28.2.14

MENSAGEM DO ESPÍRITO EMMANUEL, SOBRE O CARNAVAL
 

“Nenhum espírito equilibrado em face do bom senso, que deve presidir a existência das criaturas, pode fazer a apologia da loucura generalizada que adormece as consciências nas festas carnavalescas.
É lamentável que, na época atual, quando os conhecimentos novos felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhe a chave maravilhosa dos seus elevados destinos, descerrando-lhe as belezas e os objetivos sagrados da Vida, se verifiquem excessos dessa natureza entre as sociedades que se pavoneiam com o título de civilização. Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente incompreendidos pelos homens, lhes burilam o caráter e os sentimentos, prodigalizando-lhes os benefícios inapreciáveis do progresso espiritual, a licenciosidade desses dias prejudiciais opera, nas almas indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais esclarecidos, a revivescência de animalidades que só os longos aprendizados fazem desaparecer.
Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das forças da treva nos corações e, às vezes, toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.
Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidade e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem e se intensifiquem o olvido de obrigações sagradas por parte das almas cuja evolução depende do cumprimento austero dos deveres sociais e divinos.
Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas consumidas em semelhantes festejos, na assistência social aos necessitados de um pão e de um carinho.
Ao lado dos mascarados da pseudo-alegria, passam os leprosos, os cegos, as crianças abandonadas, as mães aflitas e sofredoras. Por que protelar essa ação necessária das forças conjuntas dos que se preocupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se transforme o supérfluo na migalha abençoada de pão e de carinho que será a esperança dos que choram e sofrem? Que os nossos irmãos espíritas compreendam semelhantes objetivos de nossas despretensiosas opiniões, colaborando conosco, dentro das suas possibilidades, para que possamos reconstruir e reedificar os costumes para o bem de todas as almas.
É incontestável que a sociedade pode, com o seu livre-arbítrio coletivo, exibir superfluidades e luxos nababescos, mas, enquanto houver um mendigo abandonado junto de seu fastígio e de sua grandeza, ela só poderá fornecer com isso um eloqüente atestado de sua miséria moral.”

Emmanuel
Psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier em Julho de 1939

27.2.14

Questão 291 do Livro dos Espíritos
    LAÇOS DE SIMPATIA
 
   Existem duas forças atuando entre os espíritos: uma que reúne os grupos por sintonia de aptidões, e outra mais forte que são os laços entre duas almas, por coerência de sentimentos uma com a outra.
    É norma comum, em todos os planos onde permanecem espíritos puros, conhecer os fundamentos da simpatia na sua profundidade, e exercitá-la em direção a todas as criaturas. É de bom alvitre observar a vida do Cristo, que despejava amor e simpatia divina sobre todas as coisas e todas as criaturas, a maneira com que as pessoas ficavam fascinadas com a sua presença superior. Os seus próprios inimigos ficavam tomados de interesse por Ele, mas esse interesse tornava-se em ódio, por não se igualarem ao Mestre. Era o orgulho ferido e o egoísmo em evidência.
    Para que possamos crescer no amor em todos os rumos da vida, o Evangelho nos ensina a perdoar aqueles que nos ofendem e caluniam. Divide-se o amor da Boa Nova em ramificações sem conta, para crescer a simpatia em todos os que nos cercam, força poderosa da alegria espiritual, desde quando as paixões sejam eliminadas do ambiente do coração.
    As afeições particulares, que na Terra se vê, são o começo do adestramento da luz interior procurando, com o progresso, avolumar-se para que a universalidade seja a realidade dos espíritos.
    Se já temos simpatia por alguém, não a desfaçamos por simples arranhões materiais e morais. Se porventura nosso irmão nos feriu, falemos bem dele quando oportuno, que desta forma poderemos ajudá-lo a compreender o ideal de Jesus para com a humanidade.
    Procuremos não deixar a sintonia de sentimentos entre nós e outra alma tornar-se em egoísmo. Se prender-se a esse acanhado círculo de amor de um para o outro, ela, a simpatia, é grandiosa, mas, quando se amplia ao infinito, visando o amor universal, ela é a presença do próprio Deus no coração.
    O homem do futuro, e pedimos ao Senhor que esse futuro não demore, vai presenciar, por aparelhos sensíveis, como atuam no organismo do ser que "ama" com interesse apenas em amar, os efeitos malignos do ódio, de inveja e do ciúme.
    Quando a própria ciência mostrar os distúrbios provocados pelas inferioridades, pelo amor apenas a si mesmos, os homens passarão a corrigir o que lhes faz mal. E nessa época, o ambiente favorecerá a verdadeira fraternidade, força capaz de levar a humanidade a planos superiores mesmo vivendo na Terra. A carência de afeto no mundo não é somente o sexo que vai preencher; ele se encontra em segundo plano, sendo necessário ao crescimento da prole e oportunidades para as reencarnações nesse plano de vida.
    A verdadeira carência do ser humano é mesmo do amor, dos laços de simpatia profunda que alimentam o espírito em todas as suas necessidades. O amor é alimento das almas, como muitos espíritos superiores já disseram. Verdadeiramente, o amor é a fonte de vida que conhecemos. João, o evangelista, disse uma frase imortal na literatura universal: Deus é Amor.
    E nós acrescentamos: Deus é muito mais que o Amor, pois, essa virtude foi criada por Ele. Deus é a totalidade de todas as essências de vida que conhecemos e das que desconhecem os sábios da espiritualidade.

