31.1.14


RETIFICAR 

Corrige amando para que a chama de teu auxílio não se apague ao golpe rijo do desespero.
Não prescindirás da bondade e da tolerância na retificação dos elementos mais simples.
O próprio ato de remendar a peça de roupa humilde, recuperada para servir-te, reclama desvelo justo.
Lembra-te de que o cirurgião recorre à anestesia para atender ao órgão doente e recorda que o artista trabalhando a pedra obscura, não a golpeia sem amor, a fim de que o buril, manejado com sabedoria e ternura, dela arranque a obra-prima que lhe expressará o sonho de perfeição e beleza.
Se realmente amas aquele que a sombra afeia e desfigura, não cobri-lo-ás de impropérios e maldições, porquanto, condenar quem já é de si mesmo desorientado e infeliz é o mesmo que precipitar o viajante inseguro no abismo das trevas ou acelerar a agonia do enfermo, arrojando-o ao visco da morte.
Não basta sentir o veneno do mal e perceber-lhe a influência.
É imprescindível descobrir o antídoto do bem para administrá-lo, sem alarme, na hora certa.
Diante dos corações que reconheces transviados em pedregoso caminho, estende em silêncio os braços amigos para que a fraternidade exalte o ministério da salvação, sem os remoques da crueldade que apenas conseguem piorar as moléstias do espírito, assim como a imprudência do enfermeiro alarga a ferida que as suas mãos se propunham a curar.
Guarda a certeza de que à frente do nevoeiro não vale gritar para que a sombra de extinga.
É necessário o socorro da paciência com a firme disposição de acender nova luz.

Livro: Intervalos - Francisco C Xavier - Emmanuel

30.1.14

Senhoras de boa vontade

Lendo no evangelho de Lucas capítulo 8:
1 - "Depois disso, Jesus andava pelas cidades e aldeias anunciando a boa nova do Reino de Deus.
2 - Os Doze estavam com ele, como também algumas mulheres que tinham sido livradas de espíritos malignos e curadas de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios.
3 - Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes; Susana e muitas outras, que o assistiram com as suas posses."
Conclui-se que durante os três anos em que Jesus passou com os apóstolos pregando a Boa Nova, deixando seus afazeres particulares, as suas despesas eram atendidas por algumas senhoras de boa vontade.
Li em outro livro psicografado, que não me lembro agora o nome nem o autor, que Jesus teve um dialogo com um jovem rico que perguntara a Jesus quais atos o levariam à "vida eterna". Primeiro Jesus recomendou ao rapaz obedecer aos mandamentos. Quando ele respondeu que já os observava, Jesus então acrescentou:
"Se queres ser perfeito, vai vender tudo o que tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro nos céus; depois vem seguir-me." (Mateus 19:21). O Jovem saiu de fininho, mas Maria Madalena estava ouvindo, sendo ela uma mulher de muitas posses, vendeu tudo, distribuiu aos pobres que a serviam e seguiu Jesus.
Ai vem a pergunta que não quer se calar, e nós como ficamos diante disso tudo, continuaremos a arrumar desculpas ou vamos também sair de fininho?
 

