7.6.17

CONHECER FALTAS

Questão 398 do Livro dos Espíritos

Pelas tendências que somos portadores reconheceremos o que fomos no passado, no entanto, se melhoramos muito nessas tendências, ser-nos-á difícil, por vezes quase impossível, saber corretamente o que somos realmente ou o que fomos.
O Espírito é uma incógnita dentre as incógnitas do universo de Deus. Não há regressão do Espírito e, se não regride, certamente que sempre melhoramos na escala espiritual. Mesmo o estacionamento de que se fala em algumas páginas de “O Livro dos Espíritos” não é da forma que se entende; a evolução pode ser mais ou menos lenta, mas parar de todo não acontece, mesmo que seja na matéria. Para ilustrar, podemos citar a massa de pão, que está estacionada, “descansando”: após algum tempo constata-se que estava em movimento, pois “cresceu”, como dizem os bons “quitandeiros”. É bom que estudemos bem o que é estacionar: estacionar não é parar definitivamente: é, pois, fermentar a massa da vida, facilitando, assim, novas caminhadas para o futuro. Quando se está preparando, certamente que não se encontra parado.
Na verdade, os pendores instintivos podem ser reminiscências, e a alma que já conhece um pouco das leis espirituais poderá saber como deve combater todas as más tendências e por onde começar. Entretanto, há muitos defeitos encobertos, escondidos nas dobras do tempo, que na época certa desabrocham para serem vistos, e a mente preparada deve combatê-los com as forças que sua evolução pode oferecer. Podemos levar em conta, quando despertamos para um mal, que nunca pensamos na ingerência do ambiente, porém, isso se dá quando o Espírito se encontra na faixa do próprio mal. No caso de Espírito elevado, ele transforma o ambiente inconveniente em forças para as lutas e paz para os que o cercam.
Os recursos são enormes no que tange ao auto-aprimoramento espiritual. Certamente que podemos avaliar o que fomos pelo que somos, isso em princípio, e a razão nos diz que podemos conseguir muito, analisando desta forma. Existem muitos fatos inferiores praticados pelo Espírito que parecem retrocesso na sua vida, no entanto, não é recuo; a alma se encontra predisposta a esses erros, por se encontrar na faixa das vibrações inferiores ainda, mas, somando suas atividades espirituais, está sempre caminhando para frente na escala evolutiva.
Não podemos esquecer que Deus é onisciente em todas as Suas atividades. Ele é consciente do passado, presente e futuro e não iria criar um Espírito para iluminar-se na pauta do tempo e outro para recuar nesse mesmo tempo. Precisamos estudar sempre, meditar muito, e conversar bastante sobre todos os assuntos espirituais para formarmos, assim, uma condição fácil de compreender as leis que nos dirigem.
Jesus já dizia que não devemos julgar os outros, e afirmava: –“Nem eu o faço”, por saber que todos erramos, constituindo isso processo de despertamento espiritual de todas as criaturas. Todo julgamento deve ser feito a nós mesmos, examinar todos os nossos feitos e repará-los. Nesse trabalho, não temos tempo para verificar os erros alheios. Se não sabemos triunfar nas provas, seremos arrastados para novas lutas, no sentido de aprendermos a vencer a nós mesmos.
As oportunidades de aprimoramento são grandes para todos os de boa vontade. Se somos criaturas de tendências duvidosas, certamente que no passado devemos ter sido piores, e neste raciocínio devemos nos esforçar para melhorar mais a nossa conduta, sempre procurando avaliar essas possibilidades e acompanhar Jesus no que viveu e ensinou.
Se em algumas existências erramos pouco, não é porque as tendências não nos inspiram: é devido ao ambiente em que nascemos ou à posição que ocupamos no mundo. Quando voltamos para ocupar posições de maior relevo na sociedade, a nossa vaidade, o orgulho e o egoísmo nos impulsionam para os desastres morais. Isso sempre acontece a quem ainda não se preparou nos caminhos de Jesus, ouvindo as lições do Evangelho.

