5.12.24

CIÊNCIAS COMBINADAS

80 -As chamadas ciências combinadas, entre as quais a História, a Geologia e a Geografia, surgiram no mundo tão-só pelo esforço dos Espíritos aqui encarnados?
-Indiretamente, as criaturas humanas têm recebido, em todas as épocas, a cooperação do plano espiritual para a edificação dos seus valores mais legítimos.
As chamadas ciências combinadas são expressões do mesmo quadro de conhecimentos humanos, com igual convergência para a sabedoria integral, no plano infinito.
A História, como a conheceis, não é uma estatística dos acontecimentos do planeta através das palavras?
Todas elas são processos evolutivos para os valores intelectuais do homem, a caminho das conquistas definitivas de sua personalidade imortal.
81 -Nos planos espirituais a história das civilizações terrestres é conhecida nas mesmas características em que a conhecemos através dos narradores humanos?
-A descrição dos fatos é aproximadamente a mesma; todavia, os métodos de apreciação dos acontecimentos e das situações divergem de maneira quase absoluta.
Muitas vezes os heróis nos livros da Terra são entidades misérrimas na esfera espiritual. Verifica-se, então, o contrário. Conhecemos Espíritos altíssimos que vieram do mundo cobertos de virtudes gloriosas, e que não constam de nenhuma lembrança da Humanidade. Os altares e as galerias patrióticas da Terra foram sempre comprometidos pela política rasteira das paixões. Poucos heróis do planeta fazem jus a esse título no mundo da verdade.
É por essa razão que a história do orbe sendo exata, no concernente à descrição e à cronologia, é ilegítima no que se refere à justiça e à sinceridade.
82 - Os falsos julgamentos da História agravam a situação dos que se desprendem do mundo, na qualidade de heróis, sem que o sejam?
-As exéquias solenes, os necrológios brilhantes, os pomposos adjetivos que se concedem aos "mortos", em troca do ouro da posição convencional que deixaram, afligem os que partiram pela morte, de maneira intraduzível. Penosa situação de angústia se estabelece para esses Espíritos sofredores e perturbados, que se envergonham de si mesmos, experimentando a mais funda repugnância pelas homenagens recebidas.
Cessada essa fase do julgamento insincero do mundo, freqüentemente se poderá observar a incoerência dos homens.
O "antigo herói" volta ao orbe com as vestes do mendigo ou do proletário rude, aprendendo nas lágrimas silenciosas a compor os cânticos do dever e do trabalho santificantes; todavia, ninguém o vê, porque, na história do mundo, em todos os tempos, o homem sempre incensou a tirania e raramente fixou o olhar inquieto na flor carinhosa e humilde da virtude.
83 -É o historiador responsável pelos juízos falsos da História?
-Considerando-se que cada Espírito, encarnado tem sua tarefa especial nesse ou naquele setor evolutivo, os historiadores que se deixam mergulhar no interesse econômico das sinecuras políticas; embriagados pelo vinho da mediocridade; responderão além-túmulo pela exploração comercial da inteligência que hajam praticado na Terra, adulterando a justiça e o direito, evitando a verdade, ou fornecendo mentiras ao espírito confiante dos pósteros.
Livro: "O Consolador" - Espírito: Emmanuel - Médium: Francisco Cândido Xavier 

4.12.24

NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE Gravação do Estudo detalhado do livro Cap. 27 – MEDIUNIDADE TRANSVIADA