Toninho Barana

29.1.14

Questão 266 do Livro dos Espíritos
    DESAFIO DAS PROVAS
    O espírito, quando se encontra na erraticidade, não pensa em provas fáceis, principalmente o que já se acha desperto para a luz do entendimento. Ele vê seu caminho cheio de lutas e deseja lutar; reconhece que as coisas fáceis lhe trazem dificuldades inúmeras, capazes de lhe fazer voltar às tarefas terrenas para recomeçar de novo, enquanto quase todos que carregam o peso da carne já têm outros pensamentos, querendo ficar livres de todas as provas, e se lhes fosse dado escolher, já não escolheriam o que escolheram quando desencamados, por estar a sua visão vedada pela baixa vibração como encamado.
    O Espiritismo veio abrir os olhos dos que caminham, influenciando-os de maneira a suportarem com paciência todos os entraves da carne, por saberem que se encontram na escala com amplas possibilidades de libertação, conhecendo as verdades espirituais As tarefas mais difíceis nos entregam, com profundidade, lições valiosas. Já as muito fáceis, são motivos de variados escândalos.
    Quando a alma se encontra na carne, somente vê nas provas idéias negativas e, por vezes, sentem-se como grandes devedores, mas essa não é a realidade; são processos de despertamento espiritual necessários ao progresso de todos que assumiram compromissos, no mundo da verdade, para ganharem mais depressa a tranqüilidade de consciência.
     Quantos escolheram, quando no mundo dos espíritos, a lepra e, às vezes, junto com ela a pobreza e outros infortúnios parecidos, e derramaram lágrimas e mais lágrimas sentindo-se só no mundo pelo abandono dos seus queridos familiares, surgindo até a revolta!? Entretanto, ao retornarem à pátria espiritual, deram graças a Deus pelas chagas que lhes ajudaram a se libertar das paixões e de outros entraves à moral evangélica em seus corações!
    Sabemos que não é fácil suportar com coragem determinadas provas; para tanto, temos as nossas experiências, e elas nos recomendam que procuremos como exemplos os grandes personagens que estiveram no mundo físico para dar testemunhos, como que a ajudarem os homens a terem fé na vitória do espírito. As provas fáceis são para as almas fracas, pois o fardo pesa de acordo com as forças. Necessário se faz que tenhamos bom ânimo, em todos os aspectos da vida, que mãos espirituais de mais alta elevação se encontram assistindo a humanidade, por ordem de Deus. O Cristo não se esquece de ninguém.
    Quanto mais sofrermos com coragem e fé, mais perto nos encontraremos das bem-aventuranças. A luz é para todos os que desejam conquistá-la. As portas largas são para os que ignoram as verdades eternas, e as estreitas para os sábios de entendimentos. Quanto mais se desprende da matéria, mais alegria se deve ter, ombreando o fardo da carne.
    Os caminhos que devem despertar as qualidades espirituais mais elevadas são os do amor e da caridade, onde o Cristo se encontra mais visível. Aí é que devemos permanecer, lutando com Ele. Para certos espíritos, logo que se desligam da matéria, cessa toda a sua ilusão, no que se refere às paixões mundanas e eles entregam as suas mãos para se movimentarem com as mãos de Jesus.
    Concitamos a todos os nossos companheiros que se encontram ligados à Terra que não esmoreçam nas provas pois nada são, diante da felicidade que gozarão na eternidade, quando se tornarem livres pelo conhecimento da verdade.
 
Livro: Filosofia Espírita IV - João Nunes Maia - Miramez

28.1.14

Minha Vida depois da Morte - II

A vida continua.
Não me canso de dizer estas coisas para que os que me leem não se cansem também de lembrar.
O simples fato de saber que a vida existe depois da morte deve renovar de esperanças a toda pessoa que na Terra queira fazer algo em benefício de si e do próximo.
Eu mesmo acreditava na vida depois da morte, mas confesso que possuía uma visão distorcida. Quando aqui chegamos e percebemos o quanto tudo é tão natural nos espantamos com tamanha singularidade, mas, ao mesmo tempo, com tamanha simplicidade desta outra realidade do ser.
O mundo aqui é parecidíssimo com o mundo daí. Devo confessar, porém, que é melhor. Há outras possibilidades, justamente por ser a essência espiritual, do que no mundo físico.
A vantagem é porque podemos conviver com o mundo físico em consonância com o mundo espiritual, então temos duas experiências simultâneas. O inverso, porém, embora aconteça, é coberta pelo véu do esquecimento para a maioria das criaturas.
Minha vida aqui é normal. Mantenho a rotina de sempre no convento em que vivo. Tudo muito simples, mas de extrema delicadeza e beleza. Tudo muito limpo, tudo esteticamente perfeito. Vivo com outros padres. Homens que usaram a batina na terra e possuem os mesmos desejos de melhora interior e compromisso em servir ao Pai pelas mãos de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Vivo, o tempo todo, em trabalho constante. Não há um só dia que não temos novidades do lado de cá. Participamos de tarefas internas e externas. Sou convocado a participar de missões por aqui e também entre vocês. Tudo normal, nada de sobrenatural.
Alimento-me com aí na Terra. Nada demais. Uma alimentação frugal, mas deliciosa, dentro dos padrões deste lado da existência. Temos necessidades ainda próximas dos seres humanos que estão no corpo físico. Não somos almas penadas como aquelas que aparecem nos filmes. Somos iguaizinhos ao que éramos aí. A diferença é que pude remoçar-me. Adquiri uma aparência que tinha aos meus 60 anos de idade aproximadamente.
A juventude não é apenas no corpo, mas reflete-se também na alma. Sinto-me mais disposto, mais tranquilo, mais leve, se é que me entendem.
Não sou santo e nem vivo perto de Deus com outros eleitos. Do lado de cá não tem nada disso, pelo menos que eu saiba. Somos todos trabalhadores do Cristo para fazer uma terra melhor. Só isso.
Trabalho e recebo visitas. Aqueles que descobrem onde estou chegam para me visitar, de quando em quando. É tudo muito natural como aí no mundo físico.
É assim a minha vida e espero, com minha humilde contribuição neste blog, dizer da minha satisfação de continuar servindo ao Pai deste lado de cá.
Quero com isso aliviar o pensamento de tantos quantos tenham fantasias do que vão encontrar por aqui. Quero também deixar claro aos meus irmãos de caminho que tenho as minhas limitações. O que sei, o que posso fazer, o que posso dizer, é o que transmito. Há coisas que já descobri, mas não tenho, por enquanto, possibilidade de relatar. Aguardem!
Deixo o meu abraço caloroso nesta manhã de domingo e que Deus nos abençoe!
Helder Camara

