8.12.13

INDAGAÇÃO E RESPOSTA

Possivelmente, você também será daqueles companheiros do mundo físico que indagam pela razão dos mentores desencarnados transmitirem tantas mensagens de essência filosófica, mormente baseadas nos ensinamentos do Cristo.
Responderemos que uma pergunta dessas equivale à inquisição que alguém formulasse sobre o motivo de tantas escolas para os que vivem na Terra.
A verdade é que todos os irmãos do Plano Físico, queiram ou não, acreditem ou não acreditem, virão ter conosco, mais hoje ou mais depois de amanhã, e cabe-nos diminuir o trabalho que, porventura, nos venham a impor, ao abordarem o nosso campo de vivência espiritual, já que somos todos uma só família, perante Deus.
Examinem vocês algumas das perguntas que nos são desfechadas, com absoluta sinceridade, por milhares de companheiros assim que se conscientizam quanto à própria desencarnação.
Onde se localiza o Céu dos bem-aventurados.
Onde residem os anjos.
Por que Deus em pessoa não se dispôs a vir recebê-los.
Por que Jesus lhes foge à visão, se viveram orando e confiando no Divino Mestre.
Por que sofreram tanto.
Por que não conseguem conversar imediatamente com os familiares que ficaram a distância.
Por que são convidados a trabalhar se tanto esperaram pelo descanso.
Por que não foram avisados sobre o dia da volta à Verdadeira Vida.
Por que não conseguem alterar os testamentos que deixaram no mundo.
Em que lugar estarão os infernos.
Onde estão encravados os purgatórios.
Como será o repouso que lhes será concedido se não enxergam amigo algum que não seja em trabalho árduo.
Por que as entidades angélicas não lhes dispensam as atenções de que se julgam merecedores.
Para resumir, dir-lhes-ei que, há dias, um amigo nosso, devotado obreiro do Bem na Espiritualidade, foi questionado por um irmão recém-vindo da Terra, dentre aqueles que lhe recebiam diretrizes, sobre o melhor meio pelo qual conseguiria enxergar alguns demônios.
Com o melhor humor, o companheiro apenas respondeu: -- Meu filho, lamento muito, mas não tenho aqui um espelho para nós dois.

Pelo Espírito André Luiz. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Endereços da Paz.

7.12.13

PRESÉPIO NO “PEDRO E PAULO”

Esta casa é a estrebaria,
Este chão é a manjedoura,
Onde ao redor de Jesus
A luz se reflete e doura...

Aqui, por sob as estrelas,
Em cânticos de alegria,
Que os anjos Do Céu entoam,
Jesus nasce todo dia.

É um verdadeiro presépio
De celestes resplendores,
No qual os caravaneiros
São os humildes pastores...

Aquelas que aqui residem,
As nossas irmãs velhinhas,
Em torno ao Divino Infante,
São pequenas ovelhinhas...

O incenso, o ouro e a mirra,
Transformados em presente,
São as cestas de alimentos
Que socorrem tanta gente.

Feliz Natal, meus irmãos...
Que este presépio de amor,
Possa estar no mundo inteiro
Sempre louvando ao Senhor!...

Eurícledes Formiga
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã de sábado do dia 30 de novembro de 2013, em Uberaba – MG).

