3.8.26

HOMANARISMO Livro esperantista a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Contratempos

    Diante de quaisquer contratempos, pensa no bem.
    O trabalho estafante...
    Será ele a providência que te habilita à vitória contra o assédio de perturbações que te espreitam a estrada. 
    O encontro perdido...
    Semelhante contrariedade decerto apareceu em tua defesa própria.
    A realização adiada...
    A procrastinação de teus desejos estará funcionando, em teu benefício, para que não entres em determinados compromissos fora de tempo. 
    A viagem desfeita...
    O plano frustrado, provavelmente, é o recurso com que se te garante o equilíbrio.
    O carro enguiçado...
    O incidente desagradável é o processo de forrar-te contra acidentes possíveis.
    O mal-estar orgânico...
    A enfermidade menor haverá surgido, a fim de induzir-te a tratamento inadiável.
    A  afeição que se afasta...
    A separação vale por cirurgia no campo da alma, muita vez, resguardando-te a paz e a segurança. 
    A morte no lar...
    A despedida de um ente querido, quase sempre procede da Misericórdia do senhor, no sentido de evitar sofrimentos maiores para aquele que parte, tanto   quanto para aqueles que ficam.
    Diante de qualquer obstáculo, reflete no bem, porque no curso de todas as circunstâncias, por trás dos contratempos da vida, a Bondade de Deus jaz oculta. 
Emmanuel
    Livro: Coragem - Francisco C Xavier – Espíritos Diversos 