Livro: Filosofia Espírita – João Nunes Maia – Miramez - Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

6.6.17

AMOR - UNIÃO

         328 –Perante a teoria das almas gêmeas, como esclarecer a situação dos viúvos que procuram, novas uniões matrimoniais, alegando a felicidade encontrada no lar primitivo?
         -Não devemos esquecer que a Terra ainda é uma escola de lutas regeneradoras ou expiatórias, onde o homem pode consorciar-se várias vezes, sem que a sua união matrimonial se efetue com a alma gêmea da sua, muitas vezes distante da esfera material.
        A criatura transviada, até que se espiritualize para a compreensão desses laços sublimes, está submetida, no mapa de suas provações, a tais experiências, por vezes pesadas e dolorosas.
         A situação de inquietude e subversão de valores na alma humana justifica essa provação terrestre, caracterizada pela distância dos Espíritos amados, que se encontram num plano de compreensão superior, os quais, longe de desdenharem as boas experiências dos companheiros de seus afetos, buscam facultar-lhes com a máxima dedicação, de modo a facilitar o seu avanço direto às mais elevadas conquistas espirituais.
         329 –Os Espíritos evolutivos, pelo fato de deixarem algum amado na Terra, ficam ligados ao planeta pelos laços da saudade?
         -Os espíritos superiores não ficam propriamente ligados ao orbe terreno, mas não perdem o interesse afetivo pelos seres amados que deixaram no mundo, pelos quais trabalham com ardor, impulsionando-os na estrada das lautas redentoras, em busca das culminâncias da perfeição.
         A saudade, nessas almas santificadas e puras, é muito mais sublime e mais forte, por nascer de uma sensibilidade superior, salientando-se que, convertida num interesse divino, opera as grandes abnegações do Céu, que seguem os passos vacilantes do Espírito encarnado, através de sua peregrinação expiatória ou redentora na face da Terra.


Livro “O Consolador” –  Francisco C. Xavier – Emmanuel – Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

5.6.17

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XI

Visto do Mundo Espiritual, como será o firmamento?! Você já se fez tal pergunta?! Os planetas e as estrelas materiais também possuem o seu duplo, ou seja, a sua contraparte etérica?! Haverá dia e noite no Mundo Espiritual?! Amanhecer, entardecer, crepúsculo e anoitecer?!
O que você, irmão, ou irmã, internauta nos responde?!...
No capítulo 23, de “Nosso Lar”, Lísias, ao chegar a casa e ainda encontrando André Luiz acordado, o convida:
- “Olá! Ainda não se recolheu? (...) Venha ao jardim, pois ainda não viu o luar destes sítios.”
Não será, portanto, lógico deduzir que se, do Outro Lado da Vida, existem noites enluaradas, devem, igualmente, existir, dias ensolarados?!
E o que você, ainda, teria a dizer a respeito do clima numa cidade espiritual, por exemplo, como “Nosso Lar”?! Sabemos que, sobre a Crosta, são quatro as estações do ano: Primavera, Verão, Outono e Inverno?! Algumas regiões do Mundo Espiritual, qual acontece na Terra, serão mais quentes, ou frias, que outras?!
*
Parágrafos adiante, do mesmo capítulo 23, há um registro interessantíssimo. Lísias diz a André Luiz que, em determinada época, depois de mais de dois séculos de sua fundação, o Governador de “Nosso Lar” proibira o intercâmbio generalizado dos desencarnados com os encarnados! Opa! Aqui há um mundo de conjeturas a serem feitas... Como é?! O Governador proibira, a partir da iniciativa dos desencarnados, o seu contato com os encarnados?! Não nos parece algo semelhante feito por Moisés no Deuteronômio, capítulo 18, versículos 9 a 14?! A cidade de “Nosso Lar” foi fundada no século XVI, e a referida proibição, ao que se calcula, ocorreu no século XVIII... Curioso! Em meados do século XIX, a Terra, em vez de ser invadida pelos marcianos, é “invadida” pelos supostos mortos, em um novo Pentecostes, culminando com a Codificação Espírita.
*
Atentemos para o seguinte trecho do proveitoso diálogo de Lísias com André Luiz:
“Amparado pela União Divina, o Governador proibiu o intercâmbio generalizado. Houve luta. (destacamos) Mas o ministro generoso que incrementou a medida, valeu-se do ensinamento de Jesus que manda os mortos enterrarem seus mortos e a inovação se tornou vitoriosa em pouco tempo.”
“Nosso Lar” era uma cidade administrada por seis Ministérios, com doze Ministros em cada um deles. Ao que nos parece, apenas o Ministério da União Divina ficara, inicialmente, ao lado do Governador, que, para fazer cumprir o decreto, teve que sustentar muitas lutas – protestos, passeatas, greves, etc. Tudo muito semelhante ao que vem acontecendo na Terra, principalmente no Brasil, não acham?! Vejamos a responsabilidade do Governador que foi contra a maioria, fazendo prevalecer o bom senso. Discutam aqui os que defendem que o livre arbítrio do homem deve ser absoluto, e não relativo. De minha parte, sou contra o livre arbítrio humano absoluto – a gente não saberia o que fazer com tanta liberdade e complicaria horrores o próprio destino.
*
Não poderíamos deixar de registrar ainda que, no período da Idade Média, pelo contato estreito dos desencarnados com os homens, milhares de medianeiros foram parar na fogueira! A chamada “caça as bruxas”, atingiu o seu apogeu, justamente entre os séculos XVI e XVIII! Não é interessante tal informação?! O Governador de “Nosso Lar” deve ter evitado que um número muito maior de médiuns fosse parar na fogueira, na forca ou afogados! Segundo estimativas, mais de trinta mil médiuns (alguns falam em cinquenta mil!) acusados de feitiçaria – mulheres, em maior número – foram queimados, às vésperas da Idade das Luzes!...


