17.9.26
Comentário Questão 826 do Livro dos Espíritos
Liberdade absoluta só existe para Deus, criador de todas as coisas. O criado1 já é dependente do Criador. Deus pode fazer o que bem entender dentro da criação, mas somente Ele. No que tange aos homens, se todos têm os mesmos direitos, deixa de existir tal liberdade, pela barreira do respeito de uns para com os outros.
É necessário saber que todos nós, para vivermos bem, nos submetemos à obediência das leis naturais criadas. Somos escravos da lei, e é o Evangelho que nos ensina como escolher os melhores caminhos da felicidade. A felicidade não nasce, nos seus princípios, da nossa vontade; pelo contrário, somente nasce da vontade de Deus, que sempre nos fala dela pelas leis estabelecidas.
É necessário que se procure entender bem "O Livro dos Espíritos", que nele estão estabelecidas todas as leis universais em expansão acompanhando, pois, a evolução das criaturas. Não sejamos tolos na arte de escolher sem compreender, para que não soframos o rigor das provas.
A liberdade absoluta para os homens seria uma catástrofe para todos, por não terem eles condições de saber o que realmente precisam na condição de homens encarnados, ainda cegos e surdos no que se refere à vida espiritual. Compete a cada um ir até o ponto que suporta; aí, sim, está a sua paz. Viver o futuro querendo esquecer o presente é um mal, bem como querer voltar ao passado, que teve sua época.
Peçamos aos Espíritos que nos revelem também a verdade, como Lucas assinala no capítulo dois, versículo vinte e seis, desta forma:
Revelara-lhe o Espírito Santo que ele não passaria pela morte antes de ver o Cristo do Senhor.
Pedimos a Deus que desperte o Cristo em nós, antes de passarmos pela morte do corpo, porque é na Terra que a porta do céu começa a se abrir pela força das transformações morais que o amor nos sugere entender e praticar, de acordo com os preceitos do Evangelho do Mestre.
Esqueçamos da liberdade absoluta, como a queremos compreender, firmando-nos, assim, na obediência, porque somos filhos que devemos, para o nosso bem, ouvir o Pai. A nossa liberdade é vigiada, filtrada e, por vezes, interrompida. Quanto mais crescermos, mais obedecemos às leis de Deus, porque é nessa obediência que encontramos a paz de consciência e o próprio ritmo da vida.
Pedimos a Jesus que nos abençoe nas nossas pretensões, acertando nossos passos e direcionando nossa vida para a paz em Deus.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez
16.9.26
GLORIFICAÇÃO
Se ontem, atribulado, andei sem rumo certo,
Nômade do ideal, gemendo estrada afora,
Hoje, crente, proclamo, ao coração que chora,
A alegria imortal do espírito liberto...
Renovado, feliz, vou pelo mundo agora,
Já não mais como fui, amargando o deserto,
E antevejo o painel do futuro entreaberto,
Em torrentes de amor a crescer hora a hora...
Em Jesus encontrei o Mentor dos Mentores,
A guardar no Evangelho a Cartilha Suprema,
Libertarão do mal, consolação nas dores.
Glorificado seja o Senhor Bem Amado,
Erguendo a liberdade ao pé de cada algema,
Pregando a redenção para todo culpado!...
(*) Poeta, jornalista e polemista, colaborou nas mais importantes revistas simbolistas do Paraná. Falando sobre o seu único livro de versos, Fernando Góes (Pan. IV, pág. 221) conclui: «Poemas de alguém que teve uma vida de sofrimentos e que giram em torno do amor à família, da morte, da dúvida, da dor. De forma descuidada – Ismael confessa faltar-lhe o «segredo da Forma;>, o «mérito da Arte» – esses versos são confissões e às vezes pungentes desabafos. » Pertenceu ao Centro de Letras do Paraná, do qual fora sócio fundador, e é, na Academia Paranaense de Letras, o patrono da cadeira nº. 34. (Campo Largo, Paraná, 27 de Julho de 1876 – Curitiba, 7 de Dezembro de 1926).
BIBLIOGRAFIA: Ciclos, versos; A Mocidade de Hoje, prosa; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.
