9.7.12


CAMINHOS RETOS
"E Ele lhes disse: Lançai a rede para a banda direita do barco e achareis." - (JOÃO, capítulo 21, versículo 6.)

A vida deveria constituir, por parte de todos nós, rigorosa observância dos sagrados interesses de Deus.
Freqüentemente, porém, a criatura busca sobrepor-se aos desígnios divinos.
Estabelece-se, então, o desequilíbrio, porque ninguém enganará a Divina Lei. E o homem sofre, compulsoriamente, na tarefa de reparação.
Alguns companheiros desesperam-se no bom combate pela perfeição própria e lançam-se num verdadeiro inferno de sombras interiores. Queixam-se do destino, acusam a sabedoria criadora, gesticulam nos abismos da maldade, esquecendo o capricho e a imprevidência que os fizeram cair.
Jesus, no entanto, há quase vinte séculos, exclamou:
"Lançai a rede para a banda direita do barco e achareis."
Figuradamente, o espírito humano é um "pescador" dos valores evolutivos, na escola regeneradora da Terra. A posição de cada qual é o "barco". Em cada novo dia, o homem se levanta com a sua "rede" de interesses. Estaremos lançando a nossa "rede" para a "banda direita"?
Fundam-se nossos pensamentos e atos sobre a verdadeira justiça?
Convém consultar a vida interior, em esforço diário, porque o Cristo, nesse ensinamento, recomendava, de modo geral, aos seus discípulos: "Dedicai vossa atenção aos caminhos retos e achareis o necessário."
Livro: Caminho, Verdade e Vida -. Francisco C Xavier - Emmanuel

7.7.12

NOTÍCIAS DO DIA
Regresso a Terra e sigo pela rua
De uma grande cidade, e, sobre o chão,
Pego um jornal largado num lixão,
Lendo notícias ao clarão da lua:

“O progresso do homem se acentua...”
“Ninguém pode deter a Evolução...”
“Um mundo novo está em gestação...”
“O avanço da Ciência não recua...”

Entrementes, enquanto leio e penso,
A ver se do que leio eu me convenço,
Vem um mendigo e tira-me o jornal...

Tendo somente a noite por telheiro,
Faz dele miserável travesseiro,
E adormece com fome num quintal!...

Eurícledes Formiga
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã de sábado do dia 30 de junho de 2012, em Uberaba – MG).

5.7.12


REENCARNAÇÃO NA BÍBLIA
A bíblia possui inúmeras assertivas acerca da reencarnação, como por exemplo aquela em que Jesus afirma ser João Batista a reencarnação do profeta Elias.
Todavia, o trecho abaixo transcrito do evangelho de São João, nos parece mais adequado ao estudo ora desenvolvido:
Ora, entre os fariseus, havia um homem chamado Nicodememos, senador dos judeus - que veio à noite ter com Jesus e lhe disse: "Mestre, sabemos que vieste da parte de Deus para nos instruir como um doutor, porquanto ninguém poderia fazer os milagres que fazes, se Deus não estivesse com ele."
Jesus lhe respondeu: "Em verdade, em verdade, digo-te: Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo."
Disse-lhe Nicodemos: "Como pode nascer um homem já velho? Pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, para nascer segunda vez?"
Retorquiu-lhe Jesus: "Em verdade, em verdade, digo-te: Se um homem não renasce da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. - O que é nascido da carne é carne e o que é nascido do Espírito é Espírito. - Não te admires de que eu te haja dito ser preciso que nasças de novo. - O Espírito sopra onde quer e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem ele, nem para onde vai; o mesmo se dá com todo homem que é nascido do Espírito."
Respondeu-lhe Nicodemos: "Como pode isso fazer-se?" - Jesus lhe observou: 
"Pois quê! és mestre em Israel e ignoras estas coisas? Digo-te em verdade, em verdade, que não dizemos senão o que sabemos e que não damos testemunho, senão do que temos visto. Entretanto, não aceitas o nosso testemunho. - Mas, se não me credes, quando vos falo das coisas da Terra, como me crereis, quando vos fale das coisas do céu?" (S. JOÃO, cap. III, vv. 1 a 12).
Quando Jesus disse a Nicodemos que a carne procede da carne e o espírito procede do espírito, quis dizer que o corpo carnal nasce de um outro corpo carnal, como o filho que cresce no ventre de sua mãe, mas enfatizou que o espírito é imortal e a sua procedência é divina e nascerá em um novo corpo toda vez que houver necessidade de reparação, ajustamento ou evolução.