Inácio Ferreira – Carlos A Baccelli – Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 5 de junho de 2017.

4.6.17

BUSCAI A VERDADE E A LIBERDADE

    "Jesus disse aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos; e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará". (João, VIII, 31-32.)
    O homem é um ser dotado de razão e de sentimento. São estes os dois pólos da vida psíquica através da qual se realça o eixo do ideal mantenedor da evolução gradativa do Espírito!
    O homem é um ser polarizado pelo raciocínio e vivificado por sentimentos de virtude, por afetos que o prendem à fraternidade e só quando usa esses atributos em busca da verdade, ergue-se, dignifica-se, eleva-se e santifica-se.
    Fora dessa esfera de ação e de educação o homem é besta! Besta porque não sente, besta porque não pensa!
    Pensar é existir; assimilar afeições, virtudes, amor; é viver: Cogito, ergo sum!, Penso, logo existo!"
    Há homens que pensam; há homens que sentem; uns e outros estão nos primórdios da vida. É preciso, entretanto, que o pensar seja acompanhado do sentir, porque o pensar sem o sentir, o sentir sem o pensar, são faculdades abstratas que encaminham a alma para o grande ideal, mas não o libertam completamente da ignorância e do atraso.
    Na alma livre, o pensar se completa com o sentir, e o sentir, com o pensar, porque a verdade não teme o erro, a luz não pode ser absorvida pelas trevas.
    Todos os grandes pensamentos só podem ser assimilados depois de sentidos, e todos os nobres sentimentos só podem ser compreendidos depois de pensados.
    Quando Descartes proclamou: Cogito, ergo sum, não só pensou como sentiu; pensou existir e sentiu a vida em si próprio.
    A compreensão não vem só do raciocínio, mas do raciocínio aliado ao sentimento: são estes os dois grandes faróis luzentes da estrada da vida.
    Abri clareiras ao vosso entendimento pelo raciocínio; alargai as esferas do sentimento; não vos atemorizeis ante as alturas e longitudes, porque a águia e o condor não transpõem o círculo do seu vôo; os pássaros têm seus limites nos ares!
    Homens! Voai, desprendei-vos da escuridão da ignorância que cerceia a vossa inteligência e vos ata a pesados dogmas.
    Voai! Daí expansão à vossa razão, deixai palpitar os vossos corações aos generosos sentimentos para ascenderdes às esferas da Ciência e do Amor, onde a verdade brilha com todos os seus esplendores!
    Lembrai-vos, ó homem! que sois dotado de razão e sentimento!
    Buscai a palavra de Jesus, permanecei na sua palavra, sede verdadeiramente seus discípulos, e "conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará"!


Livro: Parábolas e Ensinos de Jesus - Cairbar Schutel

3.6.17

BRASIL DE AMOR

Eu creio no Brasil e em sua gente,
No futuro da Pátria grandiosa,
Que acolhe nos seus braços, dadivosa,
Os filhos de outros povos, gentilmente...

Eu creio em meu País, forte e valente,
Irmanado na liça valorosa
De construir a paz laboriosa,
Que sobre o mal se oponha eternamente...

Eu creio no Brasil sem mais demora,
Porquanto sei que é já chegada hora,
De cumprir-se os ditames de Jesus...

