11.5.13

ESCALADA

Haja o que houver, não mais retroceder,
Não mais voltar ao ponto de partida,
Desistindo do esforço da subida
Na senda que te deste a percorrer...

Não mais voltar ao vale e reviver
Ilusões que deixaste de vencida,
Ouvindo a voz que à frente te convida
A prosseguir sem nunca esmorecer...

De olhos postos no Alto, sempre avante,
Sem vacilar na fé um só instante,
Na bendita escalada rumo à luz...

Nesta ascensão que te parece infinda,
Em paisagem que se faz mais linda,
Chegarás à presença de Jesus!...

Eurícledes Formiga

(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião íntima do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã do dia 3 de maio de 2013, em Uberaba – MG).

10.5.13


Discórdia Jamais

Aquele que semeia a discórdia é terrível. Não gosta de ver a paz reinar em canto algum, parece que se agonia com isso.
É aquele que vê defeito em tudo. Se alguém faz algo da melhor maneira possível, encontra um defeito para colocar o dedo e desmerecer a obra do outro. Invariavelmente é capaz de construir qualquer coisa, mas para achar a imperfeição...
É aquele que inveja a vitória alheia e – não podendo fazer o mesmo que o outro fez – põe o “bedelho” para funcionar desqualificando o êxito do outro. Pura inveja.
É aquele que se sente incomodado com a paz reinante em determinado ambiente. Por detestar a harmonia, cria caso com um e com outro para ver o circo pegar fogo. Gosta de semear o ódio.
É aquele que se sente realizado com a desgraça alheia. Como não tem harmonia interior, acredita que todos devem ser como ele, infelizes também.
É aquele que realmente é um infeliz. Aquele que arranja a discórdia como trabalho habitual é, certamente, um infeliz. O problema é que faz infeliz a todos que, de alguma forma, passe pelo seu caminho.
Quando o homem irá perceber que a discórdia nada tem a ver com Deus? Tem a ver com Deus aquele que procurar gerar a concórdia, a temperança, a paz.
Se a paz mundial tem que prevalecer não será pela discórdia, pela dissensão, pelo conflito, é preciso que se gere um clima de confiança, de bem-estar, de harmonia.
Meus irmãos, ao entendermos que a vida deve ser o momento para juntar, para agregar, para tornar todos juntos num só ideal, compreender o quanto mal faz qualquer ato de discórdia.
Penso que discórdia tem a ver com aquele que não age com o coração. Só pode ser. Se agisse com o coração proporcionaria o encontro de vontades, a beleza, a harmonia. Por ser dissonante ao que manda o coração é que se gera a discórdia.
A discórdia é veneno voraz que corrói os relacionamentos humanos e que não leva a lugar algum, ou melhor, leva ao nada.
Seja você, meu irmão, minha irmã, aquele que uma os dissidentes, que sua palavra seja aquela que traga a todos para o mesmo ponto comum. Você é responsável por isso onde quer que esteja.
Pense nisso e faça agora!
Um abraço,
Helder Camara

7.5.13


Questão 206 do Livro dos Espíritos
    CULTO AOS ANCESTRAIS
    Não estamos negando o culto àqueles que nos foram caros, que cooperaram no nosso retorno à carne para novas experiências; de forma alguma. Quando nos lembrarmos deles, devemos acrescentar sempre gratidão e orar pelos avoengos pedindo a Deus para os abençoar onde eles se encontrarem e, ainda mais, devemos cultivar o bem que eles plantaram, através das sementes de moralidade, de trabalho e de amor.
    Se nenhuma das ovelhas se perde, no dizer de Jesus, como cultuar somente os nossos antepassados, se todos se fundem em uma só família? Experimentemos, pois, amar a humanidade. A lei de amor nos diz que somos um todo em Deus, que representamos elos da família universal, e que corre em todos os corpos uma energia divina procedente do Todo Poderoso.
    Seitas e religiões espiritualistas existem cuja filosofia se baseia no culto aos ancestrais, cuja direção ou comando são passados de pai para filho, ou descendente mais próximo, na ilusão enganosa de que se pode ligar, parcimoniosamente, as coisas da Divindade. Mas quando ocorre que, na família ancestral, tenha havido alguns cujos comportamentos possam envergonhar os descendentes, estes procuram esquecê-los ou apagá-los.
    Afirma-nos Jesus que são os doentes que precisam de médicos, e não os sãos. Não podemos ignorar que o sangue que corre nas veias de um nobre é o mesmo que viaja no corpo de um plebeu.
    A lei da reencarnação é um socorro para os espíritos que ainda precisam dela, por fazê-los encontrar os inimigos do passado frente a frente, de modo a aceitarem a reconciliação como a melhor forma de paz. O culto aos ancestrais nunca é ridículo; é um ato de amor e gratidão. Somente o que a lei do amor não aceita é que esse culto fique limitado ao lar onde-nasceu. Que seja estendido para os outros lares, para outras nações e para o mundo inteiro. Não gosta o homem de visitar, quando pode, países diferentes daquele em que estagia? De lá não traz coisas para a sua alegria e o seu conforto? Por que não abençoar esse povo que não difere da sua própria forma? São nossos irmãos, são também nossos próximos, que Jesus nos pede para amar como sendo os nossos irmãos. O próprio casamento com pessoas de raça diferente contribui para nos unirmos, para libertar o amor familiar, e é por esse processo que passamos a nos ligar com muitas famílias, para que elas se tornem uma só.
    Jesus disse que "nos céus não se casa nem se dá em casamento". O espírito não descende do espírito. Quando um casal desencarna, se encontra livre, e, às vezes, é chamado a ingressar em outra família, no país onde animou um corpo, ou em outro, ele vai encontrar ancestrais de outras famílias, onde deve exercitar o amor e universalizar os seus sentimentos.
    Não se deve ficar pedindo aos parentes desencarnados para fazerem o que se quer que seja feito na Terra; banalidades, às vezes, que envergonham a própria consciência. Se se desconhece o estado deles no plano da vida espiritual, não se deve incomodá-los com as coisas da Terra. Eles, quando elevados, ficarão alegres quando seus "familiares" principiarem a abolir os erros, dissipando as trevas do seu mundo mental.
    Quando o nosso amor quebrar as amarras do lar, dos parentes, e atingir os seres humanos sem distinção, pela caridade, respeitando o direito de todos, nos sentiremos felizes por sabermos que no futuro haverá um só rebanho e um só Pastor, que é Jesus Cristo. Devemos, sim, cultuar os ancestrais, mas, de todos os povos, como sendo a nossa família, a família de Deus.
 