2.8.26

O ENIGMA DA FAZENDA Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

A PALAVRA DE VIDA ETERNA

    "Muitos dos seus discípulos se retiraram e não andavam mais com ele. Perguntou então Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos? Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem havemos nós de ir? Tu tens palavras de vida eterna; e nós temos crido e conhecemos que és o Santo de Deus." (João, VI, 66-69. )
    A imortalidade é a luz da vida; ela é a alma da nossa alma; a esperança da nossa fé; e a mãe do nosso amor.
    Sem imortalidade não pode haver alma, sem alma não há esperança, fé, amor; e sem esperança, fé e amor tudo desaparece de nossas vistas: família, sociedade, religião, Deus!
    A imortalidade é a base, o alicerce, a rocha viva onde se assenta esta trilogia sublime, é o farol luminoso que esclarece todas as virtudes, que ilumina toda a sabedoria, que nos desvenda, finalmente, os arcanos dos nossos destinos, resplandecendo sobre nossas cabeças o amor de Deus, essa auréola de santidade que brilha na fronte dos justos.
    Urge, pois, que busquemos, primeiramente, a imortalidade, para crermos  firmemente na palavra de Jesus. Urge que estudemos a imortalidade, que conversemos com a imortalidade, que ouçamos a imortalidade com seus substanciosos ensinos, a fim de, firmes e resolutos, orientarmos a nossa vida, regularmos os nossos atos na senda religiosa que nos foi traçada.
    O homem não pode atender ao dever religioso sem conhecer, e não pode crer que estudou a esse respeito sem que tenha a certeza da imortalidade, a convicção cientificamente comprovada do prosseguimento da vida além do túmulo, onde; pelos seus esforços, pelos seus trabalhos, poderá conquistar a verdadeira felicidade.
    Só a fé no futuro nos livra do obscurantismo, do fanatismo, da ignorância.
    A palavra de vida eterna é a maior preciosidade que Jesus nos legou.
    E assim compreenderam seus discípulos quando, ao inquirir-lhes o Mestre se não queriam também se retirar como o fizeram os demais que o seguiam cegamente e com interesse em pães e peixes, responderam: "Para quem havemos nós de ir? Tu tens palavras de vida eterna".
    Jesus fez muitas maravilhas: curou enfermos, multiplicou pães e peixes, transformou água em vinho, acalmou mares e ventos, mas essas maravilhas não prendiam os doze discípulos; não foi por elas que eles continuaram a acompanhar Jesus, mas sim porque: "Só Ele tinha a palavra de vida eterna."
    A palavra de vida eterna vale mais que todas as maravilhas, mais que o mundo todo, porque as maravilhas se acabam, o mundo se extinguirá, mas a vida eterna perdurará para sempre, e aí colheremos os frutos do nosso labor, o mérito dos nossos esforços.
    Quando Pedro respondeu a Jesus: "Só tu tens palavras de vida eterna", ele já havia visto a vida eterna. Jesus já o havia levado ao Tabor, onde chamou os Espíritos de Moisés e de Elias, que há muito tinham desencarnado, para lhe testificar a existência da vida eterna.
    Moisés e Elias já tinham atravessado os umbrais da morte, e, entretanto, vieram demonstrar que a morte não existe na acepção da palavra, mostrando-se assim aos três apóstolos, Pedro, Tiago e João.
    Há vida, não só na Terra, também há vida eterna.
    A vida eterna é o princípio básico da vida na Terra.
    E é de notar que o Mestre não se contentou em dizer e a provar que há vida eterna, com a manifestação de Moisés e de Elias. Ele mesmo voltou da vida eterna, após a Tragédia do Gólgota, para confirmar essa Nova da Salvação.
    Tomé não acreditava, porque não estivera no Tabor; duvidava da vida eterna. E quando os outros discípulos contaram a Tomé que Jesus lhes havia aparecido, respondeu que só acreditaria se suas mãos tocassem os sinais dos cravos e o sinal da ferida produzida pela lança.
    É de notar que o divino modelo não se negou a essas provas, mas, ao contrário, facultou-as para que o seus discípulo recebesse a verdadeira crença.
    Mas as aparições de Jesus não se limitaram aos discípulos; apareceu a muitas mulheres e a mais de quinhentas pessoas, segundo narram os Evangelhos.
    Tudo se extingue neste mundo: o dinheiro se acaba, as grandezas terrenas se esvaem, mas a palavra de Jesus permanece para sempre!
    Quem quiser ser feliz, mesmo nesta vida, precisa buscar a palavra de Jesus e dela não se separar.
    De modo que, havendo, como há, vida eterna e nela permanecendo a palavra de Jesus, sempre seremos discípulos daquele que veio ao mundo para salvar e não para condenar o mundo. E ouvindo seus preceitos, imitando seus exemplos, pedindo à vida eterna as luzes precisas para nos guiarmos no mundo efêmero em que nos achamos, não nos faltarão graças e misericórdias para vencermos as lutas e extinguirmos as trevas que nos oprimem.
Livro: Parábolas e Ensinos de Jesus - Cairbar Schutel

1.8.26

HARPAS ETERNAS Livro epiritualista a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Ao Comando do Cristo

Pedro Leopoldo está quase gelada,
Faz-se silêncio na cidade inteira,
Sentado à mesa, um jovem à cabeceira,
Põe-se a escrever na noite constelada...
 
Corre a mão no papel iluminada,
Seguindo na tarefa alvissareira,
Que, em França, de maneira sobranceira,
Com Allan Kardec fora começada...
 
Qual se do arco-íris procedendo,
Ao comando do Cristo se movendo,
Os Imortais puseram-se a cantar...
 
Levantando, da morte, o espesso véu,
Da Terra, uma estrada abriu-se ao Céu,
A fim de o Evangelho restaurar!...
 
Formiga/Baccelli - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
Lar Espirita “Pedro e Paulo”
Manhã de sábado do dia 25 de julho de 2026.