4.7.12


O Renato me mandou a gravação feita pelo Alamar Regis de uma reunião mediúnica em que o espírito Alfredo Bastos dialogando com os participantes esclareçe sobre a vida espiritual
 
Depois de proferida a prece e a leitura de uma página de um livro edificante, mais uma reunião mediúnica é realizada com a participação do nosso amigo Alfredo, sob a direção do Jarbas Silveira.

JARBAS – “Iniciamos os trabalhos da noite de hoje, rogando a Jesus a sua Paz e pedindo aos espíritos coordenadores das nossas atividades que nos assistam e nos inspirem à melhor produtividade nesta noite. Que os espíritos amigos se utilizem dos nossos médiuns, conforme o que estiver programado pela coordenadoria espiritual”.
ALFREDO BASTOS – “Boa Noite Jarbas, boa noite amigos presentes nesta noite. Imagino que alguns possam questionar a minha vinda, logo como primeiro a manifestar, sempre no início dos trabalhos, ultimamente; mas volto a dizer que estas minhas manifestações fazem parte de um projeto de trabalho estabelecido para este centro, pelos espíritos amigos da casa, nesta disposição de conversar livremente com vocês. Continuo a disposição porque creio que temos muito a conversar em vários trabalhos nesta casa ou em outro local onde isto for possível. 
Estou a disposição de vocês.”
FERNANDO – “Amigos, se vocês me permitem, eu gostaria de fazer a primeira pergunta ao Alfredo, dando continuidade a um questionamento que fiz, semana passada, querendo saber dele o porquê de não se falar de coisas que ele fala aqui, em outros centros espíritas.
Algo que você nos falou, Alfredo, e que nos sugere a lhe perguntar mais, é naquela sua colocação de que os espíritas estacionaram em Nosso Lar, não falaram mais sobre o Mundo Espiritual, a não ser nos outros livros das obras do mesmo André Luiz e também, mais recentemente naqueles livros editados pela Petit, que nos trazem espíritos falando sobre a mediunidade da Vera Lúcia Marinzeck. 
Eu fiquei com aquela informação que você passou, e que faz muito sentido, de que o Nosso Lar de hoje não é mais o mesmo relatado por André Luiz, assim como São Paulo não é hoje a mesma cidade que era na década de quarenta. 
Você poderia nos falar um pouco mais do Mundo Espiritual e relatar sobre algumas modificações do Nosso Lar neste espaço de tempo?”
ALFREDO – “Muito interessante a sua pergunta, Fernando, todavia, mais uma vez quero lembrar-lhes que o Mundo Espiritual não se resume a Nosso Lar. 
Instalou-se no movimento espírita a cultura de que o Nosso Lar é o Mundo Espiritual e a todo instante estamos vendo palestrantes falando dessa Colônia, repetidamente, inclusive em regiões do Brasil e do exterior que não têm a ver com ela.
Se algum encarnado aí dissesse que Guaratinguetá é a cidade, teria sentido?
Como, a cidade?
Guaratinguetá é uma cidade brasileira, como milhares de outras, que é conhecida apenas por alguns brasileiros e não por todos os brasileiros.
Da mesma forma é Nosso Lar, no mundo espiritual, apenas uma colônia, e vocês precisam se adaptar a esta realidade. Chegou a época de uma nova conceituação e nova visão do que seja o mundo espiritual nas incalculáveis dimensões, além do Planeta Terra, além do Sistema Solar e além da Via Láctea, quando espíritas estão resumindo tudo a uma pequena região localizada em parte do Estado do Rio de Janeiro”.
Sei que serei considerado um espírito pseudo-sábio e até obsessor por vários espíritas que não admitirão desencarnar e não encontrar Lísias, Dona Laura, Clarêncio e as mesmas pessoas que o André Luiz encontrou, mas não posso omitir a disposição de convidar os espíritas e entender que o Mundo Espiritual é infinitamente maior do que isto.”
LOURDES – “Estamos entendendo, Alfredo, mas me satisfaça mais uma curiosidade: Você está falando em Nosso Lar, mas você conhece Nosso Lar? Você já viveu lá?”
