28.2.22
CARNAVAL
Plenamente cientes de que a encarnação na Terra não é uma colônia de férias, mas um estágio de aprendizado e crescimento espiritual, os Espíritos Superiores, em diversas oportunidades, tem revelado a real face do carnaval.
Mostram eles que, apesar de ser uma festa popular, presente ainda, embora de forma declinante, na cultura brasileira, o carnaval, nem por isso, deixa de ser um poderoso gerador de energias deletérias, capazes de contaminar até mesmo os que nele tomam parte sem sentido outro que não o da simples diversão. Os Espíritos amigos mostram também como os dias de Momo atraem, das regiões mais obscuras do mundo espiritual, entidades enfermas, vinculadas à sexolatria e a diversos outros tipos de desequilíbrio, as quais vêm à Terra na ânsia de vampirizar os que se deixam envolver por suas sugestões inferiores.
Entre algumas dessas mensagens amigas vale destacar aqui, como exemplo, uma de Emmanuel, psicografada por Chico Xavier em julho de 1939, publicada na revista "Reformador", da Federação Espírita Brasileira, de fevereiro de 1987:
"Nenhum espírito equilibrado em face do bom-senso, que deve presidir a existência das criaturas, pode fazer a apologia da loucura generalizada que adormece as consciências nas festas carnavalescas".
É lamentável que, na época atual, quando os conhecimentos novos felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhe a chave maravilhosa dos seus elevados destinos, descerrando-lhe as belezas e os objetivos sagrados da Vida, se verifiquem excessos dessa natureza entre as sociedades que se pavoneiam com o título de civilização. Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente incompreendidos pelos homens, lhes burilam o caráter e os sentimentos, prodigalizando-lhes os benefícios inapreciáveis do progresso espiritual, a licenciosidade desses dias prejudiciais opera, nas almas indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais esclarecidos, a revivescência de animalidades que só os longos aprendizados fazem desaparecer.
Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das forças da treva nos corações e, às vezes, toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.
Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidade e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem e se intensifiquem o olvido de obrigações sagradas por parte das almas cuja evolução depende do cumprimento austero dos deveres sociais e divinos.
Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas consumidas em semelhantes festejos na assistência social aos necessitados de pão e de carinho.
Ao lado dos mascarados da pseudoalegria, passam os leprosos, os cegos, as crianças abandonadas, as mães aflitas e sofredoras. Por que protelar essa ação necessária das forças conjuntas dos que se preocupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se transforme o supérfluo na migalha abençoada de pão e de carinho que será a esperança dos que choram e sofrem?
Que os nossos irmãos espíritas compreendam semelhantes objetivos de nossas despretensiosas opiniões, colaborando conosco, dentro das suas possibilidades, para que possamos reconstruir e reedificar os costumes para o bem de todas as almas.
É incontestável que a sociedade pode, com o seu livre-arbítrio coletivo, exibir superfluidades e luxos nababescos, mas, enquanto houver um mendigo abandonado junto de seu fastígio e de sua grandeza, ela só poderá fornecer com isso um eloquente atestado de sua miséria moral."
Revista SEI 2174
Mostram eles que, apesar de ser uma festa popular, presente ainda, embora de forma declinante, na cultura brasileira, o carnaval, nem por isso, deixa de ser um poderoso gerador de energias deletérias, capazes de contaminar até mesmo os que nele tomam parte sem sentido outro que não o da simples diversão. Os Espíritos amigos mostram também como os dias de Momo atraem, das regiões mais obscuras do mundo espiritual, entidades enfermas, vinculadas à sexolatria e a diversos outros tipos de desequilíbrio, as quais vêm à Terra na ânsia de vampirizar os que se deixam envolver por suas sugestões inferiores.
Entre algumas dessas mensagens amigas vale destacar aqui, como exemplo, uma de Emmanuel, psicografada por Chico Xavier em julho de 1939, publicada na revista "Reformador", da Federação Espírita Brasileira, de fevereiro de 1987:
"Nenhum espírito equilibrado em face do bom-senso, que deve presidir a existência das criaturas, pode fazer a apologia da loucura generalizada que adormece as consciências nas festas carnavalescas".
