7.5.15

Alimentar-se com carne
129 –É um erro alimentar-se o homem com a carne dos irracionais?
-A ingestão das vísceras dos animais é um erro de enormes conseqüências, do qual derivaram numerosos vícios da nutrição humana. É de lastimar semelhante situação, mesmo porque, se o estado de materialidade da criatura exige a cooperação de determinadas vitaminas, esses valores nutritivos podem ser encontrados nos produtos de origem vegetal, sem a necessidade absoluta dos matadouros e frigoríficos.
Temos de considerar, porém, a máquina econômica do interesse e da harmonia coletiva, na qual tantos operários fabricam o seu pão cotidiano. Suas peças não podem ser destruídas de um dia para o outro, sem perigos graves. Consolemo-nos com a visão do porvir, sendo justo trabalharmos, dedicadamente, pelo advento dos tempos novos em que os homens terrestres poderão dispensar da alimentação os despojos sangrentos de seus irmãos inferiores.
Da obra “O Consolador” – Espírito: Emmanuel – Médium: Francisco Cândido Xavier

6.5.15

A Esperança bate à Porta

A ideia de República trazida há alguns séculos para o Brasil como grande solução para os problemas nacionais não vingou ainda. No cerne desta constatação está a ausência do pressuposto básico de sua instalação: a consciência geral da população de que tudo deve girar em torno do interesse público.
A ideia central do republicanismo é que o povo, entendido agora como ente público, deve funcionar como o beneficiário dos interesses de Estado, em qualquer esfera, para a promoção do bem social.
Esta ideia originária se perdeu no nosso País desde o seu nascedouro nos idos dos anos finais do século 19. O povo sequer sabia o que viria a ser uma república – e continua em plena ignorância, pois se soubesse, tenha a certeza, metade dos descalabros que passa seria evitado.
O que se pode concluir é que o desejo de república ainda se constitui num verdadeiro sonho dos seus idealizadores iniciais e as elites vigentes, que exercem o domínio das principais decisões do País, não têm o interesse de revivê-la.
Os motivos que animaram no passado ao esquecimento da implantação da obra maior são os mesmos que hoje animam aos seus antagonistas: o mando não pode ser do povo em geral, mas de alguns grupos que possam manipulá-lo na satisfação exclusiva de seus interesses.
O povo, que seria o maior beneficiado, continua à margem de tudo isso, embora as manifestações recentes de rua demonstrem que uma fagulha de consciência política começa a ser irradiada e que a nova geração parece estar disposta a mudar este status quo.
A ascensão de uma nova ordem já é fato. Pode ainda não exercer o protagonismo das decisões políticas, mas já há homens e mulheres gestados para mudar este País como de resto todo o planeta.
O tempo das incertezas não acabou. O momento das turbulências aumenta. A paz social, no entanto, é um horizonte desejado pela maioria das gentes.
O aspecto que levo em consideração é que as gerações novas possuem uma nova plataforma de pensamento e enxergam o mundo com lentes completamente diferentes daquelas que são utilizadas hoje pelos donos do poder.
Elas implantarão a alvorada nova do poder político. Começará a atuar no nível dos municípios, influenciando o poder local, mas igualmente se enfronharão nas principais camadas do poder central com ideias renovadoras e de alto impacto.
Tudo vai mudar, senhores, somente uma questão de tempo. Na essência de tudo isso está a ação da grande mente geradora da vida e da paz planetária, capitaneada de perto por Jesus de Nazaré e por um conjunto de irmãos responsável por diversas atividades planetárias.
A nova ordem que se instalará não apenas na política, mas em diversas outras áreas da sociedade, trará mudanças de concepção das coisas que, naturalmente, será rechaçada de imediato, mas que provocará reflexões que, pouco a pouco, germinarão no seio social.
Este é o nosso destino inevitável.
As notícias de corrupção darão lugar, em breve, ao exemplo de homens dignos de atos nobres.
As informações de incompetência na gestão pública darão espaço para os bem-feitos das lideranças comprometidas com o bem-estar da maioria da população.
Os desvios de toda ordem ficarão na memória como uma demonstração do repúdio aos deslizes de conduta moral para que não mais se repitam.
A nova geração já debate estas novas ideias em escolas públicas e particulares como gérmen daquilo que está por vir.
A esperança, meus senhores, bate à porta anunciando que o futuro já começou e convida a todos para fazer parte desta nova realidade social e política.
Bem-vindo ao admirável mundo da regeneração dos princípios e das mentes.
Avante com o progresso dos povos!
Joaquim Nabuco