POVOS PRIMITIVOS

Comentário Questão 753 do Livro dos Espíritos

A atrocidade está mais ligada aos povos primitivos, porque de certa forma a civilização começa a educar os homens em muitos aspectos. O progresso vem de Deus, e nele o Senhor faz vibrar algo mais de amor, de modo que no avançar dos povos eles deverão encontrar a necessidade de viver bem com os seus irmãos em caminho.
Nos povos primitivos, a matéria é mais bruta, e o Espírito, estando nas primeiras vivências na Terra, ainda não se capacitou no seu domínio. Ele vive sob a égide dos instintos. O tempo é que lhe dará a força para amaciar, se esse for o termo, as próprias faculdades inerentes à matéria. Se o Espírito precisa da matéria para crescer, para despertar seus valores, a matéria, igualmente, precisa do Espírito para se intelectualizar, enfim, para despertar no aglomerado de energias os dons que Deus lhe deu, igualmente.
Matéria e Espírito se confundem no raciocínio que busca a verdade. Na verdade sabemos que tudo vem de Deus. Assim, o bárbaro o é não por sua culpa, mas porque está agindo segundo a lei da evolução, que atua nele e fora dele. São caminhos que ele deve trilhar para despertar, tendo oportunidade de trabalhar dentro de si e conquistar seus próprios valores.
A Doutrina Espírita deixa para os homens aberturas sem fim, para que possam entender as leis de Deus. Ninguém é culpado da ferocidade dos animais, nem eles mesmos. É característica deles, para seguirem a mesma linha que o progresso lhes traçar. É o seu modo de ser, e depois que eles mudam de feição, pelos processos evolutivos, ganhando o estágio do homem, levam consigo alguma coisa do que foram anteriormente.
Precisamos ter olhos para ver as coisas de Deus na sua devida harmonia. Se o Espírito foi criado simples e ignorante, o seu despertar lhe custa caro; ele passa por porfiadas experiências, e em cada uma delas sofre as consequências do que elas apresentam, mostrando à alma que deve lutar para vencer as qualidades inferiores e adquirir a plenitude da vida, que é o amor. A ferocidade da alma é condição da sua imaturidade, e o tempo vai lhe mostrar o esforço próprio como prêmio da conquista de evolução.
Deus nada faz errado. Os povos primitivos não ficarão eternamente neste estágio: eles avançam, como os demais, para a angelitude. Verdadeiramente, o Senhor não tem pressa, mas não para de nos instruir em todos os rumos da vida.
O ser humano tirânico é amostra que se encontra na retaguarda. Ainda que tenha nascido em plena civilização, ele ainda não absorveu as qualidades que a educação proporciona. Jesus está vendo tudo e, pacientemente, derrama sobre todas as criaturas o Seu amor em diversas formas, de modo que todos compreendam e respirem essa virtude singular.
Comparando os corpos do primitivo homem com o corpo do homem de hoje, civilizado, as diferenças são enormes, no seu modo de ser. No primeiro, a matéria domina; no segundo, o Espírito dirige, ganhando qualidades na ponderação que o progresso determina.
É por essa razão que não podemos condenar ninguém, mas procurar ajudar todos aqueles que estiverem em nosso caminho e que temos condições de amar, porque todos passamos pelos mesmos caminhos da chamada brutalidade, pelos mesmos erros e distorções.
Vejamos o que Jesus disse à mulher adúltera, que João anotou, no capítulo oito, versículo onze:
Respondeu ela: Ninguém, Senhor.
Então lhe disse Jesus: Nem eu tão pouco te condeno; vai e não peques mais.
Jesus sabe que todos que se encontram na Terra para se educar cometem faltas. Agradecemos ao Mestre por nos revelar essa verdade e nos ajudar a compreender mais de perto essa filosofia divina do amor.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez
Livro a venda na LER Livros Revistas Papelaria.

2.12.24

Chico Xavier, o Obreiro - Castro Alves, o Apóstolo


 

Nos Domínios da Mediunidade

Cremos que vale a pena recordar aos nossos irmãos e irmãs internautas o que Emmanuel, profeticamente, escreveu no prefácio do livro “Nos Domínios da Mediunidade”, em 3 de outubro de 1954:
 
“E, desde o último quartel do século passado, a Terra se converteu num reino de ondas e raios, correntes e vibrações.
A eletricidade e o magnetismo, o movimento e a atração palpitam em tudo.
O estudo dos raios cósmicos evidencia as fantásticas energias espalhadas no Universo, provendo os físicos de poderosíssimos instrumentos para a investigação dos fenômenos atômicos e subatômicos.
Bohrs, Planck, Einstein erigem novas e grandiosas concepções.
O veículo carnal agora não é mais que um turbilhão eletrônico regido pela consciência.
Cada corpo tangível é um feixe de energia concentrada. A matéria é transformada em energia, e esta desaparece para dar lugar à matéria.
Químicos e físicos, geômetras e matemáticos, erguidos à condição de investigadores da verdade são hoje, sem o desejarem, sacerdotes do Espírito, porque, como consequência de seus porfiados estudos, o materialismo e o ateísmo serão compelidos a desaparecer, por falta de matéria, a base que lhes assegurava as especulações negativistas.
Os laboratórios são templos em que a inteligência é concitada ao serviço de Deus, e, ainda mesmo quando a cerebração se perverte, transitoriamente subornada pela hegemonia política, geradora de guerras, o progresso da Ciência, como conquista divina, permanece na exaltação do bem, rumo a glorioso porvir.
O futuro pertence ao Espírito!”
O prefácio de Emmanuel, escrito há 70 anos, por si só, vale todo o livro.
Percebemos, inclusive, que as verdades espíritas, a pouco e pouco, estão “escapando” ao domínio daqueles que, talvez, as quisessem possuir para lhes dar algum poder no campo do conhecimento da Verdade.
Kardec, antevendo tudo o que haveria de acontecer, escreveu que “o Espiritismo há de ser científico, ou não sobreviverá”. E não sobreviveria não apenas ante o avanço vertiginoso da Ciência, mas, principalmente, aos que anseiam por detê-lo em indesejável sectarismo.
A herança espírita, se é que assim podemos nos expressar, será tão somente o tesouro de ser o guardião do Evangelho, ou seja, de restaurar o Evangelho do Cristo, o que, convenhamos, por essencial, já significa tudo.
Os espíritas que, infelizmente, ainda trazem consigo o dogmatismo secular, haurido em suas experiências religiosas do passado, estão e serão, cada vez mais, ultrapassados.
No mundo todo, surgem cientistas, a cada dia, pesquisando a Imortalidade e a Reencarnação, a Lei de Causa e Efeito e a vida em outras Dimensões. Temos, na bibliografia mundial, dezenas e dezenas de livros, que podem ser considerados mais espíritas que alguns volumes escritos e editados sob a chancela do Espiritismo.
Permaneçamos, assim, tranquilos, porque, como também escreveu Kardec, sendo “a Ciência do Infinito”, o Espiritismo há de deixar no limitado todos os que não ampliarem os horizontes de seu pensamento e do seu coração.
 