30.7.26

DIVALDO RESPONDE V.2 Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Comentário Questão 820 do Livro dos Espíritos

DEPENDÊNCIA
Deus deu a força a uns para defenderem aos fracos, e não para maltratá-los, nem explorá-los. Quem assim o faz, responderá pelas consequências. Já dissemos que homem e mulher se completam para a felicidade dos dois que, unidos, percebem com mais profundidade a beleza da vida.
O casal troca energias, na sutileza da vida, que nenhuma ciência da Terra pode igualar, com a mesma eficiência. Neste caso, somente o coração pode servir de laboratório divino, na divina ascensão dos Espíritos, transformando a força de Deus em amor, no quilate que necessita para viver em plena harmonia, que se expressa em alegria superior.
Aquilo que se chama de dependência não é escravidão e, sim, situação indispensável para o complemento da aquisição do estado de felicidade da Terra. O homem, no que tange à fortaleza, não é, e não poderemos considerá-lo, como bruto ou violento; ele passa por um estado de vida temporário na arregimentação de valores para o equilíbrio da sua vida diante dos compromissos assumidos. A vida deu à mulher menos força física, entretanto, dotou-a de sensibilidade maior, como que buscando, nas regiões espirituais, ideias e condições elevadas, como uma ponte da Terra ao Céu, para que pudesse educar seus filhos com o amor que lhe compete doar.
Mas, como se encontram no mundo, o homem tem a razão mais apurada para as devidas atividades de que necessita um lar; o homem tem a razão e a mulher, intuição. A mulher que, geralmente, é dada à renúncia em favor dos filhos e do lar em paz, ganha muito em Espírito. Aparentemente, mostra pobreza de Espírito, como se diz no mundo, no entanto, vejamos o que Jesus fala neste sentido, conforme anotado por Mateus, no capítulo cinco, versículo três:
Bem-aventurado os humildes de Espírito, porque deles é o reino dos céus.
Vejamos, também, na carta de Tiago, no capítulo um, versículo doze:
Bem-aventurado o homem que suporta com perseverança a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam.
O dever do homem é suportar todas as adversidades do mundo, vencendo-as, para receber a coroa da vida no mundo espiritual. E os dois juntos novamente, no mundo dos Espíritos, serão abençoados para novas etapas, buscando vencer as provas que eliminam os resíduos da velha consciência.
Não existe dependência, em se referindo ao aspecto negativo, quando o indicado para ser dependente ama e serve em nome de Jesus. Deus nos coloca em lugares apropriados para o devido despertamento dos valores imortais da vida. Quem abusar das oportunidades, responde pelas distorções que praticar, seja homem ou mulher.
Mas, Jesus, pela Doutrina dos Espíritos, veio por misericórdia ensinar às criaturas como proceder ante a sociedade e Deus, limpando os caminhos que devem percorrer e preparar o campo aonde forem chamados para servir.
A felicidade tem começo no próprio coração, que é a sala de visita da consciência.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

29.7.26

Gravação do Estudo detalhado do livro MECANISMOS DA MEDIUNIDADE 📖 Capítulo 15 – CARGA ELÉTRICA E CARGAS MENTAIS


 

FASCINAÇÃO

Ciro Costa*
 
Atravessara, aflito, os umbrais do outro mundo
E, ao erguer-se da lousa, exânime, febrento,
No sepulcro imagina o suntuoso aposento
Onde, a sós, afagava o tesouro infecundo.
 
– “Meu dinheiro!” – reclama, exasperado e atento.
– "Ouro! Meu ouro só! Por nada me confundo!
Ladrões! Quem me furtou?” – esbraveja iracundo,
Em largo desafio aos sarcasmos do vento.
 
Ouve o silêncio em torno e ruge: – “Agora, agora!
Achei meu cofre! Achei!... ” – gargalha, grita, chora,
Na homérica ilusão que ele mesmo proclama...
 
Inclina-se. Algo colhe e, em delírio perfeito,
Investe contra a sombra e aperta contra o peito
Velha tampa de esquife empastada de lama.
     
