15.10.26

GUERRA E PAZ

JOSÉ de Abreu ALBANO *
 
Soldado após a rígida campanha,
Guardando as palmas de ilusória lida,
Marchei de peito arfante e face erguida,
Crendo-me herói de olímpica façanha.
 
Mas, varando os umbrais da morte estranha,
Revivi, descontente, a própria vida,
E, muito embora os louros da acolhida,
Senti-me verme alçado na montanha.
 
Alma tocada de arrependimento,
Desperdiçara, em vão, força e cultura,
Qual chama entregue ao temporal violento.
 
Assim, entre a ventura e a desventura,
Sou rei na guerra de cruel tormento,
E mendigo de paz na sorte escura.
 
(*) depois de estudar no Stonyhust College, em Blackburn, Inglaterra, e bem assim na Áustria e na França, regressa José Albano da Europa e faz preparatórios no Liceu do Ceará. Em 1908, volta a Europa a serviço do Consulado Brasileiro, em Londres. Viaja, depois, por diversos países, inclusive a Grécia, Turquia, Palestina, Egito e Espanha, onde publica suas Rimas. No ano seguinte transfere-se definitivamente para a França, onde desencarnou. Dele, disse Mário de Alencar.
(apud Pan. V, pág. 220): «Conversando, sentia-se-lhe o orgulho, gerado por desdém e descontentamento dos homens e das coisas, do meio e do tempo. Criticava a todos e a tudo... » Vernaculista e poliglota, «era um gênio atribulado pela obsessão do perfeito». «Inquieto até o delírio, » – frisa a Ant. Cearense, pág. 254 – «impeliam-no na vida os mais desencontrados sentimentos e paixões. » (Fortaleza, Ceará, 12 de Abril de 1882 – Montauban (Tarn-et-Garone), França, 11 de Julho de l923.)
BIBLIOGRAFIA: Rimas de José Albano, Redondilhas; idem, Alegoria; idem, Canção a Camões; idem, Ode à Língua Portuguesa; Four-Sonnets by Joseph Albano with Portuguese Prosc-Translation; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

14.10.26

Gravação do Estudo detalhado do livro MECANISMOS DA MEDIUNIDADE Capítulo 26 – JESUS E A MEDIUNIDADE DIVINA


 

Nossos conceitos de paz

    Tento a consciência tranquila teremos paz
    Não conseguimos, ainda, atingir o estado de serenidade que objetivamos porque nos equivocamos nos conceitos e nas ações para a construção de um mundo melhor, mais fraterno, mais justo.
    A paz para nos é um estado de inércia, de ausência de lutas e conflitos, quando todos pensarão da mesma maneira, terão os mesmos recursos e serão igualmente felizes.
    Se mais bem conhecêssemos as leis de Deus, compreenderíamos que essa situação e impossível porque cada um está um estagio de entendimento e para cada um os valores são diferentes. Logo impossível falarmos todos a mesma linguagem sem nos chocar ou conflitar com a opinião do outro.
    A paz nada mais é do que o reflexo da consciência tranquila. De nada adianta a ausência de guerras exteriores se os homens estão com seus íntimos fervendo como vulcões prestes a entrar em erupção.
    Para nos a paz se assemelha a situação de um cadáver. Despreocupado, improdutivo, deitado e sem metas a atingir. A paz dos inanimados.
    Mas essa paz não nos convém porque desejamos crescer e realizar nossas vontades. Para muitos vontade de ter coisas. Para alguns, vontade de ser melhor.
    Por que reencarnamos se não for para progredir? Somos um espírito eterno, mas a perfeição eh construída parte a parte, ponto a ponto, dia a dia, E em cada reencarnação aumentamos um pouco nosso tamanho espiritual.
    Nas caminhadas pela paz, se vista de branco por fora e por dentro. Nas Passeatas, não incomode o semelhante, não grite em desrespeito a sociedade, nem atravanque as ruas, tumultuando a vida da sua cidade. Não pense que o mundo deve parar para assistir ao seu desfile pela paz, quando você age como um dos mais belicosos seres do planeta.
    "A Paz do mundo começa em Mim", já diz o cancioneiro pernambucano Nando Cordel. Mas ele completa ainda na primeira estrofe: "Se eu tenho amor, com certeza sou feliz. Se eu faço o bem ao meu irmão, tenho a grandeza dentro do meu coração. Chegou a hora de a gente construir a paz; ninguém suporta mais o desamor".
    Essa e a receita para a paz no mundo. Entendimento e fraternidade entre as pessoas, respeitando a forma de ser de cada um. Suas preferências, suas tendências e vocações porque cada um de nos e uma individualidade e não formamos uma boiada que, sem vontade própria, e conduzida pelo tropeiro.
    Construamos primeiro a paz dentro de nos. Ai teremos o que oferecer. Caso contrario, não seremos cristãos e tudo será festa e demagogia.
Otavio Caumo Serrano

13.10.26

EVANGELHO DE JOÃO II Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

A Mediunidade Nossa de Cada Dia

Hoje, cederemos espaço ao excelente livro de Odilon Fernandes, “A Mediunidade Nossa de Cada Dia”, na página intitulada “MEDIUNIDADE EM EVOLUÇÃO”.
Faculdades mediúnicas ostensivas cederão lugar à faculdades mediúnicas cada vez mais discretas.
Todas as formas de mediunidade evoluem para o campo intuitivo.
Psicografia e psicofonia, por exemplo, são faculdades mediúnicas de transição – enfim, todas as faculdades de ordem intelectual que se rotulam e se limitam são transitórias.
No futuro, em termos de mediunidade, o conteúdo dispensará a forma.
Por esse motivo, o chamado fenômeno das “mesas girantes” , e outros correlatos, é fase completamente superada. (*)
 
(*) O pequeno grande livro é constituído de 100 capítulos em síntese, todos versando sobre a Mediunidade no Dia a Dia.
Extremamente útil para os estudiosos, os oradores e os médiuns que estão dando os seus primeiros passos na tarefa mediúnica.
O livro poderá ser adquirido pela loja virtual da LEEPP, além de solicitado às mais diversas Distribuidoras de Livros Espíritas.
Endereço da Loja Virtual:
www.leepplojavirtual.com.br
A Editora LEEPP, de Uberaba, tem as suas tarefas assistenciais voltadas para as atividades da Casa Espírita “Bittencourt Sampaio”, Lar Espírita “Pedro e Paulo”, “Recanto da Paz” e Casa Espírita Cristã “Santo Albino.
INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 11 de outubro de 2026.

12.10.26

BENQUERENCIA CD infanto juvenil espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Soberana Senhora

Maria de Nazaré,
Além do céu cor de anil,
Com o Vosso amor puro e santo
Protegei nosso Brasil.
 
Abençoai nosso povo
Hospitaleiro e gentil,
Com a paz que todos sonhamos
Se faça sobre o Brasil.
 
Que a treva ameaçadora
A rugir de forma hostil,
Em vossa luz se desfaça
Iluminando o Brasil.
 
E o mal que tantos lhe querem
Com as suas injúrias mil,
Nada possa contra o Bem
Que se espalha no Brasil.
 
Ó Soberana Senhora,
Do mais traiçoeiro ardil,
Do trono de Vossa glória
Livrai o nosso Brasil!...
 
Pedro de Alcântara/Baccelli _ blog Espiritismo em Prosa e Verso
Lar Espírita “Pedro e Paulo”
Uberaba – MG, 10 de outubro de 2026.