15.9.26
Mensagem publicada na página 04 da Gazeta de Limeira de 15.09.2026
OS DOIS
MUNDOS
Falamos
dois mundos, um material e outro espiritual, mas na verdade, existem inúmeras
esferas de vida no plano do Espírito. Há alguns espiritualistas que perguntam:
Por que existe o plano físico? O Espírito não poderia evoluir sem investir-se
da matéria? Deus não iria fazer o mundo físico sem necessidade. Precisamos do
estágio na matéria bruta para o despertamento gradativo das nossas qualidades,
e um mundo de certa forma está interligado com o outro, um é motivo de trabalho
e experiências para o outro. O mundo físico, está sendo sempre visitada por
grandes personalidades espirituais em trabalhos que escapam aos sentidos
humanos, em intenso movimento de amor. Deus e Seus agentes estão presentes nas
águas que se bebe, no ar que se respira, nos alimentos que garantem a vida
física. Ele está nas trevas e na luz, na alegria e na dor, na paz e nas
tribulações. Para que Ele fique mais visível ainda, basta que busquemos
encontrá-Lo, e os meios acertados são os ensinados por Jesus Cristo. Não se
deve perder tempo em pensar e dizer: "por que Deus fez isso ou
aquilo?" O que Deus fez está certo e Ele ainda estabeleceu leis de modo a
serem cumpridas. Não existe outro caminho para se encontrar a felicidade. O
mundo físico é o mesmo mundo dos Espíritos, onde a matéria tomou outra
dimensão. E a matéria não deixa de ser energia sublimada que se coagulou por
bênção desse mesmo Deus. O mundo material Poderia deixar de existir sem que o
mundo espiritual se perturbasse, se Deus o quisesse. No entanto, se Ele fez os
dois planos de vida agradeçamos por tamanha dádiva, e procuremos compreendê-Lo
até onde suportamos.
Filosofia Espírita L.E.86 – João N. Maia
– Miramez – Toninho Barana.
14.9.26
Os “Inquisidores”
Na Atualidade
Sem dúvida, o Movimento Espírita atual está repleto de “inquisidores”.
Nem todos estão por aí expiando os erros de vida passada.
Muitos, ainda escondem sobre as suas vestes os hábitos de suas antigas ordens religiosas.
Combatendo os médiuns e outros adeptos da Doutrina, não estão com o propósito de atingi-los.
A sua intenção é a de ridicularizar o Espiritismo.
Com o propósito de defendê-lo dos falsos profetas, que, infelizmente, existem no campo doutrinário, quanto existem em qualquer outro setor de atividade humana, eles expõem, publicamente, em sua gleba, o joio que cresce ao lado do trigo.
Inevitável, em nossas atuais circunstâncias evolutivas, que seja assim.
Muitos buscam se promoverem à custa de escândalos em torno do trabalho alheio.
Não sabem fazer outra coisa que não seja denegrir moralmente os que se encontram cumprindo com o dever – se mal ou bem, é problema pertinente a cada um, que, mais cedo ou tarde, responderá por si mesmo.
Imaginando estarem a serviço da luz, terminam por serem instrumento das trevas – e o que é pior: às vezes, com o apoio de invejosos que se sentem ameaçados em seu medíocre espaço de trabalho.
Ora, quantos são os médiuns na atualidade que, mentindo descaradamente, dizem que foram orientados por Chico Xavier?!...
Quantos, querendo ser mais médiuns do que são, obram, mediunicamente, de maneira inconsequente?!
Todavia, o objetivo deste pequeno arrazoado em nosso Blog é tão somente para alertar que o ataque que está sendo desfechado não é contra médiuns e consideradas lideranças espíritas, mas, sim, contra o Espiritismo!
A perseguição que os cristãos continuam a sofrer no mundo é contra o Cristo, e não contra os cristãos, que, em essência, muitos de nós, nada representamos.
Defendamos a Doutrina que está muito acima dos espíritas e dos espíritos de qualquer condição, estejam eles encarnados ou não.
O Espiritismo, na revivescência do Cristianismo, é muito mais importante que médiuns e oradores, dirigentes e escrevinhadores – ele é mais importante, inclusive, do que Allan Kardec, o Codificador.