6.12.13

Manifestações de um polêmico
Brincar com Jesus

Sugiro um acompanhamento bem racional deste artigo:
Quando você brinca com um filho seu, um irmão, um parente ou amigo qualquer ou até mesmo com um pai, mãe, avó ou avô, estará, pelo fato de brincar, faltando com respeito a essa pessoa?
Você fica feliz quando recebe, em sua casa, a visita daquele amigo bem humorado, brincalhão, que adora sair espalhando alegria pra todo mundo e até fazendo todo mundo rir?
Pode ser considerada equilibrada e boa do juízo uma pessoa que vive o tempo todo com a cara fechada e se aborrece quando alguém chega feliz, alegre e sorrindo na sua casa?
Tem sentido alguém considerar a alegria, a felicidade, o bom humor e o sorriso como falta de respeito ou estado de imoralidade?
Creio que você, como toda pessoa equilibrada, vai me dizer que adora conviver com pessoas felizes, que adora ambiente feliz em sua casa, no trabalho e em todo lugar por onde vai e que não vai se enquadrar no universo das pessoas carrancudas, baixo astral e mal humoradas.
Pois bem.
Se nós gostamos da alegria e da felicidade, tem sentido alguém achar que Jesus não gostaria?
Como você acha que era Jesus na sua convivência diária com aqueles doze amigos que ele juntou?
Sinceramente, você acha que ele passava o dia inteiro falando por parábolas, sério, pronunciando aquelas coisas que nos acostumamos a ler nos relatos do Evangelho e utilizando termos do tipo “dar-se-vos-a”, “abrir-se-vos-á” e outras expressões complicadas que quase ninguém entende?
Acha que, na cabeça dele, ser um Ser elevado espiritualmente, significa necessariamente TER que falar complicado, gramaticalmente correto e utilizando-se de vocabulário não acessível à maior parte das pessoas?
Este é o meu questionamento desta matéria.
Por que muitas pessoas fazem tanta questão de retirar todas as características humanas de Jesus, emprestando-lhe comportamento absolutamente distante do homem, inclusive dos homens de grande valor moral? 
Por que não se pode brincar com Jesus? É possível alguém de bom senso imaginar que ele não brincasse com os apóstolos, com os samaritanos e com todo aquele povo com o qual conviveu no seu tempo?
Algum, em sanidade normal, pode concebê-lo recebendo aquelas criancinhas, com certeza algumas pulando nele e sentando em seu coloco, sem dar um sorriso e sem esboçar alegria nenhuma?
Um dia a Globo mostrou um filme, sobre a vida dele, mas em um tipo de produção totalmente diferente das famosas “Vida de Cristo”, que nós nos acostumamos a ver na Semana Santa, que nada mais eram que apologias ao sofrimento. Neste filme, em determinado momento que eles foram a um tanque beber água, ele deu um tapa na água que espirrou na cara dos apóstolos, que saíram correndo atrás dele, para pegá-lo, todo mundo morrendo de rir, inclusive ele, que se escondeu num mato, e todos ficaram tentando descobrir onde ele se meteu.
Alguém, com juízo em equilíbrio, poderia identificar algum ato de imoralidade em comportamentos assim?
É lógico e é óbvio que Jesus era um homem como outro qualquer, só que possuidor de uma característica moral a espiritual muito além do homem comum. 
E pra ter característica moral e espiritual precisa, necessariamente, ter cara fechada e viver o tempo todo parecendo que comeu azedo?
A religião que, a meu ver, deve ser muito questionada na sua utilidade para as pessoas, implantou na criatura humana uma conceituação muito estúpida e até ridícula do que seja moralidade e espiritualidade. 
A igreja católica, por exemplo, é mestra em fazer apologia ao sofrimento.
Reparem: O principal evento dela, repetido diariamente, em todos os lugares do mundo, que é a “Santa Missa”, significa o quê?
Rememoração do SOFRIMENTO de Jesus! Relembrar a desgraça que fizeram com ele, inclusive dando ênfase ao seu SANGUE DERRAMADO.
Entrem numa igreja e preste bem atenção nos quadros que estão colocados nas paredes ou nas colunas: A via sacra!!!! A seqüência de tortura a que ele foi submetido, do Sinédrio ao Calvário.
Pra que isto, pelo amor de Deus?
O que dizem os católicos e evangélicos: Que o seu SANGUE foi derramado, para nos salvar.
Muitos chegam a dizer: Sangue de Jesus tem poder!!!!
Ora, se sangue de Jesus tem poder, suor de Jesus também tem, cuspe de Jesus tem e até urina de Jesus poderia ter poder. Por que não?