ALFREDO – “Não conheço Nosso Lar, Lourdes, assim como, quando encarnado, não tive oportunidade de conhecer Cuiabá, Porto Velho, Teresina, João Pessoa, Maceió e várias cidades brasileiras, assim como não conheço milhares de colônias fora da região brasileira e também não conheço as inúmeras que existem fora da Terra.”
NEUZINHA – “Mas Alfredo, não dizem que os espíritos podem volitar, podem se deslocar com a velocidade do pensamento e influenciarem em nossas vidas muito mais do que imaginamos?”
ALFREDO – “Muitos espíritas mantém uma idéia de que toda pessoa, depois que desencarna, vira super-homem desencarnado. Lembram daquelas historinhas e dos filmes que mostram o super-homem voando e até parando o movimento de rotação da Terra? Será que é daquele jeito que imaginam todos os desencarnados?
É verdade que os espíritos podem influenciar na vida dos homens muito mais do que eles podem imaginar, mas daí a imaginar que tenham super poderes há uma distância grande.
Um espírito como o Dr. Bezerra de Menezes, por exemplo, pode agora influenciar um médium que esteja em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, deixar uma mensagem sua gravada no seu cérebro, para que depois ele descarregue através da psicografia ou da psicofonia e imediatamente deslocar-se até Manaus, para deixar outra mensagem através de outro médium, de lá ir até João Pessoa para fazer a mesma coisa. Mas não são todo os espíritos que podem fazer isto.
Conforme lhes disse, há espíritos que se protegem da chuva, há espíritos que só conseguem entrar na sua casa depois que a porta abre e estas limitações persistem até que eles vão tomando consciência das suas novas condições.
Lembrem-se sempre de que o mundo espiritual é de aprendizado constante.” 
CLÓVIS – “E a questão da comunicação pelo pensamento, Alfredo? Nos é ensinado que os espíritos não precisam mais falar para se comunicar com os outros.”
ALFREDO – “Também não é bem assim. No mundo espiritual não se torna necessária a comunicação verbal, mas, repito, nem todos os espíritos que aqui chegam têm esta consciência e nem sabem como isto se processa.
Vale lembrar que no mundo encarnado também tem muitas pessoas que se comunicam pela telepatia, naturalmente. É questão de exercício.
No mundo espiritual também há necessidade de exercícios, para tudo.
Há pessoas preguiçosas no universo encarnado? Há também preguiçosos no desencarnado.
Da mesma forma que há acomodados, indiferentes, estacionados, pessimistas e conformados em ambos os lados. Do lado de cá tem gente que morre de medo de morrer.”
JARBAS – “Alfredo. Sabemos que os obsessores conduzem as pessoas obsedadas a praticarem o mal para os outros e para elas mesmas e entendemos que, para isto, eles transmitem as suas idéias e não precisam falar, porque não são ouvidas.”
ALFREDO – “Elas transmitem, sim, as suas idéias, mas também falam ao ouvido das pessoas. Não provocam a vibração do tímpano, mas a vibração da mensagem chega ao cérebro, pelas suas freqüências que, se coincidirem com a freqüência da pessoa, influenciam mesmo negativamente.”
JARBAS – “Ou positivamente também, não é?”
ALFREDO – “Não, neste caso é só negativamente, porque quem influencia positivamente são os espíritos amigos, os bons, e esses não precisam se aproximar do ouvido de ninguém para transmitir idéias, já que sabem como fazer de mente para mente, e assim o fazem”.
JULIO – “Alfredo, você poderia explicar melhor esse negócio de espírito desencarnado falar ao ouvido de pessoas encarnadas? Eu tenho certa dificuldade de entender isto, pois pelo que sei todos os espíritos exercem as suas influências de mente para mente”.
ALFREDO – “Todos não, apenas aqueles que sabem que podem fazer assim. Quando o espírito embrutecido aprende que assim pode ser feito, assim ele faz, mas, conforme eu lhes disse, o mundo espiritual é também mundo de aprendizado constante e todos estão em busca de novos conhecimentos.
Quem trabalha em mediúnicas sabe que muitos espíritos nem sabem que morreram, só vêm a saber disto na mediúnica, não é verdade? 