5.5.15

A PERGUNTA DAS PERGUNTAS
Pronto.
Você é imortal!
E daí?!
O que pretende fazer com a sua imortalidade?!
Aliás, o que você já está fazendo – porque é de se pressupor que você já esteja fazendo alguma coisa.
Ou será que estará esperando morrer para começar a dar sentido a ela?!
Você não deve esperar transferência para o Mundo Espiritual, porque, afinal, é tudo a mesma coisa...
Vivendo sobre a Terra, você está vivendo num Mundo Espiritual – tudo é uma questão apenas de densidade da matéria.
Ah, e vivendo no Mundo Espiritual, que também é redondo, estará vivendo num planeta semelhante à Terra...
Concorda, ou não?!
Será que estará esperando que as suas asas de anjo cresçam espontaneamente?!
Se estiver, sinto informar-lhe que isto não irá acontecer...
Em nenhum dos Dois Lados da Vida, ou dos Três, ou dos Quatro, ou... de qualquer um dos Infinitos Lados da Vida, isto jamais irá acontecer!
O fato de você ser imortal tem modificado algo em sua vida cotidiana, ou não?!
Continua comendo o seu churrasco, bebendo a sua cerveja, dormindo o seu sono de oito, dez ou doze horas por dia, jogando conversa fora, cuspindo no chão, fazendo as suas intrigas?!...
A sua consciência de que viverá para sempre, de alguma maneira, o tem afligido um pouco mais no que diz respeito à sua própria evolução?! – conseguiu, ou tem conseguido fazer, com que não seja tão acomodado, ou um crente tão descrente?! – “Senhor, eu creio, ajuda a minha incredulidade”!...
Nada contra as suas caminhadas matutinas ou vespertinas, contra o seu Pilates, nem contra a sua musculação – tampouco contra o espelho em que você, imitando Narciso, fica admirando a sua parca beleza, que o tempo, daqui a pouco, reduzirá a um monte de pregas no rosto e noutras partes menos nobres do corpo...
Dance todas as rumbas que você tiver vontade de dançar!
Todavia, já começou a exercitar o desapego?!
Alguns milímetros de renúncia, outros poucos de devotamento ao próximo...
Insisto: o que você está fazendo de sua imortalidade?! Do minuto que passa, está passando e... já passou?!
Não sei, não, mas acho que todo mundo que, verdadeiramente, se crê imortal, não se conforma com esse ramerrão da existência carnal, que é uma espécie de epidemia que acomete os espíritos encarnados, e para qual só o Evangelho sentido e aplicado – na veia! – possui remédio eficaz...
Quantas vezes você bocejou hoje e esfregou os olhos?! Tem certeza de que está acordado?!...
Olhando o relógio sem parar, o que está esperando?! O tempo passar?! A morte chegar?! Para mudar o quê e a quem?! Mudar a você?! Quem sabe conceder-lhe as virtudes e a sabedoria que você não tem?!...
Escuta, vou lhe contar um caso: se você, antes ou depois da morte, quiser chegar a algum lugar, trate de começar a caminhar, porque o único lugar ao qual, com certeza, chegará sem precisar caminhar é o cemitério – mas, em espírito e verdade, até mesmo de lá, se você quiser sair vai ter que caminhar!...
Pare se sonhar, porque a Vida é colorida, mas não é cor-de-rosa!...
INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 3 de maio de 2015.

4.5.15

Ser Útil



O que nos inspira na vida?
Qual a razão de ser do nosso existir?
Estas perguntas são fundamentais para quem deseja viver por uma causa maior e não apenas estar na vida. Ator e não espectador.
A diferença fundamental está, a meu ver, em servir a algo que lhe dê sustentação espiritual. Algo que transponha os limites terrenos da matéria, algo que estabeleça uma conexão com o Criador Deus Pai.
A vida que não tenha sentido é apenas uma passagem de dias, horas, minutos, segundos...
Precisamos encontrar um norte para o nosso viver e – de preferência – no encontro com o outro, na assistência aos nossos irmãos de caminho.
Não sei se me fiz claro, mas foi isso que procurei na minha passagem recente entre vocês. Dar um sentido à vida. Eu achei o meu modo, mas você tem que encontrar o seu.
A minha vida era servir, doar-me ao meu próximo, buscar soluções para amenizar a dor da minha gente, onde estivesse. Se não pudesse com meus próprios recursos, procurava ajuda. Se ainda assim não conseguisse, apelava a Deus e Ele haveria de prover. Ele nunca me faltou todo esse tempo.
Acreditar na vida e na beleza do existir, nisto confiei os meus dias e fui feliz. Procurei no encontro com meu irmão necessitado a razão da minha existência e como fui feliz por causa disso.
A busca do outro nos revela que somos inúteis ao mundo se não estivermos em contato com a realidade do que está a nossa volta e colaborar para ajudar no que for possível.
Onde você estiver, na posição que você estiver, você pode ser útil a uma boa causa. Não se trata de ter recursos financeiros para ajudar materialmente, o que importa é estar em posição de ajuda no que for necessário e não recuar.
Todos a nossa volta estão, de alguma forma, necessitados de algo.
Um aperto de mão é importante.
Um abraço é importante.
Uma palavra amiga é importante.
Um sorriso é importante.
Uma colaboração para executar um trabalho é importante.
Tudo é importante quando se deseja servir, até mesmo a simples presença, às vezes, sem nada fazer, é importante.
Ter esta predisposição para ajudar é o essencial para quem deseja servir a Deus e ao Nosso Senhor Jesus Cristo.
Faça a sua parte, mínima que seja, que já representará grande contribuição à obra de Deus Pai.
Seja útil e verá que seus dias se encherão de paz e contentamento. Não há nada mais gratificante do que ser útil ao nosso irmão de caminho.
A este gesto de solidariedade, Jesus denominou de amor.
Amemos, portanto, na perspectiva sempre de estar sendo útil a vida de quem quer que seja.
O bem é fundamental para a alegria da alma.
Fique com Deus!
Helder Camara

