4.5.25

Desperdício De Encarnações

Observando daqui, do Plano em que nos situamos, a movimentação dos espíritos que, em todo o mundo, descem à Terra, através da reencarnação, lamentamos o “desperdício” da oportunidade que, infelizmente, é quase generalizado, para o aprendizado que lhes seria possível realizar, caso estivessem um pouco mais despertos para as realidades que transcendem a sua existência no estreito ambiente em que passam a respirar.
Muitos, milhares, e poderíamos dizer milhões, quando retornam para cá de suas excursões no corpo físico, o fazem quase na mesma condição evolutiva em que se encontravam antes da “magna tentativa”, conforme escreve André Luiz no seu excelente “Nosso Lar”.
Poucos são os que, de fato, logram acrescentar algo de concreto ao seu currículo intelecto moral, dando significativo passo adiante nas sendas que todos devemos percorrer em busca de mais luz.
A esmagadora maioria vive uma vida que podemos rotular de “comum”, de vez que apenas e tão somente se horizontalizam, esquecidos de se verticalizarem, libertando-se um tanto dos grilhões que lhes são impostos no cenário onde a matéria se nos revela mais densa.
Infelizmente, nem mesmo as religiões, que deveriam conscientizá-los no referido tentame, cumprem com o seu papel, e, ao contrário, lhes alimentam expectativas ingênuas em torno da vida além da morte.
O Espiritismo, na revivescência do Cristianismo, parece lhes falar com uma linguagem que não se interessam por decifrar, quando, claro, se dispõem a ouvi-la, de vez que, na maioria das vezes, ignoram-na completamente, porque a verdade é que a Doutrina Espírita ainda carece de divulgação mais ampla entre os encarnados, como também entre inúmeros desencarnados de nossa convivência no além-túmulo.
O Espiritismo, sendo Fé Raciocinada, desapareceu da Europa e nem mesmo chegou a outros continentes, a não ser através de tímidos grupos que sobrevivem pelo heroísmo dos que os mantêm, não raro, em precário funcionamento.
Os espíritos encarnados, em geral, não querem as propostas do Espiritismo, porque este responsabiliza-os diretamente pelo que são e pelo que vierem a ser – preferem, após a sua existência no corpo, ainda sob o efeito do esquecimento do passado, que se prolonga até aqui, e alhures, o Céu, e até mesmo o sono do qual virão a despertar apenas no Dia do Juízo Final – não nos referindo àqueles que chegam a dizer que, ao que o Espiritismo preceitua sobre a evolução do espírito, preferem a tese materialista do “morreu, acabou”.
O torpor que toma conta do espírito em seu regresso ao corpo transitório, entretecido de matéria grosseira, é tão pesado que – temos que concordar – somente uma dor superlativa pode fazer com que ele se volte para a sua própria essência.
Lamentamos esse “desperdício” de tempo, embora saibamos que toda experiência vivenciada pelo espírito no corpo carnal, de certa maneira, não deixa de ser minimamente produtiva.
Realmente, podemos, metaforicamente, considerar o “mergulho” do espírito na carne com o pesado corpo adquirido sendo-lhe quase o “túmulo” em que ele verdadeiramente se encerra, e não a campa que abrigará os seus chamados restos mortais, no engenhoso processo do Criador para que a criatura, gradativamente, através do choque reencarnação-desencarnação-reencarnação, finalmente, venha a acordar, muitas vezes, de sua voluntária letargia.
INÁCIO FERREIRA -Blog Mediunidade na internet
Uberaba – MG, 3 de maio de 2025.

3.5.25

TERMOS JURÍDICOS INGLESES Dicionário jurídico a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Perguntas e Respostas

A estrada da Evolução,
Sendo longa, como encurto?
Pelo caminho do Amor,
Que, sem dúvida, é o mais curto.
Formiga
 
O que paz há de me dar,
Estando no Grande Além?
Eu ter me esforçado ao máximo,
Buscando fazer o bem.
Maria Modesto
 
Como não me complicar
Inda mais perante a Lei?
Quanto a mim, não sendo injusto;
Quanto a você, eu não sei.
Manoel Roberto
 
Estre estudar e servir,
O que devo escolher?
Transformar a fé em obras,
Além do própria dever.
Domingas
 
Se falatório é o meu fraco,
Como a fofoca ser pouca?
Com pimenta malagueta
Ardendo na tua boca.
Inácio Ferreira
 
Que conselho necessito
Ante a crítica, contudo?...
Prosseguindo a trabalhar,
Ficar cego, surdo e mudo.
Rufina
 
Espíritos Diversos/Baccelli - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
Lar Espírita “Pedro e Paulo”
Uberaba – MG, 26-4-25

2.5.25

O TEMPO Romance espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria

 