Livro: Filosofia Espírita III - João Nunes Maia - Miramez

5.5.13


Em Torno da Profissão
 
A sua profissão é privilégio e aprendizado.
Se você puser amor naquilo que faz, para fazer os outros felizes, a sua profissão, em qualquer parte, será sempre um rio de bênçãos.
O seu cliente, em qualquer situação, é semelhante à árvore que produz, em seu favor, respondendo sempre na pauta do tratamento que recebe.
Toda tarefa corretamente exercida é degrau de promoção.
Em tudo aquilo que você faça, na atividade que o Senhor lhe haja concedido, você está colocando o seu retrato espiritual.
Se você busca melhorar-se, melhorando o seu trabalho, guarde a certeza de que o trabalho lhe dará vida melhor.
O essencial em seu êxito não é tanto aquilo que você distribui e sim a maneira pela qual você se decide a servir.
Ninguém procura ninguém para adquirir condenação ou azedume.
Sempre que alguém se queixe de alguém, está criando empeços na própria estrada para o sucesso.
Toda pessoa que serve além do dever, encontrou o caminho para a verdadeira felicidade.

Livro: Sinal Verde - Francisco C. Xavier - André Luiz

4.5.13

JESUS

Por onde Ele passava intensa luz,
Em meio à espessa sombra, resplendia,
E o chão que Ele pisava florescia
Em tal prodígio que ninguém traduz...

Com a força de seu Verbo que reluz,
Transformava tristeza em alegria,
E levava esperança a quem sofria,
Tombado ao peso de inumana cruz...

A um simples gesto seu a própria morte
Curvava-se ante a Vida, eterna e forte,
Causando espanto a quantos se doou...

Foi por Ele que aos homens desterrados,
Que se criam do amor abandonados,
Que Deus em sua face se mostrou!...

Eurícledes Formiga
Uberaba – MG, 29 de abril de 2013.

3.5.13


  O tão citado Espirito de Verdade ainda é assunto de debate no meio espírita, às vezes despertando polêmicas. Nesse estudo de Paulo da Silva Neto Sobrinho, publicado na Revista Espiritismo & Ciência Especial, número 61, temos uma série de informações interessantes sobre o tema.
 