É lamentável que, na época atual, quando os conhecimentos novos felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhe a chave maravilhosa dos seus elevados destinos, descerrando-lhe as belezas e os objetivos sagrados da Vida, se verifiquem excessos dessa natureza entre as sociedades que se pavoneiam com o título de civilização. Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente incompreendidos pelos homens, lhes burilam o caráter e os sentimentos, prodigalizando-lhes os benefícios inapreciáveis do progresso espiritual, a licenciosidade desses dias prejudiciais opera, nas almas indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais esclarecidos, a revivescência de animalidades que só os longos aprendizados fazem desaparecer.
Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das forças da treva nos corações e, às vezes, toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.
Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidade e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem e se intensifiquem o olvido de obrigações sagradas por parte das almas cuja evolução depende do cumprimento austero dos deveres sociais e divinos.
Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas consumidas em semelhantes festejos na assistência social aos necessitados de pão e de carinho.
Ao lado dos mascarados da pseudoalegria, passam os leprosos, os cegos, as crianças abandonadas, as mães aflitas e sofredoras. Por que protelar essa ação necessária das forças conjuntas dos que se preocupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se transforme o supérfluo na migalha abençoada de pão e de carinho que será a esperança dos que choram e sofrem?
Que os nossos irmãos espíritas compreendam semelhantes objetivos de nossas despretensiosas opiniões, colaborando conosco, dentro das suas possibilidades, para que possamos reconstruir e reedificar os costumes para o bem de todas as almas.
É incontestável que a sociedade pode, com o seu livre-arbítrio coletivo, exibir superfluidades e luxos nababescos, mas, enquanto houver um mendigo abandonado junto de seu fastígio e de sua grandeza, ela só poderá fornecer com isso um eloquente atestado de sua miséria moral."
Revista SEI 2174
27.2.22
Livre Arbítrio e...
“Se Vira nos 30”...
“E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou, porque nele descansou de toda obra que, como Criador, fizera.” – Gênesis – cap. 2 – v. 3
Em um esforço de interpretação, esforço redobrado para não extrapolar, pode-se subentender que, a partir do sétimo dia, o Criador nada mais criou, porque a Sua Criação infinita passou a recriar a si mesma, tendo o homem, então, se investido no papel de co-Criador, trabalhando no aperfeiçoamento da Obra Divina...
Evidentemente que, a Criação não se estabeleceu regida pelo caos, mas, sim, por Leis, inalteráveis, que vigem em todo o Universo, coordenando a evolução de tudo...
Essas Leis, expressão máxima do Pensamento do Criador, reagem segundo as ações que lhes são apresentadas, sendo, portanto, lícito, deduzir que, através de seu livre arbítrio, os homens, os seres inteligentes da Criação, as colocam em funcionamento...
Sintetizando: Deus agiu no princípio, criando pela Sua vontade, e, agora, reage às mínimas ações humanas, e não somente às ações humanas, mas, igualmente, ao mais ínfimo movimento da menor parte do todo de Sua criação...
Ao seu mais discreto suspiro, o que implica em intenção e atitude, os homens fazem com que as Leis que presidem o equilíbrio do Universo reajam, em seu apoio ou desapoio, sob a tutela da inexorável Lei de Causa e Efeito, ou de Ação e Reação...
O que muitos chamam de Intervenção Divina, sobre o indivíduo ou sobre a coletividade, nada mais é que o resultado da ação consciente do espírito ou do inconsciente da denominada “alma do mundo”, em resposta à sua liberdade de escolha.
Pode-se afirmar que todos os acontecimentos são “preparados”, ou “projetados” com antecedência, por vezes, de séculos, com os seus elementos necessários se “alinhando” para tanto...
Claro, todavia, que, dependendo das forças em movimento, certas reações surgem quase de imediato, porquanto as Leis da Criação não permanecem apáticas ao menor desequilíbrio que lhes constitui ameaça à integridade...
Assim, pela alavanca de seu livre arbítrio – quanto mais consciente mais determinante – cada criatura humana traça o próprio destino, que, inexoravelmente, ipsis literis, se cumprirá, a menos que ela mesma possa nele incluir “ingredientes” que lhe efetue alterações, suavizando-o ou agravando-o...
