7.3.19

Nada da Saltos


- "Em natureza, nada dá saltos" - não se trata de um axioma espírita?
- Sim - respondi -; adotamo-lo também. Significa que não há modificações abruptas, com a própria matéria transitando de um estado para outro, lentamente.
Enquanto assim falávamos, fomos interrompidos pelo pedreiro encarregado da construção que, aproximando-se, abordou o arquiteto.
- Dr. Germano, desculpe-me, mas estamos precisando que dê uma olhada no encanamento, creio que seria conveniente e prático modificarmos o percurso...
- O encanamento d'água? - perguntei, curioso.
- Em um dos trechos, está passando rente à tubulação elétrica...
- Então vão logo, Germano, que eu não tenho elementos mediúnicos para descrever um curto-circuito no Além... Vá, meu filho! Não me obrigue a tanto!
- Doutor - disse-me Germano, afastando-se para averiguar o problema -, diga ao pessoal encalacrado no corpo que só existe um meio de não lidar com a forma: é transcedê-la! Enquanto o homem for homem...
- É o que tenho tentado fazer - respondi -, mas a turma está apegada... prefere continuar entrando pelo cano e saindo pela tubulação!

livro: Amai-vos e Instruí-vos - Carlos A Baccelli - Inácio Ferreira

6.3.19

AFEIÇÃO DOS BONS ESPÍRITOS


Questão 486 do Livro dos Espíritos

Os bons Espíritos, que sempre nos acompanham, fazem tudo para a nossa paz interior. Certamente que eles se afligem com a nossa impaciência ante a dor e os problemas, pelos quais passamos reclamando. Somente os Espíritos puros têm a tranqüilidade imperturbável da consciência. Eles compreendem que os encarnados carregam consigo fraquezas capazes de os envolverem nas sombras que sempre os espreitam, mas, que uma queda pode ser prenúncio de vitória no porvir.
Estamos rodeados de testemunhas espirituais que nos assistem, e atraímos outras tantas pela sintonia dos nossos sentimentos. O Espírito envolvido na carne recebe do próprio ambiente impulsos de magnetismo inferior a todos os momentos. É preciso orar e vigiar permanentemente. Essas forças aparecem aos homens como barreira para cercear suas forças para o bem.
Devemos lutar, não contra o mal, que não merece atenção nem desperdício de tempo, mas, lutar na seqüência do bem comum, aprimorando, com as qualidades espirituais, a. árvore do amor que se encontra em nosso coração. Busquemos sempre o melhor, e nessa procura, Jesus aparece com as Suas mãos que nos encorajam a batalhar com nós mesmos, aliviando ou fazendo desaparecer as nossas tensões, no que se refere à nossa consciência.
Os bons Espíritos têm suas lutas no chão do planeta e ainda procuram inspirar os homens para torná-los bons também. Os Espíritos puros inspiram os bons, mesmo desencarnados, e eles, fortalecidos ajudam os encarnados. Sabemos que os homens fazem o bem e o mal, entretanto, a Doutrina dos Espíritos, como sendo a volta de Jesus, vem nos ajudar a compreender a necessidade de diminuir o mal, investindo no bem cada vez mais, para que ele domine os nossos sentimentos na sua amplitude. Se queres paz, trabalha pela paz alheia; se queres amor, não te esqueças de amar, porque, se é dando que recebemos, a inteligência nos pede para doar o quanto pudermos.
Certos Espíritos sofrem com os nossos sofrimentos, e ficam mesmo magoados quando não suportamos o peso da cruz que prometemos carregar. Não obstante, eles prosseguem nas suas inspirações, porque recebem de outras fontes de luz, novas esperanças. São bons Espíritos, e essa bondade é sempre ativa no que se refere à paz dos seus tutelados.
Se já és espírita, não deixes somente para os Espíritos as tuas cargas. Procura andar com os próprios pés. Se os bons Espíritos trabalham para reunir fluidos no sentido de curar ou aliviar as tuas enfermidades, porque não fazeres o mesmo com teus próprios recursos? Hoje, felizmente, existem muitas orientações acerca do equilíbrio orgânico e psíquico. Procura aprender com o teu próprio esforço, pois serás abençoado e, certamente, ajudado por mãos invisíveis e com bastante alegria. Podes te confortar muito, no beber a água, no comer e no respirar, basta que a tua mente fique vibrando na dimensão daquilo que queres e que não deixes faltar a fé. Um doente que não deseja curar-se, dificilmente se cura. Um copo de água pura, com fé, nos parece o melhor e mais acessível remédio.
Confia e melhora, confia e cura-te, confia e alegra-te no que estás fazendo e vivendo. Aprende a comer bem, comendo certo. Vê como a natureza é pródiga em todas as qualidades para o equilíbrio do teu corpo físico. Acima de tudo, concentra-te no exercício do auto-aprimoramento moral que, quanto ao resto, encontrarás mais facilidade para conquistar.

