18.10.16

A “PARÁBOLA DO BOM SAMARITANO” HOJE

(Diálogo com um amigo)

- Doutor, e a “Parábola do Bom Samaritano”?...
- Linda! Uma de minhas preferidas...
- Mas...
- O que foi?! Você não gosta dela?!...
- Não, não é isso... O problema é que, na atualidade...
- Ela nunca foi tão atual – aliás, todas as Palavras de Jesus nunca foram tão atuais!...
- Sim, mas como a gente pode socorrer quem esteja caído na estrada?!... Hoje em dia...
- Assaltos e...
- Pois é! O senhor vai me desculpar, mas não dá para a gente exercer a caridade assim... Os tempos são outros!...
- No entanto, os caídos são os mesmos... Não estão descendo de Jerusalém para Jericó, mas continuam caindo em poder de perigosos assaltantes...
- Doutor, como haveremos de enfrentar esses assaltantes, armados até aos dentes?!...
- Você precisa pensar diferente... Jesus, na Parábola, não está pedindo para alguém enfrentar assaltante armado, e nem para expor-se a qualquer perigo que, nos dias atuais, seja evidente...
- É o que estou dizendo... A “Parábola do Bom Samaritano” parece ter perdido a sua atualidade, o senhor não acha?!...
- Não acho, não.
- Como?!...
- Escuta: e os caídos dentro e fora de casa, rentes a nós?! E os nossos amigos e vizinhos, que, não importando a hora do dia ou da noite, caem vitimados pela depressão, pela angústia, pelo desespero?!...
- ?!...
- Você está pensando apenas nos assaltantes encarnados de punhal e revólver na mão, esquecendo-se dos “assaltantes” invisíveis, daqueles que, por exemplo, fazem tantas vítimas no campo da obsessão...
- Realmente...
- Para imitar o Bom Samaritano, você, muitas vezes, não precisa sair de dentro de casa, porque são muitos os familiares que se encontram tombados ao peso de grandes provações...
- Eu não havia pensado nisso...
- Pois convém, meu amigo, porque, com aqueles que vivem clamando por socorro bem junto a nós, continuamos a copiar a indiferença do sacerdote e do levita, passando ao largo...
- É verdade...
- Aliás, enxergar caídos dentro de casa, ou nas imediações, é mais difícil do que enxergar caídos na rua... Neste sentido, o próximo do candidato a Bom Samaritano é o mais próximo mesmo!...
- Agora eu creio que nenhuma Parábola de Jesus requer uma aplicação tão emergencial quanto essa, Doutor, pois, neste sentido, vejo caídos em toda parte...
- No entanto, meu amigo, maior que o número dos caídos, e que o dos próprios assaltantes, é o dos sacerdotes e dos levitas, que não estão nem aí para os que se encontram no chão!...
INÁCIO FERREIRA – Blog Mediunidade na Internet

Uberaba – MG, 17 de outubro de 2016.

17.10.16

Ritmo da Vida

Jesus nos pediu coragem diante da vida. Coragem para prosseguir. Coragem para vencer as vicissitudes do existir. Ele sabia perfeitamente que não era fácil o viver, sobretudo para aqueles que dirigem o rumo da sua vida para escolhas equivocadas. Mas Ele sabia que faz parte do processo de aprendizagem o ato de errar e, em errando, tentar agora acertar.
A coragem que devemos ter na vida é que tudo, literalmente tudo, depende do nosso impulso inicial. Pode ser que você até deseje entrar numa causa alheia porque a acha justa, mas, no final, o tomar da decisão é individual.
A coragem nos faz mais fortes e ajuda-nos a sair do lugar. Quem fica parado mostra de cara que não tem coragem.
Estar parado é sinal de covardia. Estar em movimento é ato de coragem.
Sair de um lugar para outro exige movimentação, então exige a coragem de partir de um lugar para outro.
Na vida, meus queridos irmãos, estamos todos sendo convidados a ter esta coragem de sair permanentemente de um lugar para outro.
O que nos impede, muitas vezes, de realizar este trajeto é que nos fixamos num lugar que não desejamos mais sair. Ali, aparentemente, tudo está bem, tudo está em seu lugar, então por que mudar?
Meus caros irmãos, nada fica parado neste universo de meu Deus. Você pode até não notar, mas tudo gira, tudo está a se movimentar. A Terra jamais parou senão tudo seria destruído. Na natureza nada fica inerte, tudo se movimenta em ritmo constante. A vida é movimento porque Deus é movimento. Pense nisso!
Devemos entender – ou procurar entender – a roda de movimentação da nossa vida. Para que direção ela vai, para onde ela quer nos levar, apontemos o nariz e sigamos em frente, sem medo e sem pestanejar.
Movimento, ação, desprendimento.
Coragem, impulso, mudança.
Este ritmo da vida deve ser respeitado e seguido. Por isso que disse, certa vez, que era necessário mudar sempre para se continuar o mesmo.
Para mudar, exige-se coragem, destemor, mobilização.
Somente aqueles que entendem esta dinâmica da vida é que se sentem seguros, por mais incrível que possa parecer, e vivem verdadeiramente felizes.
Mude! Mude já! Mude sempre!
Até acertar.
Paz,