Foi neste sentido que os Espíritos Superiores disseram a Kardec que, em geral, os espíritos, mesmo os considerados “elementais”, são agentes da Vontade Divina, ou da Natureza...
Temos, pois, através de nossos estudos e reflexões, chegado à conclusão que a evolução do espírito, metaforicamente, é um autêntico “se vira nos 30”...
Caso queiramos que coisas boas nos aconteçam – boas em essência para o nosso aperfeiçoamento, não excluindo, portanto, experiências de dor –, procuremos ser bons, convictos de que haveremos de colher o que plantarmos...
Os espíritos mais ociosos, mais indiferentes ao seu progresso, ou ao progresso de tudo, a um simples levantar de dedo, ou piscar de olhos, já começam a sofrer as consequências das escolhas que fizeram ao piscar os olhos ou, simplesmente, levantarem o dedo, ou ainda ao se transfigurarem em pedras no caminho impedindo que o progresso aconteça, porque, na Criação, somente algo é impossível – a inércia!...
INÁCIO FERREIRA - Mediunidade na Inernet
“Se Vira nos 30”...
“E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou, porque nele descansou de toda obra que, como Criador, fizera.” – Gênesis – cap. 2 – v. 3
Em um esforço de interpretação, esforço redobrado para não extrapolar, pode-se subentender que, a partir do sétimo dia, o Criador nada mais criou, porque a Sua Criação infinita passou a recriar a si mesma, tendo o homem, então, se investido no papel de co-Criador, trabalhando no aperfeiçoamento da Obra Divina...
Evidentemente que, a Criação não se estabeleceu regida pelo caos, mas, sim, por Leis, inalteráveis, que vigem em todo o Universo, coordenando a evolução de tudo...
Essas Leis, expressão máxima do Pensamento do Criador, reagem segundo as ações que lhes são apresentadas, sendo, portanto, lícito, deduzir que, através de seu livre arbítrio, os homens, os seres inteligentes da Criação, as colocam em funcionamento...
Sintetizando: Deus agiu no princípio, criando pela Sua vontade, e, agora, reage às mínimas ações humanas, e não somente às ações humanas, mas, igualmente, ao mais ínfimo movimento da menor parte do todo de Sua criação...
Ao seu mais discreto suspiro, o que implica em intenção e atitude, os homens fazem com que as Leis que presidem o equilíbrio do Universo reajam, em seu apoio ou desapoio, sob a tutela da inexorável Lei de Causa e Efeito, ou de Ação e Reação...
O que muitos chamam de Intervenção Divina, sobre o indivíduo ou sobre a coletividade, nada mais é que o resultado da ação consciente do espírito ou do inconsciente da denominada “alma do mundo”, em resposta à sua liberdade de escolha.
Pode-se afirmar que todos os acontecimentos são “preparados”, ou “projetados” com antecedência, por vezes, de séculos, com os seus elementos necessários se “alinhando” para tanto...
Claro, todavia, que, dependendo das forças em movimento, certas reações surgem quase de imediato, porquanto as Leis da Criação não permanecem apáticas ao menor desequilíbrio que lhes constitui ameaça à integridade...
Assim, pela alavanca de seu livre arbítrio – quanto mais consciente mais determinante – cada criatura humana traça o próprio destino, que, inexoravelmente, ipsis literis, se cumprirá, a menos que ela mesma possa nele incluir “ingredientes” que lhe efetue alterações, suavizando-o ou agravando-o...
Foi neste sentido que os Espíritos Superiores disseram a Kardec que, em geral, os espíritos, mesmo os considerados “elementais”, são agentes da Vontade Divina, ou da Natureza...
Temos, pois, através de nossos estudos e reflexões, chegado à conclusão que a evolução do espírito, metaforicamente, é um autêntico “se vira nos 30”...
Caso queiramos que coisas boas nos aconteçam – boas em essência para o nosso aperfeiçoamento, não excluindo, portanto, experiências de dor –, procuremos ser bons, convictos de que haveremos de colher o que plantarmos...