Será que o mais correto não seria o entendimento que o ensinamento de Jesus tem poder? Viver conforme Jesus nos recomendou tem poder? 
Certa vez eu fui fazer palestra num determinado centro espírita, que começaria as oito da noite. Fazia um frio daqueles.
Ao chegar lá, como acontece na maioria, aquele silêncio, as pessoas entrando devagarinho, se sentando devagarinho, aquela placa na parede escrito “O Silêncio é uma Prece”, e todo aquele ambiente que todo mundo conhece na maioria dos centros espíritas.
Já que eu era o palestrante da noite, me chamaram, baixinho, com uns cinco minutos de antecedência, para sentar-me à mesa, ao lado do Seu Fulano, que era o presidente da casa e dirigente do trabalho da noite.
Todo mundo naquele silêncio e naquele entendimento que teriam que ficar bem concentrado para HARMONIZAR O AMBIENTE, a fim de começar o trabalho exatamente às 20:00h, levando bem em consideração o detalhe do ZERO ZERO, da hora, pra ser bem pontual, em nome da disciplina da casa.
Seu Fulano ficava olhando o tempo todo para um relógio grande que ficava na parede do fundo do salão e conferia no que ele trazia no pulso, para ver se já eram vinte horas EM PONTO.
Percebi logo um certo conflito, ao olhar de lado e ver que o relógio dele estava um minuto atrasado em relação ao da parede do centro.
E agora, qual é o que tá certo, o meu ou o do centro? Ô meu Deus, será que eu não vou criar um problema com o mentor da casa, se começar pelo relógio errado? 
Claro que ele não disse isto, mas a formalidade na casa espírita é tão inconseqüente que não duvido de ter pensado assim. (Veja item 333 de O Livro dos Médiuns). 
Pronto, deu oito horas!!!! Em ponto. No relógio do centro.
“Que a Paz de Jesus seja com todos, meus irmãos”.
Fez o ritual de abertura, leitura, avisos, prece inicial, apresentou o palestrante da noite e me passou a palavra.
O detalhe, que eu já observava, é que muita gente na platéia, principalmente pessoas mais idosas, já estavam dormindo mesmo antes das oito. Várias pessoas.
Aí comecei a pensar comigo mesmo:
Que diabo que eu vou fazer pra acordar esse povo? Começar falando alto não é bom, porque pode assustar. Ah, já sei!
Comecei, então a minha palestra:
Boa noite a todos. Na noite de hoje quero falar para vocês sobre coisas da vida de Jesus, que não constam nos Evangelhos.
Conforme todos sabem, ninguém sabe o que Jesus fez dos 12 aos 30 anos, porque não tem registro no Evangelho; mas eu sei.
Jesus, aos 24 anos, foi goleiro da seleção de Cafarnaum. Fazia defesas milagrosas.
Poucos sabem o que ele foi fazer na casa de Zaqueu, porque só relatam a visita. Eles já se conheciam há muito tempo, porque Zaqueu também jogava no mesmo time, era zagueiro, embora muito baixinho. Era também agiota, emprestava dinheiro a juros. Certa ocasião, Jesus precisou comprar uma Kombi, mas não tinha dinheiro, porque só vivia duro. Pediu emprestado para Zaqueu, que o cobrou quinze por cento ao mês, e foi aí que o Mestre foi lá tomar satisfações, pelo exagero.
Foi um Deus nos acuda. Consegui acordar toda a platéia bonitinho, inclusive as velhas e os velhos ficaram de olhos bem arregalados, escutando aquilo, assustados. Ninguém dormia mais.  
Detalhe: A Kombi de Jesus não seria modelo novo, seria desses antigos, como a foto aí ao lado. Naquele tempo não havia sido lançada a nova, ainda.
Cheguei a perguntar:
Vocês sabem porquê as freiras gostam tanto de Kombi? Por causa disto. Toda freira adora Kombi.
Nessas alturas, o Seu Fulano já estava nervoso. Coçava a careca, olhava para mim, olhava para o público por cima dos óculos... tava num desespero de dar pena.
Quando eu senti que ele iria me dar uma porrada nas costelas eu parei com a brincadeira:
É brincadeira, gente, é brincadeiraaaaaa. Eu queria era só acordar vocês, porque tava todo mundo dormindo aqui. Vamos, então, começar a palestra mesmo, falando sério.
O velho deu uma respirada forte, aliviado, daquelas que quase assovia. Mas me olhou com uma cara de reprovação total.
Conduzi a palestra normalmente, com todo mundo acordado, obviamente, e levei até o final.
Ele me chamou no canto, me deu uma boa esculhambação e recomendou que eu não fizesse mais aquilo, porque ninguém deve brincar com Jesus.
Determinou que ninguém, nunca mais, me convidasse para fazer palestra ali.

