14.7.16

ILUMINAÇÃO - III

237 –Existe diferença entre doutrinar e evangelizar?

-Há grande diversidade entre ambas as tarefas. Para doutrinar, basta o conhecimento intelectual dos postulados do Espiritismo; para evangelizar é necessária a luz do amor no íntimo. Na primeira, bastarão a leitura e o conhecimento, na segunda, é preciso vibrar e sentir com o Cristo. Por estes motivos, o doutrinador, muitas vezes não e senão o canal dos ensinamentos, mas os sinceros evangelizados serão sempre o reservatório da verdade, habilitado a servir às necessidades de outrem, sem privar-se da fortuna espiritual de si mesmo.
238 –Para acelerar o esforço de iluminação, a Humanidade necessitará de determinadas inovações religiosas?
-Toda inovação é indispensável, mesmo porque a lição do Senhor ainda não foi compreendida. A cristianização das almas humanas ainda não foi além da primeira etapa.
Alguns séculos antes de Jesus, o plano espiritual, pela boca dos profetas e dos filósofos, exortava o homem do mundo ao conhecimento de si mesmo. O Evangelho é a luz interior dessa edificação. Ora, somente agora a criatura terrestre prepara-se para o conhecimento próprio através da dor; portanto, a evangelização da alma coletiva, para a nova era de concórdia e de fraternidade, somente poderá efetuar-se, de modo geral, no terceiro milênio.
É certo que o planeta já possui as suas expressões isoladas de legítimo evangelismo, raras na verdade, mas consoladora e luminosas. Essas expressões, porém, são obrigadas às mais altas realizações de renúncia em face da ignorância e da iniqüidade do mundo. Esses apóstolos desconhecidos são aquele “sal da Terra” e o seu esforço divino será respeitado pelas gerações vindouras, como os símbolos vivos da iluminação espiritual com Jesus-Cristo, bem-aventurados de seu Reino, no qual souberam perseverar até o fim.

Livro “O Consolador” –  Francisco C. Xavier – Emmanuel – Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz

13.7.16

A ALMA E O FETO

Questão 353 do Livro dos Espíritos

Não se pode dizer que o feto tem uma alma, propriamente dizendo, no entanto, está destinado a possuí-la ou essa a este. Já falamos em várias anotações a respeito, que a reencarnação somente se consuma depois dos sete, quatorze e vinte e um anos. Os laços vão se apertando pouco a pouco, conforme o crescimento do corpo.
É notório e prudente, que tudo na vida respeite leis irradiadas por Deus, sem violência. O encontro do espermatozóide com o óvulo é a transformação de duas vidas em uma, para que se cumpra uma destinação em favor de um Espírito, na busca de experiências necessárias ao seu comportamento espiritual. Estudando a geração nos aspectos de beleza biológica, notadamente dentro do útero feminino, haveremos de raciocinar que um corpo precisa ser cuidado para que tenha equilíbrio na jornada a que se destina seguir.
O Espírito é uma ave que pousa no ninho craniano, comandando o corpo para a grandeza das suas qualidades imortais. Compete-nos verificar todos os dias as reações desse encontro, de maneira a deduzirmos com urgência o que devemos fazer da vida. A alma em marcha evolutiva vai necessitando de corpos que se sucedem, ciência que a ignorância humana empana, com medo de propagar, receio esse provindo da falta de conhecimento das necessidades do Espírito para seu melhor desempenho no mundo: se deseja algo, por exemplo, com excessivo querer, cria um corpo singular, a oferecer campo as suas vibrações de modo que esse corpo acumula seus próprios sentimentos; se é um pensador, cria com isso um corpo mental onde acumula inúmeros pensamentos, que vibram de acordo com as idéias que carrega.
Quem não usa seus poderes, deixa-os atrofiar, e não pode criar corpos diante da inutilidade dos seus talentos. A própria ciência no futuro irá estudar o comandante do corpo em todas as particularidades que ela poderá alcançar, porque somente conhecendo a alma, poderá saber de suas vestes, com as suas necessidades. A psicologia, quando ampliada na extensão do amor, deverá cuidar deste estudo igualmente, ajudando, assim, a mãe na sua gestação, instruindo-a no seu comportamento, para bons pensamentos e controle emocional. Também o pai deve ser instruído nesse sentido porque o Espírito bem antes do nascimento, já se encontra no lar, familiarizando-se com os seus futuros pais.
É bom que cada um coopere na evolução de todos. Cumprindo seu dever, esta trabalhando para si mesmo. A harmonia divina pertence a todas as criaturas. Precisamos conservá-lo dentro e fora de nós.
Por enquanto, não é necessário saber onde o Espírito fica; a alma não tem local especial para ficar quando está encarnada, podendo se mover por vários pontos porque o Espírito é inquieto. Mesmo na inconsciência, ele se move e vibra em todas as direções e sopra onde quer que seja.
Diz "O Livro dos Espíritos" que o feto não tem propriamente uma alma; é a alma, certamente, que está esperando o seu corpo, para o cumprimento das suas atividades na Terra. Esperemos e confiemos em Deus, para que tudo corra bem, para o nosso melhor desempenho.