Os espíritos mais ociosos, mais indiferentes ao seu progresso, ou ao progresso de tudo, a um simples levantar de dedo, ou piscar de olhos, já começam a sofrer as consequências das escolhas que fizeram ao piscar os olhos ou, simplesmente, levantarem o dedo, ou ainda ao se transfigurarem em pedras no caminho impedindo que o progresso aconteça, porque, na Criação, somente algo é impossível – a inércia!...
INÁCIO FERREIRA - Mediunidade na Inernet
26.2.22
SEGUE
Sofres, e o sofrimento te atordoa...
Choras, e o pranto é fel sobre o teu peito...
Contudo, por mais que a luta te doa,
Segue carpindo as urzes de teu eito...
No mundo, o tempo é pássaro que voa
Demando o porvir, claro e perfeito,
E a luz do Bem, alma fraterna e boa,
Dissolve as sombras do caminho estreito...
Não te encarceres às lamentações
De que maldiz as próprias provações...
Alguém te espera ao termo da jornada...
Esquece a dor profunda e marcha à frente,
Que depois desta vida, certamente,
Seguirás com Jesus por outra estrada!...
Auta de Souza - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião do dia 17 de Fevereiro de 1986, no recinto do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, em Uberaba – MG).
Choras, e o pranto é fel sobre o teu peito...
Contudo, por mais que a luta te doa,
Segue carpindo as urzes de teu eito...
No mundo, o tempo é pássaro que voa
Demando o porvir, claro e perfeito,
E a luz do Bem, alma fraterna e boa,
Dissolve as sombras do caminho estreito...
Não te encarceres às lamentações
De que maldiz as próprias provações...
Alguém te espera ao termo da jornada...
Esquece a dor profunda e marcha à frente,
Que depois desta vida, certamente,
Seguirás com Jesus por outra estrada!...
Auta de Souza - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião do dia 17 de Fevereiro de 1986, no recinto do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, em Uberaba – MG).
25.2.22
CAIRBAR SCHUTEL
Cairbar de Souza Schutel
22/09/1868, no Rio de Janeiro a 30/01/1938, em Matão
Farmacêutico, prefeito da Cidade de Matão e espírita.
CONVERSÃO AO ESPIRITISMO - Nascido em família católica, batizado aos 7 anos de idade, Cairbar Schutel cumpria suas obrigações perante a Igreja de Roma. Entretanto, já adulto e vivendo em Matão, passou a receber, em sonhos, a visita constante de seus falecidos pais, porque ele ficara órfão de ambos com menos de 10 anos de idade. Insatisfeito com as explicações de um padre para o fenômeno, Schutel procurou Quintiliano José Alves e Calixto Prado, que realizavam reuniões de práticas espíritas domésticas, logrando então entender a realidade do mundo extra-físico.
PARTICIPAÇÃO NO MOVIMENTO ESPÍRITA - Convertido ao Espiritismo, cuidou logo de legalizar o Grupo (hoje Centro) Espírita Amantes da Pobreza, cuja ata de instalação foi lavrada no dia 15/06/1905. Resolvido a difundir a Doutrina Espírita pelos quatro cantos do mundo, mesmo vivendo em uma pequena e modesta cidade no interior do Brasil, o "Bandeirante do Espiritismo", como ficou conhecido Cairbar Schutel, fundou o jornal "O Clarim" no dia 15/08/1905, e a RIE - Revista Internacional de Espiritismo no dia 15/02/1925, ambos circulando até hoje.
Além disso, o incansável arauto da Boa Nova, com todas as dificuldades da época e da região, viajava semanalmente até a cidade de Araraquara para proferir, aos domingos, as suas famosas 15 "Conferências Radiofônicas", pela Rádio Cultura de Araraquara (PRD - 4), no período de 1936 a 1937.
OBRAS - Escreveu, entre 1911 e 1937, vários livros:
O Espírito do Cristianismo;
Os Fatos Espíritas e as Forças X...;
Gênese da Alma;
Interpretação Sintética do Apocalipse;
Médiuns e Mediunidades;
Espiritismo e Materialismo;
Parábolas e Ensinos de Jesus;
Preces Espíritas;
Vida e Atos dos Apóstolos;
ESFORÇOS PARA PUBLICAÇÃO - Adquiriu máquinas, papel, tinta, cola e outros insumos para impressão, procurando escolher sempre material de primeira categoria. Desse esforço surgiu a Casa Editora O Clarim, que hoje emprega inúmeros funcionários em Matão, tendo publicado mais de cem títulos de obras de renomados autores, encarnados e desencarnados.
