7.5.20

ALIMENTO ESPIRITUAL


"O instinto sexual não é apenas agente de reprodução, entre as formas superiores, mas, acima de tudo, é o reconstituinte das forças espirituais, pelo qual as criaturas encarnadas ou desencarnadas se alimentam mutuamente, na permuta de raios psíquico-magnéticos que lhes são necessários ao progresso."

Há, por isso, consórcios de infinita gradação no Plano Terrestre e no Plano Espiritual, nos quais os elementos sutis de comunhão prevalecem acima das linhas morfológicas do vaso físico, por se ajustarem ao sistema psíquico, antes que às engrenagens da carne, em circuitos substanciais de energia.
Contudo, até que o Espírito consiga purificar as próprias impressões, além da ganga sensorial em que habitualmente se desregra no narcisismo obcecante, valendo-se de outros seres para satisfazer a volúpia de hipertrofiar-se psiquicamente no prazer de si mesmo, numerosas reencarnações instrutivas e reparadoras se lhe debitam no livro da vida, porque não cogita exclusivamente do próprio prazer sem lesar os outros, e toda vez que lesa alguém abre nova conta resgatável em tempo certo.
Isso ocorre porque o instinto sexual não é apenas agente de reprodução, entre as formas superiores, mas, acima de tudo, é o reconstituinte das forças espirituais, pelo qual as criaturas encarnadas ou desencarnadas se alimentam mutuamente, na permuta de raios psíquico-magnéticos que lhes são necessários ao progresso.
Os Espíritos santificados, em cuja natureza superevolvida o instinto sexual se diviniza, estão relativamente unidos aos Espíritos Glorificados, em que descobrem as representações de Deus que procuram, recolhendo de semelhante entidades as cargas magnéticas sublimadas, por eles próprios liberados no êxtase espiritual.
De outro lado, as almas primitivas comumente lhe gastam a força em excessos que lhes impõem duras lições.
Entre os espíritos santificados e as almas primitivas, milhões de criaturas conscientes, viajando da rude animalidade para a Humanidade enobrecida, em muitas ocasiões se arrojam a experiências menos dignas, privando a companheira ou o companheiro do alimento psíquico a que nos reportamos, interrompendo a comunhão sexual que lhes alentava a euforia, e, se as forças sexuais não se encontram suficientemente controladas por valores morais nas vítimas, surgem, frequentemente, longos processos de desespero ou de delinquência.

Livro: Evolução em Dois Mundos - André Luiz – Francisco C. Xavier - Waldo Vieira.

