2.6.20

Trabalha sempre

Por mais inquietante se revele a estrada terrestre aos teus olhos, não olvide que o trabalho será o verdadeiro instrumento de nossa libertação.
Fé que não age, é entusiasmo inoperante.
Caridade que não se movimenta nas boas obras, é campo ornamentado de verdura inútil.
Pregação de virtude que não se expressa em serviço aos semelhantes, muitas vezes é um escrínio vazio, estruturado em palavras brilhantes.
Prece que não caminha no terreno da ação construtiva, é um grito sem eco.
Só o trabalho consegue realizar o divino milagre  de nossa renovação espiritual.
A enxada humilde é um escopro de luz na mão do lavrador, mas a pena preciosa nos dedos do sábio preguiçoso é lâmina sem valor.
Trabalha e tua linguagem se fará acessível e convincente aos que te observam; trabalha e encontrarás, contigo mesmo, o miraculoso elixir do esquecimento de todas as mágoas do mundo; trabalha e farás a Terra menos pobre de ignorância e miséria...
Toda a Natureza é um cântico de serviço ao Criador, que não cessa de servir por amor às criaturas.
Serve a árvore, que produz a semente, serve o chão que sustenta a vida.
Serve o Sol, que fecunda o chão, serve a semente que produz o pão.
Não te imobilizes, à frente do sublime espetáculo que o mundo te oferece todos os dias.
Deixa que a esperança extravase de teu coração, em forma de bênçãos, deixa que a tua a saúde se derrame em obras úteis, na direção dos que necessitam.
Não aceites o repouso senão como pausa obrigatória e indispensável ao teu próprio refazimento, porque só na atividade constante do bem desfrutarás o clima da consciência tranquila.
Cristo veio até nós para que despertássemos.
Descerra as janelas do entendimento à sua divina inspiração e busca o lugar de abençoado servidor que a Terra te guarda generosa.
“Levanta-te e segue-me!” – disse-nos o Senhor.
Não te detenhas.
O amor é infatigável.
Jesus é o nosso Divino Guia, e Hoje, é a nossa bendita oportunidade de renovar e aprender, de servir e brilhar.

Livro – INTERVALOS – Francisco C. Xavier – Emmanuel

1.6.20

É AQUI, MAS... PODE SER AÍ!

É aqui, mas... pode ser aí,
Ou ali...
Coexistência!
O que é sólido
Pode vir a ser líquido,
Ou gasoso,
Ou... irradiante...
N constantes,
Mutantes...
É cá, mas pode... ser lá...
Matéria – “impenetrabilidade”?!
Existência sem consistência –
Apenas essência...
Leis que determinam
“Estados”,
Infinitos... quase!...
Sentidos intrínsecos,
Não extrínsecos –
Não localizados...
Espíritos –
“...povoam ao infinito
Os espaços infinitos...”
Tudo é vibração –
Som, cor, forma –
Espaço, Tempo...
A morte?! Vida em nova
Frequência...
O Criador?! Frequência Eterna,
Nota Musical Única,
Imortal Sinfonia –
Em violino, violoncelo,
Viola,
Pandeiro,
Agogô,
Igreja, templo, terreiro...
É aqui, mas...
Também aí, além,
Alhures,
E... nenhures...
Dois braços,
Duas mãos –
Dedos entrecruzados,
Entranhados,
Perfeitamente encaixados...
É assim…
E não daquele jeito –
Antigo, ultrapassado,
Desfeito,
Ortodoxo,
Em paradoxo...
Mais que cartesiano,
Kardeciano!...
INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 31 de Maio de 2020.