COMUNICAÇÃO MEDIÚNICA - Dizem algumas comunicações mediúnicas que o Espírito Cairbar Schutel está, no mundo espiritual, encarregado pela divulgação do Espiritismo na Terra; sendo confirmada tal informação, essa nobre tarefa está muito dirigida, porque o movimento espírita deve muito ao querido "Bandeirante do Espiritismo", assim como à sua digníssima esposa Dª. Maria Elvira da Silva Schutel, pois, como diz a sabedoria popular, ao lado de um grande homem há sempre uma grande mulher!
Fonte: Grandes Vultos do Espiritismo.
22/09/1868, no Rio de Janeiro a 30/01/1938, em Matão
Farmacêutico, prefeito da Cidade de Matão e espírita.
CONVERSÃO AO ESPIRITISMO - Nascido em família católica, batizado aos 7 anos de idade, Cairbar Schutel cumpria suas obrigações perante a Igreja de Roma. Entretanto, já adulto e vivendo em Matão, passou a receber, em sonhos, a visita constante de seus falecidos pais, porque ele ficara órfão de ambos com menos de 10 anos de idade. Insatisfeito com as explicações de um padre para o fenômeno, Schutel procurou Quintiliano José Alves e Calixto Prado, que realizavam reuniões de práticas espíritas domésticas, logrando então entender a realidade do mundo extra-físico.
PARTICIPAÇÃO NO MOVIMENTO ESPÍRITA - Convertido ao Espiritismo, cuidou logo de legalizar o Grupo (hoje Centro) Espírita Amantes da Pobreza, cuja ata de instalação foi lavrada no dia 15/06/1905. Resolvido a difundir a Doutrina Espírita pelos quatro cantos do mundo, mesmo vivendo em uma pequena e modesta cidade no interior do Brasil, o "Bandeirante do Espiritismo", como ficou conhecido Cairbar Schutel, fundou o jornal "O Clarim" no dia 15/08/1905, e a RIE - Revista Internacional de Espiritismo no dia 15/02/1925, ambos circulando até hoje.
Além disso, o incansável arauto da Boa Nova, com todas as dificuldades da época e da região, viajava semanalmente até a cidade de Araraquara para proferir, aos domingos, as suas famosas 15 "Conferências Radiofônicas", pela Rádio Cultura de Araraquara (PRD - 4), no período de 1936 a 1937.
OBRAS - Escreveu, entre 1911 e 1937, vários livros:
O Espírito do Cristianismo;
Os Fatos Espíritas e as Forças X...;
Gênese da Alma;
Interpretação Sintética do Apocalipse;
Médiuns e Mediunidades;
Espiritismo e Materialismo;
Parábolas e Ensinos de Jesus;
Preces Espíritas;
Vida e Atos dos Apóstolos;
ESFORÇOS PARA PUBLICAÇÃO - Adquiriu máquinas, papel, tinta, cola e outros insumos para impressão, procurando escolher sempre material de primeira categoria. Desse esforço surgiu a Casa Editora O Clarim, que hoje emprega inúmeros funcionários em Matão, tendo publicado mais de cem títulos de obras de renomados autores, encarnados e desencarnados.
COMUNICAÇÃO MEDIÚNICA - Dizem algumas comunicações mediúnicas que o Espírito Cairbar Schutel está, no mundo espiritual, encarregado pela divulgação do Espiritismo na Terra; sendo confirmada tal informação, essa nobre tarefa está muito dirigida, porque o movimento espírita deve muito ao querido "Bandeirante do Espiritismo", assim como à sua digníssima esposa Dª. Maria Elvira da Silva Schutel, pois, como diz a sabedoria popular, ao lado de um grande homem há sempre uma grande mulher!
Fonte: Grandes Vultos do Espiritismo.
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