Livro: Filosofia Espírita – João Nunes Maia – Miramez – Todos os livros espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz

11.7.16

Braços Cruzados

Vejo por aí, ainda hoje, muitos homens pedindo esmola. Meninos, que deveriam estar na escola ou aprendendo um ofício qualquer, limpando carros nas avenidas. Do meu tempo para cá, o que mudou?
É certo que foram criadas leis. É também certo que exista hoje um caldeirão de proteções sociais, mas por que ainda temos que conviver com tamanha miséria social?
Ora, se estão lá, no meio da rua, abandonados, é porque eles não têm para onde ir, com quem ficar, o que fazer.
Esta é mais uma demonstração que nossa sociedade, apesar dos incontáveis avanços, ainda se encontra doente. Está doente porque parte de seus integrantes – e não são poucos – estão relegados a própria sorte.
O que fazer além da indignação para quem já a possui?
As organizações sociais e não governamentais fazem a sua parte. Procure alguma delas e empreste a sua solidariedade em forma de recurso financeiro ou com a sua própria ajudada voluntária.
As igrejas, o movimento espírita e vários religiosos possuem iniciativas caritativas que atendem a muitos segmentos envolvidos em carência. Engaje-se em uma, o mais rapidamente possível.
Se nada puder fazer, se achar que nada pode ser feito, ao menos ore.
A oração é benção divina que cada um de nós pode empresar ao seu irmão de caminho e nada custa, absolutamente não se paga nada por ela.
Basta, de maneira corajosa e sincera, elevar o pensamento e o coração em convergência para aquele que sofre.
Algo, portanto, pode ser feito no curto prazo para aliviar as dores dos nossos irmãos ao relento, classificados como excluídos.
Outro procedimento, porém, pode ser feito com mais efetividade.
É o voto, meu filho, é a participação política consciente. Este é um poderoso instrumento de transformação social quando visto de maneira responsável.
As eleições municipais se aproximam e em quem você vai votar?
Que causa você vai defender?
Que juízo de valor fará para as propostas políticas dos candidatos?
Todas as iniciativas, particulares ou coletivas, públicas ou privadas, são importantes para tirar o menor da rua e o adulto da exclusão.
Outras sociedades já conseguiram avançar um passo, então é possível fazer.
Vejamos o que nos cabe. Pensemos as nossas alternativas. O que não se pode, de jeito algum, é ficar de braços cruzados.
Paz em Jesus!

