7.7.18

FRANCISCO, O POBREZINHO


Francisco de Assis, o pobrezinho,
Prossegue a mendigar na longa estrada,
O trovador do Amor, de alma cansada,
Tropeça e cai no escuro torvelinho...

Contempla o céu à noite, o Excelso Ninho,
E uma estrela, na fria madrugada,
Descendo da abóbada estrelada,
Deixa um rastro de luz pelo caminho...

Os irmãos imaginam que delira,
Sobre a poça de lama em que se estira,
Corpo franzino, transformado em cruz...

Porém, da estrela que desceu da Altura,
Uma Voz lhe sussurra, com ternura:
- Francisco, vem a mim... Eu sou Jesus!...

Eurícledes Formiga – Blog Espiritismo em Prosa e Verso
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã de sábado do dia 30 de junho de 2018, em Uberaba – MG).

6.7.18

Evangelho, Espiritismo e Esperanto


Li uma página sobre a trilogia: Evangelho, Espiritismo e Esperanto, retirada de um livro muito interessante (*). Vou colocar um pedaço aqui pra vocês:
    "A propósito desta luminosa trilogia, recordemos o que sobre ela sentenciou o Espírito Abel Gomes, em comunicação ditada a Francisco Cãndido Xavier em 30.08.1948, publicada em "O Reformador" de novembro do mesmo ano e reimpressa naquele mensário em fevereiro de 1989:
    "A nossa senha aos companheiros ainda não sofreu alteração. Evangelho, Espiritismo e Esperanto constituem, para nós outros, agora, uma trilogia bendita de trabalho para diversas encarnações.
    Com o Evangelho acenderemos nova luz na consciência coletiva, cooperando na missão redentora de que o Brasil se acha investido na revivescência do Cristianismo restaurado; com o Esperanto, abrimos novo caminho de fraternidade real entre almas e povos, para que o pensamento cristão consolide as suas diretrizes salvadoras nos mais variados setores do mundo, preparando o futuro milênio em bases mais justas de compreensão e solidariedade efetivas; com o Espiritismo descerraremos novos horizontes à visão geral para que entendimento sadio prevaleça na mentalidade terrestre, em todas as fases evolutivas, inclinando as criaturas à dignidade humana e ao reconhecimento substancial da justiça que determina seja concedido a cada um de acordo com as suas obras.
Segundo observamos, o programa é vastíssimo e requisita não somente entusiasmo de neófito, mas a coragem e a abnegação do apóstolo".

    (*) Affonso Soares, na apresentação do livro "Um caso de reencarnação - Eu e Roberto de Canallejas - Yvonne A. Pereira"