(*) Depois de formar-se em Direito pela Faculdade de S. Paulo, o artista de «Pai João» viajou pela Europa e pelo Oriente, chegando a visitar a India e o Egito. Residiu por algum tempo no Rio de Janeiro. Juntamente com Olavo Bilac, Martins Fontes e outros intelectuais, fundou a «Sociedade dos Homens de Letras do Brasil». Colaborou nas revistas paulistas da época, dentre elas A Cigarra e A Vida Moderna. Eleito para a Academia Paulista de Letras, não chegou a tomar posse. «Ciro Costa era uma irradiação larga, amplíssima de talento e de simpatia» – afirma Marques da Cruz na Revista da Academia Paulista de Letras, nº. 25, pág. 169. «Epígono da geração acadêmica do Romantismo», fundamentalmente um romântico, ele viveu, porém, a vida da sua época. «Foi parnasiano e simbolista» – escreve Marques da Cruz, concluindo. (Limeira, Est. de S. Paulo, 18 de Março de 1879 – Rio de Janeiro, GB, 22 de Junho de 1937.)
BIBLIOGRAFIA: Estelário ; Terra Prometida.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

28.7.26


 

Mensagem publicada na página 4 da Gazeta de Limeira de 28/07/2026

A DIVINA UNIDADE
Deus é a Unidade Suprema. A Sua vida é um mistério escondido nas dobras da eternidade, de modo que os Espíritos, Seus filhos, passam a compreender algumas das Suas nuances, pelo processo de despertamento dos dons recebidos. Buscando a profundidade das coisas, vamos encontrar a matéria primitiva de onde saem todas as coisas, vibrando no seio da Divindade. Ela, em Deus, é una quando sai de Seu campo de força e a partir daí se divide pelas condições do próprio ambiente, porém, tomando expressões variadas, com objetivos inúmeros, obediente ao comando da Suprema Inteligência. Quem pode dizer ou afirmar a quantidade de divisões da essência unificada no Criador? Ninguém sabe, pois as expressões desse fluido são incontáveis. Nele pulsa a vida na Terra e em todos os mundos, no espaço chamado vazio e em todas as dimensões espirituais. O homem na Terra pode deduzir essas transmutações, nos próprios laboratórios através das mudanças dos elementos. Existe uma escala periódica dos elementos que compõem as coisas, os elementos atômicos. Diminuídos ou acrescentados, muda-se a estrutura da matéria e, por vezes, a sua forma. Somente a matéria primitiva, e certamente quem a criou, são imutáveis e escapam todas as pesquisas humanas e mesmo espirituais, na faixa de vida em que vivemos. O Espírito nasceu da mesma fonte de onde saíram todas as coisas, porque tudo que sai de Deus é divino, com qualidades sublimadas a serem despertadas, e o tempo é o processo desse crescer. Tanto o elemento material como o elemento inteligente do universo saíram do hálito divino e estão em processo de despertamento, tudo e todos somos filhos da Unidade Divina.
Filosofia Espírita L.E.79 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana.

27.7.26

UM TOM ACIMA Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

O Que Está Faltando

O que está faltando ao espírita-cristão, a fim de que possa ser mais útil ao Espiritismo, não é tanto o estudo e o conhecimento da Doutrina.
Em nossa opinião, o que mais está faltando para que o adepto do Espiritismo possa, de fato, com ele cooperar, na revivescência do Evangelho de Jesus, é honestidade em suas atitudes e, consequentemente, mais amor ao Ideal abraçado.
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – 26 de julho de 2026.

26.7.26

ELES PENSAM ASSIM Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Comentário Questão 819 do Livro dos Espíritos