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 1 de dezembro de 2024.

1.12.24

NOSSO LAR Gravação do Estudo detalhado do livro Cap. 7 – EXPLICAÇÕES DE LÍSIAS


 

LIV – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO LIBERTAÇÃO – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

Na sequência, Gúbio tece considerações importantes sobre a condição geral dos espíritos fora do corpo, ou seja, desencarnados:

- (...) Desfazer-se alguém do veículo de carne não é iniciar-se na divindade. Há bilhões de espíritos em evolução que rodeiam os homens encarnados, em todos os círculos de luta, muito inferiores, em alguns casos a eles mesmos e que, facilmente, se convertem em instrumentos passivos de seus desejos e paixões. Daí, o imperativo de muita capacidade de sublimação para quantos se consagram ao intercâmbio entre os dois mundos, porque, se a virtude e transmissível, os males são epidêmicos.

Sem dúvida, as palavras acima VALEM O LIVRO.

“Há bilhões de espíritos...” – Quantos seriam?! Acaso os nossos irmãos e irmãs internautas já pensaram no assunto?! A Terra, hoje, com mais de sete bilhões de encarnados! A questão mediúnica, sem dúvida, carece de ser reexaminada pelos estudiosos e pelos espíritas em geral, porque, repetimos o que já dissemos alhures, não basta o nome desse ou daquele espírito na capa de um livro ou assumindo a autoria de qualquer comunicado para referendá-lo moralmente – tampouco, neste sentido, o nome de um espírito encarnado que se projetou nos meios doutrinários, valendo-se de métodos escusos, e pouco, ou melhor, muito pouco recomendáveis em seus labores, até de décadas...

*

Em desdobramento, o psiquista, dialogando com o espírito que o assessorara, é convencido por ele de que o caso de Margarida não era de ordem espiritual, mas, sim, orgânica.

Disse-lhe:

- Não, não, isto não! Esclareça a problema. O enigma é de medicina comum. Sistema nervoso em frangalhos. Esta senhora é candidata aos choques da casa de saúde. Nada mais.

O psiquista, em vão, ainda tenta algo, sensibilizado com a situação da infeliz consulente.

O fenômeno mediúnico era autêntico, todavia, Gúbio esclarece:

- (...) os companheiros de ideal cristão, corporificados na Crosta da Terra, vão compreendendo agora que o fenômeno em si é tão rebelde quanto o rio encachoeirado que rola a esmo, sem comportas, sem disciplina. Jamais endossaremos um Espiritismo um Espiritismo dogmático e intolerante.

Vale a repetição, evidentemente, a quem tenha ouvidos de ouvir, de vez que muitos espíritas andam moucos faz um tempão: “JAMAIS ENSOSSAREMOS UM ESPIRITISMO DOGMÁTICO E INTOLERANTE.” E o dogmatismo e intolerâncias espíritas chegaram às raias do absurdo na atualidade do pobre Movimento, distorcido pela vaidade de seus pretensos líderes, com o endosso de Instituições tomadas de assalto pelas trevas.

*

No final do parágrafo, Gúbio arremata com mestria:

- É por esta razão que pugnamos pelo Espiritismo com Jesus, única fórmula de não nos perdermos em ruinosa aventura.

E, de fato, a aventura do Movimento, até a presente data, tem sido ruinosa, e poderá vir a ser muito mais ainda, principalmente com a “neutralidade” dos espíritas “taipeiros”, ou, para os que não estão afetos à linguagem caipira, dos espíritas acostumados a ficar “em cima do muro”...

*

Gabriel, o esposo de Margarida, recebe do psiquista a orientação de que deve conduzi-la, ou dar prosseguimento ao tratamento psiquiátrico que a consumia aos poucos.

Saldanha, o representante das trevas (Gregório) festejou a vitória, abraçando os cooperadores e exortando-os:

- Vamos amigos! Quem começa a vingança dever marchar seguro até ao fim.

*

Inútil, porém. Simples questão de pouco mais ou pouco menos de tempo, porquanto, na Terra quanto no Além, as trevas jamais triunfarão sobre a luz.


INÁCIO FERREIRA – Blog Mediunidade na Internet

Veja também a Gravação do Estudo Detalhado do livro LIBERTAÇÂO

feito por nós na terça feira às 20h. pelo Skype

Francisco Cândido Xavier (autor)

André Luiz (espírito)

https://youtu.be/zdKQ55-equQ?list=PLJUZisvOqWSPrzDjdw6f9NSTmILB0O3rp