7.4.19

Sou Filho de Deus


Interiorize a ideia: "Sou filho de Deus"
Repita pra si mesmo:
Deus é amor, eu sou filho do amor.
Deus é bondade, eu sou filho da bondade.
Deus é paz, eu sou filho da paz.
Deus é beleza, eu sou filho da beleza.
Deus é poder, eu sou filho do poder.
Deus é saúde, eu sou filho da saúde.
Deus é eterno, eu sou filho da eternidade.
Eu sou SEU FILHO, SENHOR.
Tenho em mim o amor, a paz, a saúde, a beleza, a eternidade.
Por isso, SOU FELIZ.

Livro Gotas de Esperança - Lourival Lopes

6.4.19

A BUSCA


Se consagras ao Bem a tua vida
Na abençoada luta contra o mal,
Se sustentas o fardo na subida,
Sem reclamar de pedra e lamaçal...

Se tens no Amor tua constante lida
E no perdão o lema pontual,
Se mesmo de alma triste e dolorida,
Brilha-te a fé por lúcido fanal...

Terás, então, no âmago do ser,
O júbilo que nasce do dever
Que te acalenta a paz do coração...

E, de face lavada pelo pranto,
A dor se te fará sorriso e canto
De quem venceu na cruz da provação!...

Eurícledes Formiga
(Soneto recebido pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião do dia 15 de janeiro de 1986, em Uberaba – MG).

5.4.19

FELICIDADE


    Por que são mais numerosas, na sociedade, as classes sofredoras do que as felizes?
    "Nenhuma é perfeitamente feliz e o que julgais ser a felicidade muitas vezes oculta pungentes aflições.
    O sofrimento está por toda parte. Entretanto, para responder ao teu pensamento, direi que as classes a que chamas sofredoras são mais numerosas, por ser a Terra lugar de expiação. Quando a houver transformado em morada do bem e de Espíritos bons, o homem deixará de ser infeliz aí e ela lhe será o paraíso terrestre."
    Bem sabemos que a felicidade não é deste mundo. E que toda dor pode ser abrandada, por amor carinho e principalmente companherismo.

  Livro: O Livro dos Espíritos - Allan Kardec

4.4.19

PARÁBOLA DO FARISEU E DO PUBLICANO


    "Propôs também a seguinte parábola a alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros: Subiram dois homens ao templo para orar: um fariseu e outro publicano. O fariseu, posto em pé, orava dentro de si desta forma: Ó Deus, graças te dou, que não sou como os demais homens que são ladrões, injustos, adúlteros - nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana, e dou o dízimo de tudo quanto ganho. O publicano, porém, estando a alguma distância, não ousava nem ainda levantar os olhos aos céu, mas batia no peito, dizendo:
    "Ó Deus, sê propício a mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta, será humilhado; mas o que se humilha, será exaltado". (Lucas, XVIII, 9-14.)

    A seita farisaica era a mais prestigiada no tempo de Jesus, a mais influente, a mais dominadora, a que mais se salientava.
    Era uma espécie de Catolicismo Romano.
    Os fariseus, entretanto, eram servis observadores das práticas exteriores, do culto e das cerimônias. A religião, para eles, era uma aparência se virtudes: preferiam sempre a letra da lei, que mata, ao Espírito que vivifica! Eram hipócritas, inimigos encarniçados das inovações, cheios de orgulho e de excessivo amor ao domínio.
    Eles tinham uma aversão especial aos publicanos, a quem consideravam gananciosos, e também porque, inimigos do fisco, tinham de pagar a estes os impostos que lhes cabia na coleta.
    De maneira que os publicanos eram para os fariseus, homens desprezíveis da baixa sociedade, e portanto, cheios de mazelas, "ladrões, injustos, adúlteros", não só porque não se curvavam muitas vezes às práticas dos sacerdotes fariseus, como, também, porque uma prevenção partidária anterior os havia separado da seita farisaica, ou do Judaísmo. Jesus, que muito se ocupou em desmascarar a hipocrisia dos fariseus, julgou acertado propor esta parábola, cujas principais figuras eram: um fariseu e um publicano.
    Quis o Mestre mostrar que o orgulho de seita, o orgulho de classe, o orgulho de família, o orgulho pessoal - finalmente, o orgulho em suas múltiplas formas, é mais prejudicial à salvação do que mesmo "o publicanismo", como o concebiam os fariseus! Ainda mais: quis demostrar que no publicano, com todos os seus senões, ainda se encontrava um gesto de humildade, o que não acontecia no fariseu.
    O publicano conhece os seus defeitos, sabe que é pecador; nem ousa levantar os olhos para o céu; limita-se a bater no peito e a dizer: "Ó Deus, sê propício a mim pecador!" Enquanto o fariseu reconhece em si somente qualidades boas, e a sua prece é uma acusação aos outros, até ao pobre publicano que lá estava rogando ao Senhor o perdão de suas faltas!
    O orgulho é um dragão devorador, que destrói todas as qualidades do Espírito; enquanto a humildade, ao olhar de Deus, nos eleva à dignidade dos justos!
    Vale mais ser publicano e miserável, do que fariseu coberto de ouro e de pedras preciosas.