FRAGILIDADE FÍSICA
 
Homem e mulher certamente que não poderiam ser iguais nas suas estruturas físicas; não haveria razão de ser, porque cada um tem funções diferentes, que se completam na união entre os dois. Enquanto a alma não despertar todas as suas qualidades espirituais, um precisa do outro, e os dois necessitam de todos os amigos na troca de valores indispensáveis à vida e, ao mesmo tempo, de olvidar o egoísmo.
Quando a criatura dominar todas as suas paixões, sentir o amor puro no coração e amar verdadeiramente, a sua dependência será somente em relação a Deus. Com os outros companheiros do seu nível tornar-se-ão um todo, sem, contudo, dar lugar nos sentimentos ao egoísmo e ao orgulho. Será aquele Espírito que já se unificou com Jesus, sentindo-se permanentemente filho de Deus.
A mulher, sendo mais fraca fisicamente, deve cuidar dos trabalhos mais leves, aquele exercício sublimado do lar, enquanto o homem tem estrutura mais grosseira para os trabalhos da sua espécie. Eis aí como um completa o outro para a paz e o bem-estar da família.
O casamento é a porta pela qual as almas começam a trabalhar e a compreender a si mesmas. Nada se pode fazer sozinho na Terra, e mesmo no céu se agrupam Espíritos com os mesmos ideais; assim não sendo, não realizarão o grande ideal de servir com mais eficiência. No entanto, esses grupos de almas têm sempre um que os dirige, em se apresentando mais livre, com mais experiências, comandando com destreza aqueles de boa vontade.
Em tudo na natureza podemos notar agrupamentos para melhor servir na função a que se foi chamado a cooperar, desde os átomos até os mundos. A libertação começa no Espírito e cresce nele de maneira que pode chegar a raias inconcebíveis aos que se movimentam na Terra envolvidos na carne.
A mulher dos dias que correm, por motivo de testemunhos a que deve se submeter, está se envolvendo nos trabalhos dos homens, e eles, por vezes, nos das mulheres, por motivos que eles mesmos desconhecem. No entanto, o tempo mostrará que essas necessidades desaparecerão com o tempo, deixando cada um em seu verdadeiro lugar. Desde quando se pode trocar de vestes, de homem ou de mulher, acabam as necessidades de um fazer o trabalho do outro, quando se tem uma sociedade justa, que assiste todos nos seus devidos lugares. Não há, imperiosamente, necessidade de a mulher ocupar o lugar do homem, ela que foi feita especialmente para o lar, em primeiro lugar, bem como de o homem ocupar-se com as obrigações da mulher, já que foi abençoado por Deus para os trabalhos mais rudes, na responsabilidade de enfrentá-los, recolhendo experiências no ramo que precisa para viver. Isto não quer dizer que, sendo o corpo da mulher mais fraco, o Espírito também o é, o mesmo ocorrendo em relação ao homem.
A mulher é mãe, tendo no coração o amor mais acentuado; o homem é pai, que gera nos sentimentos mais energia no que se refere à disciplina. Todavia, os pais de um lar, não devem entrar em discórdia, pois deste modo desarmonizam a casa e desajustam os filhos que receberam para educar.
Lembremos João, no capítulo seis, versículo quarenta e três, que assim registrou:
Respondeu-lhes Jesus: Não murmureis entre vós.
O casal não deve murmurar; é de seu dever compreender um ao outro em todos os aspectos da vida, para que a vida em casa possa entrar em sintonia com o Evangelho de Jesus. Os filhos têm muita facilidade de copiar os pais, condicionando o que vêem e ouvem dos seus genitores. A responsabilidade é muito grande, ante a paternidade maior.
A vida na Terra é cheia de amargor. Os problemas e sacrifícios são sem conta. Sabemos disso por experiências, contudo, Deus não se esquece dos Seus filhos, principalmente daqueles em exercício na Terra, carregando um corpo físico. O forte e o fraco se completam para notarem que existe a felicidade depois das inúmeras tempestades.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