  PELA INFORMAÇÃO DESTES TRÊS ESPÍRITOS, podemos concluir que não se trata de uma coletividade, mas que o Espírito de Verdade é, sem receio, uma individualidade. Mas sigamos em frente. Devemos, para dissipar as possíveis dúvidas, trazer o testemunho do próprio Kardec que, anaÍisando uma comunicação de um determinado espírito, assim a explicou: 
  "O Espírito que ditou a comunicação acima é, pois, muito absoluto no que concerne a qualificação de santo, e não está na verdade dizendo que os Espíritos Superiores se dizem simplesmente Espíritos de verdade, qualificação que não seria senão um orgulho mascarado sob um outro nome, e que poderia induzir em erro se tomado ao pé da letra, porque ninguém pode se gabar de possuir a verdade absoluta, não mais do que a santidade absoluta. A qualificação de Espírito de Verdade não pertence senão a um e pode ser considerado como nome próprio; ela é especificada no Evangelho. De resto, esse Espírito se comunica raramente, e somente em circunstâncias especiais; deve-se manter em guarda contra aqueles que se apoderam indevidamente desse título: são fáceis de se reconhecer, pela prolixidade e pela vulgaridade de sua linguagem." (Revista Espírita, 1866, p. 222) (grifo nosso). 
  Portanto, não nos resta mais dúvida quanto a não ser uma coletividade, uma vez que as informações acima nos apontam para identificá-lo como sendo mesmo uma individualidade. Inclusive, da recomendação de que "deve-se 
manter em guarda contra aqueles que se apoderam indevidamente desse título", podemos perceber que se trata de algum Espírito de elevada hierarquia que, embora não se manifestasse de forma rotineira, dele já se tinha uma 
ideia do estilo de linguagem, que estava bem longe da prolixidade e da vulgaridade. 
  Levando-se em conta que Kardec disse que a qualificação do Espírito de Verdade encontra-se especificada no Evangelho, seguiremos sua orientação e, um pouco mais à frente, iremos ver o que lá poderemos encontrar sobre isso. 
  Quem seria o Consolador? 
  Importante também fazermos a distinção de quem seria o Consolador, pois alguns companheiros o têm como sendo Jesus, enquanto outros já o veem como o Espírito de Verdade. 
  Vejamos esta passagem de João: 
  "Se me amais, guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja eternamente convosco, o Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós. Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros. Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as cousas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito." (João 14,15-18 e 26) (grifo nosso). 
  Por ter afirmado que enviaria outro Consolador, devemos concluir, com Kardec, que o Consolador não é Jesus. Entretanto, a passagem bíblica dá a entender que o Consolador é o Espírito de Verdade, fato que vem causando 
uma certa confusão para se identificar quem realmente ele seja, se apenas tomarmos essa passagem como referência. Mais à frente iremos ver que outras passagens bíblicas não trazem esta ideia, separando um do outro. 
  Em A Gênese, capítulo XVII, item 39, Kardec vai nos esclarecer isso, pois, para ele são duas coisas distintas. Vejamos: 
  "Qual deverá ser esse Enviado? Dizendo: 'Pedirei a meu Pai e ele vos enviará outro Consolador ', Jesus claramente indica que esse Consolador não seria ele, pois, do contrário, dissera: 'Voltarei a completar o que vos tenho ensinado'. Não só tal não disse, como acrescentou: 'A fim de que fique eternamente convosco e ele estará em vós'. Esta proposição não poderia referir-se a uma individualidade encarnada, visto que não poderia ficar eternamente conosco, nem, ainda menos, estar em nós; compreendemo-la, porém, muito bem com referência a uma doutrina, a qual, com efeito, quando a tenhamos assimilado, poderá estar eternamente em nós. O Consolador é, pois, segundo o pensamento de Jesus, a personificação de uma doutrina soberanamente consoladora, cujo inspirador há de ser o Espírito de Verdade." (A Gênese, FEB, 2007, p. 441) (grifo nosso). 
  Assim, Kardec, reafirmando o que já havia dito alhures, relaciona o Consolador a uma doutrina soberanamente consoladora, qual seja, o Espiritismo, cujo inspirador foi o Espírito de Verdade. Portanto, fica claro para nós que Kardec também separa um do outro, o que nos leva a concluir que o Espírito de Verdade não é o Consolador, o qual, ele mesmo, nessa sua fala acima, identifica como sendo o Espiritismo. O que fica ainda mais nítido com estas suas duas outras falas: 
  "Assim, o Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra; atrai para os verdadeiros princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança." (O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo VI, item 4, p. 135) (grifo nosso). 
  "[ ... ] reconhece-se que o Espiritismo realiza todas as promessas do Cristo a respeito do Consolador anunciado. Ora, como é o Espírito de Verdade quem preside ao grande movimento da regeneração, a promessa do seu advento se encontra realizada, porque, de fato, é ele o verdadeiro Consolador," (A Gênese, item 42, IDE, p. 31) (grifo nosso). 
   Portanto, caracteriza o Espiritismo como sendo o Consolador prometido, ao qual lhe atribui a realização da promessa de Jesus quanto ao seu envio, o que, mostra claramente a separação que fazia entre Espírito de Verdade e o Consolador. 
   Nesta última fala, a que consta em A Gênese, ao dizer no final que "é ele o verdadeiro Consolador", o "é ele!' a que Kardec aqui está se referindo, s.m.j., é à expressão "seu advento", o que, por conseguinte, nos remete ao Es- 
piritismo e não ao Espírito de Verdade; ressaltamos, para que não se venha confundi-los no entendimento deste texto. 
  Para confirmar este nosso entendimento, vejamos esta outra fala de Kardec, contida em O Evangelho Segundo o Espiritismo (p. 134): 
  "O Espiritismo vem, na época predita, cumprir a promessa do Cristo: preside ao seu advento o Espírito de Verdade." (grifo nosso). Comparando esta fala com a que acima é dita "a promessa do seu advento se encontra realizada, porque, pelo fato, é ele o verdadeiro Consolador", percebemos que nesta última frase o "seu advento" está se referindo ao Espiritismo, o que pode ser conferido com o que foi colocado na primeira frase.
  Podemos observar ainda que, na passagem bíblica mencionada, Jesus diz "voltarei para vós", profecia que se realizou quando da implantação do Espiritismo; isto ficará mais claro quando identificarmos quem usou o nome de Espírito de Verdade.
 