As trevas, na atualidade, espalhando o cepticismo, no intuito de fragilizar o Movimento Espírita, movimentam várias frentes de combate, sobre as quais carecemos de estarmos mais atentos, para que não nos tornemos em seus instrumentos.
O médium não significa nada, o Espiritismo significa tudo.
Que os “inquisidores” reencarnados que se dizem espíritas busquem melhor a fazer, e aqueles que, à pretexto de uma honestidade que não possuem, lhes dão respaldo, procurem trabalhar mais seriamente sem atirar pedras em quem seja, porque a desencarnação está aí para todos eles quanto já esteve para nós, e a Verdade, deste Outro Lado, é uma bomba atômica na consciência culpada.
Inácio Ferreira -blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 13 de setembro de 2026.
12.9.26
Mensagem publicada na Gazeta de Limeira de 12.09.2026
O MUNDO PRINCIPAL
Dos dois mundos o principal é o espiritual, que preexiste e sobrevive a tudo. Ele é constituído de matéria rarefeita. Há pessoas que não entendem a moradia dos Espíritos, por estarem encarnadas, e o contato com a matéria os faz esquecer o plano que existe na dimensão do Espírito. O Livro dos Espíritos diz que os Espíritos povoam o espaço infinito. Sendo o espiritismo uma filosofia religiosa e científica elástica a sua revelação é contínua. Existem no plano espiritual, cidades, colônias, edifícios e casas de todos os tipos, de conformidade com as necessidades espirituais. Existem outras coisas, que somente o tempo poderá revelar, obedecendo às necessidades dos Espíritos que se reúnem nesses lugares abençoados. Também existem regiões no astral onde se congregam os animais fora da forma física. Nem todos são usados nos trabalhos; depende do estágio de cada um e de cada espécie. Existem planos astrais inferiores, com as mesmas características da Terra e muitos deles bem mais inferiores, também ali se reúnem Espíritos com seus iguais. O mundo espiritual é a nossa morada eterna; a física é transitória, como sendo estágio que buscamos para o nosso despertar. Deus separou um mundo do outro, mas, nos dotou de dons capazes de atingir um e outro plano, no sentido de conhecermos, e a vida nos tornar cheia de esperança. Hoje, até os chamados materialistas já confirmam a existência da anti-matéria, que não deixa de ser o prenuncio do anti-mundo, o mundo espiritual. O mundo material é pálida cópia deste mundo da verdade, que todos deverão conhecer, ou reconhecer, sentindo assim a presença de Deus em toda parte e a força de Jesus Cristo no coração.
Filosofia Espírita L.E.85 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana.
Sem Sair De Casa
Se sequer saio da casa?!...
É a pergunta que fazes
Com a voz queimando em brasa...
No entanto, à esta pergunta
Que de ti se extravasa,
Vou procurar responder,
Aqui, sem sair de casa...
Para agir na Caridade,
No Bem que nunca se atrasa,
Sequer há necessidade
Que saias de tua casa...
Se saber usar a agulha,
Com habilidade rasa,
Podes fazer com retalhos
Lindos tapetes em casa...
Imita a querida Antusa (*),
Irmã que o amor abrasa,
Que cosia para os pobres
Se nunca sair de casa!...
Formiga/Baccelli - Blog Espiritismo em Prosa e verso
Uberaba, 5 de setembro de 2026.
Lar Espírita “Pedro e Paulo”.
(*) Antusa Ferreira Martins, discípula de Eurípedes Barsanulfo, era muda e surda, devido à meningite na adolescência, médium portadora de várias faculdades mediúnicas, que residia em Uberaba, e transmitia passes em uma casinha feita de tábuas.
11.9.26
MOMENTOS DE AFLIÇÃO E PROVA
Águas serenas que são açoitadas por fortes vendavais; paisagens tranquilas que se modificam ao império de tempestades violentas; climas de paz que se convertem em campos de lutas rudes; viagem segura, que se torna perigosa, objetivos próximos de conquistados, que se perdem de repente; saúde que cede à enfermidade; amigos dedicados, que vão adiante; adversários vigorosos, que surgem ameaçadores; problemas econômicos, que aparecem, constringentes, tantos são os motivos de aflição e prova, que ninguém avança, na Terra, sem os experimentar.
