9.3.25

Bela Ignez

A quem serve o amor?
Diria dos meus olhos flamejantes situados hoje no Eterno que ele serve a Deus, pois foi Ele que o inventou para que tivéssemos uma noção do que Ele realmente era.
Mas o amor, diria vós, possui muitas faces, qual delas tu te referes?
Neste caso, ímpio que vos escreve vai expressar o amor de uma mulher.
Escolhi uma, lá de Trás-os-Montes, uma figura lindíssima pelo que me parece: a famosa e bela Inês.
Seus olhos transbordam vida e alegria.
Olhar para ela significa novamente ter vida e desejar abundantemente se deixar levar por aquelas luzes a abraçar-me.
Seu sorriso traz-me a calma das manhãs de domingo.
Aquele sono tranquilo sem hora para se acordar.
Seu corpo de mulher faz-me tremer a alma.
Uma perfeição em forma de gente, graciosa, fêmea audaz.
Nele me perderei quantas vezes forem necessárias ao longo da eternidade, pois, assim fazendo, estarei, não envolvido ao caos sem fim, mas a felicidade sem precedentes.
Abraça-me, bela Ignez!
Faça-me escravo dos teus caprichos.
Reprova meus atos de admiração sem comiseração.
Deita, bela Ignez!
Quero me encontrar no teu corpo febril para curar todas as minhas enfermidades da alma.
Beija-me, bela Ignez!
Sou teu eterno namorado e quando em mim fincas, fico demasiadamente extasiado com a tua beleza inesgotável e intraduzível.
Ah! Minha bela Ignez!, na ventura dos dias, sei que um dia vou partir, mas minha vida teve começo quando te conheci e, partir daí, jamais deixarei de existir.
Serei eternamente teu, minha mulher e amada, pois que o amor se fez quando te conheci.
Se antes a noite cobria meus sonhos, desde então somente o sol brilha sobre Minh 'alma.
Quanto devo a ti, mais bela das mulheres!
Quanto sou grato aos Céus por poder admirar-te hoje e sempre!
Quanta alegria invade meu ser simplesmente por ver-te passar.
É em ti que eu me realizo.
É em contemplar-te que me sinto mais eu.
É em amar-te que minha vida se faz completa.
Bela Ignez!
Bocage

Após minhas rotineiras psicografias dos sábados pela manhã, já a fechar "as portas psíquicas", eis que me chega uma presença a querer se expressar.
Perguntei quem era. Falou-me que diria após a escrita. E se pôs a escrever o texto acima.
Ao final, pede-me para recorrer a pesquisa sobre poeta português no Google. Quando vejo as fotos, ele me pontua: "Sou este aqui". Era Manuel Maria Barbosa du Bocage (Portugal, 1765 - 1805).
Publico seu texto e deixo novamente para sua análise para aceitá-lo ou não como do autor referido.
Na linha do poema, lembrei-me do "Romance da Bela Inês", música de autoria de Alceu Valença. Há certa semelhança na apologia à mulher, justo no dia que se reserva para comemorar seu dia. Creio que não seria simples coincidência.
Carlos Pereira - Blog de Carlos Pereira.

8.3.25

O REPORTER DO OUTRO MUNDO Reportagens espíritas a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Materno Coração
 
Senhora, das Alturas Estelares,
De Vosso trono de celestes brilhos,
Derramai sobre nós, os Vossos filhos,
A luz de Vossas bênçãos tutelares...
 
Somos almas carentes - aos milhares! -,
Presas ainda a humanos empecilhos,
Ansiando novos rumos, novos trilhos,
Com saudades da paz de Excelsos Lares...
 
Das furnas de sombrias alamedas,
Conduzi nossos passos nas veredas
Do Vosso imenso amor, almo e fecundo... 
 
Perante o mal que nos parece eterno, 
Somente em Vosso coração materno,
Pode haver Esperança para o mundo!...
 
Bittencourt Sampaio - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita "Pedro e Paulo" - Casa de Barnabé -, na manhã de domingo do dia 11 de maio de 1995, em UBERABA - MG). 

7.3.25

PRÁTICA MEDIÚNICA Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Estado de Alerta