Os que estão ainda em perispíritos mais densos, estão em corpos quase que materiais, e por isto têm mais necessidade de atitudes materiais.
Vocês já devem ter visto muitos casos de pessoas que, repentinamente, se assustam e dizem que parece que alguém disse alguma coisa para elas e até perguntam se foi você quem lhe disse ou perguntou alguma coisa. 
- Mãe, a senhora me chamou?
- Não, minha filha, eu não chamei.
Quantas e quantas vezes vocês já não ouviram isto.
Você diz que não foi você e ela simplesmente deixa pra lá, achando que simplesmente foi uma impressão e que nada aconteceu.
O homem precisa prestar mais atenção nas coisas que acontecem consigo, assim como nos seus sonhos e em tudo o que, em princípio, parece-lhe que não foi nada.”
NEUZINHA – “Alfredo, fale pra nós como é viver num mundo de Justiça Plena, onde não há maldade, não há gente enganando ninguém, porque aí prevalece a Justiça de Deus”.
ALFREDO – “Neuzinha, é um equívoco também achar que o mundo espiritual é um mundo de Justiça Plena, como você afirma. 
É muito comum alguém aí dizer que uma pessoa que morreu foi encontrar-se com Jesus, foi estar ao lado de Deus ou de Maria. Quanta ingenuidade, quanta desinformação.
Será que vocês que estão aí, acham que eu, por estar desencarnado, vivo encontrando-me com Jesus, com Maria e com os espíritos mais evoluídos? Ledo engano, Jesus está, sim, no mundo Espiritual, mas isto não quer dizer que todo mundo que está no mundo espiritual esteja na dimensão que ele está. 
Vocês se lembram que no relato de André Luiz, consta que a sua mãe baixou para encontrar-se com ele?
Baixou de onde? Só pode ter sido de algum outro plano superior àquela colônia, que ele identificou como Nosso Lar.
Então, entendam que existem vários planos no mundo espiritual, ou seja, inúmeras dimensões e os espíritos vêm fazendo esforços para ensinar isto a vocês, apesar das resistências e das intolerâncias do meio espírita.”
JARBAS – “Se você fala em diversas dimensões, dá-nos a entender que então os espíritos mudam de dimensões, são transferidos de dimensões. É isto?”
ALFREDO – “É exatamente isto. Vocês acham que Voltaire, caso não esteja encarnado, esteja exatamente no mesmo plano que eu?
Eu iria adorar saber onde vive a Joanna de Ângelis, por exemplo, e tentar deslocar-me até lá, já que consegui aprender como se deslocar a longas distâncias rapidamente. Teria muito prazer em vê-la e em aprender um pouco mais com ela que, certamente, deve pertencer a algum centro educacional onde ela vive, já que é uma educadora por excelência.
A transmigração de espíritos de um plano para outro é algo tão grande e tão complexo que está muito além da compreensão de vocês. Por enquanto vocês só sabem alguma coisa acerca da reencarnação, que é um desses processos, já que retornar ao mundo encarnado, do plano de vocês, torna-se necessário adquirir um novo corpo de carne, por isto que se chama reencarnação.
Apenas para vocês terem uma leve noção: Suponhamos que em uma dessas dimensões o renascimento de espíritos ocorre em um corpo de plástico. Aí não seria reencarnação, seria replastificação. Entenderam?
É óbvio que o plástico não é mais matéria no mundo espiritual, mas para que o exemplo seja bem entendido, preferi utilizá-lo como exemplo, por ser uma matéria que todo terreno conhece.”
JARBAS – “Allan Kardec não fala sobre isto, Alfredo”
ALFREDO – “Você já imaginou o tamanho da biblioteca que seria necessária para compor as obras básicas do Espiritismo se os espíritos dissessem tudo a Kardec, naquele tempo? 
Se a humanidade não entende, ainda, o Espiritismo com a resumida obra que lhes é disponiblizada, se os próprios espíritas, em maioria, não conhecem ainda essa obra do porte que é, o que aconteceria se os espíritos avançassem e ensinassem mais no tempo de Kardec?
Imaginem o livro dos espíritos com o dobro de páginas que tem hoje.
Simplesmente o Espiritismo não existiria na Terra.”