Enquanto domiciliado no corpo, espírito algum se encontra em segurança, vitorioso, isento de experiências difíceis, de possíveis insucessos.
Os momentos de prova e aflição constituem recursos de aferição dos valores morais de cada um, mediante os quais o homem deve adquirir mais valiosas expressões iluminativas como suportes para futuros investimentos evolutivos. Por isso, todos somos atingidos por tais métodos de purificação.
Vigia-te. no momento de aflição e prova, a fim de que não compliques, por precipitação, o teu estado íntimo.
Suporta o vendaval do testemunho com serenidade; recebe a adaga da acusação indébita com humildade; aceita o ácido da reprimenda injusta com nobreza; medita diante do sofrimento com elevação de sentimentos.
Todos os momentos difíceis cedem lugar a outros; os de paz e compreensão.
Não te desalentes, exatamente quando deves fortalecer-te para a luta.
São os instantes difíceis que as resistências morais devem estar temperadas, suportando as constrições que ameaçam derruir as fortalezas íntimas.
Quando estiveres a ponto de desfalecer, procura refúgio na oração.
Orando, renovar-se-ão tuas paisagens mentais e morais, elevando-te o ânimo e reconfortando-te espiritualmente.
Jesus, que não tinha qualquer dívida a resgatar e que é o Sublime Construtor da Terra, enquanto conosco não esteve isento dos momentos de aflição, demonstrando, amoroso, como vencê-los a todos, e, ao mesmo tempo, ensinando a técnica de como retirar do aparente mal as proveitosas lições da felicidade.
Considera-Lhe os testemunhos, e, em qualquer momento em que sejas defrontado pela aflição ou prova, enfrenta as circunstâncias e extrai do amor a parte melhor da tua tarefa de santificação.
Livro: Oferenda - Divaldo P Franco - Joanna de Ângelis
10.9.26
Comentário Questão 825 do Livro dos Espíritos
Liberdade é um ponto de difícil entendimento, na interpretação das leis naturais. O homem não pode ser livre, do modo que pensa ser; toda liberdade é relativa aos Espíritos, de conformidade com a sua evolução espiritual.
Ninguém pode glorificar-se ante os seus irmãos de ter plena liberdade, porque ninguém pode viver só; uns precisam dos outros e todos de Deus. Como, desse modo poder ufanar-se de que se é livre, de que não se precisa dos irmãos, quando se vive em conjunto?
Todos temos uma liberdade natural, entretanto, juntamente com ela deve haver o respeito às criaturas, nossas irmãs, e os nossos deveres para com elas. Ultrapassar os limites até onde podemos ir, é violência aos que nos cercam e que nos ajudam a viver. Como podem os grandes viverem sem os pequenos e os pequenos sem os grandes, se todos fazem parte de um todo? Além disso, somos eternos dependentes de Deus, pela aliança em Cristo.
Somos muito crianças para entendermos verdadeiramente todas as leis criadas por Deus e que nos dirigem a todos, e existem muitas que ainda não nos foram reveladas, por não suportarmos sua ação em nossos destinos. Convém estudarmos o que suportamos agora e confiar em Jesus, que ele, pelo Seu amor ao rebanho, faz descer a revelação quando estivermos preparados para tais eventos de luz.
Gabar-nos de que fazemos o que queremos, pela posição que ocupamos quando no mundo, é ignorância, pois somente Deus tem essa liberdade. Todos nós, sem exceção, somos guiados por Deus em todas as nossas andanças e atitudes. Mesmo no mal, se o podemos chamar de mal, o Senhor está consciente de tudo, deixando-o acontecer para nos disciplinar e orientar para o bem que nunca morre.
Aos homens que já compreendem as leis de Deus, mas não se conformam de todo com os acontecimentos, alguém do mundo espiritual inspira para sentirem e dizerem conforme encontramos em Atos dos Apóstolos, no capítulo vinte e um, versículo quatorze:
Como, porém, não o persuadimos, conformados dissemos:
Faça-se a vontade do Senhor.
