23.5.12

Medo dos Espíritos?

Costumo ouvir as pessoas dizendo ter medo de Espíritos e fico pensando, como essa pessoa convive com os outros e até consigo mesmo, pois refletindo sobre os trechos da Bíblia abaixo:
1 - Deus é Espírito (João 4:24).
2 - Espírito é a parte imaterial do homem que volta para Deus, quando o corpo volta ao pó, de onde veio (Eclesiastes 12:7). 
3 - Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança (Gênesis 1:26). 
4 - E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se arrasta sobre a terra. Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. (Genesis 2.26-27). 
5 - Deus formou o homem do pó e deu a ele vida, compartilhando de Seu próprio fôlego (Gênesis 2:7). 
6 - Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas. (2 Coríntios 4:18). 
7 - Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte, E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. (Mateus 17:1-3)
Cheguei a algumas conclusões:
No trecho 2 (Eclesiastes 2.26-27) diz que após a morte do corpo volta-se para Deus e no trecho 7 (Mateus 17:1-3) vemos que mesmo tendo voltado o espírito continua individualizado pois de Moises e Elias já haviam morrido (corpo físico). Temos então, entre os que não mais possuem corpos de carne, espíritos de todos os naipes, bons e, maus, instruídos e ignorantes, anjos e demônios, sérios e brincalhões. O problema agora passa a ser de quais tipos de espíritos estamos recebendo influências.
Na Doutrina Espírita somos instruídos a identificar os vários tipos de espíritos e principalmente como sair da influência dos de baixa vibração e entrar na sintonia dos de vibração superior.
Como?
Estudando, perdoando, entendendo, orando, amando, na teoria e pondo isso tudo em prática, trabalhando em favor do próximo encarnado ou desencarnado, pois o lema espírita é: "Fora da caridade não há salvação".

Toninho Barana
AINDA A CRISE NA EUROPA

Realmente, se ainda estivesse encarnado, eu não saberia dizer sobre a verdadeira causa da chamada crise econômica na Europa – não saberia por que, no Brasil, sempre convivemos com a crise!Eu ainda sou do tempo em que comprávamos arroz e feijão às gramas na venda da esquina... Raras eram as casas que, por exemplo, possuíam o mais elementar eletrodoméstico! Ferro de passar e chuveiro elétrico eram artigos de luxo, na residência dos coronéis!Macarronada a gente só comia aos domingos, acompanhada, de quando a quando, por uma asinha de frango criado no fundo do quintal!De minha parte, reconheço, não posso me queixar tanto – o meu pai era homem de posses razoáveis! –, mas eu sabia de gente – e de muita gente! – que levava um ano para comprar um par de botinas, daquelas de solado de pneu de caminhão...As poucas crianças que podiam frequentar as escolas não levavam merenda – exceção, claro, dos filhos de famílias abastadas... Quantas vezes pude dividir o meu simples pão com manteiga (feita em casa por minha mãe) com os colegas, eu não saberia dizer!Agora, no entanto, fala-se em crise financeira, com parte do mundo mergulhado na abastança! Creio que a crise, em verdade, seja apenas e tão somente um basta ao supérfluo! A crise europeia, com certeza, é para lembrar aos países, até então, considerados ultra ricos que, na Terra, ainda existe muita gente morrendo de fome...Fala-se em desemprego... Todavia, com a máquina substituindo cada vez mais o homem, óbvio que isto aconteceria! Num posto de gasolina de qualquer país europeu, não existem frentistas trabalhando – quem deseja abastecer o seu veículo, praticamente tem que fazer tudo sozinho: abrir o tanque de combustível, acionar a bomba, jogar água no para-brisa e, depois, procurar alguém que possa providenciar o recebimento através do cartão de crédito... Gente civilizada, e desempregada! Tomara que isto não venha a acontecer no Brasil!Ora, com o salário que ganha um desportista, um político, um empresário, enfim, um latifundiário – desculpem-me os criadores de Zebu de Uberaba! –, quantas pessoas poderiam ser pagas?! Porque a maior parte do dinheiro das pessoas ricas não está esparramada, gerando empregos – está nos Bancos, em rentáveis aplicações!A questão da crise financeira, então, é de muito dinheiro acumulado nas mãos de poucos! Isto vale tanto para os indivíduos quanto para os países!Tinha razão Chico Xavier – ele sempre tinha razão! – quando, nas reuniões à sombra do abacateiro, junto aos pobres na periferia, dizia que o homem estava perdendo o hábito da vida simples... Com a sua sabedoria e bom humor, ele perguntava: - Por que eu vou querer 35 pares de sapatos, como muita gente, se eu não tenho 70 pés?!...Vocês se recordam de uma senhora, esposa de um ditador filipino, que guardava em sua casa 3.000 pares de sapatos?!... Coitada, certamente estava treinando para reencarnar como centopeia!...
INÁCIO FERREIRAUberaba – MG, 21 de maio de 2012.