Livro: Filosofia Espírita VI - João Nunes Maia - Miramez

26.2.14


Servidores de Jesus

Não fui cardeal, todos sabem disso.
Nunca, também, desejei ser cardeal. Estava a serviço de Jesus, nada mais. As titulações fazem parte dos objetivos terrenos da Igreja em atribuir mais responsabilidades aos seus seguidores internos.
Fui um padre, apenas isso.
Não ansiava chegar onde cheguei. Quando vesti a minha primeira batina queria somente era servir ao próximo. O caminho da vida me levou a ser mais que isso. Assumi novas responsabilidades dentro da Igreja, mas o Pai queria somente isto. E pronto.
O desejo de servir ao Cristo deve ser maior do que qualquer título religioso. Na verdade, nem se precisa ser um religioso oficial para estar nas fileiras de trabalho de Jesus.
Há mais mérito, creio, em ser um desconhecido para o mundo e ser coerente com os ensinamentos de Jesus do que ter títulos e não honrá-los a altura.
Servir era e é a minha missão, servir ao meu irmão de caminho.
Ora, é claro, que eu sabia que meu nome, diante da posição que ostentava, da amizade próxima ao Papa Paulo VI, era cogitado para receber uma denominação cardinalícia.
Sabia de tudo isso, mas não me preocupava com esta possibilidade. Fui padre e cumpri com as minhas obrigações, isto é tudo.
Agora, neste momento em que vejo o Papa Francisco nomear novos cardeais não posso deixar de me referir ao gesto nobre dele e do Papa emérito Bento XVI.
Que lição de humildade e fraternidade tivemos destes dois servidores de Jesus.
O que os liga não são os títulos ou posições. O que os une não é a Igreja de Roma que representam. O que os faz estar juntos e respeitarem-se é o propósito de servir a Jesus.
Este deve ser o lema de todo bom cristão.
“Se me amais, guardai os meus mandamentos”, lembra o Nosso Senhor Jesus Cristo.
Esta é a bandeira dos que abraçam a Jesus: cumprir os seus mandamentos.
E qual o mandamento maior?
Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
Amar. Amar. E amar.
Amar sempre e agora ainda mais.
Amar de verdade.
Amar sem alarde.
Amar por amar.
Eis o objetivo dos servidores de Jesus.
De Madre Teresa de Calcutá ao pastor Martin Luther King.
De João XXIII a Desmond Tutu.
De João Paulo II a Nélson Mandela.
De Bento XVI a Francisco.
Meu, seu, de todos nós.
Amar agora, amar sempre.
Helder Camara

25.2.14


DE FATO, ESPÍRITO E MÉDIUM NÃO SE PERTENCEM, MAS...

