30.4.24

Obsessão


 

SOMOS CHAMADOS A SERVIR

O legislador, com a pena, traça decretos para reger o povo.
O escritor utiliza o mesmo instrumento e escreve livros que renovam o pensamento do mundo.
Mas, não é só a pena que, manejada pelo homem, consegue expressar a sabedoria, a arte e a beleza, dentro da vida.
Uma vassoura simples faz a alegria da limpeza e, sem limpeza, o administrador ou o poeta não conseguem trabalhar.
O arado arroteia o solo e traça linhas das quais transbordarão o milho, o arroz, a batata e o trigo, enchendo os celeiros.
A enxada grava sulcos abençoados no chão, a fim de que a sementeira progrida.
A plaina corrige a madeira bruta, cooperando na construção do lar.
A janela é um poema silencioso a comunicar-nos com a natureza externa; o leito é um santuário horizontal, convidando ao descanso.
O malho toma o ferro e transforma-o em utilidades preciosas.
O prato recolhe o alimento e nos sugere a Caridade.
O moinho recebe os grãos e converte-os no milagre da farinha.
O barro desprezível, nas mãos operosas ao oleiro, em breve surge metamorfoseado em vaso precioso.
Todos os instrumentos de trabalho no mundo, tanto quanto a pena, concretizam os ideais superiores, as aspirações de serviço e os impulsos nobres da alma.
Ninguém suponha que, perante Deus, os grandes homens sejam sômente aqueles que usam a autoridade intelectual manifestada. Quando os políticos orientam e governam, é o tecelão quem lhes agasalha o corpo. Se os juizes se congregam nas mesas de paz e justiça, são os lavradores quem lhes ofertam recurso ao jantar.
Louvemos, pois, a Divina Inteligência que dirige os serviços do mundo!
Se cada árvore produz, segundo a Sua especialidade a benefício da Prosperidade comum, lembremo-nos de que Somos todos chamados a servir na obra do Senhor, de maneira diferente
Cada trabalhador em seu campo seja honrado pela Cota de bem que produza e cada servo Permaneça Convencido de que a maior homenagem suscetível de ser prestada por nós ao Senhor é a correta execução do nosso dever, Onde estivermos.
 
Livro: Alvorada Cristã - Francisco C. Xavier - Neio Lúcio.

29.4.24

Através do Tempo


 

Espíritas de Um Centro Só

Existem espíritas que, se deixarem o Centro que frequentam, não sabem frequentar outro Centro Espírita.
Explico-me.
Existem confrades que, em determinado Centro Espírita, aguentam os mais disparates doutrinários cometidos pelos seus vários dirigentes (Centro Espírita que possui muitos dirigentes acaba não tendo nenhum!), submetem-se aos absurdos cometidos pela “diretoria”, engolem sapos de todos os tamanhos, mas não têm coragem de sair da Casa que frequentam e procurarem outra para frequentar, das muitas que, com certeza, existem à disposição dos servidores de boa vontade.
Não sei dizer se é pelo status que imaginam desfrutar em tais Centros, não sei se por comodismo, não sei se por falta de coragem de dar uma banana, ou um cacho inteiro de bananas, àqueles que sempre fazem prevalecer a sua vontade, e que, no fundo, estão apenas interessados na sua contribuição financeira mensal.
Ora, se você, porventura, não concorda com certas atitudes doutrinárias em uma Casa Espírita – não importa há quanto tempo a esteja frequentando –, procure outra – peça demissão do cargo do qual você não está passando de mero figurante, de vez que é sempre voto vencido em tudo.
Saia logo, não deixando que, mais tarde, as coisas possam ficar mais difíceis para você, que, com o passar do tempo, como é natural, há de se sentir mais limitado fisicamente e... até psicologicamente.
Deixe o Centro Espírita para aqueles que consideram os seus “donos” e... procure outro, de preferência na periferia, um Centro que possa, realmente, valorizar o seu empenho e o seu idealismo, as suas ideias um pouco mais arejadas, e não mumificadas como a daqueles para os quais você é sempre o “bonzinho” que pode ser manipulado à vontade.
Existem muitas Casas Espíritas pequenas, sobrevivendo com dificuldade, nas quais, com certeza, você há de ser mais útil e nas quais você poderá vivenciar a Doutrina com Jesus, sem o elitismo que anda se espalhando por aí feito erva daninha tomando conta da lavoura.
Deixe essa turma “falando sozinha”, porque você pode fazer Espiritismo onde você estiver, e, a rigor, para tanto, nem de Centro Espírita você precisa – você pode ser o seu próprio Centro Espírita, sem diretoria, sem filiação a qualquer Órgão, enfim, sem dar a esse povo a ilusão de que eles mandam alguma coisa.
Agora, se você estima a subserviência, ou – pode ser – tem esperança de que essa turma modifique os seus pensamentos, continue nele até a sua desencarnação, pois essa turma difícil custa a desencarnar e, mesmo depois de virar defuntos, prosseguem tudo fazendo para se agarrar ao poder.
Filhote de serpente, serpente é...
Não espere que, de víboras, possam nascer pombos.
Creio que, pelo que você me perguntou, estamos entendidos, não é?!...
Vai aprender a ser espírita em outro Centro, vencendo essa sua dependência do Centro que frequenta há não sei quantos anos, porque, pelo que percebo, o seu Centro anda dominado por uma falange difícil, viu?! – por uma falange que, do Além, já se estendeu para a Terra!...
No mais, desculpe o mal jeito, tendo, porém, a minha autorização para mostrar estas minhas palavras a quem você, porventura, desejar.
De há muito me fiz agricultor de uma planta herbácea, da Família Musaceae, que produz o bastante para repartir com quem deseje ganhar um de seus frutos, que, aliás, são muito estimados pelos macacos.
 
INÁCIO FERREIRA - Blgo Mediunidade na Internet
Uberaba – 28 de Abril de 2024.

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27.4.24

Entre a Terra e o Céu

 


Cruz e Arado

O servidor de Jesus,
No chão a ser cultivado,
Aos ombros levando a cruz,
Faz da cruz o seu arado.

Formiga/Baccelli - Blog Espiritismo em Prsa e Verso
Uberaba MG, 19-4-24