Conclusão
Na cabeça de muita gente, seriedade é sinônimo de cara fechada, semblante sizudo, ausência de sorriso, de alegria e de bom humor. A famosa plaquinha do tal “O Silêncio é uma prece” é uma demonstração de que TEMOS que ficar em silêncio, no ambiente do centro espírita, ou, no máximo, falarmos baixo, posto que falar em tom normal é concebido como desrespeito.
Quando a orientação de um casa espírita determina que não se deve aplaudir ninguém que se apresente por lá, principalmente palestrantes, é sinal de que os seus dirigentes ainda são movidos por esse equívoco de repúdio à alegria, já que o ambiente tem que ser parecido com o da “santa missa”, onde o que prevalece é o sofrimento e o sacrifício.
Aplaudir alguém significa que a platéia está dizendo que gostou, que ficou alegre, feliz e agradecida pelo que o expositor acabou de dizer. Mas já que alegria ali não é coisa permitida, prevalece a indiferença e a frieza dos corações.
Com certeza entenderam Jesus de forma totalmente equivocada. O Maior Ser que Deus já mandou para a Terra, exatamente para proclamar a Boa Nova, a alegria, o caminho para a felicidade e a Paz, foi entendido como um ser que veio fazer apologia ao sofrimento, como condição “sine qua non” para a evolução do ser.
Desvincular Jesus da alegria é uma das maiores incoerências que a religião ensina para as pessoas; o pior, é que muita gente entende que isto faz sentido.
Não tem sentido alguém achar que Jesus não gosta de alegria e não gosta que as pessoas se dirijam a ele, bem humoradas, alegres, felizes e até brincando. Ele é o símbolo maior da felicidade e toda pessoa feliz, naturalmente, traduz essa alegria em sorriso.
Portanto, afastemos o conceito maluco de que a cara fechada, sizuda, supostamente séria seja sinônimo de respeito à Jesus, é sinal de hipocrisia, o mal que ele mais condenou.    
Abração.
Alamar Régis Carvalho

5.12.13

Na Casa de Meu Pai...
 
- Neste universo de cerca de 30 bilhões de espíritos, encanados e desencarnados, atrelados à evolução de Terra, muitos, talvez, não mais tenham oportunidade de nela reencarnar ...
- Pelo menos, não proximamente. Não nos esqueçamos de que muitos capelinos, após se redimirem de seus equívocos, lograrEncontro Inesperado, O
Em um relacionamento amoroso Miriam, mulher exigente, intratável, ciumenta e apegada sufoca o companheiro. Depois de sete anos, exausto, ele sai de casa. Ela tenta o suicídio uma vez e ameaça uma segunda, caso ele não volte. Os pais a julgam fraca e querem protegê-la, mas a vida os impediu de socorrê-la. Quando todos pensam que acontecerá o pior, a vida intercede a seu favor: Franco, Gisele e Carlos surgem na história e os fatos começam a mudar. Então, acontece o encontro inesperado.
Gasparetto, Zibia M. (autora)
Lucius (Espírito)
Romance - 424 págs. 16x23 cm
Vida & Consciência - Livro- - Espírita am voltar a merecer a reencarnação no Orbe de que haviam sido expurgados!
- Outros espíritos, dos capelinos renitentes no mal, ainda teriam sido enviados a planetas de ordem inferior à Terra?
- Meu filho, é nautural que o espírito recalcitante vá ficando para traz... Temos informações de que muitos espíritos capelinos, por não terem se redimido sobre a Terra, já tomaram a direçào de mundos compatíveis com seu estado de rebeldia.

