5.5.24

XXXI – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO LIBERTAÇÃO – ANDRÉ LUIZ - CHICO XAVIER

Comentando o fenômeno de “licantropia”, a que tivera oportunidade de presenciar, envolvendo pobre espírito de uma mulher, André perguntou a Gúbio se ela permaneceria no “aviltamento da forma”...
Sintetizando a resposta do Instrutor, transcrevemos: “Tudo, André, em casos como este se resume a problema de sintonia. Onde colocamos o pensamento, aí se nos desenvolverá a própria vida.”
Caberia àquela entidade feminina movimentar-se interiormente, a fim de conseguir libertar-se da hipnose, a que, com base na consciência culpada, ela fora induzida.
*
Vejamos agora que intrigante.
O “magistrado” anunciou, em seguida, que Espíritos Seletores haveriam de se materializar naquele ambiente! – em meio àquele verdadeiro “tribunal” montado além da morte... Uma pergunta se nos impõe, tomando a liberdade de transferi-la para os nossos internautas: - De onde procederiam tais “Espíritos Seletores”, que haveriam de se materializar na cidade dos gregorianos?!
Conta André: “E pouco a pouco, diante de nossos olhos assombrados, três entidades tomaram forma perfeitamente humana...”
Que entidades seriam essas, cuja autoridade era acatada, inclusive, pelos “magistrados” que efetuavam o julgamento daquelas almas que não atinavam com as realidades profundas da Vida de além-túmulo?!
O próprio autor espiritual de “Libertação” diz: “Ainda não sei de que recôndita organização provinham tais funcionários espirituais; no entanto, reparei que o chefe da expedição tríplice mostrava infinita melancolia na tela fisionômica.”
Com certeza, digo-lhes, de minha parte, que não provinham das Altas Esferas – possivelmente, haviam atravessado as fronteiras de alguma Dimensão paralela onde se reuniam, e se reúnem, com as suas organizações religiosas, que insistem em manter, arrebanhando almas ao seu modo de “pensar” a Criação Divina.
*
Os espíritos que estavam ali sendo “julgados”, com certeza, caso considerados culpados, seriam condenados a expiações semelhantes àquelas nas quais haviam acreditado, ou fingido acreditar, quando encarnados.
Tudo induz o leitor atento a admitir que, naquela “cidade estranha”, estava sendo protagonizado um “julgamento” de acordo com o sistema teológico da Igreja Católica – aquelas entidades esperavam, naquele arremedo de “Purgatório”, a sua liberação para o “Céu”, ou a sua condenação ao “Inferno”...
Notemos o poder extraordinário da mente, que organiza para si, além da morte, o cenário em que há de continuar vivendo, iludindo-se para desiludir-se só Deus sabe quando...
*
Vale ressaltar que os “Espíritos Seletores” portavam um aparelho – “um captador de ondas mentais” –, uma espécie de avançado “detector de mentiras”, que colocava à mostra os pensamentos e as intenções dos espíritos sob exame – a aura daquelas entidades registrava a condição de cada uma delas, como se lhes “radiografando” as emoções.
Tais aparelhos haverão, sim, sem demora, de aparecerem na Crosta, servindo como auxiliares na identificação íntima dos encarnados.
No livro “Nos Domínios da Mediunidade”, André Luiz a eles se refere com o nome de “psicoscópio”.
INÁCIO FERREIRA – Blog Mediunidade na Internet
Veja também a Gravação do Estudo Detalhado do livro LIBERTAÇÂO
feito toda terça feira às 20h. pelo Skype
Francisco Cândido Xavier (autor)
André Luiz (espírito)
https://youtu.be/zdKQ55-equQ?list=PLJUZisvOqWSPrzDjdw6f9NSTmILB0O3rp

4.5.24

Preparando a volta


 