Livro: Parábolas e Ensinos de Jesus - Cairbar Schutel

3.4.19

ANJO-GUARDIÃO


Questão 490 do Livro dos Espíritos

Todas as criaturas têm a seu lado um Espírito, destinado por Deus, a guiá-lo nos seus caminhos para encontrar a verdade. Não obstante, esse benfeitor espiritual tem o condão de luz no seu entendimento, compreendendo a livre iniciativa do seu tutelado, seus direitos e deveres. Assim, esse Espírito cuida para que seu protegido não ultrapasse os limites naquilo que possa prejudicá-lo. Ele está junto do companheiro ao qual se destinou guiar, mas não somente ele; outros Espíritos acompanham-no, como auxiliares, bem como outros, que simpatizam com o irmão encarnado, por afinidade desta ou de outras vidas.
O encarnado também pode variar as suas companhias de acordo com os sentimentos que despertam em seu coração. As companhias são escolhidas de acordo com o que se pensa, sente, ou idealiza.
O Anjo-Guardião está sempre a postos, traçando diretrizes e derramando no seu protegido, intuições elevadas para que ele compreenda as leis espirituais e passe a sentir a vida, desfrutando as belezas que ela nos pode dar. Entretanto, muita coisa depende de nós mesmos, das nossas iniciativas no campo da vida.
Os nossos passos são escolhidos por nós. Os Espíritos que atraímos obedecem à justiça e nos acompanham por sintonia espiritual. Atraímos companhias espirituais de acordo com os nossos sentimentos. O Anjo-Guardião nos tutela com todo o amor que nos pode dar sem, contudo, nos forçar em quaisquer entendimentos; ele somente expõe os conceitos elevados do Evangelho, argumentando, no silêncio, a filosofia de luz criada por Deus. O nosso bom Anjo nos inspira nas leituras, nas conversações com companheiros do nosso nível, e pelos pensamentos. Nos intervalos das nossas idéias, surgem os pensamentos dos nossos benfeitores, dando-nos as mãos para a caminhada com Jesus.
O Anjo da Guarda é, pois, um Espírito protetor, destinado a nos orientar para a nobreza da vida, em nome de Deus e sob a égide de Jesus Cristo. Se já sabes desta verdade, é bem melhor, para que possas sentir esse companheiro de luz e dele receber as instruções referentes à verdade. É bom que te lembres dele todos os dias, e ores para que possas encontrá-lo com mais segurança.
As religiões sabem desta verdade que agora estamos expondo, sob a inspiração de “O Livro dos Espíritos”, obra que deve ser lida todos os dias, para que se possa entrar na sintonia sublime da divina compreensão. Pelo menos ao te deitares e te levantares pela manhã, conversa com o teu Anjo-Guardião pelos fios da prece, que ele tem facilidade de ouvir-te, dada à sintonia que já estabeleceu com o seu tutelado, por amor a grande causa de ajudar.
Não te esqueças de que o teu Anjo-Guardião pertence à ordem de Espíritos elevados, logo, podes confiar nas suas inspirações. Se queres te aproximar mais dele, não esqueças da caridade, primeiro contigo mesmo, depois com os outros, aquela caridade que orienta, que serve sem exigir e que usa sempre a alegria para estimular a esperança. Tira as roupas, caso as tenha, do orgulho e do egoísmo, e veste as do amor e da caridade, do perdão e da tolerância.
Tem cuidado em todos os princípios de fé religiosa, para não caíres nos extremos que podem esfriar teus sentimentos. Se estás na Terra, precisas de algo dela. Lembra-te do dever do trabalho com honestidade e do lazer com equilíbrio, e no momento exato em que a religião te convidar, abraça-a com amor, pois ela eleva e dignifica.

Livro: Filosofia Espírita – João Nunes Maia – Miramez - Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

2.4.19

XLI – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO”


– ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

Continuando, André Luiz narra o encontro com pobre espírito de mulher, sendo vampirizada por três “formas ovóides”, que se lhe justapunham ao perispírito.
Eram entidades infortunadas, que se imantavam àquela irmã através do ódio que por ela nutriam – “irmã esta que, por sua vez, ainda não descobriu que a ciência de amar é a ciência de libertar, iluminar e redimir”.
Registrando a presença dos três amigos, ela passou a gritar: - Joaquim! onde está Joaquim? Digam-me, por piedade! para onde o levaram? ajudem-me! ajudem-me!
André diz que, em seguida, tocou a primeira “forma” e passou a auscultá-la:
- Vingança! vingança! Não descansarei até ao fim... Esta mulher infame me pagará...
Dos dois outros, André registrou as exclamações que “transbordavam de cada um”: - “Assassina! assassina!...”
Vejamos a maneira com que o ódio, o rancor, enfim, a falta de perdão acorrenta os espíritos!
Resumidas explicações de Gúbio:
- Joaquim era o antigo companheiro daquela mulher, que já a precedera na reencarnação...
- Ela fora “tirana senhora de escravos no século que findou...”
*
(A escravidão, no Brasil, foi abolida em 13 de Maio de 1888, portanto, há exatos 131 anos – calculemos, assim, quanto drama cármico ainda está para ser equacionado... Os estudiosos dizem que os navios brasileiros e portugueses fizeram mais de nove mil viagens transportando escravos! Consideram os historiadores que o “Holocausto Negro” – com 150 milhões de mortos – foi o maior crime da História!...)
*
- Joaquim fora pai de dois filhos com uma escrava, que a esposa, assim que descobriu o relacionamento, vendeu “para uma região palustre onde em breve encontrou a morte pela febre maligna” (malária)...
- Os dois rapazes (filhos do fazendeiro com a escrava), metidos no tronco, padeceram vexames e flagelações em frente da senzala. Acusados de ladrões, pelo capataz, a instâncias da senhora dominada de egoísmo terrificante, passaram a exibir pesada corrente ao pescoço ferido. Viveram, no passado, sob humilhações incessantes. No curso de reduzidos meses, caíram sem remissão, minados pela tuberculose que ninguém socorreu.
- Quando desencarnaram, os três se reuniram e passaram a perseguir a esposa do fazendeiro – eles foram instados ao perdão pelos amigos espirituais, “mas nunca cederam um til nos planos sombrios em que penhoraram o coração”.
- Esclarece Gúbio que a mulher também possuía amigos dispostos a lhes estenderem a mão, “contudo, quando nos enceguecemos no mal, inabilitamo-nos, por nós mesmos, à recepção de qualquer recurso do bem.”
*
O drama, como se percebe, era terrível, e, com certeza, até hoje os seus protagonistas devem estar envolvidos em sua solução, que só Deus sabe quando há de cessar...
*
Gúbio pontifica com sabedoria:
- A perturbação vem de inesperado, instala-se à pressa; entretanto, retira-se muito devagar.
*
A infeliz irmã reencarnaria e, na companhia do esposo de outrora, receberia o trio na condição de filhos.
Eis, abaixo, o curto diálogo entre Gúbio e André:
- Os inimigos ser-lhe-ão filhos? – indaguei, ansioso, quebrando-lhe as reticências.
- Como não? Certamente, o caso já se encontra sob a jurisdição superior.
*
Reflitamos juntos nos dramas cármicos que envolveram as Cruzadas, a Inquisição, as duas Grandes Guerras Mundiais, os conflitos religiosos – só na chamada “Noite de São Bartolomeu”, milhares foram mortos... Na Guerra Civil da Síria, ainda em andamento, cerca de 500.000 pessoas, entre mulheres e crianças, já foram eliminados...  

INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 1 de abril de 2019.

1.4.19

NA HORA DA CRISE


Reunião pública de 05/10/59.
Questão 466  (Livro dos Espíritos)

Na hora da crise, emudece os lábios e ouve as vozes que falam, inarticuladas, no imo de ti mesmo.
Perceberás, distintamente, o conflito.
É o passado que teima em ficar e o presente que anseia pelo futuro.
É o cárcere e a libertação.
A sombra e a luz.
A dívida e a esperança.
É o que foi e o que deve ser.
Na essência, é o mundo e o Cristo no coração.
Grita o mundo pelo verbo dos amigos e dos adversários, na Terra e além da Terra.
Adverte o Cristo, através da responsabilidade que nos vibra na consciência.
Diz o mundo: Acomoda-te como puderes.
Pede o Cristo: Levanta-te e anda
Diz o mundo: Faze o que desejas.
Pede o Cristo: Não peques mais
Diz o mundo: Destrói os opositores.
Pede o Cristo: Ama os teus inimigos.
Diz o mundo: Renega os que te incomodem.
Pede o Cristo: Ao que te exige mil passos, caminha com ele dois mil.
Diz o mundo: Apega-te a posse.
Pede o Cristo: Ao que te rogue a túnica cede também a capa.
Diz o mundo: Fere a quem te fere.
Pede o Cristo: Perdoa sempre.
Diz o mundo: descansa e goza.
Pede o Cristo: avança enquanto tem luz.
Diz o mundo: Censura como quiseres.
Pede o Cristo: Não condenes.
Diz o mundo: Não repare os meios para alcançar os fins.
Diz o Cristo: Serás medido pela medida que aplicares aos outros.
Diz o mundo: Aborrece os que te aborreçam.
Pede o Cristo: Ora pelos que te perseguem e caluniam.
Diz o mundo: Acumula ouro e poder para que te faças temido.
Diz o Cristo: Provavelmente nesta noite pedirão tua alma e o que amontoaste para quem será?
Obsessão é também problema de sintonia.
O ouvido que escuta reflete a boca que fala.
O olho que algo vê assemelha-se, de algum modo, à coisa vista.
Não precisas, assim, sofrer longas hesitações nas horas de tempestade.
Se realmente procuras caminho justo, ouçamos o Cristo, e a palavra dele, por bússola infalível, traçar-nos-á rumo certo.

Livro “Religião dos Espíritos” –  Francisco C. Xavier – Emmanuel – Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.