Diálogo entre o médium Carlos A Baccelli e o espírito Dr. Inácio Ferreia
Livro: Na Casa de Meu Pai... - Carlos A Baccelli - Inacio Ferreira

4.12.13

No Princípio Era o Verbo...

- Dando sequência, porem, aos nossos estudos sobre A Gênese de Allan Kardec, ainda no seu primeiro capítulo...
- Doutor, estamos há cinco semanas neste primeiro capítulo! Quanto tempo nós levaremos para concluir o estudo?! - perguntou Manoel.
- Até que estamos indo rápido demais, você não acha, Odilon?! Para realmente estudar e assimilar o que estuda ninguém deve ter pressa. Este, aliás, é o problema de muitos companheiros de Doutrina - fazem uma leitura dinâmica de uma obra e concluem que tudo já sabem dela. Ledo engano!
- Estudar é explorar todas as possibilidades propícias do texto - claro, dentro de nossa limitada capacidade de comprendê-lo. Sempre haveremos de nos deparar com alguém que poderá apreciá-lo por um ângulo que não conseguimos enxergar... A rigor, precisaríamos ter aqui, integrado o nosso grupo, um Físico, um Químico, um Psicólogo, um Filósofo - enfim, gente habilitada em várias áreas do conhecimento acadêmico.
- E um Psiquiatra "meia boca", como eu...
- Um Dentista! - acrescentou Odilon.
- Uma analfabeta! - emendou Domingas.
 
Livro: No Princípio Era o Verbo... - Carlos A. Baccelli - Inácio Ferreira
 

Concordo com o Dr. Inácio e convido você, que gosta de estudar o Espiritismo, a formarmos um grupo de estudos, para tanto, me mande um e-mail para ler@folha.com.br e veremos como será possível tornar esse meu sonho numa realidade.
Abraço,
Toninho Barana

3.12.13


LIDANDO COM AS CRÍTICAS

- Dr. Inácio – perguntou alguém, na rápida entrevista a que me submeteu deste Outro Lado da Vida –, como o senhor lida com as críticas?
- Eu não lido – simplesmente, eu não lido.
- Por quê?!
- Porque a crítica sincera é rara, e, como é difícil identificá-la, eu prefiro não perder tempo.
- O senhor, então, as ignora por completo?
- É um direito que me assiste.
- O senhor não crê em crítica nenhuma?
- Em 99% delas, não!
- No entanto, sobra 1%...
- A estas, embora não pareça, quando posso efetuar uma pausa no serviço, eu as levo em consideração.
- E isto acontece com frequência?
- Devo dizer que não!
- Então, o senhor se considera acima de toda e qualquer crítica?
- Absolutamente! Eu não disse isto!...
- Mas... por que não liga importância aos críticos?
- Porque, em geral, a não ser criticando a quem trabalha, eu não os vejo fazendo mais nada... A crítica sistemática é o ofício de quem não tem vocação para servir.
- Assim, os seus críticos se sentirão frustrados...
- Problema deles.
- Porventura, como espírito, considera-se infalível?
- Não como espírito, e, principalmente, não como espírita – cara (desculpe-me a expressão que estou roubando de seu vocabulário) eu sou um ser humano! Mesmo estando morto, você me dá o direito de continuar a sê-lo?!
- As críticas não o desanimam?
- Ao contrário: elas me incendeiam!...
- Então?...
- Devo muito aos meus críticos! Não fosse por eles, o meu humilde trabalho passaria completamente ignorado – eles são os meus melhores propagandistas!
- Nada pode atingi-lo?...
- Eu sempre tive muito medo de raio... Sob tempestade, costumo não sair de casa.
- O senhor se considera irônico?
- Nem um pouco! Graças a Deus, o que eu sou é uma pessoa de bem com a Vida, e comigo mesmo!...
- Partindo de quem uma crítica o abalaria?...
- De Jesus Cristo! Porém, como sei que Ele nunca faria isto comigo e nem com você, ou com qualquer um de nossos irmãos em Humanidade...
- Uma última pergunta.
- Manda...
- Quando é que o senhor pensa em parar de escrever para a Terra?...
- Ah, esta é fácil! – respondi sem conseguir conter o sorriso. – Quando o médium desencarnar! – naturalmente ou, quiçá, assassinado!...

INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 2 de dezembro de 2013.

2.12.13


Mergulho Profundo

Até onde vai a humanidade?
Ora está feliz a dizer que tudo lhe satisfaz. Noutro momento, se acha desprezada porque nada lhe apraz. É sobre o vai-e-vém da humanidade que pretendo refletir nesta manhã de domingo.
A humanidade somos todos nós, mas o que quero dizer é que o homem, de maneira geral, anda inquieto. Ele não sabe exatamente o que quer. Acha que estando bem financeiramente tudo estará resolvido, afinal, o dinheiro vai lhe trazer o sustento diário e a prosperidade que tanto deseja, tudo o mais, a partir disso, estará acertado.
Esta visão materialista das coisas lhe faz feliz por uns tempos, mas depois ver que a sua sorte é amarga porque lhe falta amigos de verdade. A família, às vezes, não lhe dá a devida atenção, algo lhe falta e ele não sabe expressar o que é.
É neste momento que alguns começam a ver-se por dentro, toma a coragem de tentar se enxergar interiormente. É neste instante que tudo muda, antes de se complicar.
Esta procura interior faz o homem entrar em contato com seus pesadelos, suas contradições, seus desafetos, suas insatisfações. Com tudo aquilo que gostaria de fazer e não fez, com tudo aquilo que quer ser e ainda não é.
É esta contradição interior que o frustra e o faz, inicialmente, mais triste. Tem tudo que outros não possuem, mas lhe falta o essencial: ele mesmo.
Olhar para o mundo com os olhos da matéria pode ser suficiente por uns tempos, mas depois se mostrará imensamente limitante, meus irmãos.
Como expressar a tristeza de um grande empresário, dono de seu iate, muitas pessoas a lhe bajular na empresa, um carro importado na garagem, mulheres que desejar e sentindo-se imensamente só?
Esta prioridade dos homens pela busca material é vazia, tenho dito isto aqui muitas vezes. A matéria possui o valor que damos a ela, mas ela não responde aos nossos anseios mais íntimos, ou quando o faz, nos deixa perecíveis, superficiais, porque elegemos a aparência, o possuir das coisas como parâmetro das nossas necessidades e, consequentemente, da nossa felicidade.
O homem deve procurar mais porque ele é mais.
É no seu interior que reside todas as perguntas e, ao mesmo tempo, todas as respostas. É no seu mundo íntimo que encontrará todas as suas contradições, mas, paradoxalmente, todas as suas definições.
Quem olha para dentro mergulha no mundo infinito. Quem olha apenas para fora se imerge num pantanal de lodo, numa areia movediça, num buraco sem fim.
A realidade das coisas é invisível aos olhos, meus filhos.
Portanto, procure olhar-se mais, encontrar-se mais consigo, mesmo que isto, de início, lhe proporcione incômodos, inquietações, mal-estar.
É somente, porém, neste mergulho profundo para dentro de si que encontrará as respostas verdadeiras e definitivas, a razão de ser da própria vida, o porquê está aqui.
É no seu contato íntimo, na sua descoberta maior, no despertar para seu mundo espiritual que se encontrará, de fato, com Deus, e tudo fará sentido, até mesmo você.
Fique em paz!
Helder Camara