31.5.20

A Colher


Já pararam para prestar atenção a uma colher. Sim, uma colher. Ela está tão presente no nosso dia a dia, na nossa alimentação, mas poucos de nós paramos para prestar atenção ao que ela se destina. Que belo papel!
Uma colher mexe líquidos. Ela dá unidade aquilo que era disperso. Ela mistura cada um dos elementos para criar outro absolutamente novo que não é um em específico, mas que vai estar lá inserido no novo líquido criado e que ela ajudou a fazer isso.
Uma colher mistura sólidos. Ela também se presta, do mesmo modo, a jogar para um lado e para o outro os alimentos sólidos e quando se vê é uma miscelânea só. E ela, mais uma vez, cumpre seu papel.
Já notou quando queremos saber antecipadamente o gosto de algo, ou se está quente ou frio, o que fazemos. Pegamos a colher e a levamos à boca para ter uma prévia do gosto do alimento.  Como ela nos ajuda.
Ela geralmente está perto da gente, escondidinha no pires ou ao lado de alguma comida suculenta, como uma boa sopa, a nos ajudar a saborear sem demora.
Depois, lavamos a colher, guardamos novamente para que ela apareça para cumprir novamente seu desiderato com muita alegria e discrição.
Será que há pessoas no mundo que se distinguem das outras porque se comportam como se fossem colher?
Creio que sim!
Há pessoas, quietas em seu lugar, ajudam a tudo e a todos, e se mantém caladas a cumprir o seu papel. São tão eficientes que nem damos conta da sua existência. Fazem o que deve, se recolhem e estão à disposição quando desejamos.
Já notou, neste momento de pandemia, como trabalham os garis? Eles retiram o lixo da frente das nossas residências e quando vemos está tudo limpo. Fazemos tudo isso de novo, colocamos o lixo para fora e quando vemos, sumiu. Eles limpam a cidade para que possamos viver melhor.
E as enfermeiras nos hospitais. Elas auxiliam os pacientes, se desdobram, cuidam, amparam, e estão lá no canto delas apenas para servir sem nada reivindicar. Sofrem pelos outros e cumprem seu papel solenemente.
O que imaginar daqueles que estão na rua pra lá e pra cá a satisfazer as necessidades de comida, remédios, e outras coisas mais, que saem das suas motocicletas a entregar tudo que precisamos. Eles têm nome e sobrenome, mas alguém sabe de algum deles? São heróis anônimos que cuidam do nosso bem-estar.
Há tantos outros profissionais que atuam como se fossem colheres no nosso cotidiano e não prestamos atenção. Pois então, olhem para eles com mais respeito e agradecimento. Olhem nos olhos deles e digam da sua gratidão por servirem aos que estão guardados em suas casas. Sem eles, sem este batalhão de trabalhadores, nossas vidas ficariam ainda mais difíceis, não é verdade?
A paz que eles nos trazem é incomensurável. Arriscam-se para manter a vida de milhões. Cuidemos deles com mais carinho e respeito e não façamos o que fazemos com as nossas queridas colheres, jogadas num canto qualquer sem reconhecimento.
Eles merecem o nosso agradecimento, apesar de estarem cumprindo o seu dever, por tornar as nossas vidas, digo a de vocês no corpo físico, um lugar mais tranquilo de se viver, apesar de toda essa aparente adversidade.
Oremos por eles!
Helder Camara De domdapaz.blogspot.com

30.5.20

ROTEIRO DE LUZ


Meu irmão, continuemos
No Ideal que nos conduz,
Caminhando, passo a passo,
Nas pegadas de Jesus...

Ele é a Direção,
Nosso Roteiro de Luz,
Ante a vereda sombria,
Vergados por sob a cruz...

Avancemos, cautelosos,
Na senda que se reduz
A perigosos atalhos
A quem segue sem Jesus!...

Eurícledes Formiga
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, no dia 10 de Setembro de 2005, em Uberaba – MG).
De: formiga-baccelli.blogspot.com

29.5.20

ESPECTADOR


Comentarios Questao 548
Questão 548 do Livro dos Espíritos

O Espírito, depois de uma morte violenta na batalha, fica como espectador, assistindo aos seus irmãos matando e morrendo nas lutas, e nesta agressão de uns para com os outros, pode voltar à sua consciência no bem e ver a inutilidade das destruições ali verificadas, aflorando-lhe o arrependimento espiritual, momento em que o Cristo começa a tomar o seu coração de sensibilidade, e nasce nos seus sentimentos o novo homem. Para tanto, os benfeitores espirituais estão ali, procurando meios de separar o corpo espiritual do físico, libertando assim a alma de maiores sofrimentos, pelo desrespeito ao corpo que lhe serviu de instrumento para a vida na Terra.
O recém-desencarnado, ao observar a carnificina, sofre o impacto da realidade, e as bênçãos de Deus penetram seu coração lhe dizendo que basta de alimentar as trevas, que venha para a luz, na formação de outra existência, que é oportunidade para revisão de tudo o que fez de mal e para fazer somente o bem.
A consciência do arrependimento cresce, e muitos pedem, quando preparados, para trabalhar no meio das guerras em ajuda aos seus irmãos que ainda dormem pela ação da ignorância espiritual. No amanhã, que não está muito longe, cinemas e televisão mostrarão a realidade, quem sabe por aparelhos especializados, o que se passa com os desencarnados depois da batalha, para mostrar aos homens o maior sofrimento que ocorre com a alma em plena luta, onde o ódio envolve e modifica todos os sentimentos, alertando aos encarnados, e em muitos casos aos desencarnados, o que se passa com o homem embrutecido, na carne e fora dela, que ainda não descobriu o amor.
Essas lições que transcrevemos em nome d'Aquele que é a nossa Luz, é para admoestar os seres que se vestem de carne, e que se esqueceram da vida espiritual, para compreenderem que a vida nos fluidos grosseiros é passageira. Que vejam o que estão fazendo dela!
Devemos lembrar, pelo menos para início, do perdão, força poderosa que tem ambiente favorável à fraternidade. Recordemos outro pensamento do Cristo para todos os de boa vontade:
Se porém, não perdoares aos homens as suas ofensas, tão pouco vosso pai vos perdoará as vossas ofensas. (Mateus, 6:15)
O Deus todo poderoso que se encontra na tua consciência te cobrará de acordo como procedas. Não deves brincar com a justiça. A lei é lei em todo lugar. As sementes nascem de acordo com a semeadura. Não sejas somente espectador dos acontecimentos, sem tirar dos fatos lições, que te possam educar e instruir. Comunga com a indulgência para com os erros alheios e, se não gostas de erros, não erres, dando exemplos para os outros das virtudes conquistadas, sem alarde. A boca não precisa anunciar o que possuis; tu deves irradiar as virtudes. Isso é que é dar com uma mão, sem que a outra veja.

Livro: Filosofia Espírita – João Nunes Maia – Miramez - Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

28.5.20

INTERVALOS


Examinemo-nos tais quais somos, no curso das reuniões que nos enlaçam as manifestações de fé num templo espírita.
Integrados no clima da oração, reconhecemos-nos uns à frente dos outros por verdadeiros irmãos, ante a Paternidade Divina.
Partilhando os móveis do recinto, sentamo-nos, indiscriminadamente, sem preconceitos da convenção social e sem os caprichos da consangüinidade.
Quando um pensamento repreensível nos visita, sem a mínima hesitação, afastamo-lo da cabeça.
Se um amigo assume posição inconveniente, reconhecemos de pronto, a necessidade de entendimento e compaixão, adotando o silêncio ou a explicação salutar, sem recorrer à censura.
Selecionamos as melhores palavras do estoque de conhecimentos gerais, colocando empenho em não ferir quem nos ouve.
Se escutamos um conceito impensado, desculpamos de imediato a inexperiência de quem o profere.
Se um serviço aparece emprestamos as mãos para executa-lo em oferta espontânea.
Cuidado, gentileza, discrição,cordialidade e respeito são as características principais que diligenciamos exteriorizar para que nos distingam a personalidade e a presença.
Nossas reuniões dedicadas à prece e ao estudo são, em razão disso, aulas autênticas de espiritualidade e aprimoramento, ensaios de comunhão fraternal para as esferas superiores. Nelas temos hoje em plano menor o esboço do que será a vida, para nós, em plano maior amanhã.
Considerando semelhante motivo, se nos faz muito importante o auto-exame, observando por nós mesmos, o próprio comportamento no espaço de tempo que somos chamados a viver, lutar, trabalhar e aprender entre elas, porque, se nas atividades do templo que nos irmana, mostramos somente a parte elogiável de nossa alma, a fim de que os companheiros de nosso nível de experiência nos reconheçam a melhoria no esforço de ascensão para Deus, é justo não esquecer que os Mensageiros de Deus,de outros modos, nos examinam o verdadeiro aproveitamento nos intervalos.

Livro – INTERVALOS – Francisco C. Xavier – Emmanuel

27.5.20

NA ESCOLA TERRESTRE

“Porém, os males mais numerosos são os que o homem cria pelos seus vícios, os que provêm do seu orgulho, do seu egoísmo, da sua ambição, da sua cupidez, de seus excessos em tudo: aí a causa das guerras e das calamidades que estas acarretam, das dissensões, das injustiças, da opressão do fraco pelo forte, da maior parte, afinal, das enfermidades. Deus promulgou leis plenas de sabedoria, tendo por único objetivo o bem; em si mesmo encontra o homem tudo o que lhe é necessário para cumpri-las; a consciência lhe traça a rota, a lei divina lhe está gravada no coração e, ao demais, Deus lha lembra constantemente por intermédio de seus messias e profetas, de todos os Espíritos encarnados que trazem a missão de o esclarecer, moralizar e melhorar e, nestes últimos tempos, pela multidão dos Espíritos desencarnados que se manifestam em toda parte. Se o homem se conformasse rigorosamente com as lei divinas, não há duvidar de que se pouparia aos mais agudos males e viveria ditoso na Terra. Se assim não procede, é por virtude do seu livre arbítrio: sofre então as consequências do seu proceder.”
(Allan Kardec, A Gênese, Cap. III, item 6)

Considerando que o planeta Terra é a obra do Criador elaborada através de Jesus Cristo para acolhimento de quantos Espíritos nela se depurariam para sua incursão nos planos divinos da Imensidade, todos os fenômenos que infelicitam e atormentam a família humana encarnada no globo, além de todas as almas que permanecem escravizadas à Crosta em situações desequilibradas e desequilibrantes são de sua responsabilidade, tendo em vista o livre arbítrio já conquistado por cada um. Existem dois meios efetivos de influenciação do habitat terrestre: a ação direta do homem em a Natureza, dizimando-a ou viciando-a por efeito de suas ambições e desconhecimento das leis que a regem, e através das emissões mentais de seus pensamentos diários, constantemente repetidos. O efeito da ação humana sem estudo e por mero interesse comercial intoxica as fontes naturais e perverte a ordem harmônica da cadeia hoje denominada ecossistema. Esse, em termos objetivos, visível e previsível é o motivo material das catástrofes que se abatem sobre todos os países e todos os povos, com variantes segundo a natureza do meio em que sobrevivem. O outro motivo é a densidade e o teor venenoso dessa densidade laborada pelo conjunto de pensamentos liberados pela maioria ainda viciada ou pervertida pela manipulação inescrupulosa de governos, mídias e religiões sem alma, que apenas visam o interesse pessoal e de grupos elitistas, completamente entregues ao desrespeito pela obra do Criador. No elenco das calamidades físicas, vemos o desequilíbrio das águas das chuvas, dos mares, das secas, do ar pela poluição, das terras intoxicadas e empobrecidas, da extinção de espécies vegetais e animais e a proliferação de pragas que respondem pelo excesso, já que a cadeia harmoniosa e controladora dessas ocorrências foi quebrada pelo homem, e daí por diante. Na outra órbita de ação nefasta, encontramos a psicosfera favorável à proliferação de obsessores desencarnados que estimulam a violência e o desnível moral entre os encarnados, autorizando enfermidades e mesmo a loucura, pois há vibriões e larvas psíquicas em atuação sobre as mentes humanas por efeito desse conluio tóxico e imoral entre desencarnados e encarnados. O poder variante e mutável de vírus diversos, de bactérias e congêneres – já bastantes estudados pela ciência do mundo – é efeito da proliferação desses elementos astrais que a psicosfera doentia e pesada do mundo, geralmente alimentada por ódios, ciúmes, invejas, sensualismo irresponsável, leviandade moral, indiferença, cupidez e todas as aberrações nascidas o egoísmo e do orgulho.
Os surtos psíquicos, quando coletivos, são expressões dessas intoxicações deletérias que, como ondas poderosas e avassaladoras, carregam consigo as almas empedernidas e folgadamente entregues à frouxidão moral, como forma de intensificar a sua enfermidade e obriga-la a providências saneadoras pelos sofrimentos impostos. Aí funcionam as obsessões e essas obsessões, se criteriosamente estudadas, revelarão a natureza moral em decadência e todas as consequências disso, envolvendo as forças orgânicas do indivíduo e as forças fisiopsíquicas do meio terreno, onde se poderá identificar os vibriões psíquicos e as larvas por matrizes dos vírus letais que assombram a História Humana de tempos a tempos.
A eugenia e todos os estudos científicos do mundo são importantes e válidos para coibir as proliferações danosas e inesperadas, mas o moral dos homens e mulheres da Terra será responsável efetivo por sanear a psicosfera tão doentia e permitir o verdadeiro progresso e bem-estar de todos, em todas as nações, porque então a justiça e a humanidade real serão implantados, como plataforma ideal para o florescimento do Evangelho vivo!
YVONNE A. PEREIRA
(Mensagem psicografada por Wagner Paixão, em Mário Campos, MG, em 18/04/2020).