27.1.14


Minha Vida depois da Morte I

Eu venho de longe, de muito longe. As paradas que tive, antes de aqui chegar, foram muitas. Parei para descansar. Parei para me alimentar. Parei em todo lugar. O que fiz? O que fiz foi me preparar para aqui chegar. E chego com ânimo renovado, com esperanças redobradas, com vontade de acertar.
Minhas paradas, antes de aqui chegar, tinham um propósito maior. Queria saber direito o que dizer. Pois é, quando “morri” sabia pouco da vida do lado de cá. Passei um tempo a me adaptar. Queria saber como tudo funcionava deste lado da vida. Procurei informações, dividi experiências, fiz de tudo um pouco para não trazer as mãos vazias.
Tudo que perguntei foi com a finalidade de melhor saber e, um dia, poder transmitir a toda a gente. Foi aí que, ao saber que poderia me comunicar com as pessoas na Terra, tive o impulso de pedir permissão para este feito.
- Agora não, Helder, agora não! Espere um pouco mais.
Aguardei em silêncio a permissão para me comunicar com os que aqui deixei. Foi uma espera inquieta porque me animava, o tempo todo, falar logo o que encontrei do lado de cá da vida. Havia um motivo para aquela demora, eu sei, tranquilizar a minha alma efervescente em dizer das novidades aqui encontradas.
Aprendi que tudo tem seu tempo certo no lado de cá da vida. Tudo tem uma razão de ser, que nada acontece por acaso. Foi permitido, certo dia, falar da minha vida, mas quem poderia fazê-lo?
Fui para lá e para cá a procura de médiuns. Lógico que procurei entre os meus irmãos católicos. Há muitos médiuns entre nós, mas todos se fecham diante das revelações espirituais. Têm medo de serem condenados pelas comunicações que vierem através deles. Fecham-se e não possibilitam a escrita mediúnica, pelo menos abertamente. Conheço muitos que escrevem, escrevem, mas guardam tudo a sete chaves para que ninguém saiba. Ai, se um superior souber que eles psicografam, pensam.
Pois bem, então me foi dirigido a um rapaz espírita para fazer este trabalho. Ele me encontrou em sono físico e me disse que topava a parada, mas achava-se incompetente para realizar tal feito. Então disse-lhe:
- Então somos dois, aprenderemos juntos ao mesmo tempo. Você me permite e eu tento lhe ajudar.
Deu certo!
Foi assim que surgiu a minha parceria espiritual com o médium Carlos Pereira. Ele me conhecia de longe, admirava-me como sacerdote, mas a distância. Foi aí que falei mais sobre mim e, pouco a pouco, fomos nos conhecendo.
Descobri de seu passado na Igreja Católica. Foi padre como eu em vidas passadas. Não o reconheço de outros tempos, mas sei que foi gente fluente no clero. Tinha seu nome na boca de Roma, pelo seu prestígio onde atuava, mas seus planos de servir a Igreja de maneira mais plena, foi-lhe subtraído por interesses menores. Foi aí que se restringiu a ficar onde estava e ao “morrer” conheceu a doutrina espírita, a qual se maravilhou, e o resto da história deve ser contada por ele.
De minha parte, agradeço a parceria. Sei que ele poderia fazer mais e faz na medida do possível, mas não me queixo. É dedicado e o mais importante: é correto comigo e com o que eu escrevo. Tem coragem de ser criticado por esta iniciativa de dois mundos, até porque muitos pensam que já sou santo, santo coisa nenhuma, eu sou gente normal, sempre fui, não é porque morri que deixarei de ser.