LOURDES – “Por que os espíritos nivelam por baixo? Será que eles não sabem que aqui tem também muitas pessoas que tem a visão da necessidade de aprender mais e de avançar mais no entendimento da realidade espiritual?”
ALFREDO – “É exatamente o que as coordenações de novas revelações vêm tentando fazer agora, designando vários espíritos para se comunicarem com as pessoas de forma natural, diálogos informais, à vontade, sem impor nada, sem colocar nada como verdades, apenas deixando que vocês raciocinem e tirem as conclusões com as suas próprias cabeças.
Mas não está fácil. Os próprios espíritas, aqueles que mais deveriam estar abertos ao diálogo com os espíritos, reagem a qualquer informação nova que possa surgir e vocês estão vendo essas reações acontecerem a todo instante.”
CLÓVIS – “Entendo perfeitamente o que você está dizendo, Alfredo, e até acho que todo mundo aqui está entendendo. 
Mas há uma coisa que você disse aí, que me convida a tirar mais uma dúvida contigo:
Você disse que adoraria saber onde vive a Joanna de Ângelis, para ir lá, para vê-la e tentar aprender um pouco mais com ela. Você não tem condições de se deslocar a lugares onde estejam espíritos como a Joanna? Ela não poderia falar com você?”
ALFREDO – “Repito que as dimensões são diversas, o nível perispiritual dos corpos que os espíritos usam são diferentes também e nem todos os que vivem em um plano tem condições de ver espíritos que vivem em outros.
Da mesma forma que nem todo encarnado consegue ver espíritos desencarnados, possibilidade facultada apenas aos médiuns videntes, no plano em que vivo também nem todos conseguem ver espíritos que vivem em planos superiores.”
NEUZINHA – “Mas Divaldo consegue ver Joanna de Ângelis por aqui, estar em constante contato com ela e nos traz os obras produzidas por ela. O nosso mundo é bem material e grosseiro. Como pode isto?”
ALFREDO – “Divaldo é um dos médiuns especiais, como vários outros no plano de vocês, e espíritos como Joanna conseguem comunicar-se com facilidade com eles. Mas tem gente no mundo em que vivo que não consegue ver um espírito desse nível”.
JARBAS – “Ih, Alfredo, explique isso aí direito. Como é esse negócio de médiuns especiais e como é esse negócio de espíritos desencarnados que não conseguem ver outros desencarnados, que podem ser vistos por encarnados?”
ALFREDO – “Jarbas, é aquele negócio de encarnados acharem que todo mundo que desencarna vai estar junto de Jesus. É preciso entender que o fato do mundo espiritual ser espiritual não quer dizer que todos os seres que vivem nele sejam superiores e tenham mais poderes que os encarnados. Vocês sabem disto, ao conviverem com inúmeros espíritos sofredores nas mediúnicas e com os próprios que são chamados obsessores.
 Quando lhes falei em médiuns especiais, falei da diversidade enorme de nível de médiuns que existe na Terra e vocês sabem que existem médiuns com potencialidades variáveis.
O termo especial que utilizei em relação a Divaldo não tem a ver com a fama adquirida por ele e sim com a sua dedicação à causa espírita, à seriedade e ao amor com que ele conduz o compromisso espírita, assim como vários outros médiuns de centros espíritas, que se acham simples, pessoas não conhecidas fora dos centros onde trabalham.
Vários médiuns podem ver a Joanna, assim como ao Dr. Bezerra, e podem até trabalhar com eles, todavia a concepção que têm sobre a humildade, que entenderam equivocadamente, os levam a não acreditar que isto seja possível.
Torna-se necessário que os espíritas deixem os médiuns em paz, encerrem qualquer tipo de pratrulhamento, pressões e cobranças, para que eles se desenvolvam mais.
Vejamos o exemplo daqui: A amiga Regina, diante dos fatos ocorridos nesta casa, travou-se, vive na defensiva com medo de aparecer um outro Alfredo para complicar a sua vida e não se disponibiliza ao trabalho o quanto poderia, tornando ocioso o potencial que tem.
É lamentável que ainda existam médiuns que vivem amedrontados, dentro das próprias casas espíritas, com medo de espíritas.
