3.6.22

Ressurreição e reencarnação

  A reencarnação fazia parte dos dogmas dos judeus, sob o nome de ressurreição.
Só os saduceus, cuja crença era a de que tudo acaba com a morte, não acreditavam nisso.
As ideias dos judeus sobre esse ponto, como sobre muitos outros, não eram claramente definidas, porque apenas tinham vagas e incompletas noções acerca da alma e da sua ligação com o corpo.
Criam eles que um homem que vivera podia reviver, sem saberem precisamente de que maneira o fato poderia dar-se.
Designavam pelo termo ressurreição o que o Espiritismo, mais judiciosamente, chama reencarnação.
Com efeito, a ressurreição dá ideia de voltar à vida o corpo que já está morto, o que a Ciência demonstra ser materialmente impossível, sobretudo quando os elementos desse corpo já se acham desde muito tempo dispersos e absorvidos.
A reencarnação é a volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo.
A palavra ressurreição podia assim aplicar-se a Lázaro, mas não a Elias, nem aos outros profetas.
Se, portanto, segundo a crença deles, João Batista era Elias, o corpo de João não podia ser o de Elias, pois que João fora visto criança e seus pais eram conhecidos.
João, pois, podia ser Elias reencarnado, porém, não ressuscitado.
Livro O Evangelho Segundo  Espiritismo - Allan Kardec

2.6.22


 

A HISTÓRIA DE FIRMINO

Vivia de festa e porre,
Amante da boa farra,
O pobre Firmino Parra,
Que conselho algum socorre...

Entretanto, o tempo corre,
E, no vício a que se agarra,
Um dia, numa algazarra,
Cai, bate a cabeça, e morre.

Ante a prova que se acirra,
Reclama, chora e faz birra,
Feito menino caturra...

De nada vale tal guerra,
Pois, do corpo que o desterra,
Saindo, esperneia e urra!...

Eurícledes Formiga - Blog Espiritismo em Prosa e Verso

1.6.22


 

OS CULPADOS

 Comentário Questão 639 do Livro dos Espíritos
As leis espirituais estatuídas por Deus não acobertam ninguém pelo mal que deseja e que faz; no entanto, a consciência de cada causador registra todas as variações de sentimentos, e é nessa sensibilidade que julga e que corrige o infrator.
Os culpados, em qualquer lugar, antes de serem julgados pelas leis humanas, já se sentem culpados pela consciência. É por isso que os infratores fogem. De quem fogem? Quem os está espantando é a própria consciência, é o tribunal dentro do homem, cumprindo a lei natural. É o que chamamos Deus dentro de nós.
O mal sempre recai sobre o seu causador, no entanto, se quem causou o mal foi pressionado para tal, a sua pena é mais leve; ela se divide com quem o levou a cometer a falta. É nesse sentido que sempre falamos que as faltas cometidas pelas almas nunca são iguais, como não são iguais as correções aplicadas pelas consciências.
Se queres saber quem é que faz o mal, é aquele que tem o mal dentro de si, e nós os reconheceremos pelos seus pensamentos, pelas suas palavras e pela sua vida. Se o homem é uma árvore espiritual, vamos anotar o que disse o Evangelho sobre.esse assunto:
Não há árvore boa que dê mau fruto; nem árvore má que dê bons frutos. (Lucas, 6:43)
Ninguém culpa ninguém. As bocas no mundo falam o que lhes convém falar, no entanto, o vento pode levar a maledicência. Somente deveremos ter medo é da consciência, essa boca interna que somente fala a verdade, porque ela é algo de Deus no centro da alma, a registrar o que ocorre e a julgar as ações do Espírito, na mais profunda sinceridade.
A lei garante que o mal somente recai sobre o seu causador. Não precisamos ter medo. Se andamos na luz da honestidade, se amamos e perdoamos, temer o quê? Jesus veio nos ensinar um amor diferente, mas universal:
Se fizerdes o bem aos que vos fazem o bem, qual é a vossa recompensa? Até os ímpios fazem isso. (Lucas, 6:33)
É nosso dever fazer o bem a quem nos faz o bem, dever natural, mas o amor nos ensina que até os homens que fazem o mal, procedem assim. Nós devemos amar aos que nos apedrejam, orar pelos que nos caluniam e servir sempre a todas as criaturas sem distinção, porque Deus, que é o PAI, age desta maneira. Ficamos conhecendo essa lei por Jesus. Para os santos não há culpados, porque eles sabem que não devem julgar a ninguém. Nem o Cristo quis fazê-lo.
Os envolvidos no mal já estão condenados pelo tribunal maior, a consciência. Muitos dos velhacos, em se falando de faltas, procuram sempre quem as cometa em seu lugar, pensando que, fazendo assim, se livram da corrigenda. Como se enganam! A sua própria consciência registra tudo o que pensam, o que falam e fazem, e o chicote do remorso estala no momento certo, nas fibras mais sutis da alma, para que ela não pratique mais esses atos que os levam à decadência moral.
O mundo está se movendo pelas forças do progresso, e no amanhã, que não se encontra muito distante, não haverá mais culpados, por não existirem mais faltas; o reino da consciência passará a ser o reino de Deus dentro das criaturas, É o céu que desce para a Terra, é a Terra que sobe para o céu, e nesses encontros haverá novos céus e novas terras para a felicidade dos Espíritos.
Livro: Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez
Livro a venda na LER Livros Revistas Papelaria

31.5.22


 

APROVEITE O ENSEJO

Não é o companheiro dócil que exige a sua compreensão fraternal mais imediata, E aquele que ainda luta por domar a ferocidade da ira, dentro do próprio peito.

Não é o irmão cheio de entendimento evangélico que reclama suas atenções inadiáveis. É aquele que ainda não conseguiu eliminar a víbora da malícia do campo do coração.

Não é o amigo que marcha em paz, na senda do bem, quem solicita seu cuidado insistente. É aquele que se perdeu no cipoal da discórdia e da incompreensão, sem forças para tornar ao caminho reto.

Não é a criatura que respire no trabalho normal que requisita socorro urgente. É aquela que não teve suficiente recurso para vencer as circunstâncias constrangedoras da experiência humana e se precipitou na zona escura do desequilíbrio.

É muito provável que, por enquanto, seja plenamente dispensável a sua cooperação no paraíso. É indiscutível , porém, a realidade de que, no momento, o seu lugar de servir e aprender, ajudar e amar, é na Terra mesmo.


Livro: Agenda Cristã

Francisco C. Xavier - André Luiz (aproveite o ensejo)