24.7.26

EM BUSCA DA VERDADE Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

VIAGEM A JERUSALÉM

Luc. 9:51. Em se completando, porém, os dias de sua elevação, aconteceu que ele fortaleceu sua personagem para ir a Jerusalém.
Lucas apresenta aqui a frase reveladora que, por ser bastante clara, trouxe sempre aos hermeneutas dificuldades de tradução. Observemos:
A primeira frase: "quando se completaram os dias de sua elevação com os sentidos respectivamente de "foi elevado", referindo-se à chamada "ascensão". Esse termo, entretanto, é usado no Antigo Testamento, quando fala da subida de Elias (2.º Reis, 2:11), na de Moisés (1.º Mac.2:58 e Eccli. 48:9) e na de Enoch (Eccli. 49:14). 
A segunda frase: "e fortaleceu sua personagem para ir a Jerusalém" personagem geralmente traduzida por "firmou seu rosto" ou "manifestou a firme resolução". No entanto, literalmente significa pessoa e portanto especifica a personagem encarnada, designando o todo pela parte. Jesus sabia que iria começar a fase final de sua paixão, e logicamente a coragem da parte humana precisava ser fortalecida pelo Espírito, para que se animasse a enfrentar o cenário dos sofrimentos físicos atrozes.
A frase de Lucas, embora incompreensível aos profanos, é clara para os que já viveram essas fases.
Suas palavras: "em se completando, porém, os dias de sua elevação", que tantas dúvidas têm suscitado nos hermeneutas, pode ser assim traduzida em linguagem atual: "já tendo, pois, transcorrido os "prazos de carência" para sua promoção ao grau seguinte".
Todos os passos iniciáticos eram dados controladamente e, entre um e outro, o candidato era obrigado a demonstrar o aproveitamento que tivera; mas além disso, era indispensável que respeitasse os intervalos prefixados, os "prazos de carência" determinados para cada intervalo. Só depois de transcorrido o tempo regulamentar, lhe era permitido dar o passo seguinte.
Diz-nos Lucas que terminara o prazo da espera, e chegara a hora de submeter-se à prova para, se aprovado, passar ao grau seguinte, "ser elevado" ou "promovido". As provas desse passo eram duras, rudes, dolorosas. E é dito que a individualidade (Jesus) "fortaleceu sua personagem, para que não esmorecesse e tivesse a coragem de colocar-se entre as mãos daqueles que o fariam passar pelas angústias e aflições da provação violenta a que tinha de submeter-se.
Já tinham sido superadas as fases iniciais:
1.º - Vencera a grande dificuldade do mergulho consciente na matéria, com todos os horrores causados pelas limitações à liberdade de um Espírito infinitamente superior, como era o de Jesus.
Vencida a prova, tivera a primeira promoção, quando conseguira, na presença do "mestre" João Batista, dar, enquanto na carne, o mergulho no Espírito.
2.º - O segundo passo, a "confirmação", veio em virtude do adiantamento de seu espírito, nesse mesmo momento do mergulho, com a epifania, ou "manifestação" da aprovação divina, por meio da frase:
"este é meu Filho, o amado". Com um ato, superara os dois primeiros graus.
3.º - Para galgar o terceiro, tinha de comprovar o resultado da "metánoia", ou seja, a modificação da mente. É então submetido às "tentações" ocasionadas pela matéria: vaidade, orgulho e ambição. Superou-as a todas, dando inequívocas provas de superioridade e elevação máxima. Provava na prática que o Espírito já dominara a matéria totalmente. Podia então dar o passo seguinte.
4.º - O ingresso fora feito com a espetacular manifestação da "Transfiguração", a "ação de graças" do homem pela vitória obtida, recebendo a plena efusão do Espírito Divino, com a aprovação confirmada: "este é meu Filho, o amado, ouvi-lo". Depois desse passo, unido já à Divindade, pode Jesus dar as lições maiores: "minha carne é verdadeiramente comida, e meu sangue é verdadeiramente bebida" (João, 6:55). Ensinou-o com clareza absoluta e mais tarde, na chamada "última ceia", iria  revelar integralmente o mistério cristão da união com Deus.
Mas agora chegara o momento de preparar-se para as provas dolorosas em que teria que submeter-se ao violento afastamento dos veículos físicos, para unir-se inteiramente a Deus, num "matrimônio" místico total e definitivo: "o que Deus uniu, o homem não separe" (Mat. 19:6). Mas, para esse grau superior, havia necessidade absoluta da "experiência sofrida", a paixão. Era o ponto crucial, em que mergulharia em cheio na DOR-AMOR, desligando-se violentamente da parte inferior de seu  ser, em holocausto cruento, a fim de libertar a parte superior para a união definitiva com a Divindade no matrimônio indissolúvel.
Diante dessas perspectivas sombrias, a parte física assusta-se, teme e treme, procurando subtrair-se às provas (coisa que, veremos adiante, ocorre com o homem Jesus no instante decisivo). Tudo isso é explicado pelo evangelista com a frase: "fortaleceu sua personagem", para que tivesse a coragem indispensável de colocar-se espontaneamente entre as mãos dos algozes.
No momento crucial do passo decisivo, quando as forças começam a fraquejar, Ele recorre à prece a fim de receber novas energias; e as recebe. E segue adiante até o sacrifício final. Exemplo magnífico para todos nós, revelando que realmente "a carne é fraca" (Mat. 26:41 e Marc. 14:38), mas que nem por isso devemos esmorecer nem desesperar-nos: os grandes Espíritos também sofrem, quando na carne, as limitações que a carne impõe a todos.
Livro: Sabedoria do Evangelho, volume 4 - Carlos Torres Pastorino