Antigamente os médiuns morriam de medo era da polícia, que era acionada pelos padres, para prendê-los, hoje morrem de medo dos próprios espíritas.”
REGINA – “É verdade, Alfredo, é verdade meus irmãos. Tudo o que ele disse é verdade. Eu quero dar tudo de mim, mas não consigo mesmo ficar a vontade, relaxar e concentrar o quanto deveria. Se bem que eu gostaria.”
LOURDES – “É chato a gente ter que admitir, mas eu tenho conversado com a Regina e tenho visto como ela está”.
NEUZINHA – “O que a gente deve fazer para mudar este quadro, Alfredo?”
ALFREDO – “O que vocês já estão fazendo. Esta disposição de falarem com um desencarnado como vocês estão fazendo é um bom princípio e comecem a se preparar, porque outros espíritos amigos virão aqui, já que o ambiente está propício a tal, para, também, conversarem como vimos conversando.
É até bom e muito recomendável que vocês conversem com outros espíritos, troquem idéias com eles, fiquem a vontade com eles, como estão comigo, para não formarem conceitos com base apenas no que diz um espírito só. A doutrina nos recomenda isto.
Pensem inclusive na hipótese de outro espírito discordar de algo que eu já tenha dito a vocês. E se isto acontecer, não achem estranho, questionem, raciocinem, levem os dois pontos de vistas ao crivo da razão, sem esquecer que Kardec deve ser sempre a base.”
CLOVIS – “Alfredo. Percebemos o cuidado que você sempre tem, desde o primeiro dia que aqui veio, alertando-nos sempre que Kardec é a base, que devemos sempre nos orientar por Kardec, o que concordamos e não pode ser de outra maneira, em se falando de Espiritismo.
Mas e quando surgem informações que não constam ainda em Kardec, o que vamos fazer? Que tipo de farol o espírita deve se mirar, se não for em Kardec?”
ALFREDO – “A melhor maneira que o espírita tem para estar com Kardec é não deixar o Espiritismo estacionado e congelado. 
Estar com Kardec não é entender que toda a realidade da vida encontra-se encerrada nas suas páginas, posto que ele nunca se outorgou a chancela de possuidor da verdade absoluta e inquestionável.
O critério que o espírita não deve abrir mão é o de levar todos os questionamentos ao crivo da razão, da lógica, do bom senso, da moralidade e da ética, em condições de encarar a razão em todas as épocas da humanidade.
Faça ao seu próximo o que gostaria que fizessem a você e não faça o que não quer que lhe façam, aí está a máxima moral.
Para encerrarmos nossa conversa da noite de hoje só mais uma observação:
Para poder dizer que está com Kardec é fundamental e indispensável conhecê-lo integralmente, e isto só é possível com o estudo criterioso de todas as suas obras. Repito: estudo criterioso de em todas as obras. 
Boa noite a todos.”
E assim foi encerrada, mais uma vez, a sua participação na noite. Alguns espíritos outros vieram, inclusive através da Regina, na mesma noite, confirmaram o de acordo com o trabalho que o Alfredo vem fazendo e deixaram claro não ser interessante, no momento, que outros viessem trazendo o mesmo volume de informações, a fim de não saturar as cabeças dos participantes, pois que as dosagens semanais trazidas pelo Alfredo já eram suficientes para que as cabeças dos amigos pensassem durante a semana.
O detalhe interessante é que todo mundo passou a comprar a “Revista Espírita”, de Allan Kardec, para estudar. Quem pode comprar a coleção completa comprou, mas a maioria começou a comprar pelo primeiro livro e ir comprando na medida em que o estudo avança.
Já tem gente que diz começar a perceber que o Allan Kardec da Revista Espírita é diferente daquela formatação que dão a ele enquanto Codificador da Doutrina.
Eu já digo que a partir da Revista de 1862 você consegue perceber mais esta diferença, nitidamente, quando ele vai ficando mais experiente, depois de mais contatos com os espíritos, o que é natural em todo mundo que se dispõe a fazer mais Espiritismo com espíritos.
Fica aí, então, mais este material para a sua leitura.
Abração
Alamar Régis Carvalho