Livro: Filosofia Espírita – João Nunes Maia – Miramez - Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

5.3.19

MUITO E POUCO


Reunião pública de 10-4-59
Questão nº 716

É na bênção do <> que rasgas, de imediato, a senda ideal para o sol da alegria.
Enquanto o <> é constrangido a sopesar responsabilidades maiores, no campo dos compromissos que envolvem o bem geral, podes, com o fruto do teu trabalho, semear a divina felicidade que nasce do coração.
Dentro do <> que te limita a existência, atenderás, desse modo, às necessidades que, hoje, aparentemente sem expressão, quais sementes desvaliosas, serão, de futuro, verdadeiras messes de talentos celestiais.
É assim que solucionarás modestas despesas de conteúdo sublime, quais sejam:
O copo de leite para a criança necessitada...
A sopa eventual para os que passam sem rumo...
O remédio para o doente esquecido...
O socorro fraterno às mães caídas em abandono...
O agasalho singelo aos hóspedes da calçada...
O prato adequado ao enfermo difícil...
O colchão que alivie o paralítico em sombra...
A lembrança espontânea que ampara o menino triste...
O concurso silencioso, conquanto humilde, em favor do amigo hospitalizado...
O serviço discreto às casas beneficentes...
O livro renovador ao companheiro em desânimo...
A gentileza para com o vizinho enjaulado na provação...
A cooperação indiscriminada a esse ou àquele setor de luta...
Não esperes, portanto, que a vida te imponha uma cruz de ouro para ajudar e servir.
Lembra-te de que os chamados ricos, por se encarcerarem nas algemas do <>, nem sempre podem auxiliar, sem delongas, presas que são de suspeitas atrozes, na defensiva dos patrimônios que foram chamados a manobrar, na extensão do progresso...
Ora por eles, ao invés de reprochar-lhes a hesitação e a conduta, porquanto, se tens amor,
sairás de ti mesmo com o <> abençoado que o Senhor te confia e, obedecerás ao próprio
Senhor, espalhando, em Seu nome, a força da paz e o benefício da luz.

Livro “Religião dos Espíritos” –  Francisco C. Xavier – Emmanuel – Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

4.3.19

XXXVII – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO”


– ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

Estudando sem pressa, qual convém se quer aprender, ainda no capítulo VI – “Observações e Novidades” – de “Libertação”, destacamos da palavra do Instrutor Gúbio:
“Pela densidade da mente, saturada de impulsos inferiores, não conseguem elevar-se e gravitam em derredor das paixões absorventes que por muitos anos elegeram em centro de interesses fundamentais.”
Possíveis deduções:
1 – Assim como o perispírito é causa para o corpo físico, o corpo mental é causa para o corpo perispiritual.
2 – O que determina a posição do espírito na escala evolutiva é a sua condição mental.
3 – A Lei da Gravidade funciona tanto para o corpo físico quanto para os diversos corpos espirituais, do mais denso ao mais sutil.
4 – Ao desencarnar, o endereço do espírito no vasto Condomínio Espiritual é o de seu grau de consciência.
5 – A rigor, ninguém “pede” para se elevar às Esferas Superiores – esse acontecimento se dá naturalmente, pois que não existe alguém cuidado de uma “cancela” no Mundo Espiritual, abrindo-a a alguns e cerrando-a a outras.
*
“Enriquecer a mente de conhecimentos novos, aperfeiçoar-lhe as faculdades de expressão, purificá-la nas correntes iluminativas do bem e engrandecê-la com a incorporação definitiva de princípios nobres é desenvolver nosso corpo glorioso, na expressão do apóstolo Paulo, estruturando-o em matéria sublimada e divina.”
Possíveis deduções:
1 – Semelhantes, embora, na aparência, nem todos os corpos físicos são iguais – em sua estrutura íntima cada qual possui certa característica que lhe permite uma existência mais ou menos saudável e, intelectualmente, ativa.
2 – Os corpos do espírito são suscetíveis de se aperfeiçoarem com as conquistas que ele efetue – tanto no campo intelectual e, principalmente, no campo moral. Notamos que, sobre a Terra, tal acontece, mormente com o corpo físico.
3 – O trabalho da perfeição é de dentro para fora, mas, também, pode funcionar de fora para dentro, dependendo das reações do espírito aos estímulos que receba.
4 – O perispírito, enfim, é a “túnica nupcial” à qual Jesus se refere em “A Parábola das Bodas” – o homem que entrara em palácio sem a “túnica nupcial”, por ordem do Rei, foi lançado para fora... O homem é o espírito, a “túnica nupcial” é a veste perispirítica, o Rei é a Lei. Aquele “penetra”, embora, por certo, estivesse bem “produzido”, não se trajava com uma veste da qualidade dos demais convidados... A condição íntima do espírito acaba por traí-lo exteriormente.
*
“Imergimo-nos dentro dos fluidos carnais e deles nos libertamos, em vicioso vaivém, através de existências numerosas, até que acordemos a vida mental para expressões santificadoras.”
Possíveis deduções:
1 – O fenômeno da reencarnação, para a maioria, é um círculo vicioso, que pode durar por séculos e séculos, com pequeno, ou quase nenhum aproveitamento do espírito.
2 – Acordar “a vida mental” é tarefa de cada um, dentro de sua capacidade de maturação psíquica, no aproveitamento das lições cotidianas da existência.
3 – Existem espíritos – em grande número – que “dormem” em sua atual encarnação, sem que se deem ao trabalho de pensar, expandindo a sua capacidade de raciocinar com a Verdade e de se doar através da mínima atitude de amor aos semelhantes.
*
Em síntese, afirma o Instrutor:
“Cada criatura nasce na Crosta da Terra para enriquecer-se através do serviço à coletividade. Sacrificar-se é superar-se, conquistando a vida maior.”
Dedução:
O maior adversário do espírito na tarefa da evolução chama-se “egoísmo”, em suas múltiplas formas de manifestação, até mesmo quando se caricatura de bondade.

INÁCIO FERREIRA – Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 4 de março de 2019.

3.3.19

CARNAVAL


por: Jair Presente

Irmã, você nos consulta
Se, acaso, existe algum mal
Em ver por fora e por dentro
A festa do CARNAVAL.

Nunca esperei tal pergunta
Nem sei dizer sim ou não,
Porquanto, estando entre os homens,
Quis sempre ser folião.

Ir ver a festa somente,
Acompanhar a arrelia,
Pode ser refazimento
Na carência de alegria.

Carnaval? De modo algum
Importa que você vá;
Apenas é bom saber
O que você quer por lá.

2.3.19

NÃO PARES


Meu amigo, se desejas
Saber que rumo tomar,
Ante o bem que te norteia,
Não pares de trabalhar.

Se queres seguir à frente
De modo a não mais errar,
Perseverando no bem,
Não pares de trabalhar.

Se anseias diante da Vida
A ti mesmo melhorar,
No bem que tudo transforma,
Não pares de trabalhar.

Se almejas vencer na luta
Que travas sem descansar,
Usando o bem por couraça,
Não pares de trabalhar.

Se sonhas em ser fiel
Ao bem em qualquer lugar,
Seja qual for tua crença,
Não pares de trabalhar.

Se procuras por Jesus
Que pretendes encontrar,
No bem que a Ele nos guia,
Não pares de trabalhar.

Eurícledes Formiga – Blog Espiritismo em Prosa e Verso
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na tarde de sábado do dia 7 de agosto de 1993, em Uberaba – MG).

1.3.19

Ectoplasma


    Ectoplasma, esse fluido vital, natural, que até agora não sabemos usá-lo com propriedade, em função de nossos pensamentos e emoções negativas. Permitimos com isso que os irmãos desencarnados, nossos desafetos, manipulem nossa energia e nos faça mal.
    A regra então é simples: reformar-se intimamente.
    Melhorarmos nossas atitudes, pensamentos e sentimentos. Coloquemos essa energia a disposição da espiritualidade amiga para a promoção de um mundo melhor.

Guaraciara Maia e Liriam Vieira