A Opção pelo Amor

Em tudo na vida é preciso amar.
Tudo que é feito precisa ser feito com amor.
O amor é o centro de tudo, sem ele tudo fica sem sentido, não há outra opção.
Os que teimam em operar coisas sem amor, podem ver, no final não dará certo. O que, porém, é feito com zelo, com cuidado, com esmero, isto tem amor, e vai ser vitorioso.
O amor sendo o centro de tudo opera milagres.
Quando alguém está doente, muito doente, sem muita esperança de melhora, então é aí que o amor aparece mais importante.
De início, pedimos a Deus pela nossa melhora. Depois, vemos os nossos que pedem a Deus por nós. Meus filhos, porque não pedimos pelo amor à própria vida, pelo simples fato de que queremos continuar na carne e sermos produtivos. Quando o amor se manifesta em nós mesmos, mesmo na condição de sobrevivência, já é amor, autoamor, amor por si mesmo, que é o básico que toda criatura deve ter por si.
O amor transforma tudo, faz tudo desaparecer e se mostrar com novos ares, uma verdadeira maravilha.
Já vi gente ranzinza, chata mesmo, daquelas que ninguém suporta estar presente, que um dia, sem ter nem para quê, se apaixonou, conheceu o amor verdadeiro, e aí, por força das circunstâncias, teve que se modificar por dentro para agradar a pessoa amada. É o amor transformador.
O amor também se dá quando a gente se apieda da condição do outro. Vemos o outro sofrer tanto que não queremos compartilhar a dor daquele jeito, então, pomos a orar, a pedir pela sua “absolvição”, pelo seu alívio, e o Pai que atende toda solicitação para o bem dá lá o seu jeitinho.
Quando pensamos no outro, quando saímos de nós mesmos em busca do outro, quando deixamos de ver para o nosso próprio umbigo, estão é sinal que estamos evoluindo. O mundo não é somente eu, começamos a pensar. Mais do que isso, começamos a perceber também que a nossa felicidade, aquela verdadeira, nos diz que eu só serei, de fato, feliz se eu ver igualmente a felicidade de meu irmão de caminho.
Esta solidariedade irrestrita, este gostar por si mesmo, nos levar espontaneamente ao encontro do Criador. É assim. completamo-nos à medida que saímos de nós e vamos ao encontro do outro, reflexo de Deus perto de nós. Na verdade, ao amarmos o nosso irmão de caminho estaremos, por tabela, amando o nosso próprio Pai.
É assim a maravilha do amor.
Amor de ação e não apenas de pregação. 
Amor de devoção e não apenas de simples emoção.
Amor de coração e não apenas de apelação.
Viva o amor e será bem mais feliz.
Helder Camara - Blog Novas Utopias

1.5.25

SETENTA VEZES SETE Livro evangélico espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

A Esperança bate à Porta

A ideia de República trazida há alguns séculos para o Brasil como grande solução para os problemas nacionais não vingou ainda. No cerne desta constatação está a ausência do pressuposto básico de sua instalação: a consciência geral da população de que tudo deve girar em torno do interesse público.
A ideia central do republicanismo é que o povo, entendido agora como ente público, deve funcionar como o beneficiário dos interesses de Estado, em qualquer esfera, para a promoção do bem social.
Esta ideia originária se perdeu no nosso País desde o seu nascedouro nos idos dos anos finais do século 19. O povo sequer sabia o que viria a ser uma república – e continua em plena ignorância, pois se soubesse, tenha a certeza, metade dos descalabros que passa seria evitado.
O que se pode concluir é que o desejo de república ainda se constitui num verdadeiro sonho dos seus idealizadores iniciais e as elites vigentes, que exercem o domínio das principais decisões do País, não têm o interesse de revivê-la.
Os motivos que animaram no passado ao esquecimento da implantação da obra maior são os mesmos que hoje animam aos seus antagonistas: o mando não pode ser do povo em geral, mas de alguns grupos que possam manipulá-lo na satisfação exclusiva de seus interesses.
O povo, que seria o maior beneficiado, continua à margem de tudo isso, embora as manifestações recentes de rua demonstrem que uma fagulha de consciência política começa a ser irradiada e que a nova geração parece estar disposta a mudar este status quo.
A ascensão de uma nova ordem já é fato. Pode ainda não exercer o protagonismo das decisões políticas, mas já há homens e mulheres gestados para mudar este País como de resto todo o planeta.
O tempo das incertezas não acabou. O momento das turbulências aumenta. A paz social, no entanto, é um horizonte desejado pela maioria das gentes.
O aspecto que levo em consideração é que as gerações novas possuem uma nova plataforma de pensamento e enxergam o mundo com lentes completamente diferentes daquelas que são utilizadas hoje pelos donos do poder.
Elas implantarão a alvorada nova do poder político. Começará a atuar no nível dos municípios, influenciando o poder local, mas igualmente se enfronharão nas principais camadas do poder central com ideias renovadoras e de alto impacto.
Tudo vai mudar, senhores, somente uma questão de tempo. Na essência de tudo isso está a ação da grande mente geradora da vida e da paz planetária, capitaneada de perto por Jesus de Nazaré e por um conjunto de irmãos responsável por diversas atividades planetárias.
A nova ordem que se instalará não apenas na política, mas em diversas outras áreas da sociedade, trará mudanças de concepção das coisas que, naturalmente, será rechaçada de imediato, mas que provocará reflexões que, pouco a pouco, germinarão no seio social.
Este é o nosso destino inevitável.
As notícias de corrupção darão lugar, em breve, ao exemplo de homens dignos de atos nobres.
As informações de incompetência na gestão pública darão espaço para os bem-feitos das lideranças comprometidas com o bem-estar da maioria da população.
Os desvios de toda ordem ficarão na memória como uma demonstração do repúdio aos deslizes de conduta moral para que não mais se repitam.
A nova geração já debate estas novas ideias em escolas públicas e particulares como gérmen daquilo que está por vir.
A esperança, meus senhores, bate à porta anunciando que o futuro já começou e convida a todos para fazer parte desta nova realidade social e política.
Bem-vindo ao admirável mundo da regeneração dos princípios e das mentes.
Avante com o progresso dos povos!
Joaquim Nabuco - Blog de Carlos Pereira