28.1.12

OBSESSÃO

A OBSessão- origens, sintomas e curas

É um livro que interessa muito de perto aos espíritas principalmente. São relatos de inúmeras sessões de desobsessão dirigidas pelo mestre, o autor Allan Kardec, a tradução é de Wallace Leal Valentim Rodrigues e a editora O Clarim.
A obsessão se processa através da atuação da mente do espírito desencarnado sobre a mente do espírito encarnado, isto é, entre "mortos" e vivos, levando-se em consideração, inclusive, o quadro reencarnatório preestabelecido do ser encarnado. Situações incômodas e inexplicáveis se apresentam à primeira vista, suscitando indagações: como se livrar e se proteger de um processo obsessivo? Através do acompanhamento, análises e curas de inúmeros casos de obsessão, por intermédio do próprio Allan Kardec, encontram-se respostas a essas indagações.
O propósito do livro é tornar conhecidos certos fatos curiosos, e sobretudo instrutivos, que serviram singularmente para fazer a ciência espírita avançar na compreensão do invisível e contem instruções da mais alta importância para o leitor que medita e deseja se aprofundar no assunto.
Essa doença moral existiu desde todos os tempos, mas o Espiritismo bem compreendido e bem praticado pode dela preservar a criatura e, se atingida, curá-Ia mais eficazmente do que qualquer outra ciência ou doutrina, uma vez que ele revela a verdadeira causa do mal, bem como a forma de nos livrarmos dele, apresentando uma imensa variedade de particularidades, conforme a cada caso.
Assim sendo, este livro interessa muito de perto aos espíritas, uma vez que, segundo as próprias palavras de Allan Kardec, a obsessão é um dos grandes tropeços com que esbarra o Espiritismo.
Verificar-se-á, igualmente, a eficácia da prece e, sobretudo, da prece coletiva para combater a obsessão, por exemplo, através de algumas descrições comovedoras que nos revelam o serviço que nos é possível prestar se nos dispusermos a nos instruir a respeito, e, bem assim, o esforço que necessitamos fazer para nos elevarmos na hierarquia dos Espíritos a fim de aceitarmos, sem susceptibilidade, a severidade das instruções morais dos Espíritos Superiores, pois que eles nunca se dispõem a nos engrandecer ou a nos embalar com ilusões, ao invés de nos dizer a verdade.
Fechando este livro temos um discurso do mestre Allan Kardec, no qual ele desenvolve o problema da comunhão de pensamentos com o seu estilo sempre magistral, já que ninguém, por maior tenha sido o seu trabalho, seu devotamento e seu talento, pode dar cumprimento a uma tarefa mais magnificamente do que ele o fez, auxiliado por uma plêiade de Espíritos que lhe colocaram nas mãos todos os assuntos dignos de serem enfocados na justa medida do avanço da ciência, para nos trazer as consoladoras verdades do Espiritismo.

23.11.11

A Gênese

 A GÊNESE - Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo

Esta obra é mais um passo dado ao terreno das consequências e das aplicações do Espiritismo. Conforme seu título o indica, tem ela por objeto o estudo dos três pontos até agora diversamente interpretados e comentados: a Gênese, os milagres e as predições, em suas relações com as novas leis que decorrem da observação dos fenômenos espíritas.
Dois elementos, ou, se quiserem, duas forças regem o Universo: o elemento espiritual e o elemento material. Da ação simultânea desses dois princípios nascem fenômenos especiais, que se tornam naturalmente inexplicáveis, desde que se abstraia de um deles.
Demonstrando a existência do mundo espiritual e suas relações com o mundo material, o Espiritismo fornece a chave para a explicação de uma imensidade de fenômenos incompreendidos e considerados, em virtude mesmo dessa circunstância, inadmissíveis, por parte de uma certa classe de pensadores. Abundam nas Escrituras esses fatos e, por desconhecerem a lei que os rege, é que os comentadores, nos dois campos opostos, girando sempre dentro do mesmo círculo de idéias, fazendo, uns, abstração dos dados positivos da ciência, desprezando, outros, o princípio espiritual, não conseguiram chegar a uma solução racional.
Essa solução se encontra na ação recíproca do Espírito e da matéria. É exato que ela tira à maioria de tais fatos o caráter de sobrenaturais. Porém, que é o que vale mais: admiti-los como resultado das leis da Natureza, ou repeli-los? A rejeição pura e simples acarreta a da base mesma do edifício, ao passo que, admitidos a esse título, a admissão, apenas suprimindo os acessórios, deixa intacta a base. Tal a razão por que o Espiritismo conduz tantas pessoas à crença em verdades que elas antes consideravam meras utopias.
Os materiais se achavam prontos, ou, pelo menos, elaborados desde longo tempo; mas, ainda não chegara o momento de serem publicados. Era preciso, primeiramente, que as idéias destinadas a lhes servirem de base houvessem atingido a maturidade e levar em conta a oportunidade das circunstâncias. O Espiritismo não encerra mistérios, nem teorias secretas; tudo nele tem que estar patente, a fim de que todos o possam julgar com conhecimento de causa.
Os mesmos escrúpulos havendo presidido à redação das nossas outras obras, sucedem com esta, que podemos, por motivos semelhantes, apresentar como complemento das que a precederam, com exceção, todavia, de algumas teorias ainda hipotéticas, que tivemos o cuidado de indicar como tais e que devem ser consideradas simples opiniões pessoais
Allan Kardec