5.7.18

DESENVOLVIMENTO DA SEGUNDA VISTA


Questão 452 do Livro dos Espíritos

Certas circunstâncias desenvolvem a segunda vista, como a enfermidade e as emoções que venham a afetar a alma. No entanto, desenvolvem não somente a segunda vista, mas desenvolvem também todas as faculdades mais afloradas, destacando-se aquela que se encontra mais fácil de se evidenciar.
Quando o encarnado se encontra à beira da morte, no dizer dos próprios homens, certamente que esse Espírito passa a ver alguma coisa do mundo espiritual, porque afrouxam-se os laços do Espírito, pelas circunstâncias por que ele passa. Às emoções violentas correspondem exercícios acentuados no campo dos dons espirituais; esses se afloram, porém, é indispensável que, se ele continuar aflorado, seu portador saiba aproveitar a oportunidade para o bem comum. Esses dons são mãos do Espírito que podem passar a semear, e quem semeia deve colher o que plantou, no campo imenso da vida do Espírito. É muito nobre conhecermos de tudo na criação. No nível em que a humanidade da Terra se encontra, a necessidade mais urgente é de transformação interna das criaturas, porque, mudando-se por dentro, a lei faz mudar por fora. Quem é feliz na intimidade, a felicidade se estende no exterior, trazendo para junto da criatura a paz que já existe no centro d’alma.
Tudo isso que falamos, do desenvolvimento por grande comoção, não se pode generalizar, porque, em muitos casos, os seres passam por isso tudo que mencionamos e nada aflora no campo das suas observações. Depende muito da escala em que o Espírito se encontra, ante as suas qualidades espirituais.
Em época de provações coletivas, por exemplo, onde a natureza entra em comoção violenta, a crença em Deus é bem maior, visto que o desenvolvimento espiritual fica mais visível para a maior parte dos que sofrem esse arrocho emotivo. Mesmo nos circos romanos, onde se trucidavam milhares de cristãos, eles desenvolviam a segunda vista quando não a tinham, e a aumentavam quando já eram dotados desta faculdade, e cantavam hinos de louvor a Deus pelos seus testemunhos frente às feras famintas, enquanto os ignorantes que se alegravam com os sofrimentos, não sabiam o porquê da sua felicidade, tendo-os como seguidores fanáticos do Carpinteiro. Assim ainda ocorre com as perseguições que se passam com os grandes missionários: eles ficam mais perto da realidade e os perseguidores mais longe da verdade, Os perseguidos ainda oram pelos perseguidores, sabendo que todos são filhos de Deus e que a lei do amor os une. Ninguém se perde, pois todos vibram dentro da eternidade e do seio d’Aquele que os fez à luz da Verdade.
Convém notar pela prática das faculdades, que elas nascem de dentro, mas que suas diretrizes pertencem à maturidade das almas guiadas por Deus sob a égide de Nosso Senhor Jesus Cristo na Terra.
Os dons espirituais foram doados para aflorarem-se em todas as criaturas. Mesmo que negados, algum dia eles vêm à tona. Isso constitui lei do Criador para a felicidade da criação. Os talentos são instrumentos para a paz de consciência. Devemos começar agora mesmo as mudanças de comportamento, porque desta maneira estaremos cooperando visivelmente com a nossa própria paz de Espírito, sem precisar das grandes comoções nos caminhos, diminuindo, assim, os nossos sofrimentos, no que tange à nossa luz.

Livro: Filosofia Espírita – João Nunes Maia – Miramez - Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

4.7.18

Cada Hora


Questão nº721 -   O Livro dos Espíritos

Faze de cada hora - um poema de amor.
Renúncia vazia - terra seca.
Oração sem serviço - candeia apagada.
Alegria sem trabalho - flor sem proveito. Cultura sem caridade - árvore estéril.
Sermão sem exemplo - trovoada sem chuva. Tribuna sem suor - esquife sonoro.
Tribuna sem suor – esquife sonoro
Inteligência trancada - luz no deserto. Vida sem ação - enterro lento.
Vida sem ação – enterro lento.
Filosofia sem bondade - conversa vã.
Talento oculto - fonte escondida.
Fé parada - vaso inútil.
Virtude sem movimento - ninho morto.
Lição sem obras - museu de idéias.
Repara os recursos de que dispões:
Pensamento nobre.
Conhecimento superior.
Raciocínio pronto.
Diretrizes claras.
Ouvidos percucientes.
Olhos iluminados.
Verbo fácil.
Movimentos livres.
Mãos seguras.
Pés hábeis.
Não te afeiçoes a mortificações improfícuas.
Cada criatura, onde passa, deixa o próprio reflexo.
Só a inércia vagueia no mundo como sombra na sombra.
Tu, porém, deves caminhar, à feição do raio solar, dissipando as trevas.
Cada hora, podes fazer a dor menos amarga.
Cada hora, podes fazer a luta mais construtiva.
Imensos são os males do mundo - não os agraves com o desespero.
Enormes são as mágoas dos outros - não as multipliques com o fel da reprovação.
Onde estiveres, restaura, conserta, alivia, ampara e desculpa...
Em qualquer circunstância, recorda o Cristo, que passou entre os homens entendendo e ajudando...
E ainda mesmo quando se viu condenado sem culpa, pelos mesmos homens aos quais servia, partiu Para a morte, perdoando e amando...
Torturado na cruz, mas de braços abertos.