Helder Camara – Blog Novas Utopias

10.7.16

O sonho de união não acabou

A divisão que hoje impera na Europa não é satisfatória para os interesses mundiais. O que lá acontece é que não houve o devido ajuste de conduta entre os povos. É natural que seja assim, pois, somente pouco a pouco, é que tudo se concretiza na união de povos.
Os alemães, os franceses, os ingleses e todos os outros componentes da União Europeia sabiam da dificuldade que seria em materializar este antigo sonho de união. As barreiras a serem transpostas são imensas. Os interesses individuais devem casar com os interesses coletivos e isso fere ao que se convencionou denominar de soberania nacional.
Ora, como fazer parte do todo, sem se integrar a ele, sem se adaptar a conjuntura total?
Estes azedumes locais são naturais e esperados. Os nacionalistas nunca viram com bons olhos a aproximação de povos que antes foram circunstancialmente seus inimigos. Enxergam com certa desconfiança as diferenças e decisões tomadas em colegiado. Afinal, como ficará a vontade do meu país diluída entre os demais?
Esta expectativa negativa de muitos europeus ganhou eco entre os britânicos, não todos eles, mas de um agrupamento mais conservador, portanto, menos liberal a ideias novas.
Eles acham que o mundo não mudou. Que a libra esterlina é forte por natureza. Que seu país ainda é, de certa forma, o centro do mundo. Não entendem como é que eles podem ficar sem emprego e muitos europeus de outras nações ocuparem o seu lugar.
Esta relação de perdas e ganhos é uma contabilidade que todos os países integrantes da União Europeia fazem constantemente. Em outras palavras, averiguam se é melhor estar sozinho ou fazer parte de um grande grupo de nações.
Esta contabilidade, meus caros, para todos, sem exceção, têm se demonstrado positiva, afinal de contas, isoladamente, ungindo de suas próprias ações, dificilmente conseguiriam os resultados desejados. Hoje, fazendo parte da “nação europeia” sentem-se, muitos deles, seguros e fortes. Esta é a razão do reforço pela ideia integrativa europeia. As contas, no final, batem no azul.
A União Europeia sabe do momento decisivo que atravessa. A inesperada, mas ainda não concretizada saída dos britânicos, é, sem dúvida alguma, uma queda nas pretensões plurais que já estão em desenvolvimento.
Torcemos para que os ingleses reflitam melhor sobre a sua decisão, aliás, muitos já estão fazendo, mesmo aqueles que votaram favoravelmente no plebiscito separatista. A pena para a saída do bloco continental será tamanha que poderá, inclusive, ocorrer um retrocesso nesta decisão. Não tenho dúvidas alguma sobre isso.
Este patamar de coisas é observado por nós espíritos com muita clareza. Estamos atentos aos fatos igualmente a vocês aí no plano físico. As repercussões não são apenas de ordem material. Diria que são primeiramente de ordem espiritual, pois não existe efeito sem uma causa fundante.
Aguardemos os fatos. Muita água ainda está por rolar sob as pontes londrinas. Nada é definitivo, a não ser a própria vida que nos abastece de esperanças e alegria.
Joaquim Nabuco - Blog Reflexoes de um Imortal

9.7.16

DUAS VOGAIS

Uma palavra somente,
Juntando duas vogais,
Pronunciada à miúde
É egoísmo demais.

Palavrinha singular,
Que, de plural, nada tem,
Vive ilhada do alfabeto,
Que tanta letra contém.

Palavrinha ambiciosa
Que pensa que o mundo é seu,
Espinhando em tua boca
Toda vez que dizes “eu”.

Eurícledes Formiga
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã de sábado do dia 2 de julho de 2016, em Uberaba – MG).

6.7.16

Cromoterapia, Florais de Bach... Nos Centros Espíritas?

Nós espíritas sabemos que existem Centros Espíritas ( que assim auto denominam-se ) que trabalham com cromoterapia, florais de Bach, etc. e que conseguem bons resultados de curas. Fazem os doentes saírem física e mentalmente recuperados. Cabe a nós, espíritas, respeitar as mais diversas modalidades e formas de cura. São meios úteis de minimizar o sofrimento alheio.
Se temos por obrigação respeitar a forma dos outros agirem ( não devemos respeitar o livre arbítrio? ) e, até elogiar por estarem aplicando mais uma maneira de ajudar a quem precisa, temos, por outro o lado, o direito de pedir ao líderes dessas instituições para não denominá-las de Centros Espíritas.
Releia Kardec.
Você, caro irmão, assim agindo, com o nobre propósito de ajudar o próximo, prejudica o foco do Espiritismo.
O bom líder sabe que determinar o foco é o passo fundamental para conseguir sucesso em sua empreitada.
Agindo assim, meu irmão, vão confundir Espiritismo com Casa de Recuperação, onde o doente vai com um mal do corpo ou do espírito, cura-se, e depois volta para sua residência esquecendo-se completamente da importância do Centro Espírita em sua vida, ou mesmo não tendo – esse doente recém curado - acesso à profundidade da Doutrina Espírita, que é o que ocorre na maioria das vezes.
Não pense que o Espiritismo não deixa de ser uma Casa de Recuperação. Ele o é, sim. Mas como um meio, não como um fim. A pessoa que enxergar o Centro Espírita principalmente como uma Casa de Recuperação, está tendo uma visão desfocada do Espiritismo.
Uma Casa de Recuperação atende um doente por um tempo determinado, até que ele se cure.
O Espiritismo não é uma Casa de Recuperação, apesar de poder e dever agir como tal (mas repito, como um meio, não como um fim). O Espiritismo é sim, uma Escola, que tem o objetivo de educar – para sempre, e não por um tempo determinado – o espírito imortal.
Por que hoje muitos indivíduos procuram o Centro Espírita para se curarem de um mal qualquer, curam-se e depois não voltam mais?
Porque o Espiritismo está, de forma errônea, vendendo essa imagem de Casa de Recuperação.
Insisto: adotar cromoterapia, florais de Bach, etc. é desfocar o Espiritismo. É não abrir os olhos do indivíduo ao profundo conhecimento e entendimento que a Doutrina Espírita pode a ele proporcionar por toda sua imortal vida, e não apenas por um momento em que precisou ser curado de determinado mal.
Se quiser, caro irmão, continue a adotar a cromoterapia, divulgue e aplique os florais de Bach, sabemos que existem muitas formas de sermos úteis à humanidade, mas, por favor, mude o nome de sua instituição. Para o bem da exata compreensão do que é o Espiritismo, não a chame de Centro Espírita.
Não prejudique o foco.
Alkíndar de Oliveira

