegamos uma estrada ao sul, precisamos fazer uma conversão para alcançar a rodovia correta.
    Na enfermidade ocorre a mesma coisa. A doença é um aviso de que estamos dirigindo o carro da nossa vida pela estrada errada, e geralmente essa estrada se chama "desequilíbrio". Por isso, não há cura verdadeira sem mudança de estrada, sem uma conversão de nossa parte. Desacelere o carro da sua vida, faça uma parada. Se você continuar correndo desse jeito vai se arrebentar na primeira curva das  dificuldades.
    Reflita sobre seus atos e caminhos, sem nenhum propósito de se culpar pelo que tem feito. O objetivo é torná-lo consciente das escolhas que tem feito, estimulando-o a tomar uma nova estrada que o levará ao destino da saúde e da felicidade.
    Em todas as curas que realizava Jesus sempre apresentava aos enfermos a proposta do "não peques mais". isto é, do "não voltes a errar", o que para nós significa a mudança de rumo que qualquer processo sincero de cura nos solicita. Muitos a quem Jesus curou voltaram a adoecer porque não mudaram de vida, persistido em seus velhos hábitos doentios. Tenhamos consciência de que custará muito menos mudar do que experimentar o sofrimento do comodismo. Nenhum processo de cura se estabelece sem duas condições indispensáveis: consciência e mudança.
    Nunca é tarde para mudar de caminho, por piores que tenham sido as estradas do erro percorridas, Jesus não desistiu de você. A doença é um chamado para voltarmos ao caminho do bem. Como há dois mil anos atrás, o Médico Jesus está pronto para lhe curar. E você, está pronto para a mudança?

Livro: O Médico Jesus - José Carlos De Lucca

1.8.19

Mulher


A mulher deve ser como a palha miúda, com que se encaixotam as porcelanas. Palha que não conta, palha que mal se vê, palha que ninguém se percebe e sem a qual se quebraria tudo!

Psicografia de Chico Xavier