Livro “Religião dos Espíritos” –  Francisco C. Xavier – Emmanuel – Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

3.7.18

VI – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

Ainda no capítulo I, de “Libertação”, o Ministro Flácus faz espantosa afirmação:
“Mentes cristalizadas na rebeldia, tentam solapar, em vão, a Sabedoria Eterna, criando quistos de vida inferior, na organização terrestre, entrincheiradas nas paixões escuras que lhes vergastam as consciências. Conhecem inumeráveis recursos de perturbar e ferir, obscurecer e aniquilar. Escravizam o serviço benéfico da reencarnação em grandes setores expiatórios e dispõem de agentes da discórdia contra todas as manifestações dos sublimes propósitos que o Senhor nos traçou às ações”. (destacamos)
Diante do que elucida o Ministro Flácus, o que dizer àqueles nossos confrades que vivem afirmando que os espíritos, antes de voltar a Terra, em novo corpo, passam por “Institutos de Reencarnação”?! Se tal ocorresse com todos os espíritos, seria a falência moral desses “Institutos”, já que, ao que se vê, a suposta preparação pouco lhes tem servido ao êxito em seu regresso ao corpo.
Como falar-se, por exemplo, em “Institutos de Reencarnação” funcionando para espíritos que sequer aceitam as Vidas Sucessivas?! Será que os fanáticos religiosos, espalhados por toda a parte do orbe terrestre, se submetem a tais “Institutos”?!...
*
Muitos espíritas, infelizmente, continuam a pensar muito “pequeno” em relação à Vida, e a grandeza da Revelação Espírita – passaram a se considerar “donos” do Mundo Espiritual, como se o Mundo Espiritual se inclinasse a atender aos seus caprichos pessoais...
*
Pelo exposto por Flácus, existem espíritos, altamente intelectualizadas, que, igualmente, dominam o conhecimento da técnica reencarnatória, e que providenciam para que os seus “agentes” tomem corpo na Terra, a fim de impedir o progresso da Humanidade.
Parece ficção, mas não é – a Vida parece ficção! Estamos diante da mais pura realidade, com espíritos, inclusive, renascendo no meio espírita, para criarem a perturbação, desviando a Doutrina de seus propósitos.
Chico Xavier, desde que reencarnou com a missão de complementar a Obra Kardeciana, sempre teve as trevas em seu encalço – começou quando ele tinha 5 anos de idade e, tendo ficado órfão, foi morar com uma senhora desequilibrada, sua madrinha, através da qual, várias vezes, o Mundo Espiritual inferior tentou matá-lo – enfiando garfos em seu ventre –, ou prejudicar a sua lucidez intelectual deixando que ele crescesse em estado de subnutrição – literalmente, ele passou fome...
Até a sua desencarnação, em 2002, aos 92 de idade, Chico teve as trevas por companhia, rondando os seus passos, padecendo, inclusive, ao que sabemos, ameaças de morte, com revólver apontado à sua cabeça...
*
Ainda hoje, infelizmente, passados mais de quinze anos de seu desenlace, os “despojos” de Chico são disputados pelas “hienas” do Mundo Espiritual inferior, que não desistem de lhe sugar a abençoada carcaça...
Porém, o reinado das próprias trevas tem seu fim, e, felizmente, já estamos às vésperas de indispensável “limpeza” na seara, que, então, sob o fôlego de espíritos mais nobres, que estão reencarnados e reencarnando, há de respirar novos ares.

INÁCIO FERREIRA – Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 2 de julho de 2018.

2.7.18

A Tua Paz


A paz ainda não reina em nossos corações, há muito por se fazer ainda. O que existe, na verdade, é um pálido projeto de paz íntimo em andamento – o que já é grande feito.
O que necessitamos desenvolver é uma consciência permanente de paz, entendê-la que ela, somente ela, poderá nos levar a um estado de serenidade e plenitude.
E por que isso é importante, meus irmãos?
Sem a paz íntima haveremos de tomar decisões equivocadas na vida. Nossas escolhas serão equiparadas de maneira distorcida entre uma opção e outra. Não teremos o zelo necessário para tomarmos uma decisão mais consciente.
Sem a paz interior tendemos a discutir mais, deliberar menos, conflitar ainda mais. O entendimento com os outros se faz menos expressivo porque criamos uma espécie de barreira de relacionamento com o nosso interlocutor. Nada avança, nada se produz de concreto na relação.
Sem a paz interna somos jogados ao calor do momento. Fazemos coisas sem pensar, tomamos decisões vazias de pretensões, nos tornamos inimigos de nós mesmos, na prática.
O pensar distante, a calma interior, a reflexão bem resolvida, nos fará mais consciente do que devemos fazer.
Aos que teimam em tomar decisões e pouco refletir. Aos que querem que tudo ocorra rapidamente e conforme as suas pretensões, muito cuidado. Não confunda a sua vontade com a vontade de Deus, pois Ele fala discretamente ao coração do bom ouvinte, mas para ouvi-Lo com inteireza d’alma é necessário calar-se intimamente, em outras palavras, ter paz interior.
Portanto, como poderemos seguir o caminho de Deus nas nossas vidas se estamos atordoados, desesperados, ansiosos, em conflito íntimo?
Este exercício de paz interior se faz todos os dias, todos os momentos da vida, é um processo de conquista e logicamente você tem que perseverar nele.
Ao que tudo indica, para aqueles que se esforçam nesta direção, um dia haverá de consegui-lo e seu procedimento natural e automático será o da serenidade em tudo que fará.
Trabalhe-se nessa direção, irmão de caminho, e verá que tudo terá novo sentido e compreensão. Tudo se fará da melhor maneira possível.
Vivamos em paz!