30.10.11

O CÉU E O INFERNO


   
Allan Kardec apresenta a verdadeira face do desejado Céu, do temido Inferno, como também do chamado Purgatório. Põe fim às penas eternas, demonstrando que tudo no universo evolui.
Lendo-se este livro com atenção vê-se que a sua estrutura corresponde a um verdadeiro processo de julgamento. Na primeira parte temos a exposição dos fatos que o motivaram e a apreciação judiciosa, sempre serena, dos seus vários aspectos, com a devida acentuação dos casos de infração da lei. Na segunda parte o depoimento das testemunhas. E diante dos confrontos necessários o juiz pronuncia a sua sentença definitiva, enérgica e tocada de misericórdia. Estamos ante um tribunal divino.
A 30 de Setembro de 1863, como se pode ver em Obras Póstumas, Kardec recebeu dos Espíritos Superiores este aviso: "Chegou a hora de a Igreja prestar contas do depósito que lhe foi confiado, da maneira como praticou os ensinamentos do Cristo, do uso que fez de sua autoridade, enfim, do estado de incredulidade a que conduziu os espíritos". Esse julgamento começa com a preliminar Evangelho Segundo o Espiritismo e devia continuar com O Céu e o Inferno.
Os intelectuais materialistas assustaram-se com o retrocesso do homem nos anos 40 do século passado e puseram em dúvida a teoria da evolução. Se houvessem lido este livro de Kardec, saberiam que a evolução não se processa em linha reta; mas em ascensão espiralada.
Vemos assim que este livro de Kardec tem muito para ensinar, não só aos espíritas, mas também aos luminares da inteligência néo-pagã que perdem o seu tempo combatendo o Espiritismo, como gregos e romanos combateram inutilmente o Cristianismo. O processo espírita se desenvolve na linha de sequência do processo cristão. A conversão do mundo ainda não se completou. Cabe ao Espiritismo dar o desenvolvimento natural, histórico e profético do Cristianismo em nosso tempo.
A leitura e o estudo sistemático deste livro se impõem a espíritas e não-espíritas, a todos os que realmente desejam compreender o sentido da vida humana na Terra. A maioria dos que o conhecem nunca se inteirou do seu verdadeiro significado. Kardec nos dá nas suas páginas o balanço da evolução moral e espiritual da humanidade terrena até os nossos dias. Mas ao mesmo tempo estabelece as coordenadas da evolução futura. As penas e recompensas de após a morte saem do plano obscuro das superstições e do misticismo dogmático para a luz viva da análise racional e da pesquisa científica.
O grave problema da continuidade da vida após a morte despe-se dos aparatos mitológicos para mostrar-se com a nudez da verdade à luz da razão esclarecida.

