4.6.22

Trabalha Sempre

Meu amigo, se desejas
Saber que rumo tomar,
Ante o bem que te norteia,
Não pares de trabalhar.
 
Se queres seguir à frente
De modo a não mais errar,
Perseverando no bem,
Não pares de trabalhar.
 
Se anseias diante da Vida
A ti mesmo melhorar,
No bem que tudo transforma,
Não pares de trabalhar.
 
Se almejas vencer na luta
Que travas sem descansar,
Usando o bem por couraça,
Não pares de trabalhar.
 
Se sonhas em ser fiel
Ao bem em qualquer lugar,
Seja qual for tua crença,
Não pares de trabalhar.
 
Se procuras por Jesus
Que pretendes encontrar,
No bem que a Ele nos guia,
Não pares de trabalhar.
 
Eurícledes Formiga - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na tarde de sábado do dia 7 de Agosto de 1993, em Uberaba – MG).

3.6.22


 

Ressurreição e reencarnação

  A reencarnação fazia parte dos dogmas dos judeus, sob o nome de ressurreição.
Só os saduceus, cuja crença era a de que tudo acaba com a morte, não acreditavam nisso.
As ideias dos judeus sobre esse ponto, como sobre muitos outros, não eram claramente definidas, porque apenas tinham vagas e incompletas noções acerca da alma e da sua ligação com o corpo.
Criam eles que um homem que vivera podia reviver, sem saberem precisamente de que maneira o fato poderia dar-se.
Designavam pelo termo ressurreição o que o Espiritismo, mais judiciosamente, chama reencarnação.
Com efeito, a ressurreição dá ideia de voltar à vida o corpo que já está morto, o que a Ciência demonstra ser materialmente impossível, sobretudo quando os elementos desse corpo já se acham desde muito tempo dispersos e absorvidos.
A reencarnação é a volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo.
A palavra ressurreição podia assim aplicar-se a Lázaro, mas não a Elias, nem aos outros profetas.
Se, portanto, segundo a crença deles, João Batista era Elias, o corpo de João não podia ser o de Elias, pois que João fora visto criança e seus pais eram conhecidos.
João, pois, podia ser Elias reencarnado, porém, não ressuscitado.
Livro O Evangelho Segundo  Espiritismo - Allan Kardec

2.6.22


 

A HISTÓRIA DE FIRMINO

Vivia de festa e porre,
Amante da boa farra,
O pobre Firmino Parra,
Que conselho algum socorre...

Entretanto, o tempo corre,
E, no vício a que se agarra,
Um dia, numa algazarra,
Cai, bate a cabeça, e morre.

Ante a prova que se acirra,
Reclama, chora e faz birra,
Feito menino caturra...

De nada vale tal guerra,
Pois, do corpo que o desterra,
Saindo, esperneia e urra!...

Eurícledes Formiga - Blog Espiritismo em Prosa e Verso

1.6.22


 

OS CULPADOS

 Comentário Questão 639 do Livro dos Espíritos
As leis espirituais estatuídas por Deus não acobertam ninguém pelo mal que deseja e que faz; no entanto, a consciência de cada causador registra todas as variações de sentimentos, e é nessa sensibilidade que julga e que corrige o infrator.
Os culpados, em qualquer lugar, antes de serem julgados pelas leis humanas, já se sentem culpados pela consciência. É por isso que os infratores fogem. De quem fogem? Quem os está espantando é a própria consciência, é o tribunal dentro do homem, cumprindo a lei natural. É o que chamamos Deus dentro de nós.
O mal sempre recai sobre o seu causador, no entanto, se quem causou o mal foi pressionado para tal, a sua pena é mais leve; ela se divide com quem o levou a cometer a falta. É nesse sentido que sempre falamos que as faltas cometidas pelas almas nunca são iguais, como não são iguais as correções aplicadas pelas consciências.
Se queres saber quem é que faz o mal, é aquele que tem o mal dentro de si, e nós os reconheceremos pelos seus pensamentos, pelas suas palavras e pela sua vida. Se o homem é uma árvore espiritual, vamos anotar o que disse o Evangelho sobre.esse assunto:
Não há árvore boa que dê mau fruto; nem árvore má que dê bons frutos. (Lucas, 6:43)
Ninguém culpa ninguém. As bocas no mundo falam o que lhes convém falar, no entanto, o vento pode levar a maledicência. Somente deveremos ter medo é da consciência, essa boca interna que somente fala a verdade, porque ela é algo de Deus no centro da alma, a registrar o que ocorre e a julgar as ações do Espírito, na mais profunda sinceridade.
A lei garante que o mal somente recai sobre o seu causador. Não precisamos ter medo. Se andamos na luz da honestidade, se amamos e perdoamos, temer o quê? Jesus veio nos ensinar um amor diferente, mas universal:
Se fizerdes o bem aos que vos fazem o bem, qual é a vossa recompensa? Até os ímpios fazem isso. (Lucas, 6:33)
É nosso dever fazer o bem a quem nos faz o bem, dever natural, mas o amor nos ensina que até os homens que fazem o mal, procedem assim. Nós devemos amar aos que nos apedrejam, orar pelos que nos caluniam e servir sempre a todas as criaturas sem distinção, porque Deus, que é o PAI, age desta maneira. Ficamos conhecendo essa lei por Jesus. Para os santos não há culpados, porque eles sabem que não devem julgar a ninguém. Nem o Cristo quis fazê-lo.
Os envolvidos no mal já estão condenados pelo tribunal maior, a consciência. Muitos dos velhacos, em se falando de faltas, procuram sempre quem as cometa em seu lugar, pensando que, fazendo assim, se livram da corrigenda. Como se enganam! A sua própria consciência registra tudo o que pensam, o que falam e fazem, e o chicote do remorso estala no momento certo, nas fibras mais sutis da alma, para que ela não pratique mais esses atos que os levam à decadência moral.
O mundo está se movendo pelas forças do progresso, e no amanhã, que não se encontra muito distante, não haverá mais culpados, por não existirem mais faltas; o reino da consciência passará a ser o reino de Deus dentro das criaturas, É o céu que desce para a Terra, é a Terra que sobe para o céu, e nesses encontros haverá novos céus e novas terras para a felicidade dos Espíritos.
Livro: Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez
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