3.5.15

DECÁLOGO DO BOM ÂNIMO



1. Dificuldades? Não perca tempo, lamuriando. Trabalhe.
2. Críticas? Nunca aborrecer-se com elas. Aproveite-as no que mostrem de útil.
3. Incompreensões? Não busque torná-las maiores, através de exigências e queixas. Facilite o caminho.
4. Intrigas? Não lhes estenda a sombra. Faça alguma luz com o óleo da caridade.
5. Perseguições? Jamais revidá-las. Perdoe esquecendo.
6. Calúnias? Nunca enfurecer-se contra as arremetidas do mal. Sirva sempre.
7. Tristezas? Afaste-se de qualquer disposição ao desânimo. Ore abraçando os próprios deveres.
8. Desilusões? Por que debitar aos outros a conta de nossos erros? Caminhe para frente, dando ao mundo e à vida o melhor ao seu alcance.
9. Doenças? Evite a irritação e a inconformidade. Raciocine nos benefícios que os sofrimentos do corpo passageiro trazem à alma eterna.
10. Fracassos? Não acredite em derrotas. Lembre-se de que, pela bênção de Deus, você está agora em seu melhor tempo, o tempo de hoje, no qual você pode sorrir e recomeçar, renovar e servir, em meio de recursos imensos.
Livro: Coragem - Francisco C. Xavier - André Luiz.

2.5.15

FRASES EM VERSOS

Toda crítica só vale
Ecoando ao derredor,
Quando aquele que critica
Procura fazer melhor.
*
- Esta é a minha opinião...
Eis a frase mais prevista
De quem, no fundo, pretende,
Impor seu ponto de vista.
*
Quem busca pela Verdade
Com seu mais sincero afã,
Sabe que o que pensa hoje
Pode mudar amanhã.
*
Procure abolir o “eu”
Do humano vocabulário,
Pois, este termo não consta
Do Divino Dicionário.
*
Não sejas dissimulado,
Que isto vira loucura,
Doença que, infelizmente,
Só com mais dor é que cura.

Eurícledes Formiga
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã do dia 22 de abril de 2015, em Uberaba – MG)

1.5.15

O LIVRO ESPÍRITA


Livro de dissertações Espíritas “Doutrina e Vida”.

Cada livro edificante é porta libertadora.
O livro espírita, entretanto, emancipa a alma nos fundamentos da vida.
O livro científico livra da incultura; o livro espírita livra da crueldade, para que os louros intelectuais não se desregrem na delinquência.
O livro filosófico livra do preconceito; o livro espírita livra da divagação delirante, a fim de que a elucidação não se converta em palavras inúteis.
O livro piedoso livra do desespero, o livro espírita livra da superstição, para que a fé não se abastarde em fanatismo.
O livro jurídico livra da injustiça; o livro espírita livra da parcialidade, a fim de que o direito não se faça instrumento de opressão.
O livro técnico livra da insipiência; o livro espírita livra da vaidade, para que a especialização não seja manejada em prejuízo dos outros.
O livro de agricultura livra do primitivismo; o livro espírita livra da ambição desvairada, a fim de que o trabalho da gleba não se envileça.
O livro de regras sociais livra da rudeza de trato; o livro espírita livra da irresponsabilidade que, muitas vezes, transfigura o lar em atormentado reduto de sofrimento.
O livro de consolo livra da aflição; o livro espírita livra do êxtase inerte, para que o reconforto não se acomode em preguiça.
O livro de informações livra do atraso; o livro espírita livra do tempo perdido, a fim de que a hora vazia não nos arraste à queda em dívidas escabrosas.
Amparemos o livro respeitável, que é luz de hoje; no entanto, auxiliemos e divulguemos quanto nos seja possível o livro espírita, que é luz de hoje, amanhã e sempre.
O livro nobre livra da ignorância, mas o livro espírita livra da ignorância e livra do mal.

Pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier.