5.2.18

MEDIUNIDADE PREPARAÇÃO – III

396 –Tratando-se da necessidade de preparação para a tarefa mediúnica, é justo acreditarmos na movimentação de fluídos maléficos em prejuízo do próximo?
-É o caso de vos perguntarmos e não haveis movimentação as energias maléficas, no decurso da vida, contra a vossa própria felicidade.
Num orbe como a Terra, onde a porcentagem de forças inferiores supera quase que esmagadoramente os valores legítimos do bem, a movimentação de fluídos maléficos é mais que natural; no entanto, urge ensinar aos que operam, nesse campo de maldade, que os seus esforços efetuam a sementeira infeliz, cujos espinhos, mais tarde, se voltarão contra eles próprios, em amargurados choques de retorno, fazendo-se mister, igualmente, educar as vítimas de hoje na verdadeira fé em Jesus, de modo a compreenderem o problema dos méritos na tarefa do mundo.
A aflição do presente pode ser um bem a expressar-se em conquistas preciosas o futuro, e, se Deus permite a influência dessas energias inferiores, em determinadas fases da existência terrestre, é que a medida tem sua finalidade profunda, ao serviço divino da regeneração individual.
397 –Por que razão alguns médiuns parecem sofrer com os fenômenos da incorporação, enquanto outros manifestam o mesmo fenômeno, naturalmente?
-Nas expressões de mediunismo existem características inerentes a cada intermediário entre os homens e os desencarnados; entretanto, a falta de naturalidade do aparelho mediúnico, no instante de exercer suas faculdades, é quase sempre resultante da falta de educação psíquica.
Livro “O Consolador” –  Francisco C. Xavier – Emmanuel – Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.


Livro “O Consolador” –  Francisco C. Xavier – Emmanuel – Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

4.2.18

COMO VOCÊ INTERPRETA?! XLIII

Prosseguindo, no capítulo 43, de “Nosso Lar”, o Ministro Benevenuto, que tecia considerações sobre a iminência da guerra de 1939 a 1945, escuta um dos circunstantes a lhe indagar: - “Mas, o Espiritismo? (...). – Não surgiram as primeiras florações doutrinárias na América e na Europa, há mais de cinquenta anos? Não continua esse movimento novo a serviço das verdades eternas?”
A verdade, porém, é que o Espiritismo não logrou cumprir com a sua tarefa em solo europeu... Embora os esforços do Mundo Espiritual Superior e o de Allan Kardec, as trevas, momentaneamente, terminaram por prevalecer contra a Terceira Revelação, e, logo que o Codificador deixou o corpo, em 1869, disputas internas, principalmente as fomentadas por Leymarie, comprometeram a Doutrina. No que pesem todos os esforços dos adeptos sinceros, tendo à frente a viúva Allan Kardec, Amèlie Gabrielle de Lacombe Boudet, Leymarie, interessado em dinheiro e poder, cedeu espaço à Teosofia, deixando que as sucessivas guerras nas quais a França se envolveu terminasse com o trabalho de empanar o brilho da Doutrina na Europa.
*
Benevenuto sentencia nas páginas de “Nosso Lar”: “O Espiritismo é a nossa grande esperança e, por todos os títulos, é o Consolador da humanidade encarnada; mas a nossa marcha é ainda muito lenta”.
Tendo se transferido – a Árvore do Evangelho – para o solo espiritual do Brasil, conforme narra, magistralmente, Humberto de Campos, nas páginas de “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, o Espiritismo, outra vez, está sob a mesma ameaça que fez com que ele se exilasse da Europa, pela ação quase dos mesmos espíritos que, a serviço das Trevas, impediram lá o seu maior florescimento.
De maneira estranha, os adversários da Causa seguiram Kardec ao Brasil, sendo que ele, tendo se corporificado como Chico Xavier, desde o começo de seu apostolado, em 1927, foi e vem sendo perseguido por aqueles que intentem lhe minimizar o esforço de complementar a Codificação. O trabalho missionário de Chico, da parte de alguns, vem sendo mesmo tratado com descaso.
*
Chico dizia que Leymarie havia sido o “coveiro do Espiritismo na França”, e, ao que nos parece, prossegue ele, novamente encarnado, com a sua vocação para o sepultamento das ideias legítimas em torno da Doutrina do Consolador. Festejado como um de seus maiores líderes, como, igualmente, no século XIX, Leymarie, cria uma vertente psicológica no Espiritismo, que passa a concorrer com a evangelização do espírito de Emmanuel, que sempre se colocou a serviço do Cristo. Os estilos das Obras Mediúnicas da lavra de Chico Xavier são literalmente “copiados”, intento apenas não conseguido, pelos espíritos pseudossábios que o assistem, no campo da Poesia, porque não lograram imitar “Parnaso de Além-Túmulo”, e tampouco plagiar o inconfundível estilo literário de Humberto de Campos, por absoluta incapacidade espiritual e intelectual dos autores da mistificação.
*
O Espiritismo, na atualidade, corre sério risco no Brasil, porquanto, infelizmente, contam-se às dezenas os que se matricularam na escola de Leymarie, olvidando os exemplos de vivência evangélica de Chico Xavier, que se caracteriza por ensinar e colocar a Doutrina em prática “á sombra do Abacateiro”.
Praticamente, com todas as Federações nas mãos, e o Movimento organizado em geral, Leymarie continua trabalhando para superar Kardec – a sua obcecante ideia, só Deus sabe desde quando!
*
Benevenuto, no entanto, encerra as suas considerações, com palavras de otimismo: “Nossos serviços são astronômicos. Não esqueçamos, porém, que todo homem é semente da divindade. Ataquemos a execução de nossos deveres com segurança e otimismo, e estejamos sempre convictos de que, se bem fizermos a nossa parte, podemos permanecer em paz, porque o Senhor fará o resto”.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 5 de fevereiro de 2018.

3.2.18

MAIS VIDA

Não deixes de servir aos semelhantes,
Porque ser útil é a razão da Vida,
Quem não serve, não luta e quem não lida,
Deixa tudo ficar como era antes...

Faze valer no corpo os teus instantes,
Que, muito embora de alma combalida,
Deves crescer, lançando-te à subida,
Que leva alcançar os sóis distantes...

Deixa com o trabalho de teus braços,
Uma marca de luz sob os teus passos,
A quem vive na Terra sem ter norte...

Só quem serve no Bem se opondo ao mal,
E se desgasta em nome do Ideal,
Há de encontrar mais Vida além da morte!...

Eurícledes Formiga

(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã de domingo do dia 28 de janeiro de 2018, em Uberaba – MG).

2.2.18

O TOLO

O tolo nega sempre o que não pode compreender
Para ele o maravilhoso é despido de atrativo
Não sabe nada, e não quer nada aprender:
Tal é, do incrédulo, um fiel retrato

Revista Espírita - julho 1858,

correspondência – Jobard.

1.2.18

OS TRÊS CRIVOS

    Certa feita, um homem esbaforido achegou-se a Sócrates e sussurrou-lhe aos ouvidos: - Escute, na condição de teu amigo, tenho alguma coisa muito grave para dizer-te, em particular...
    - Espera!... - ajuntou o sábio prudente. Já passaste o que vais me dizer pelos três Crivos?
    - Três crivos? - perguntou o visitante, espantado.
    - Sim, meu caro amigo, três crivos. Observemos se tua confidência passou por eles. O primeiro, é o crivo da verdade. Guardas absoluta certeza, quanto aquilo que pretendes comunicar?
    - Bem, ponderou o interlocutor, - assegurar mesmo, não posso... Mas ouvi dizer e... então...
    - Exato. Decerto peneiraste o assunto pelo segundo crivo, o da bondade. Ainda que não seja real o que julga saber, será pelo menos bom o que queres me contar?
    Hesitando o homem replicou:
    - Isso não... Muito pelo contrário...
    - Ah! - tornou o sábio - então recorramos ao terceiro crivo, o da utilidade, e notemos o proveito do que tanto te aflige.
    - Útil?!... - aduziu o visitante ainda agitado. - Útil não é...
    - Bem -rematou o filósofo num sorriso, - se o que tens a contar não é verdadeiro, nem bom e nem útil. esqueçamos o problema e não te preocupes com ele, já que nada valem casos sem edificação para nós...
    Aí está, meu amigo, a lição de Sócrates, em questões de maledicência...


Francisco C Xavier - Irmão X

31.1.18

VISÃO À DISTÂNCIA

Questão 432 do Livro dos Espíritos

O sonâmbulo tem dois tipos de visão: uma à distância e outra onde o Espírito deixa o corpo, como no sono, e se transporta a diversos lugares. A visão do médium sonambúlico se dilata como se ele estivesse usando um telescópio de grande alcance. Quanto mais evoluído o Espírito, mais sua capacidade de visão se dilata, chegando a observar até a vida em outros mundos. No entanto, para alcançar outros mundos em Espírito, já é mais difícil, pois isso depende muito de evolução espiritual, que quase não se encontra na Terra. O mais comum é mesmo a visão à distância.
O cordão fluídico não comporta viagem extra-planetária, sem romper suas fibras. Já houve casos de assim acontecer. É o mesmo que viagem astral, que se torna um perigo para pessoas sem experiência nessa ciência espiritual, motivo pelo qual não aconselhamos o seu exercício a ninguém. A viagem consciente que devemos exercitar todos os dias é aquela à nossa própria intimidade, para conhecer e reconhecer nossos próprios erros e corrigi-los. É claro que no futuro a viagem astral consciente será comum a todos os seres, por já estarem preparados para tal evento, mas, por agora, estamos todos com raízes presas nas trevas e dívidas a serem seladas.
O que aconselhamos a todos os leitores é exercitarem a visão das suas faltas e eliminá-las; esse é o melhor trabalho para a sua felicidade. O movimento maior deve ser o da reforma do homem. Os dons da alma se dividem ao infinito, para depois se fundamentarem no amor, donde emana toda a ciência para todos os recursos do bem-estar do Espírito. Sejamos firmes no bem com Jesus, que Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida para toda a humanidade. Quem andar com Ele, nunca se arrependerá.
Não devemos, desejar o transe sonambúlico. Fiquemos com a faculdade que Deus despertou em nosso coração, usando-a para a felicidade de todos, que o tempo nos indicará o que devemos fazer a mais. Andemos sem pressa, mas não paremos de andar; pensemos sem desespero, mas não paremos de pensar nas coisas nobres; falemos sem tropeço, mas não paremos de falar quando necessário, porque nesse esforço permanente de melhorar, as mãos invisíveis nos ajudarão a conquistar grandes coisas, e convidar-nos-ão para outras ações enobrecidas, onde poderemos sentir a felicidade batendo em nossa porta, como luz de Deus nas trevas do mundo.
Procuremos ver à distância os valores da natureza e os benefícios recebidos. Sejamos gratos a Deus todos os dias, não só por palavras, mas pela vida que devemos levar em todos os minutos. A maior visão à distância é a de Deus, que vê tudo o que se passa na criação e ainda ajuda conscientemente a todos e a tudo que existe.
A alma, durante o sono, se transporta recolhendo aqui e ali conhecimentos indispensáveis à sua paz. Preparemo-nos para que esse conhecimento venha à tona para nos ajudar a conhecer melhor as leis espirituais, a vida e Deus.
Sonambulismo ainda é transe rudimentar. O verdadeiro estado da alma evoluída é consciente, passando a saber de tudo e aplicando todos os meios lícitos para ajudar e amar. A própria mediunidade transformar-se-á em intuição com o perpassar do tempo, sendo ela aprimorada, com toda a consciência do existir. É a verdade, na explosão da luz de Deus para a felicidade das criaturas que já conquistaram a paz da consciência imperturbável.


Livro: Filosofia Espírita – João Nunes Maia – Miramez - Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

30.1.18

MEDIUNIDADE PREPARAÇÃO – II

394 –Será sempre útil, para a cura de um obsidiado, a doutrinação do Espírito perturbado, por parte de um espiritista convicto?
-A cooperação do companheiro vale muito e faz sempre grande bem, principalmente ao desencarnado; mas a cura completa do médium não depende tão-só desse recurso, porque, se é fácil, às vezes, o esclarecimento da entidade infeliz e sofredora, a doutrinação do encarnado é a mais difícil de todas, visto requisitar os valores do seu sentimento e da sua boa-vontade, sem o que a cura psíquica se torna inexeqüível.

395 – Pode a obsessão transformar-se em loucura?
-Qualquer obsessão pode transformar-se em loucura, não só quando a lei das provações assim o exige, como também na hipótese de o obsidiado entregar-se voluntariamente ao assédio das forças noviças que o cercam, preferindo esse gênero de experiências.

Livro “O Consolador” –  Francisco C. Xavier – Emmanuel – Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.