 O início dessa messagem está na Revista Espiritismo & Ciência Especial, número 61 e na próxima edição, trazendo as informações sobre o que os Espíritos disseram, o que Kardec disse, se o Espírito de Verdade nos deixou alguma pista e a conclusão do tema com o pensamento de outros autores espíritas.

2.5.13


Questão 205 do Livro dos Espíritos
    AMOR UNIVERSAL
    A doutrina da reencarnação não se afigura como destruidora dos laços de família. Pelo contrário, ela, como lei que vigora em todos os mundos onde os espiritos reencarnam, alicerça a verdadeira fratemidade, por alimentar o amor universal entre todas as criaturas.
    Cultivar o amor somente entre os ancestrais, oferecer atenção somente àqueles com os quais convivemos, amar só os nossos familiares a consciência em Cristo nos dá que reforça o egoísmo e o próprio orgulho, não só dos que nos acompanham como, igualmente, de toda uma raça.
    A lei da reencarnação é divina por eliminar os limites de onde poderemos viver. Negá-la é desconhecer Jesus, que nos pede para amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, e acrescentamos: amar a todos e a tudo, pois, se a criação vem de Deus, somos todos irmãos, na graça e misericórdia do Senhor.
    O princípio das vidas sucessivas nunca destrói os lares; ele os distende ao infinito e se forma na Terra uma única família para que tenhamos oportunidade de exercitar o amor; sem a reencarnação, não há condições de se estender o amor além das fronteiras do lar. Mas, com o tempo, as almas vão crescendo e percebendo, que precisam umas das outras, mesmo que se encontrem distantes. Basta ao homem olhar o que come, o que usa e o que não foi feito por suas próprias mãos nem pelos seus familiares e que, por vezes, vieram de fora, de outras nações. Façamos como o ar e as águas, que desconhecem barreiras de estados e nações, levando o conforto e a alegria onde quer que seja. Imitemos o sol: a sua luz se divide, manifestando saúde e doando vida onde pode alcançar para servir.
    O conhecimento das vidas múltiplas destrói a importância exagerada que dispensamos aos nossos parentes, porque pode nos levar a nascer em vários lugares, percebendo, por intuição na recordação silenciosa, que a vida é amor, aquele amor que não se transforma em exigências, que não se vende e nem se compra, força criadora de harmonia e de paz, trabalhando no soerguimento de todos os caídos, por prazer de servir.
    A falsa idéia de sangue real é que faz muitos negarem a reencarnação. O apego às heranças é embaraço para se crer que nascemos tantas vezes quantas forem necessárias; contudo, Deus não nos pediu opinião para fazer as leis que correspondem às nossas necessidades de despertamento espiritual. Quem ainda não deseja entender a lei da reencarnação esteja certo de que o tempo encarregará dele e a escola das vidas sucessivas ensinará que essa lei, como dogma divino, é para o seu próprio bem, porque nos ajuda a entender e vivenciar o amor universal.
     Trocamos os muitos corpos na nossa caminhada, para que possamos abolir o carma, corrigindo erros e ampliando nossos conhecimentos sobre a vida que continua em todas as direções do existir. Quem deseja ser livre haverá de conhecer a verdade, assim nos diz Nosso Senhor Jesus Cristo. Deus não consulta a vaidade dos homens para formular leis no universo, repetimos.
    Quem não pôde ainda conceber a lei da reencarnação, como bênção de Deus em nosso favor, que medite sobre ela, que ore pedindo inspiração. O céu nunca foi pobre de conhecimentos, principalmente no que tange à libertação dos espíritos. Para derrubar o passado, não basta alguns segundos de arrependimento. O arrependimento na reforma interna, pelo amor e pela caridade, pelo trabalho e pela compreensão. Tudo que possamos ver e sentir troca de formas periodicamente, porque a vida é movimento, sendo que é a mesma luz divina que move as formas que cada vez mais ascendem para a luz da verdade.
    Quem nasce, renasce; esta é a lei.
 
Livro: Filosofia Espírita III - João Nunes Maia - Miramez