Devemos saber que Deus nada faz errado, mas sempre em favor da educação dos Seus filhos, despertando os valores que todos carregamos no coração. Sempre queremos demais, almejamos o que não merecemos e quase sempre nos envaidecemos com aquilo que não nos pertence. Somente chegando à maturidade espiritual é que entregamos ao Senhor todos os nossos sentimentos e pensamos com Jesus, pedindo a Ele que faça em nós a Sua vontade e não os nossos desejos.
Não há ninguém no mundo que pode jactar-se de que goza da liberdade absoluta. Liberdade absoluta, somente Deus, o Criador de todas as coisas, tem. Nós podemos, sim, com o tempo e a purificação dos sentimentos e o despertar dos dons de vida, gozar da tranquilidade de consciência e viver em pleno céu, descobrindo esse paraíso dentro de nós mesmos.
A liberdade natural não é liberdade total; a primeira é bênção de Deus para a alegria e a esperança dos Seus filhos, de maneira que todos nós possamos sentir que estamos seguros n'Aquele que é o princípio e a vida de todas as criaturas.
Que Jesus nos abençoe para entendermos melhor as leis que podemos assimilar.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez
9.9.26
GLÓRIA DO MUNDO
Suspenso em pleno peito amplo vergel florido,
Existe qual jardim sem espinho e sem hera...
Por mais chuva ou mais sol, conserva o colorido,
E, embora o frio em torno, esplende em primavera...
Do regato a jorrar não se escuta um gemido...
Nas brisas de perfume o amor jamais se altera...
E nesse abrigo santo, em pétalas tecido,
A doçura vigia em generosa espera...
Remanso de bondade em divino transporte,
Oásis no deserto a sorrir para a morte,
Quem consegue exaltar esse ninho fecundo?...
Só Deus!... Só Deus, usando a luz da aurora acesa,
Poderá definir a infinita grandeza
Do coração de mãe como a glória do mundo!...
(*) Poeta, jornalista e polemista, colaborou nas mais importantes revistas simbolistas do Paraná. Falando sobre o seu único livro de versos, Fernando Góes (Pan. IV, pág. 221) conclui: «Poemas de alguém que teve uma vida de sofrimentos e que giram em torno do amor à família, da morte, da dúvida, da dor. De forma descuidada – Ismael confessa faltar-lhe o «segredo da Forma;>, o «mérito da Arte» – esses versos são confissões e às vezes pungentes desabafos. » Pertenceu ao Centro de Letras do Paraná, do qual fora sócio fundador, e é, na Academia Paranaense de Letras, o patrono da cadeira nº. 34. (Campo Largo, Paraná, 27 de Julho de 1876 – Curitiba, 7 de Dezembro de 1926).
BIBLIOGRAFIA: Ciclos, versos; A Mocidade de Hoje, prosa; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.
7.9.26
Eleições
Necessário se torna, ao eleitor encarnado, conhecer os candidatos é procurar votar no que lhe pareça melhor.
Melhor para a coletividade.
Infelizmente, muitos votam segundo interesses pessoais.
No entanto, o interesse pessoal não deve se sobrepor ao coletivo.
Não votar por conta de ideologia partidária.
Votar no caráter, no passado ilibado, no Plano de Governo que possa contemplar a todos, especialmente, os menos favorecidos.
O Brasil não pode continuar sendo vítima dos interesses mesquinhos, de grupos internos e externos.
O momento é grave e a paixão não deve decidir o voto de quem seja, mas, sim, a razão.
Preocupamo-nos, os desencarnados, com a situação atual do Brasil, porquanto as nossas aspirações evolutivas estão ligadas ao futuro do país.
As crianças de hoje serão os que, amanhã, nos receberão através da reencarnação.
Se o espírito reencarna e encontra um caminho lhe facilite o progresso, o aproveitamento da experiência reencarnatória, evidentemente, é melhor.
A influência do meio, sobre certos espíritos, chega a ser decisiva em sua formação.
Chico dizia que Joana D’arc, a donzela de Domrémy, tomara corpo na Terra para liderar a França na guerra contra a Inglaterra, pois se a Inglaterra triunfasse, o Século das Luzes ficaria comprometido.
Não se trata de misturar Espiritismo com Política.
Não há seja absolutamente apolítico.