Obrigado, Senhor

Obrigado, Senhor,
Porque me levantaste do chão de meus próprios erros,
Aceitando-me como sou;
Porque me subtraíste ao abismo, quando tudo levava a crer que não resistiria ao assédio da tentação;
Porque me acolheste, quando todos me deixaram; Porque me abriste os olhos para o Bem, quando o mal procurava iludir-me;
Porque acreditaste em mim, quando ninguém me supunha capaz de vencer...
Obrigado, Senhor,
Porque, apesar das imperfeições que ainda me assinalam, já posso socorrer os doentes,
Ouvir os que se lamentam,
E consolar os que choram,
Partilhando com eles o júbilo da esperança que me aquece o coração eternamente reconhecido!
Obrigado, Senhor,
Porque, em meio às sombras espessas do caminho, já consigo vislumbrar,
Ao longe,
Sob os auspícios da Tua paz e da Tua infinita misericórdia,
A luz que anuncia à vida o despertar de um novo dia, para todos aqueles que Te amam e que Te servem no mundo...
Obrigado, Senhor!...
Alexandre de Jesus - Blog Espiritismo em Prosa e Verso

2.5.24

Jesus Cristo a Luz do Mundo


 

ADONDE QUE VÉVE OS MORTOS

 DE "ADONDE QUE VÉVE OS MORTOS"...
- Dr. Inácio, alguns amigos dizem que se o senhor não fosse tão crítico em seus livros, eles poderiam vender bem mais do que vendem...
- Talvez, sim, pudessem vender mais do que vendem, mas, então, eu estaria vendendo com eles a minha própria consciência.
- Se, porventura, algo pudesse retificar em algum dos livros que, até o presente, o senhor escreveu e publicou, retificaria?...
- Nada, nem uma vírgula! A minha convicção em tudo o que escrevi é sempre, a cada dia, maior.
- Sequer abrandaria o seu estilo?...
- Mais ainda?! Caso viesse a fazê-lo, viraria "maria-mole"... Aliás, como doce, é muito gostoso, mas como estilo literário...
- A campanha contra os seus livros tem sido acirrada...
- A verdade sempre incomoda os... acomodados! Lamento o incomodo! Desculpem o mau jeito... na coluna dorsal de seu personalismo!...
- O senhor é proibido em muitas livrarias...
- Se algo eles tivessem escrito, teriam feito o mesmo com Sócrates e Jesus Cristo - portanto, estou em muito boa companhia, você não acha?! A um deram uma taça de cicuta, e ao Outro deram uma cruz... A mim, por enquanto, apenas censura - não mereci mais do que isto!...
- Dizem que o senhor é um espírito baixo...
- De fato, mas como é que um espírito tão baixo quanto sou pode perturbar a quem se coloca em patamar tão elevado?! Desconfio, portanto, que essa turma está no mesmo nível em que me encontro, ou seja: ao rés do chão, e...  comendo pó!...
- O senhor sempre foi assim? Quer dizer: quando encarnado, o senhor era exatamente assim?...
- Eu vou pedir a Dorival Caymmi alguns de seus versos emprestados: "Eu nasci assim/ Eu cresci assim/ Eu sou mesmo assim/ Vou ser sempre assim..."
- Dizem que, quando encarnado, o seu estilo literário era outro...
- De fato. Acho que estou melhorando... Segundo o meu amigo revisor, Prof. Fausto De Vito, apenas continuo cometendo os mesmos erros de Português! Realmente, estou precisando estudar...
- O senhor se comunicaria por outro médium?
- Não tenha nada contra, não, mas, cá entre nós, eu custei amansar este cavalo... Agora que ele está manso de coçar, cheio de cicatrizes das esporadas que levou, e só relincha para me cumprimentar quando chego para subir em seu lombo e me deixar cavalgar como quero...
- Dizem que os seus livros são muito apreciados na Umbanda...
- Oxalá, meu Pai! Se eu souber que vou contrariar um pessoal aí, essa gente do Elitismo, eu arranjo um bengala, acendo um cachimbo, pego uma dor na lombar, me curvo em 45 graus, sento num banquinho e aprendo a falar mizifio...
- Outros dizem que o senhor é um "câncer" no Espiritismo...
- Sim, eu dou muitas metástases! Além do mais, sendo do mês de julho, o meu signo é de Câncer... Dizia o já mais que desencarnado Omar Cardoso, que uma das qualidades do canceriano é a tenacidade! Talvez, no meu caso, seja mera coincidência...
- O que o senhor escreve é supervisionado pelo Dr. Odilon Fernandes, Irmão José, ou outro espírito?...
- Todos esses são muito bons amigos, dos quais, sinceramente, eu não sou digno de desatar as sandálias, mas quem me supervisiona é Jesus Cristo! O dia em que Ele me vetar, eu estou vetado! Enquanto isto não acontecer, sinto, mas muita gente vai ter que me aguentar!...
- Suas considerações finais.
- Em minhas considerações finais, vou evocar o espírito do grande humorista Chico Anysio: - "Eu sou aquele que vem do aquém do além, adonde que véve os mortos! Tomou, papudo? Não creu neu, se finouce. Minha vingança será malígrina!..."
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet

1.5.24

ENTRE A TERRA E O CÉU Cap.34 – EM TAREFA DE SOCORRO.

 


INSTINTO DE CONSERVAÇÃO

Comentário Questão 730 do Livro dos Espíritos
 
O medo da morte, comum aos homens, é uma proteção para que eles não venham a sair da Terra antes do tempo, onde alguns deles poderiam, com desespero, fugir ao instinto de conservação, acabando por se auto-destruir. Esse procedimento podem lhes custar muito caro, em reparos dolorosos, tanto no mundo dos Espíritos, quanto mesmo na volta à Terra em novas vestes, com a marca que usaram para dela sair.
A razão nos diz, quando a usamos com o coração em Cristo, que devemos sempre atender ao instinto dentro da ponderação que a moral evangélica nos traça. Também nós outros, Espíritos já despidos da faixa carnal, temos esses impulsos de conservação em muitas áreas que devemos respeitar. Deus, pelo seu amor, vigia a todos, como se fora, por uma computação espiritual, no centro da própria vida. Além disso, os benfeitores espirituais que todos temos estão sempre presentes em nossos caminhos para nos inspirar no momento oportuno.
O espírita, já conhecedor desta verdade, encontra mais facilidade neste setor de proteção. Assiste-nos o direito de avisar aos encarnados, pelos meios que dispomos, dos perigos em que podem cair, e ensinar-lhes os meios para não serem guiados por cegos, acabando caindo com eles nos mesmos abismos dos ignorantes.
O homem deve procurar o prolongamento da sua vida pelos meios lícitos, que se encontram a seu alcance. Não devemos esquecer da força que tem a oração, a água fluidificada, o passe, o Culto do Evangelho no lar e as reuniões de estudos evangélicos. Tudo isso assegura mais harmonia na mente, e a mente harmonizada, consubstanciada em fé e em esperança, porta a alegria que leva ao amor.
Lucas nos dá um bom aviso, no sentido de nos ajudar, quando relata, no capítulo vinte e quatro, versículo trinta e quatro, assim se referindo:
Os quais diziam:
O Senhor ressuscitou e já apareceu a Simão.
Depois de quase dois mil anos, o Senhor Jesus deve ressuscitar em cada coração, aparecendo particularmente às almas na sua maturidade, a interpretar o Evangelho para os que se encontram dispostos a recebê-lo, não mais como instinto de conservação, mas, como intuição divina, de forma que todos sejam conscientes da verdade que liberta.
Quando fala a voz interna nas criaturas, desaparece a morte e surge a vida, em qualquer estágio de evolução da alma. Onde estiver, é necessário ao homem conservar a vida física, até mesmo se possível for, por alguns séculos, que eles podem ser pingos de luz para o seu caminho.
A Doutrina Espírita é mesmo Jesus de novo na Terra, para conversar com os homens e fazê-los mais felizes. Quem dá a vida é Deus, porém, o homem deve e pode conservá-la.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez
Livro a venda na LER Livros Revistas Papelaria.