Voltemos a nossa conversa inicial.
Com o tempo, percebi que nosso ajuste de sintonia aumentava gradualmente. Meus pensamentos se ajustavam corretamente aos dele. Aí, então, passei a alimentar a ideia de escrever um livro com os escritos que transmitia. Assim, nasceu “Novas Utopias”. Por que dei este nome ao meu primeiro livro como “morto”? Simplesmente porque a descoberta da continuidade da vida depois da morte vislumbra novos e grandes horizontes para o ser humano na Terra, proporcionando-lhe novas aspirações, novos ideais, um novo jeito de viver e ser.
Dele para “No Coração de Deus” foi um pulo. Anotações sobre a vida foram aproveitadas e constitui um bom livro de bolso para lembrar as coisas boas da vida e nossa relação com o outro e com Deus Pai.
O outro texto, denominado por mim de “Em Razão de Viver”, conta outras reflexões pós-morte. Sabia da necessidade de continuar a escrever para dizer a toda a gente de mais conclusões que tinha no lado de cá da vida.
Outros chegarão e outros ainda estão em projeto. Utilizei-me, de tempos para cá, de outra médium, a querida irmã Antonieta. Que menina linda e meiga. Gosto muito do seu contato, pois, além da beleza exterior que lhe é peculiar ao primeiro contato, encontrei a beleza maior, que é a beleza da alma. Ela é mais ajustada ao pensamento católico que ainda trago dentro de mim. O Carlos é padre distante, a Antonieta é católica recente. Os dois me dão um bom caldo de produção e de projetos, graças a Deus.
Foi nesta história de escrever para vocês que me pus a escrever neste blog semanalmente. Coloco aqui as minhas reflexões do dia a dia e solto-me nos pensamentos. Agora quero mais, se for possível.
Gostaria, quem quisesse, de responder perguntas daqueles que leem estas linhas.
Coloquem no blog as suas perguntas, as suas dúvidas, e eu, no que puder responder, darei as minhas respostas. Carlos estará ligado em relacioná-las nos meus contatos semanais e eu trarei as respostas dentro do possível.
Um abraço a todos deste padre incansável em querer servir mais e melhor ao Nosso Senhor Jesus Cristo.
Helder Camara

26.1.14

ORAÇAO

O poder da oração nem sempre será visto nas ocorrências externas, tanto quanto desejas, mas sim em tua renovação na vida íntima para que a paciência te socorra e a humildade te ilumine a fim de que aceites as Leis de Deus.

Chico Xavier - Emmanuel

25.1.14


PROMOÇÃO 

Quando o fracasso nos desafia de perto...
Quando a tentação e a enfermidade nos visitam ...
Quando a nossa esperança se dissolve no sofrimento ....
Quando a provação se nos afigura invencível ....
Quando somos apontados pelo dedo da injúria.....
Quando os próprios amigos nos abandonam...
Quando todas as circunstäncias nos contrariam ...
Quando a mágoa aparece ......
Quando a incompreensão nos procura, ameaçadora...
Quando somos intimados a esquecer-nos, em benefício de outros ...
Então, é chegado para nós o teste de aproveitamento espiritual, na escola da vida, para efeito de promoção.

Livro: Paz e Renovação - Francisco C Xavier - Albino Teixeira