O Cristo, sobre a Terra, representava os interesses de Deus, e não apenas os interesses dos judeus, ou dos gentios.
Tenhamos bom senso.
Que os nossos irmãos e irmãs escolham, no próximo mês de Outubro, no dia 4, um dia após o nascimento do Codificador, os que haverão de representá-los nos próximos 4 anos, à exceção do mandato dos Senadores que se estende por longos 8 anos.
Quanto à questão tão debatida na atualidade relacionada à soberania, não olvidemos que, no que tange à soberania moral, o Brasil está devendo, e muito.
Que vençam os que, verdadeiramente, tenham amor pela Pátria, e, consequentemente, trabalhem, com honestidade e sob a inspiração do Cristo, por um mundo melhor.
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 6 de setembro de 2026.
6.9.26
JOÃO E O APOCALIPSE
Dias atrás, encontrei aqui, em uma de nossas ruas mais movimentadas, com uma das folclóricas figuras de nossa cidade espiritual – ou, porventura, acham vocês que, deste Outro Lado, elas, igualmente, não existem?!
- Dr. Inácio?! – cumprimentou-me de semblante preocupado.
- Como vai, “Apocalipse”?! – perguntei apertando-lhe a mão, que estendera para mim, e chamando-o como ele faz questão de ser chamado.
- Vamos indo, Doutor.
- Muito trabalho?! – inquiri no diálogo breve que mantivemos.
- O senhor nem imagina...
E ajeitando, no corpo, as roupas, um tanto andrajosas, que fazem jus ao seu codinome, acrescentou:
- Se eu fosse Deus, ainda que por um minuto, eu acabava com o mundo...
- Mas assim, sem mais ou menos?! – insisti.
- Ah, Doutor, a Humanidade está dando muito trabalho para o João... Do jeito que a coisa está não pode continuar! Eu acabaria com tudo – transformaria tudo em poeira cósmica!...
- “Dando trabalho para o João”?!... – interroguei curioso.
- Ora, Doutor – esclareceu, com uma ponta de indignação –, para o João Capeta, meu amigo?!...
- João Capeta?! De quem se trata?!...
- Do próprio!...
- Do “Chifrudo”?!...
- Ele mesmo, Doutor! É muito meu amigo...
- Não me diga, “Apocalipse”! Eu sempre soube que você tem muitas amizades nas altas esferas, mas...
- Dr. Inácio, o senhor é um homem inteligente – ponderou, segurando-me, afavelmente, no antebraço. – O senhor quer me dizer que o João, meu amigo, não está tendo mais trabalho que Jesus Cristo no mundo?!...
- Aí eu sou obrigado a concordar com você! – exclamei, dando um passo atrás, devido ao forte cheiro de cebola que emanava de sua boca desencarnada.
- Então?!...
- De fato, devo reconhecer que, em nosso país, lá pelas bandas da Capital Federal, o João anda tendo muito trabalho – chega a ser de desanimar quem, ao que sei, até hoje, desde quando apareceu a Adão e Eva, em forma de uma serpente, ainda não havia desanimado!...
- Doutor, coitado de Jesus Cristo! Aquele povo que, um dia, ele expulsou do templo... Lembra-se?! Expulsou com um chicote na mão...
- Claro que me lembro – redargui. – Ainda trago nas minhas costas a marca da lambada que levei...
- O senhor estava lá?!...
- Penso que sim, “Apocalipse”, pois eu não tenho outra explicação para a dor que, até hoje, está doendo em mim.
- Então, Doutor, com exceção do senhor, aquele povo voltou tudinho – a coisa está pior do que antes!...
- Realmente – concordei com a figura conhecidíssima de nós outros e que, quando encarnada, vivia anunciando o fim do mundo.
- É por isto que digo, Doutor: eu não posso ser Deus, porque se eu fosse Deus por um minutinho só...
- Melhor, “Apocalipse”, que você não seja – nem você e nem eu!...
- O quê?! O senhor também?!...
E antes que o assunto desandasse e ele cismasse em me emprestar o seu megafone colorido, despedi-me do amigo, mas não sem antes lhe pedir, encarecidamente:
- Recomende-me ao João, “Apocalipse”!...
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet
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