O que você sabe sobre a História?
O que te contam será verdade ou apenas um pedaço do que aconteceu?
Tudo isso que sabemos realmente ocorreu?
Bem, a verdade dos fatos, como eles se passaram, poucos sabem de verdade, mas podemos dizer que o esforço dos historiadores tem a sua serventia. Ao descobrirmos a história da humanidade ao longo dos tempos, temos uma noção do ritmo das coisas. O que avançamos, o que recuamos. As conquistas e vitórias, os retrocessos e as guerras. Tudo é história e tudo possui uma lição a aprender.
Nos dias atuais, vivemos momentos de tensão. De um lado, países se juntam para manterem a hegemonia do planeta sob a liderança dos Estados Unidos da América. De outro, bem confuso, estão os países da periferia do planeta, sem liderança específica. O chamado bloco muçulmano quer ter certo protagonismo mundial, mas fica sendo mais conhecido pela violência arrebatadora, pelo medo de uma catástrofe nuclear, do que propriamente por se vislumbrar uma liderança financeira ou tecnológica. Por outro lado, temos os países em ascensão. Destaca-se, desse modo, a gigante China. Fala-se do Brasil, da Rússia e da Índia, como outros coadjuvantes, mas expressam-se mais pela dimensão territorial do que pela competência tecnológica que hoje importa no planeta.
Toda esta minha análise econômica, de certa forma, é para constatar que o momento é de perigo para a humanidade. Foi numa situação sem muita definição como esta que ascenderam líderes como Hitler e Mussolini, por exemplo, que detonaram uma guerra mundial de enormes proporções e consequências. O que chamo a atenção é o ambiente fértil que se configura para o eclodir de outra crise mundial de grande magnitude.
Não quero aqui fazer qualquer alerta alarmista ou pregar certo terrorismo espiritual, nada disso, o que quero chamar a reflexão é que este vazio existencial que passa o planeta é ambiente propício para termos surpresas desagradáveis.
Temos que estar com ouvidos de atenção e de olhos bem abertos. Parcerias de países desta periferia do planeta com algum país com instrumental bélico pode levar o planeta a um estado preocupante.
A bandeira do imperialismo ainda tremula para muitos povos, principalmente os mais pobres e sem muita tradição cultural para a paz. De certa forma, brota a ideia em alguns lugares da perseguição ocidental contra o mundo oriental ou fatias dele. Isto é que é preocupante. Parte-se de um pressuposto falso ou mesmo cambaleante para se aglutinar forças e mobilizar um ódio coletivo cujas armas podem causar grande dano.
Os atentados terroristas deram certa trégua, o que é bom, mas este silêncio é perigoso. As forças do mal não ficam de braços cruzados e pode ser que a qualquer momento queiram mostrar as suas garras.
Um mundo de paz é construção conjunta e deve ser alimentado todos os dias por pessoas e nações. Gestos de aproximação, atitudes de colaboração e outras iniciativas no bem são sempre benvindas.
Construamos a paz diariamente e nos esforcemos em vibrar para um planeta melhor em nossas preces. A força do bem é irresistível, mas cada um deve fazer a sua parte.
Em paz com Jesus Cristo!
Helder Camara - Blog Novas Utopias.

6.3.25

A BUSCA DO MELHOR Livro de filosofia espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Comentário Questão 765 do Livro dos Espíritos

NÃO MATARÁS
 
O "não matarás" é lei divina, que brilha entre os homens desde épocas recuadas, para que possa fazer parte da própria vida dos homens. Existem muitas modalidades de matar, e a alma deve observar a palavra de Deus, pelos seus semelhantes, começando a respeitar primeiro seus irmãos, para depois passar a outras escalas, de acordo com o crescimento espiritual das criaturas.
Quem mata, morre; o sistema de morte do nível da humanidade é doloroso, porque as criaturas vivem matando em todas as modalidades. A morte está sendo transformada e deverá alcançar um plano maior, transformando-se em vida, em esplendor de alegria e de paz em plena consciência. A impressão de sofrimento que a morte do corpo dá, é pela consciência culpada de muitos atos indignos.
Esperemos que dentro do terceiro milênio a vida seja transformada das trevas para a luz, da luz para Deus mais presente no coração da alma. O homem vai deixar de tomar o lugar de Deus na execução da justiça. Ele vai amar e servir; ele vai instruir e educar, aprendendo e ensinando. Ele não é Deus; o homem é filho de Deus, tendo em Jesus o Guia de todos os seres humanos que estagiam na Terra.
O significado do mandamento se diversifica em todos os rumos: não matar o próprio corpo, não matar o tempo que Deus nos deu, não matar os pensamentos bons, não matar a palavra edificante, não matar a força e a vida da natureza em todos os seus reinos.
Os caminhos para respeitar a vida são inúmeros, e devem ser respeitados pelos homens, para que esses homens tenham paz. Enquanto a criatura não ajudar, não servir, não amar a todos e a tudo, não encontrará a paz de consciência.
Não podemos esquecer o Evangelho nos nossos escritos, porque ele nos dá força de entendimento em todos os rumos da inteligência. Vejamos o que se encontra em Atos dos Apóstolos:
Os discípulos, porém, transbordaram de alegria e do Espírito Santo. (Atos, 13:52)
Essa visita da alegria e do Espírito Santo foi pelo respeito mais profundo das leis de Deus ensinadas por Jesus a Seus companheiros. O ministério estava em plena harmonia, o amor era o grande móvel, manifestado em todos os corações. Os discípulos, pelo conhecimento com Jesus, não mais mataram e, sim, passavam em todos os lugares dando vida, animando os sofredores, dando pão a quem tinha fome, vestindo os nus e, desse modo, sendo bem-aventurados em todos os seguimentos da vida. Eles compreenderam o que é amar e o que é amor.
Aplicar a morte física nos outros é um crime, principalmente quando é aplicada em nome d'Aquele que somente dá a vida: Deus. A humanidade se encontra em um caldeirão de lutas de todos os tipos. A inferioridade campeia em todos os quadrantes da Terra e parece que o mundo se encontra desabando em uma calamidade universal, muito pior do que o próprio dilúvio. No entanto, nem o mundo, nem a humanidade estão piorando; pelo contrário, isso é indício de melhora breve, todavia, os verdadeiros sinais de mudança se encontram em dores, desesperos e infortúnios sem conta. Ainda assim, a lei se irradia, e com mais expressão visível.
Não matarás!... Não matarás!... para que a ilusão da morte desapareça para sempre e passe a reinar somente a vida, a vida eterna. Resta-nos, encarnados e desencarnados, colher a soma de tudo, de todos os acontecimentos, guardá-la na intimidade da vida, convidar a Cristo para a intimidade do coração na presença de Deus, para o grande banquete que se chama tranquilidade imperturbável da consciência e felicidade sem fim para todas as almas redimidas, em se despertando todos os dons de luz na expressão de paz. Então o "não matarás" não precisará ser dito nunca mais, por não precisarem dessa advertência as almas que herdarem a Terra.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez
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