Helder Camara – Blog Novas Utopias

Mais que uma Flor

O que dizer das flores?
Elas embelezam, elas exalam o seu melhor perfume no lugar onde estiverem. Elas dão um prazer especial à vida.
Nós,  cada um de nós, podemos ser semelhantemente às flores. Sim, podemos!
Que seja o lugar onde pisemos, invadido pela beleza do nosso olhar carinhoso, do nosso gesto generoso, da nossa paz imorredoura.
Que possamos exalar com a nossa presença a dignidade dos atos, a honestidade da palavra, o frescor do raciocínio sadio.
Que possamos dar, onde estivermos, uma alegria diferenciada, onde todos percebam que há ali paz e felicidade.
Este desafio de sermos flores no mundo é algo que deve ser conquistado no nosso trajeto evolutivo. Não é fácil, é verdade, mas podemos, pouco a pouco, degrau a degrau, construirmos esta imagem e semelhança às flores onde estivermos.
O desafio de fora, porém, inicia-se, meus caros, com o desafio maior de sermos diferentes, ou seja, a diferença de fora reflete apenas a diferença que há por dentro de nós.
O nosso escultor de caráter, Jesus de Nazaré, sabia perfeitamente disto e pôs-se, semelhante a um bom pescador, a arrematar sua rede e trazer para junto de si uma equipe de reformadores da alma. É lógico que, a princípio, Jesus sabia das deficiências momentâneas do seu grupo, mas jamais se manteve inconvenientemente com eles. Não deixou jamais a peteca cair, como se diz no linguajar popular.
Quando lapidamos o caráter de um homem, ele naturalmente transferirá para os outros o desejo de o imitarem e o seguirem e assim, sucessivamente, haveremos de construir um imenso jardim de homens de bem.
Este propósito, o de transformar o planeta num imenso jardim, deve ser compromisso individual de todos aqueles que seguem, não apenas pelas palavras, as ideias do mestre nazareno.
Se desejar, portanto, ver o mundo se transformar em imenso jardim, seja, a partir de agora, um projeto de flor e avance diariamente nesta direção.
Amemos! Conjuguemos uns com os outros o perdão. Alimentemos corpos e também almas. Farejemos imediatamente o ar da bondade e da misericórdia.
Um mundo melhor começa por uma flor.
Abraços,

Joaquim Nabuco – Blog Reflexões de um Imortal

16.10.16

NECESSIDADE ESSENCIAL

    "Mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça." - Jesus. (LUCAS, 22:32.)
     Justo destacar que Jesus, ciente de que Simão permanecia num mundo em que imperam as vantagens de caráter material, não intercedesse, junto ao Pai, a fim de que lhe não faltassem recursos físicos, tais como a satisfação do corpo, a remuneração substanciosa ou a consideração social.
    Declara o Mestre haver pedido ao Supremo Senhor para que em Pedro não se enfraqueça o dom da fé.
    Salientou, assim, o Cristo, a necessidade essencial da criatura humana, no que se refere à confiança em Deus, num círculo de lutas onde todos os benefícios visíveis estão sujeitos à transformação e à morte.
    Testemunhava que, de todas as realizações sublimes do homem atual, a fé viva e ativa é das mais difíceis de serem consolidadas. Reconhecia que a segurança espiritual dos companheiros terrestres não é obra de alguns dias, porque pequeninos acontecimentos podem interrompê-la, feri-la, adiá-la. A ingratidão de um amigo, um gesto impensado, a incompreensão de alguém, uma insignificante dificuldade, podem prejudicar-lhe o desenvolvimento.
    Em plena oficina humana, portanto, é imprescindível reconheças a transitoriedade de todos os bens transferíveis que te cercam. Mobiliza-os sempre, atendendo aos superiores desígnios da fraternidade que nos ensinam a amar-nos uns aos outros com fidelidade e devotamento. Convence-te, porém, de que a fé viva na vitória final do espírito eterno é o óleo divino que nos sustenta a luz interior para a divina ascensão.


Livro: Vinha de Luz - Francisco C Xavier - Emmanuel

15.10.16

TEMPLO BENDITO

(Página dedicada aos Companheiros de Ideal da Casa Espírita “Bittencourt Sampaio”, de Uberaba – MG).

Esta Casa, Senhor, que de luz se reveste,
É o campo de serviço a que nos destinaste...
Nela encontramos, Mestre, a Escola que nos deste
Das verdades que, um dia, ao mundo revelaste.

Este Templo bendito é o refúgio celeste
Dos que buscam a paz que, em Teu verbo, exaltaste,
Cansados de seguir neste caminho agreste
Em que outrora, igualmente, exausto caminhaste.

É aqui que todos nós, os tutelados Teus,
Partilhamos o pão, sob as bênçãos de Deus,
Da Fé que nos sustenta os passos na jornada...

