6.8.16

VIGIA!

Obsessão, muitas vezes,
Sem que se espere por ela,
Na vida de muita gente
Ocorre por bagatela.

Uma fratura na perna,
Pode ser ocasionada
Pela casca de banana
Que se pisa na calçada.

Num sorriso insinuante,
Na moldura da paixão,
Pode ser iniciado
Um caso de obsessão.

A imagem degradante
Uma ideia sugerindo,
Pode servir de armadilha
Em que muitos vão caindo.

Vigia a luta pequena
De que a vida se touca,
Pois a noite mais escura
Começa com treva pouca.

Eurícledes Formiga

(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã de sábado do dia 30 de julho de 2016, em Uberaba – MG).

5.8.16

DOR - III

243 –Todos os Espíritos que passaram pela Terra tiveram as mesmas características evolutivas, no que se refere ao problema da dor?
-Todas as entidades espirituais encarnadas no orbe terrestre são Espíritos que se resgatam ou aprendem nas experiências humanas, após as quedas do passado, com exceção de Jesus-Cristo, fundamento de toda a verdade neste mundo, cuja evolução se verificou em linha reta para Deus, e em cujas mãos angélicas repousa o governo espiritual do planeta, desde os seus primórdios.
244 –Existem lugares de penitência no plano espiritual? E acaso poderá haver sofrimento eterno para os Espíritos inveterados no erro e na rebeldia?
-Considerando a penitência em sua feição expiatória, existem numerosos lugares de provações na esfera para vós invisíveis, destinados à regeneração e preparo de entidades perversas ou renitentes no crime, a fim de conhecerem as primeiras manifestações do remorso e do arrependimento, etapas iniciais da obra de redenção.
Quanto à idéia do sofrimento eterno, se houvesse Espíritos eternamente inveterados no crime, haveria para ele um sofrimento continuado, como o seu próprio erro. O Pastor, porém, não quer se perca uma só de suas ovelhas. Dia virá em que a consciência mais denegrida experimentará, no íntimo, a luz radiosa da alvorada

Livro “O Consolador” –  Francisco C. Xavier – Emmanuel – Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz de Seu amor.

4.8.16

ENTRE OS NATIMORTOS

Questão 356 do Livro dos Espíritos

Entre os natimortos alguns efetivamente não têm a destinação de viver, por não haver, desde o princípio da sua gestação no seio da mãe, determinado Espírito para a devida reencarnação. No entanto, como já foi dito, existem almas que aceitam, por renúncia, ajudar na formação do corpo, o qual é nutrido mais pela mãe, e tomando a forma humana para muitas lições que a vida posse dar.
Um lar é um laboratório divino, onde se fabrica a mais sofisticada roupagem para a alma, que máquina humana alguma tem a capacidade de fazer, além do corpo que se forma pelo amor do casal. É pois, uma universidade valiosa, onde opera a luz do Cristo, sob as bênçãos de Deus, para educação dos Espíritos destinados a conhecerem a verdade. O lar, quando em Cristo, não somente da oportunidades aos Espíritos para a volta ao mundo, como indica os caminhos para a sua jornada.
No mundo espiritual há multidões de Espíritos desejosos de uma reencarnação, esperando que os encarnados possam lhes oferecer esse presente do céu para os seus corações ansiosos na educação dos seus sentimentos. Certamente que existe uma luta muito grande para o Espírito reencarnar, devido às provações que eles tem de passar nesse fechamento de ciclo.
Os devedores desejam voltar, mas, como impediram muitos de renascer, são impedidos pela lei de justiça, por causa da ação dos aparelhos e anticoncepcionais, sem falar do aborto provocado, crimes dos crimes, por tirar a vida dos indefesos; porém, a vida aproveita a morte para lições, onde o Espírito recolhe experiências e resgata dividas pretéritas.
Como já falamos, os pensamentos dos pais são poderosos, principalmente na gestação das crianças. Há mulheres que apresentam uma gravidez psicológica, com todas as manifestações de gestação. São as ideias que tomam todas as formas, mas à qual faltou o intercâmbio dos elementos vitais do homem e da mulher para tal empenho.
Dentre os natimortos também há, ainda que raramente, experiências dos engenheiros siderais em novos corpos, com determinadas modificações no corpo genético do casal. Esse é o aprimoramento do ser humano. Tudo na vida vem da teoria para depois surgir a prática, tendo enfim, a conclusão como realidade.
Há provações de toda a natureza; há crianças que vivem minutos, mesmo tendo um Espírito destinado a tomar, como tomou o seu corpo. É o saldo; ela deveria viver apenas aqueles minutos para enriquecimento das suas experiências.
A Terra vai passar de mundo de provações, como nos diz "O Evangelho Segundo o Espiritismo", para mundo de regeneração, quando os que se destinam a regenerar herdarão esse paraíso, formando, assim, novos corpos que possam suportar todas as reformas morais e espirituais.
As coisas de Deus não têm somente uma destinação. É como uma universidade, onde se formam homens para diversas atividades intelectuais. O Espiritismo, na sua grandiosidade, em se juntando com o progresso, oferece ao homem diversos meios de se educar na vida física e para a vida espiritual, saindo da vida que poderemos comparar, chamando-a natimorta, para a glória da vida imortal, acompanhando Jesus e sentindo o Cristo pulsar em seu coração.