3.7.12


“PAPEL DO MÉDIUM NAS COMUNICAÇÕES”

Embora este assunto já tenha sido tratado por nós em trabalhos anteriores, e mesmo pelo nosso caro Odilon Fernandes, nas obras de sua autoria que versam sobre Mediunidade, em atenção a alguns amigos voltamos a abordá-lo.
No capítulo XIX, de “O Livro dos Médiuns”, com o mesmo título que encima esta página, Kardec perguntou aos Espíritos da Codificação: “As comunicações escritas ou verbais podem ser também do próprio espírito do médium?”. Observemos a resposta: “A alma do médium pode comunicar-se como qualquer outra. Se ela goza de um certo grau de liberdade, recobra então as suas qualidades de espírito. Tens a prova na visita das almas de pessoas vivas que se comunicam contigo, muitas vezes sem serem chamadas. Porque é bom saberes que entre os espíritos que evocas há os que estão encarnados na Terra. Nesses casos eles te falam como espíritos e não como homens. Porque o médium não poderia fazer o mesmo?”
Sei que o tema suscita polêmicas, mas Chico Xavier dizia, a vários amigos, que Allan Kardec, dentre outros vultos históricos, fora a personalidade de Platão, discípulo de Sócrates. Platão, no entanto, é um dos nomes que assinou os “Prolegômenos”, que figura como prefácio de “O Livro dos Espíritos”!
Ainda segundo depoimento de Chico, que, para nós, é inquestionável, Camille Flammarion, um dos principais médiuns de “A Gênese”, era a reencarnação de Galileu Galilei, espírito que ele, Flammarion, trabalhando ao lado de Kardec, “psicografava” na Sociedade Espírita de Paris.
Sendo assim, chegamos a conclusões sobre as quais pedimos aos nossos irmãos que reflitam conosco:
- os nossos atuais conhecimentos sobre Mediunidade são extremamente limitados, para que possamos dizer que nós tudo já sabemos de seus meandros;
- certos Espíritos que, por exemplo, participaram da Codificação, apenas “emprestaram” os seus nomes ilustres a outros Espíritos, igualmente evoluídos, que se encarregaram de trazer à Obra o seu endosso espiritual;
- como o próprio Kardec não se cansa de repetir, mormente em “O Livro dos Médiuns”, a questão do nome do espírito comunicante, em face do conteúdo da mesma, chega a ser de importância secundária;
- existem espíritos que se fazem médiuns de outros espíritos, que, por esse ou aquele motivo, se encontram transitoriamente impedidos de se comunicarem por si mesmos...
Não se deve, portanto, negar a autenticidade de uma comunicação mediúnica apenas e tão somente porque aquele que por ela se responsabilizou, assinando-a, possivelmente não seja o seu verdadeiro autor.
Aliás, é bom que se diga, na atualidade, a maioria dos médiuns em atuação no Espiritismo o fazem mais pelo conteúdo de seu subconsciente e consciente, do que, propriamente, pela lídima ação do espírito que lhe controla as faculdades psíquicas.
Assim sendo, convém que médiuns e espíritos, tanto quanto críticos de espíritos e médiuns, não se acreditem completamente isentos de equívocos nos processos de transmissão, filtragem e análise de todo e qualquer material de ordem mediúnica, por mais curto ou longo seja, não descartando no intento a relatividade de seus conhecimentos, que, em sua atual conjuntura evolutiva, jamais haverão de ser absolutos.
Dos estudiosos em geral, este é o mínimo de bom senso que se espera.

INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 2 de julho de 2012.