6.5.20

MEDIUNIDADE NO GENERAL

Questão 545 do Livro dos Espíritos

Em muitos casos, o comandante de uma tropa pode ser dotado de faculdades mediúnicas e seguir sempre o caminho da vitória. Mas, sempre que esse Espírito tenta ultrapassar, por orgulho e vaidade, os limites pré-estabelecidos por Deus, ele é suprimido e o vencido, vítima de seus descontroles emocionais, é duplamente assistido.
Vejamos o caso de Napoleão Bonaparte, na França; ele tinha faculdades desenvolvidas, de maneira a perceber as fraquezas do inimigo, além de ser guiado por Espíritos de alta função divina. O mundo estava precisando de um país onde surgisse a liberdade de pensamentos, e foi Napoleão o escolhido para desenvolver tal ideal, mas, quando passou dos limites traçados por Deus, o orgulho se apoderou do seu coração e a ganância de domínio o cegou, ele foi banido para uma ilha, onde morreu sem nenhuma perda para a nação nem para a humanidade.
Um país nunca poderá escravizar toda a Terra, todos os povos do planeta. O homem de missão é qual o peixe que o pescador fisga no anzol, dando-lhe até cansar, e depois, fisga-o, tirando-o de circulação do rio. Nada fazemos sem aquiescência do Criador de todas as coisas. Engana-se, quem se pensa dotado de liberdade para fazer o que bem desejar. Somente o Senhor a tudo preside, e nada se faz sem a Sua vontade:
Somos todos instrumentos do Pai que está nos céus. O orgulho, quando invade nossos sentimentos, é capaz de nos perder pela vaidade e pelo egoísmo. A Doutrina dos Espíritos já nos avisa de antemão que somente o amor salva as criaturas, e a fraternidade nos dota de alegria em todos os motivos de ajudar.
Se tens alguma faculdade desenvolvida, não percas a oportunidade de usá-la com bom proveito. Semeia as sementes de luz, para que possas ser iluminado por ela nos caminhos que percorres. A mediunidade não é privilégio dos espíritas; todas as criaturas são dotadas de faculdades mediúnicas. A Doutrina dos Espíritos veio domá-las, ensinando às pessoas que as possuem a usá-las com critério, no sentido de ajudar aos que sofrem, de salvar aos perdidos pela ignorância, de instruí-los e de trazer para o mundo as mensagens de libertação e de esperança.
Se foste chamado para a guerra, ou apenas para servir ao exército, cumpre o teu dever, mas vigia e ora, que os Espíritos superiores te ajudarão a cumprir o teu compromisso, na sequência da tua vida. Tudo que existe, Deus o permitiu, e em todo lugar podes fazer o bem com a força do amor.
Observando, notarás que os homens de gênio são médiuns que operam em todas as filosofias, ciências e religiões. Esses homens são canais da beleza imortal e da verdade, mesmo que relativa. Em muitos casos, os que perdem as batalhas podem estar ganhando; depende de quem perde e qual a finalidade por que está perdendo.
Escutemos o que Paulo de Tarso falava aos Coríntios:
Semeia-se em fraqueza, ressuscita-se em poder, (l Coríntios, 15:43)
A perda pode ser aparente, para que a transformação seja em glória no aprendizado maior. Deus nada deixa se perder na vida.

Livro: Filosofia Espírita – João Nunes Maia – Miramez - Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

5.5.20

NOTÍCIAS DA MORTE


Colombina

     Antes a senda transformada,
     A morte lembra clarão
     Do Sol atingindo alvorada,
     Em meio da escuridão.

     Não existe frase alguma
     Que defina a paz inteira
     Quando a morte rompe a bruma
     Da lágrima derradeira.

     Ao erguer-me a agonia
     Na vida que continua,
     Transtornada de alegria
     Beijei as pedras da rua.

     Da morte a gente se aparta,
     Como quem sai de um crisol,
     Lagarta dorme lagarta
     E acorda falena ao Sol...

     Vi, em sublime transporte,
     No instante d despedida,
    Toda a alegria da morte,
    Toda a tristeza da vida.

     Antes da morte, cala o grito
     No qual te queixas em vão,
     A mote é o anjo bendito
     Da grande libertação.

Livro: Ação, Vida e Luz – Francisco C. Xavier – Espíritos Diversos.

4.5.20

MPT


(Aviso aos patrulheiros ideológicos de plantão, intelectualmente, sempre muito limitados: não se trata de sigla de partido político!)