23.7.26

PERFUME DE MAGNÓLIA Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

A Natureza pede Mudança

O mundo gira o tempo inteiro e  o que se pode imaginar é que ao girar ele altera radicalmente o estado de ser de cada coisa.
Altera a natureza.
Altera os mecanismos estáticos.
Altera o ser humano.
Este “girar” torna o planeta mutável. Tudo muda o tempo todo, realmente.
Mas o que é mais interessante, embora as pessoas sejam “empurradas” para a mudança é que muitas delas resistem a este movimento natural das coisas.
E quais são os efeitos quando contrariamos deliberadamente este fluxo natural?
Nós impedimos o nosso desenvolvimento individual.
Sim, porque mudar significa transformar-se para melhor no campo espiritual. Resulta em progresso, evolução.
Este movimento contrário à mudança engendrado por muitos provoca atropelos na vida dessas pessoas.
Uns ficam gripados, contraem viroses, enfermidades da alma que se manifestam no corpo biológico.
Outros ficam tontos, sem prumo e ritmo na vida, sentem-se desconectados, “fora do ar”.
Há aqueles outros, mais radicais na resistência à mudança, que se transforma em movimento depressivo da alma.
O isolamento do mundo onde muitos se enquadram transmuta-se em efeitos colaterais graves.
É claro que em determinado momento serão solapados em velocidade pelo vento constante da mudança, mas até lá as consequências podem se agravar.
A depressão é a ausência de movimento para fora. O ser se esconde em si mesmo. Despreza a mudança e vive no seu próprio mundo, absorto do movimento natural do universo.
Este embotamento psíquico possui consequências energéticas e orgânicas. É um movimento de entropia do espírito.
Num grau ainda mais grave deforma-se espiritualmente e aí as consequências são piores.
Daí a necessidade de se exercitar a flexibilidade mental e emocional.
Viva cada momento. Extraia o melhor dele em termos de ensinamento e trate de se encaixar no novo movimento que se insere na sua vida.
Simples assim!
Jesus disse-nos para deixar tudo no ritmo de Deus à medida que nos aconselhou a pedir que seja feita a Sua Vontade nas nossas vidas e não a nossa em particular.
Olhar para o futuro com otimismo e esperança d’alma e não deixar enraizar sentimento malévolos ou retrógrados.
O ser humano foi feito para progredir, avançar, agigantar-se.
Não é da nossa natureza imergir num emaranhado de pensamentos doentios e paralisantes.
Descubra suas crenças que emperram seu desenvolvimento.
Refaça os valores que conduzem a sua existência.
E lute, ferozmente, para não ficar parado no tempo.
Mova-se!
Mude!
Seja melhor a cada dia!
Caifas - Blog Uma Nova Humanidade