2.7.12


Irmãos Queridos.
Diante dessa crise que se abate sobre o nosso povo, face a essa onda de pessimismo que toma conta dos brasileiros, frente aos embates que o país atravessa, nós, os seus companheiros, trazemos na noite de hoje a nossa mensagem de fé, de coragem e de estímulo. Estamos irradiando-a para todas as reuniões mediúnicas que estão sendo realizadas neste instante, de norte a sul do Brasil. Durante vários dias estaremos repetindo a nossa palavra, a fim de que maior número de médiuns possa captá-la. Cada um destes que sintonizar nesta faixa vibratória dará a sua interpretação, de acordo com o entendimento e a gradação que lhe forem peculiares.
Estamos convidando todos os espíritas para se engajarem nesta campanha. Há urgente necessidade de que a fé, a esperança e o otimismo renasçam nos corações. A onda de pessimismo, de descrédito e de desalento é tão grande que, mesmo aqueles que estão bem intencionados e aspirando realizar algo de construtivo e útil para o país, em qualquer nível, vêem-se tolhidos em seus propósitos, sufocados nos seus anseios, esbarrando em barreiras quase intransponíveis.
É preciso modificar esse clima espiritual. É imperioso que o sopro renovador de confiança, de fé nos altos destinos de nossa nação, varra para longe os miasmas do desalento e do desânimo. É necessário abrir clareiras e espaços para que brilhe a luz da esperança. Somente através de esperança conseguiremos, de novo, arregimentar as forças de nosso povo sofrido e cansado.
Os espíritas não devem engrossar as fileiras do desalento. Temos o dever inadiável de transmitir coragem, infundir ânimo, reaquecer esperanças e despertar a fé! Ah! a fé no nosso futuro! A certeza de que estamos destinados a uma nobre missão no concerto dos povos, mas que a nossa vacilação, a nossa incúria podem retardar. Responsabilidade nossa. Tarefa nossa.
Estamos cientes de tudo isto e nos deixamos levar pelo desânimo, este vírus de perigo inimaginável.
O desânimo e seus companheiros, o desalento, a descrença, a incerteza, o pessimismo, andam juntos e contagiam muito sutilmente, enfraquecendo o indivíduo, os grupos, a própria comunidade. São como o cupim a corroer, no silêncio, as estruturas. Não raras vezes, insuflado por mentes em desalinho, por inimigos do progresso, por agentes do caos, esse vírus se expande e se alastra, por contágio, derrotando o ser humano antes da luta. Diante desse quadro de forças negativas, tornam-se muito difíceis quaisquer reações. Portanto, cabe aos espíritas o dever de lutar pela transformação deste estado geral. Que cada Centro, cada grupo, cada reunião promova nossa campanha. Que haja uma renovação dessa psicosfera sombria e que as pessoas realmente sofredoras e abatidas pelas provações, encontrem em nossas Casas um clima de paz, de otimismo e de esperança! Que vocês levem a nossa palavra a toda parte. Aqueles que possam fazê-lo, transmitam-na através dos meios de comunicação. Precisamos contagiar o nosso Movimento com estas forças positivas, a fim de ajudarmos efetivamente o nosso país a crescer e a caminhar no rumo do progresso.
São essas forças que impelem o indivíduo ao trabalho, a acreditar em si mesmo, no seu próprio valor e capacidade. São essas forças que o levam a crer e lutar por um futuro melhor. Meus irmãos, o mundo não é uma nau à matroca. Nós sabemos que “Jesus está no leme!” e que não iremos soçobrar. Basta de dúvidas e incertezas que somente retardam o avanço e prejudicam o trabalho. Sejamos solidários, sim, com a dor de nosso próximo. Façamos por ele o que estiver ao nosso alcance. Temos o dever indeclinável de fazê-lo.
Sobre tudo transmitindo o esclarecimento que a Doutrina Espírita proporciona. Mas também, que a solidariedade exista em nossas fileiras, para que prossigamos no trabalho abençoado, unidos e confiantes na preparação do futuro de paz por todos almejado. E não esqueçamos de que, se o Brasil “é o coração do mundo”, somente será a “pátria do Evangelho” se este Evangelho estiver sendo sentido e vivido por cada um de nós”.
Eurípedes Barsanulfo
Mensagem recebida no Centro Espírita “Jesus no Lar”
Médium - Suely Caldas Schubert

1.7.12


AK - Podemos, ainda na vida física, resgatar nossas faltas?
- Sim, reparando-as; mas não penseis resgatá-las por algumas renúncias infantis ou fazendo a caridade após a morte, quando não tiverdes mais necessidade de nada. Deus não dá valor ao arrependimento estéril, sempre fácil, e que custa apenas o esforço de se bater com a mão no peito. A perda de um dedo mínimo, no trabalho, apaga mais faltas que o suplício do corpo suportado durante anos, sem outro objetivo além do bem de si mesmo. O mal apenas é reparado pelo bem, e a reparação não tem nenhum mérito se não atingir a pessoa no seu orgulho, no seus interesses materiais.
De que vale, para sua justificação, restituir após a morte, os bens irregularmente adquiridos, dos quais tirou proveito durante a vida, e que agora para nada sevem? De que adianta renunciar a alguns prazeres fúteis e a coisas supérfluas, se a falta que cometeu com os outros permanece a mesma?  De que serve, enfim, se humilhar perante Deus, se conserva seu orgulho diante dos homens?
 
Livro: Livro dos Espíritos, questão 1000 - Allan Kardec