Hélder Câmara – Blog Novas Utopias

1.7.18

Guia da Humanidade


Aos atropelos, o Brasil segue.
Um misto de calmaria e balbúrdia. Um quê de serenidade e outro de muita bagunça. Algo que se mantém o status quo e outra margem que vislumbra a desorganização sem rumo.
Esta ambiguidade nos levará aonde?
A canto algum se não fizemos a parte que nos cabe no papel de cidadão brasileiro.
Quem é você, Joaquim Nabuco, para escrever estas coisas, afinal, você está morto, não vive mais entre nós?
Parte desse enunciado é verdade, outra parte nem tanto.
Os que aqui ficamos não passamos de um noturno transeunte do nosso ontem, vislumbrando o alvorecer de um novo amanhã e tomamos a consciência de que somos responsáveis por ele.
Se pouco fiz quando estava fisicamente aí entre vocês, fiz o melhor que pude, mas do lado de cá, com a liberdade que tenho, continuo a minha bandeira de lutas, agora renovadas, é claro.
Não perdi o espírito de brasilidade que até hoje carrego e parece que carregarei um bom tempo mais, se os planos que começo a arregimentar para meu amanhã avançarem na direção que espero.
Portanto, não vou ficar de braços cruzados se posso e devo fazer algo. Por enquanto, nesta frente de batalha, do verbo, da voz para aqueles que me permitem a sua leitura e reflexão. Pouco importa que acreditem ou não, faço como sempre a minha parte, agora, mais que nunca, aliado ao projeto de Jesus para a Terra.
Nesse sentido, quero deixar claro, outra vez, que me imiscuo constantemente nos destinos da nação que abracei no passado. É o que eu conheço e posso fazer com alguma competência.
A política se renovará, mas até lá, teremos que encontrar forças para arregimentar argumentos e ações contra os falaciosos e aproveitadores do povo.
A justiça se reformará, mas até que isso aconteça, teremos que dirigir-se a opinião pública para mostrar descalabros de falsos togistas e não baixar a cabeça diante de todos os tipos de injustiça.
A economia se reconfigurará, mas até a sua transformação definitiva, devemos angariar todos os esforços possíveis para que ela não engula o mais fraco e cada vez mais enriqueça os poderosos do capital alienante.
A saúde pública se modificará, fazendo-se cada vez mais humana e cuidadosa, mas não cruzemos os braços diante dos desvios orçamentários e o desvelo nos hospitais e outras casas de saúde.
A educação será transformada, culminando o seu papel de formadora de cidadãos conscientes do seu futuro, mas até que isso aconteça temos que privilegiá-la de recursos e efetivamente colocá-la na pauta da prioridade absoluta.
Sem nosso esforço conjunto, céus e terra, nada acontecerá, pois a divisão é apenas dimensional. Nós agimos em permanente conluio de vontades e mentes.
Ao nosso Brasil, carente ainda de tanto progresso, continuaremos o nosso trabalho redentor, guiado pelo Cristo Jesus, porque sem Ele tudo será vão, sem finalidade maior.
Será o Evangelho de Jesus que nos orientará na nova jornada, como já o faz em muito agora no meu viver.
Este será o guia da humanidade e a primeira referência de conduta do nosso imenso e grandioso País.
 Joaquim Nabuco – Reflexões de um Imortal.