Creio neste País de amor infindo,
Que, as trevas do caminho suprimindo,
Há de mostrar-se ao mundo em sua luz!...

José Soares Cardoso
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã de sábado do dia 27 de maior de 2017, em Uberaba – MG).

2.6.17

BRASIL

Sopra o vento do Ódio e da Vingança,
Aniquilando a Paz do mundo inteiro,
Embora o Amor Divino do Cordeiro
Seja a fonte da Bem-aventurança.

Mas a terra ditosa da Esperança
Vive nas claridades do Cruzeiro,
Onde o Evangelho é o Doce Mensageiro
Das bênçãos da Verdade e da Bonança.

Meu Brasil, guarda a luz dessa vitória,
Que é o mais belo florão de tua glória
Nos caminhos da espiritualidade.

Ama a Deus. Faze o bem. Todo o problema
Está na compreensão clara e suprema
Do Trabalho, do Amor e da Verdade.


Livro:  Parnaso de Além-Túmulo - Francisco C Xavier - Pedro de  Alcântara

1.6.17

AS PORTAS DO PASSADO

Questão 397 do Livro dos Espíritos

Temos em nós todas as portas do passado, e as chaves que abrem essas entradas se encontram nos segredos da evolução espiritual. Elas são capazes de nos mostrar as vidas que tivemos, que denominamos de reencarnações. Nos mundos mais atrasados que a Terra, são difíceis as lembranças, por não trazerem lições benfeitoras para as criaturas neles estagiadas, ao passo que, em mundos superiores, essas lembranças são frequentes, impulsionando os Espíritos para saldar seus deslizes do pretérito.
A evolução fala alto neste esquema de recordação do passado; o Espírito envolvido em paixões inferiores sente-se mal ao recordar vidas que ficaram no esquecimento e que vêm à tona por processos sutis, de maneira que fala no silêncio sem ofender o devedor e cobra de quem deve com educação, por vezes levando o devedor a todos os sacrifícios para saldar sua conta.
As portas do passado são muitas, quase podemos dizer, incontáveis. Elas vão se abrindo de acordo com o nosso despertamento espiritual, e aí encontramos a nós mesmos, achando registrado o que fizemos em épocas recuadas, mas é preciso preparo para a devida leitura. As portas vão se abrindo passo a passo, mostrando-nos a verdade que pode nos tornar livres. As lembranças, para os Espíritos elevados, são mais nítidas, e sempre correspondem à realidade.
Certos espiritualistas conhecem a reencarnação e a sua utilidade em favor da evolução da alma, entretanto, desconhecem os seus pormenores no campo da ciência. A Doutrina Espírita descreve com desembaraço o que ocorre com o reencamante em todos os seus aspectos, de maneira que, conhecendo essa verdade, certificamos mais das belezas da vida imortal.
Com relação à mediunidade, ela não consiste somente em o Espírito se comunicar com o médium; o Espiritismo faculta ao leitor os meios de conhecer como se dá a comunicação entre os dois mundos. A faculdade mediúnica tem enriquecido, e muito, a literatura espiritualista no mundo, com dissertações valiosas no conhecimento dos arcanos da vida. O passado do homem na Terra ainda se encontra escondido, faltando a este o preparo para saber com paciência, sem alterar sua vida.
No futuro, as lembranças do passado vão ser mais claras, como se recordássemos o que se passou ontem conosco, dependendo da nossa vontade. Mas, por agora, é bom que fique mesmo no esquecimento, vibrando somente nas fibras mais sutis, no sentido de entendermos com suavidade, dentro das nossas convicções. Para que tenhamos êxito, procuremos Jesus e amemos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, que o resto virá por acréscimo de misericórdia. Não tenhamos medo de fazer o bem; procuremos aliviar o nosso fardo pelos processos do amor, e o nosso jugo pelos processos da caridade. Jesus é a própria caridade, a nos induzir para todos os lados onde a felicidade se nos apresenta como tal.
À medida que o corpo se torna mais fluídico, as lembranças são mais visíveis para a consciência em oração. O Cristo não Se esquece de Suas ovelhas a caminho, e está sempre junto a elas, ofertando-lhes água e alimento espiritual para saciar todas as necessidades da alma. Lembrar é sublime operação, e saber lembrar é divina ciência, quando se tem a ciência de Deus na consciência, e Cristo no coração.


Livro: Filosofia Espírita – João Nunes Maia – Miramez - Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.