Todos os orbes são MPT.
Tanto no Universo Físico quanto no Extrafísico.
E o são porque, à exceção de Cristo, todos somos espíritos errantes – habitantes da Erraticidade.
Disse-nos o Senhor: “Há muitas moradas na Casa do Pai”.
Não obstante, ao que se deduz, a Casa do Pai é uma só.
De morada em morada, o espírito peregrina para a Casa do Pai – efetua a “viagem” de volta...
Trata-se do retorno do Filho Pródigo, contado por Jesus, talvez, na mais formosa das Parábolas.
Reencarnação é, tão somente, uma questão de “envoltório”.
Morte, de um Lado para Outro, simplesmente, é “troca” de corpo – de um mundo a outro, de uma Dimensão a outra.
O espírito nunca cessa de respirar...
Desde que conquista a “láurea da razão”, o espírito está destinado a pensar – por si mesmo e, finalmente, com o Pensamento Divino.
O Cristo já não “pensava” por Ele mesmo – a sua vontade era fazer a Vontade do Pai.
Antes que sejam MPD (singular), os orbes são MPT (plural).
Para todos os “envoltórios” do espírito há um tempo de desgaste natural – que o constrange à mudança, mesmo que não o queira, ou que dela fuja.
“Reencarnação” – terminologia humana para um fenômeno universal.
Carne – aglomeração atômica.
Terra – “tumoração” no corpo ciclópico do Universo, porém, suscetível de “cura” – o Universo físico é imperfeito, repleto de “tumorações”...
Espírito – decantação da matéria, ou sua “espiritualização”.
Matéria – luz a ser decantada, ou, com André Luiz, “luz coagulada”.
Em “O Livro dos Espíritos”, questão 82: (tradução de J. Herculano Pires – Edição Especial Editora e Encadernadora Lumen Ltda.) – O espírito “é uma matéria quintessenciada...”
Mas... continuemos com o que interessa – os MPT.
Uma provocação sadia aos nossos internautas: diante do exposto, e muito mais, o que vocês acham que eles podem ser e, inequivocamente, são?!
Vocês estão em um deles, e eu também – o Odilon, o Manoel, a Modesta, o Paulino, a Domingas, e até gente melhor – bem melhor que eu: Bezerra de Menezes, Emmanuel, André Luiz... E gente ainda bem melhor do que os melhores – não vou citar nomes...
Ah, “Nosso Lar” também é cidade que integra o MPT!...
Vocês e eu, igualmente, além de integrarmos os MPT, habitamos um, ou vários, cada qual com exclusividade.
Não vou dar mais dicas.
Ponto final, e, dentro da relatividade do tempo, que a relativa inteligência de Einstein concebeu de maneira relativa, até semana que vem. (*)

INÁCIO FERREIRA – Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 3 de maio de 2020.

(*) Prometo não fazer mais provocações assim – é somente para sairmos da mesmice, do marasmo. Doravante, eu me comportarei como um espírito não “chulo” – tentarei!...

3.5.20

NA TAREFA COM JESUS


Médium que queira ir adiante
No serviço que desponte,
Sobre a estrada em que caminha
Dificuldades não conte...

Não some provas que enfrente
Nas urzes do trilho estreito,
Nem tampouco inventarie
Aflições de qualquer jeito...

Não enumere amarguras,
Nem liste mágoa e pesar,
Que, em verdade, sobre o mundo
Ninguém consegue evitar...

Não mencione queixa alguma,
Nem proclame dissabores,
Lamentando estar colhendo
Mais espinhos do que flores...

Quem abraça na Doutrina
A tarefa com Jesus,
Onde esteja, não se isenta,
Do peso da própria cruz...

Se és médium, pois, não te dês
A tais lamúrias assim...
Cumpre o dever com alegria,
Que a peleja não tem fim!...

Eurícledes Formiga – Espiritismo em Prosa e Verso
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública da “União Espírita de Monte Alto”, no dia 22 de Maio de 1999, na cidade de Monte Alto – SP).

2.5.20

BRASIL


Hás de brilhar, Brasil, hás de brilhar,
Sob as bênçãos do Cristo Soberano,
Atravessando o torvelinho insano
Que a tua luz pretende eclipsar...

Das grandes lutas hás de triunfar
Com humilde grandeza, e sobre-humano
Devotamento ao Bem de que me ufano,
Sem uma gota de sangue derramar...

O teu povo gentil e sobranceiro,
Saberá demonstrar ao mundo inteiro
A força do trabalho e da união...

Ao símbolo da Cruz, no etéreo templo,
Darás a Humanidade o teu exemplo,
Calando desavenças sem razão!...

Pedro de Alcântara – Blog Poesia em Prosa e Verso
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião íntima do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã do dia 25 de abril de 2020, em Uberaba – MG).

1.5.20

CHICO E A MALEDICÊNCIA ESPÍRITA


Anotem esta aí na caderneta!