Concordo: espírito e médium não se pertencem!...
Não obstante, convenhamos, no exercício da mediunidade, tanto da parte do espírito quanto do médium, torna-se indispensável que haja o mínimo de critério e bom senso.
O espírito seja ele qual seja não pode se manifestar pelo médium que ele escolhe por instrumento, porque, sem o consentimento do médium, a mediunidade deixaria de ser mediunidade e passaria a ser obsessão.
O mesmo, seja ele qual for, se afirma em relação ao médium, que, sem a anuência do espírito, não deve pretender que ele se expresse por intermédio de suas faculdades, porque, assim sendo, a mediunidade deixa de ser mediunidade e passa a ser mistificação.
O espírito comunicante não concede a nenhum médium procuração a que ele legalmente o represente entre os homens, mas isto não significa que todo medianeiro, por mais bem intencionado se mostre, o possa fazer à revelia do morto...
Allan Kardec, estudando a questão da identidade dos espíritos, no capítulo XXIV de “O Livro dos Médiuns”, foi, como sempre, extremamente feliz nas considerações que lhe foram inspiradas pelos Espíritos da Codificação, ao afirmar que, em relação aos espíritos comunicantes, a sua “identidade absoluta é uma questão secundária e sem importância geral”... Contudo, se o espírito, muitas vezes, não liga importância à sua humana identidade, o mesmo parece não acontecer em relação a certos médiuns, que fazem questão do nome com que o desencarnado supostamente se lhes apresente.
Eu não me esqueço de que, certa vez, ao autografar um livro de sua coautoria mediúnica, o grande Chico Xavier simplesmente grafou:Cisco Xavier! Existem, na Terra e no Mais Além, muitos Franciscos e muitos Chicos, mas, evidentemente, um Chico convencido de que não passa de Cisco não é fácil encontrar em nenhum dos Dois Lados da Vida...
No que tange à minha apagada figura, que, renascida no berço terrestre, os meus pais, Jacinto e Maria, rotularam de Inácio Ferreira de Oliveira, sinceramente não sei qual o interesse mediúnico na intenção de se atribuir a mim a autoria de obra que, em verdade, não me pertence... Eu nunca fui e nunca serei um best-seller, facilitando, economicamente, a vida das Editoras!...
Sei que é inútil, porém, apelaria no sentido de que se evitasse tal constrangimento para a Doutrina, já às voltas com tantas improbidades da parte de quem, inconsequentemente, vive enfiando os pés pelas mãos.
Imagino, no entanto, que ter a identidade usurpada deve ser o meu carma, porque ainda não me deparei, por exemplo, com quem se interessasse em se apossar da identidade do meu amigo Odilon Fernandes, ou mesmo de nossa querida Maria Rodrigues Salvador, que, em nossos arraiais, se tornou mais conhecida pelo epíteto de “Domingas”.
- Dr. Inácio – disse-me, gracejando, o amigo e poeta Eurícledes Formiga –, o senhor está importante, hein?! Disputadíssimo! Na Terra, a não ser meus filhos e o nosso amigo comum, ninguém mais ambiciona assinar os meus versos... De bom grado, pertencente quase a uma espécie em extinção, eu cederia o meu nome a quem se atravesse a cometer algumas trovas e sonetos – nem que fossem de “pé quebrado”, e de “mão” também!...
No mais, vocês me perdoem, mas é confusão além da conta... Eu não sei –  todavia, a continuar neste ritmo, dentro em breve, sem nenhuma consulta prévia a quem de direito, não haverá um morto sequer do qual, sobre a Terra, certos médiuns, não queiram lhes opor o nome na capa de seus livros!...

INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 24 de Fevereiro de 2014.

24.2.14


A Eternidade Agora

A vida passa e jamais desaparece. O grande segredo da humanidade já foi revelado há muito tempo. Não deixamos de existir jamais. Continuaremos a existir mesmo depois da morte. Isto é fato, fato verdadeiríssimo, meus irmãos, e o que fazemos com esta informação grandiosa?
Simplesmente a ignoramos ou aproveitamo-la para o nosso próprio benefício?
Quem sabe que nunca morre tende a fazer outros planos para a vida. Não vai vivê-la mais, presume-se, de maneira irresponsável, sobretudo se sabe que tudo que produz tem consequências na eternidade do ser.
A noção de imortalidade, portanto, leva-nos a pensar melhor no futuro e principalmente no que fazemos no presente.
Não se pode mais, com este conhecimento, deixar tudo para depois, só porque sabe que terá um amanhã. Não. O que tem que ser feito hoje que se faça hoje, não depois, porque sempre haverá o que fazer de novo amanhã e as decisões do presente acarretam, positiva ou negativamente, na nossa vida.
Se há que fazer algo de importante que se faça já. Não se deve protelar aquilo que reclama ação imediata. A repercussão dos nossos atos é importante não apenas para nós, mas também para todos que nos rodeiam. A nossa vida é conectada com a dos outros, portanto, se você atrasar algo está também emperrando a vida dos demais.
As atitudes perante a vida são muito importantes. Há pessoas sem atitude na vida. Ficam inertes, quais lesmas que se arrastam lentamente. Arrastam-se pela vida e não andam no ritmo que a vida nos pede. A lesma faz seu papel no conjunto divino, mas você não é lesma, é gente, com duas pernas para se movimentar e uma mente para pensar. Aja, portanto.
A vida é assim, meus caros, exige movimento. Tudo é movimento. A própria eternidade nos exige movimento. Para tudo, ficar parado não presta. Mesmo na meditação há movimento. Há aparentes paradas, mesmo quando se interrompe algo com motivo justo há ali uma ação inteligente, provida, intrinsecamente, de movimento.
Cuide da sua eternidade hoje. Não deixe para amanhã as decisões imprescindíveis para sua evolução espiritual.
Os homens são assim. Foram feitos para o progresso divino e possuem, cada um, a sua cota de contribuição no grande projeto evolutivo do Pai.
Cabe a nós fazermos a nossa parte, agora e já.
Deus abençoe a todos!
Helder Camara 

23.2.14

O Melhor
Seu triunfo depende, exclusivamente, de você.
A vida retribui conforme recebe.
Há compensações em tudo.
O sol visita a flor e esta explode em perfume; a chuva refresca a terra e ei-la reverdescida, depois.
Dê a sua quota, mesmo que lhe pareça insignificante. Todavia, dando o máximo, você será compensado em paz e alegria, por haver feito o melhor.

Livro: Momentos de Decisão - Divaldo P Franco - Marco Prisco

22.2.14

NAS SOMBRAS DO CAMINHO

Não te deixes vencer pelo cansaço
Que, por vezes, te alcança em plena luta,
Ante o mal que te segue e te perscruta
Na estrada que permeias, passo a passo...

Que o desalento não encontre espaço
Em tu’alma sincera e resoluta,
Sempre fiel ao Bem que te recruta
A servir sem temores de fracasso.

Não consintas que ideias pessimistas,
Procurando fazer com que desistas,
Demorem-se contigo em tantos ais...

Cumpre o dever ainda que sozinho,
E acenderás nas sombras do caminho
A luz do Amor que não se apaga mais!...

Eurícledes Formiga
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã de sábado do dia 15 de Fevereiro de 2014, em Uberaba – MG).