Revivendo o Evangelho em nome da Doutrina,
Que esta Casa prossiga a fonte cristalina,
Ofertando-se pura aos sedentos da estrada!...

Eurícledes Formiga

(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião da Casa Espírita “Bittencourt Sampaio”, na noite de 17 de maio de 1989, em Uberaba – MG).

14.10.16

NECESSIDADE DA EDUCAÇÃO

    No tempo em que não existia a locomoção fácil na terra, um grande rei simpatizou com fogoso cavalo de cores claras, da criação de sua casa: mas, ao desejá-lo para os serviços do palácio, foi assim informado pelo chefe das cavalariças:
    -Majestade, este animal é vitima de muitas tentações. Basta que se movimente, de leve, para assustar-se e ocasionar desastres. Uma simples folha seca na estrada é razão para inúmeros coices.
    O rei ouviu, atencioso, e afirmou que remediaria a situação.
    No dia seguinte, mandou atrelá-lo a enorme carroça de limpeza, onde o cavalo se viu tão preso que não pode fazer outros movimentos, além dos necessários.
    Depois de algumas semanas, o monarca determinou fizesse ele o duro serviço dos burros, transportando cargas pesadíssimas.
    A principio, o animal se rebelava, escouceando o ar e relinchando fortemente: entretanto, foi tantas vezes visitado pelos gritos e pelos chicotes dos peões e tantos fardos suportou que, ao fim de algum tempo, era um modelo de mansidão e brandura, sendo colocado no serviço real, com grande contentamento para o soberano.
    Assim acontece conosco, na vida.
    Destinados ao trabalho da Vontade de Deus, se vivemos entregues às tentações do mal, desobedientes e egoístas, determina o Senhor que sejamos confiados à luta e à provação, à dificuldade e ao sofrimento, os quais, pouco a pouco, nos ensinam a humildade e o respeito, a diligencia e a doçura.
    Depois de passarmos pelos variados processos de educação indispensável ao nosso burilamento, seremos então aproveitados, com êxito e segurança, nos serviços gerais da Bondade de Deus, junto de nossos irmãos.


Livro: Pai Nosso - Francisco C Xavier - Meimei

13.10.16

VARIADAS APTIDÕES

Questão 366 do Livro dos Espíritos

Os que acreditam que cada faculdade do ser humano tem um Espírito que lhe corresponde estão enganados, como estavam iludidos os que no passado acreditavam em vários deuses, apontando em cada fenômeno da natureza um Deus que seria a fonte do acontecimento.
Essa tese hoje caiu no esquecimento, anotando os mais entendidos que os deuses dos povos antigos eram Espíritos sob o comando do Pai Celestial.
A ciência divina nos mostra que todas as aptidões que o homem pode mostrar, em se movendo no corpo da carne, são qualidades da alma que se desenvolvem nas bênçãos do tempo, por vontade do Deus verdadeiro imortal. Compreende-se portanto, que o homem somente tem um Espírito com variadas manifestações dos seus dons, como sendo talentos espirituais, oferta do Senhor ao seu coração.
Cabe-nos buscar na própria matéria a realidade do que falamos: a ciência achava que a matéria era diversificada na sua estrutura, e a razão do equívoco são as suas modalidades diferentes. Hoje o homem inteligente reconhece que as expressões diferentes da matéria provêm da unidade da mesma, que em se movimentando, mostra diferenciações inúmeras; a matéria provém de um só elemento primitivo, assim como o Espírito, com todas as suas nuances de vida, de uma só fonte de vida – Deus.
A Doutrina do Espíritos tem a missão de nos levar a Deus pela sabedoria e pelo amor, porque o Senhor tem todas as aptidões na amplitude dos Seus poderes, e os Seus filhos trazem a sua semelhança, com dilatados poderes menores, que crescem de acordo com o tempo, nas bênçãos do espaço, somadas em esforço próprio, na dimensão exata do amor.
As afirmativas de que o homem é dotado de vários Espíritos devem ser ignoradas, porque a consciência em Cristo não dá crédito às ilusões desta forma, que fazem perder tempo no tempo que passa.
Certamente que o homem caminha e com ele muitos Espíritos que com ele afinam, sendo guias espirituais, ou inimigos com os mesmos sentimentos, mas que não estão ligados ao corpo desse homem pela lei da reencarnação.
É preciso compreender bem esse posicionamento teológico: um comandante de um exército, de um navio ou de um país é somente um, mas nem por isso ele deixa de ter muitos cooperadores, para que a harmonia se instale nas tropas, no barco e mesmo na nação.
Se tivéssemos muitos Espíritos para dirigir um corpo sequer, e quando eles entrassem em desacordo? Não é lógico pensar desta forma; são idéias soltas sem base na verdade, que o tempo faz desaparecer. Como na direção de cada planeta existe somente um diretor que, no caso da Terra, é Jesus Cristo. No entanto, os auxiliares são sem conta, para que a obra se aperfeiçoe. Se a Terra precisasse de um Espírito para encarnar nela, este seria o Cristo, responsável pela sua marcha em ascensão à vida superior.


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