    No início da década de 30, quando Chico, em casa, efetuava a revisão de algumas páginas mediúnicas que seriam inseridas no "Parnaso de Além-Túmulo", publicado pela FEB, em 1932, ele começou a sentir, de inesperado, no olho esquerdo, o problema que haveria de acompanhá-lo a vida inteira.
    Tendo ficado com a visão prejudicada e sofrendo muitas dores, inclusive acompanhadas de constantes hemorragias, o médium resolveu consultar um especialista, em Belo Horizonte, o qual, à época, diagnosticou uma espécie de catarata inoperável, com o prognóstico de que, muito provavelmente, ficaria cego daquele olho, ainda com o risco de que o direito também se comprometesse.
    Então, por orientação do mesmo oftalmologista, Chico, periodicamente, passou a frequentar-lhe o consultório em Belo Horizonte, com a finalidade de receber tratamento preventivo, consistindo na aplicação, diretamente no olho esquerdo, de injeções de corticóide.
    As dores, segundo ele, eram terríveis! Repercutiram por toda a cabeça, e, quando se faziam acompanhar por crises hemorrágicas, ele praticamente ficava impedido de caminhar sozinho, quanto mais de pegar o trem na estação ferroviária de Pedro Leopoldo e dirigir-se à capital do Estado.
    Em consequência, uma de suas irmãs se ofereceu para acompanhá-lo ao consultório do médico, localizado numa das avenidas mais movimentadas de Belo Horizonte. Quando desciam do trem, Chico dava o braço à irmã e, quase guiado por ela, os dois seguiam a pé, entrando, depois de percorrido determinado trecho, num pequeno prédio de dois ou três andares.
    O tempo correu e, certo dia, o médium estava numa das reuniões semanais do Centro Espírita "Luiz Gonzaga", em Pedro Leopoldo, quando, já quase no encerramento, foi interpelado por um grupo de espíritas da Capital Mineira. Rodeado pelos demais, um deles, que Chico preferiu deixar em piedoso anonimato, tomou a palavra e disse-lhe sem rodeios:
    - Chico, nós estamos aqui para lhe fazer uma fraterna advertência. Você tem sido visto, praticamente toda semana, em Belo Horizonte, em atitude suspeita e de muita intimidade com uma mulher, que sequer sabemos se é casada, ou não! Está certo que você é solteiro, mas o que está acontecendo não fica bem para a sua condição de médium. Em plena luz do dia, você trocando sorrisos com uma mulher e, de braços dados com ela, entrando num prédio de movimentada avenida!... Dizem que você, quando sai de lá, depois de quase duas horas, certamente para não ser reconhecido, tenta esconder o rosto com um lenço!
    Constrangido com a situação, o jovem Chico, com pouco mais de 20 anos de idade, deixou que os confrades falassem à vontade, dando ao fato a interpretação e o colorido que só a maledicência humana sabe dar quando deseja.
    Quando, por fim, terminaram, alguns deles fazendo girar nas mãos, pela aba, os chapéus bem cuidados, imaginando terem-se desincumbido de um alto dever que lhes fora, quiçá, conferido pela Espiritualidade Superior, ouviram o médium dizer-lhes, candidamente:
    - Meus irmãos, eu creio estar havendo um engano. O prédio a que vocês se referem é onde fica o consultório do oftalmologista que se ofereceu para tratar, de graça, deste meu olho esquerdo, do qual, de algum tempo para cá, estou ficando cego. A senhora que lhes disseram andar de braços dados com muita intimidade comigo, é simplesmente minha irmã, que me guia como alguém que guia um cego pela rua. Quanto ao lenço com o qual eu cubro o rosto, um deles é este aqui - disse, retirando do bolso da calça um lenço todo amarrotado e manchado de sangue! -, porque, depois das aplicações com as injeções de corticóide diretamente no olho, as hemorragias pioram muito. De modo que eu não sei do que os senhores estão falando...
                 *                                 *                                 *
    Sinceramente, eu é que não sei dizer com que cara aqueles distintos confrades devem ter saído de lá, mas, como a gente costumava dizer em Uberaba, deve ter sido com "cara de tacho"!
                    
 INÁCIO FERREIRA – Blog Mediunidade na Internet