José Herculano Pires

28.9.11

EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRIRTISMO

     Este livro foi publicado, inicialmente, com o título de Imitação do Evangelho. Kardec explica o seguinte: "Mais tarde, por força das observações reiteradas do Sr. Didier e de outras pessoas, mudei-o para Evangelho Segundo o EspiritismoTrata-se do desenvolvimento dos tópicos religiosos de O Livro dos Espíritos, e representa um manual de aplicação moral do Espiritismo.
A 9 de agosto de 1863, Kardec recebeu uma comunicação dos seus Guias, sobre a elaboração deste livro. A comunicação assinalava o seguinte: “Esse livro de doutrina terá influência considerável, porque explana questões de interesse capital. Não somente o mundo religioso encontrará nele as máximas de que necessita, como as nações, em sua vida prática, dele haurirão instruções excelentes. Fizeste bem ao enfrentar as questões de elevada moral prática, do ponto de vista dos interesses gerais, dos interesses sociais e dos interesses religiosos”.
Em comunicação posterior, a 14 de setembro de 1863, declaravam os Guias de Kardec: “Nossa ação, principalmente a do Espírito da Verdade, é constante ao teu redor, e de tal maneira, que não a podes negar. Assim não entrarei em detalhes desnecessários, sobre o plano da tua obra, que, segundo os meus conselhos ocultos, modificaste tão ampla e completamente”. Logo adiante acentuavam: “Com esta obra, o edifício começa a libertar-se dos andaimes, e já podemos ver-lhe a cúpula a desenhar-se no horizonte”.
Estas comunicações, cuja leitura completa pode ser feita em Obras Póstumas, revelam-nos a importância fundamental de O Evangelho Segundo o Espiritismo, na Codificação Kardeciana. Enquanto O Livro dos Espíritos nos apresenta a Filosofia Espírita em sua inteireza e O Livro dos Médiuns, a Ciência Espírita em seu desenvolvimento, este livro nos oferece a base e o roteiro da Religião Espírita.
Livro de cabeceira, de leitura diária obrigatória, de leitura preparatória de reuniões doutrinárias, deve ser encarado também como livro de estudo, para melhor compreensão da Doutrina. A comunicação do Espírito da Verdade, colocada como prefácio, deve ser lida atentamente pelos estudiosos, pois cada uma de suas frases tem um sentido mais profundo do que parece à primeira leitura.
A Introdução e o Capítulo I constituem verdadeiro estudo sobre a natureza, o sentido e a finalidade do Espiritismo. Devem ser estudados atenciosamente, e não apenas lidos. Formam uma peça de grande valor para a verdadeira compreensão da Doutrina.

1.9.11

VIAGEM ESPÍRITA EM 1862


Viagem Espírita em 1862
Um tesouro quase desconhecido


Nos anos de 1860, 1861, 1862, 1864 e 1867, Allan Kardec deslocou-se da capital francesa para visitar algumas cidades do interior da França e da Bélgica. Suas impressões sobre essas viagens, a riqueza de suas observações sobre a popularização do Espiritismo em sua época, as instruções que deu aos diversos grupos constituem este livro admirável, que mostra, a personalidade firme e fraterna do Codificador do Espiritismo, a sabedoria de suas palavras e a generosidade de suas atitudes
Intitulado "Viagem Espírita em 1862", ano em que Allan Kardec visitou mais de vinte cidades, participou de cerca de cinquenta reuniões, atendendo a um convite subscrito por quinhentos espíritas da cidade de Lyon _ França, o estudioso do Espiritismo encontrará valorosos e oportunos ensinos do Codificador.
Embora o destaque tenha sido para o ano de 1862, Kardec fez sua primeira viagem a serviço da difusão do Espiritismo no ano de 1860, quando visitou Lyon e algumas outras cidades que faziam parte do percurso.
O Codificador, sob cujos ombros repousava a total responsabilidade pelas orientações ao Movimento Espírita iniciante, não poupou esforços para esclarecer e orientar os trabalhadores dos diversos recantos da França.
Nesses seus ditos e feitos há muitas preciosidades que podem bem servir para aqueles trabalhadores espíritas da atualidade que desejam nortear suas atividades pelas diretrizes seguras do Mestre lionês.
Era outono de 1862...
O Codificador, com o zelo que lhe era peculiar, preparou as malas e os materiais que levaria na extensa viagem de seis semanas... e partiu sozinho, deixando para trás a cidade de Paris envolta em cinzentas brumas.
Ao outono sucedeu o inverno... mas, a chuva, o frio e a neve não foram empecilhos para o grande missionário que tinha como objetivo levar o calor do seu aperto de mão aos lidadores da província francesa.
"A `Viagem Espírita em 1862' é um livro em que, de singular maneira, o `homem' Allan Kardec se nos revela com sua consciência histórica e, em súbitos clarões, permite que o vejamos bem próximo de nós, o ser que já realizou o que intentamos, isto é, a substancial reforma interior que, só ela, possibilita a mágica interação: a criatura vivendo no Espiritismo, o Espiritismo vivendo na criatura." *

* Wallace Leal V. Rodrigues, Viagem Espírita em 1862, Prefácio do Tradutor