5.7.16

REENCARNAÇÃO E DESENCARNAÇÃO
(Outras Reflexões)

O espírito, em geral, reencarna sem lucidez.
Esquece o passado.
Duvida da existência do Mundo Espiritual de que procedeu.
Ignora o seu transcendente destino.
Vive espiritualmente adormecido.
Confunde-se com o corpo físico.
Do berço ao túmulo, realiza quase insignificante progresso.
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O espírito, em geral, desencarna sem consciência do fenômeno.
Olvida o pretérito.
Na maioria das vezes, permanece dormindo.
Chega a duvidar de que tenha “morrido”.
Prossegue ignorando o seu glorioso futuro.
Continua a confundir-se, agora com o seu corpo espiritual.
Do túmulo a novo berço, a sua evolução é lenta.
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No livro “Os Mensageiros”, capítulo 22 – “Os Que Dormem” –, eis interessante elucidação de André Luiz, sobre a maioria dos espíritos que, pela desencarnação, deixam o corpo físico: “Muitos penetram nossas regiões de serviço, como embriões de vida, na câmara da Natureza sempre divina. Um amigo nosso costuma designá-los por fetos da espiritualidade...”
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“Embriões de vida”!...
“Fetos da espiritualidade”!...
Eles existem no corpo carnal e fora dele.
Ainda segundo André Luiz, que registrava explicações de Aniceto, eles “dormem, porque estão magnetizados pelas próprias concepções negativistas; permanecem paralíticos porque preferiram a rigidez ao entendimento...”
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Nem todo espírito encarnado crê na existência do Mundo Espiritual e nem todo espírito, mesmo estando desencarnado, acredita que a vida prossegue para além da Terra.
Muitos dos que não dormem, porém desencarnados, imaginam, ainda estar vivendo na Crosta.
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Concluímos que, para grande número de espíritos, os fenômenos da desencarnação e da reencarnação, a repetirem-se, em círculo vicioso, são meros episódios periféricos.
Não lhes alteram a realidade íntima substancial.
Daí o estranho fenômeno de o espírito encarnado recordar-se de uma existência pregressa vivida na Terra, e não recordar-se de seu tempo de permanência no Mundo, ou Planeta Espiritual.
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No livro “Nosso Lar”, no capítulo 1, André Luiz, descrevendo a sua própria experiência de espírito recém-desencarnado, afirma peremptório: “Enfim, como a flor de estufa, não suportava agora o clima das realidades eternas. Não desenvolvera os germes divinos que o Senhor da Vida colocara em minhalma. Sufocara-os, criminosamente, no desejo incontido de bem-estar. Não adestrara órgãos para a vida nova.”
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“Não adestrara órgãos para a vida nova.”!...
Que órgãos seriam tais?...
Principalmente o órgão cerebral, ou seja, a mente, que, ao ser desenvolvido, nos ensejará separar a ilusão da existência física da realidade da Vida Espiritual.
Assim como, na Terra, pouco se admitem na condição de espíritos reencarnados, poucos, no Mundo Espiritual, se reconhecem na condição de espíritos desencarnados.

INÁCIO FERREIRA – Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 4 de julho de 2016.