Livro: Filosofia Espírita – João Nunes Maia – Miramez – Todos os livros espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz

3.8.16

Psicosfera, o nosso meio ambiente espiritual

Cada um dá diferentes interpretações para situações semelhantes. O que para um é bonito, para outro poderá ser feio; aquilo que para o primeiro é um pequeno problema, para o segundo é uma dificuldade intransponível; o que é supérfluo para alguns, para outros é fundamental.
            Os pequenos e constantes julgamentos que fazemos no dia-a-dia dos fatos, situações, objetos, pessoas e sentimentos resultam das vivências desta ou de outras vidas, as quais a nossa mente reconhece positiva ou negativamente e cria um cenário individual, que é a “interpretação da realidade psíquica”. Cada um “sonha” o mundo de acordo com suas experiências psíquicas e é essa visão dos acontecimentos que direciona nosso comportamento, nosso modo de agir.
            Como cada indivíduo cria o seu próprio mundo particular; estamos mergulhados em um mundo psíquico de proporções gigantescas – interagindo, induzindo, influenciando-nos mutuamente.
            Joanna de Ângelis diz que “o teu pensamento é fonte de vida que não podemos descurar”. Hammed, Espírito, afirma que vivemos onde o pensamento nos coloca e que, através do pensamento, criamos “formas mentais”, que não são passivas e agem intensamente em torno do seu criador. É formada então, uma atmosfera fluídica, a psicosfera, o nosso meio ambiente espiritual, de acordo com a faixa vibratória relativa.
            Pensamentos e sentimentos negativos, viciados, de ódio ou vingança, produzem uma pesada atmosfera ao redor da fonte geradora, tornando o indivíduo amargo, negativo que, como uma antena captadora, atrairá para si o intercâmbio, na dimensão material e espiritual, na mesma faixa vibratória.
            Quando o indivíduo é mais moralizado, ou se esforça para ser, e procura manter bons pensamentos, boas ações, torna-se portador de uma certa iluminação, tornando mais fácil o auxílio e o contato com a espiritualidade superior. Mantendo uma vibração (sintonia) elevada, transforma-se em pessoa mais equilibrada, em harmonia e com uma visão otimista da vida.
            Na moderna física quântica, o comportamento aparentemente estável da matéria foi substituído por “ondas e pacotes de energia”. Na intimidade do mundo das moléculas e átomos, antigamente considerado o menor estágio da matéria, foram encontrados “campos de energia”. O que restou desse mundo físico de aparência estável é uma “espuma quântica”, onde matéria e energia se inter-relacionam.
            O pensamento, como fonte de energia, interage tanto no estado psíquico como na matéria, podendo ser transformado tanto em fonte geradora de saúde e paz, como em distúrbios psicológicos e doenças físicas (obsessões, doenças mentais, doenças psicossomáticas, tumores, úlceras, etc.). A ciência comprova, a cada dia mais intensamente, a FORÇA DO PENSAMENTO.
            Compreendendo que a energia do pensamento é fundamental para a nossa saúde, paz e felicidade, é importante que:
            1 – Não descuidemos do que pensamos, falamos ou como agimos;
            2 – Utilizemos o recurso da oração, bem sentida, para sintonizar com a espiritualidade superior;
            3 – Façamos a despoluição da nossa psicosfera, substituindo atitudes negativas por positivas;
            4 – Selecionemos programas de televisão, leituras, músicas, etc., com mensagens positivas e alegres;
            5 – Retiremos velhas mensagens rançosas, limitadoras, esforçando-nos por melhorar, através do autodescobrimento;
            6 – Trabalhemos na causa do bem, não dando espaço para queixas;
            7 – Apliquemos uma nova conduta individual inspirada em JESUS.
            Somos nós que elegemos a região psíquica que queremos viver e na qual nos conduziremos na busca da realização interior. A responsabilidade é individual e intransferível, para a construção do nosso próprio mundo mental. Abrindo as comportas da mente para ideias renovadoras, estaremos nos harmonizando, aproximando-nos dos sentimentos superiores.
            Como disse Jesus: “ORAI (para estarmos em contato mais próximos com o Pai) e VIGIAI (os pensamentos e atitudes, para que eles não entrem em contradição com a oração)”.


Artigo originalmente  publicado em http://searadomestre.com.br.

2.8.16

“... AO DARES UM BANQUETE...”

Falando aos discípulos, logo após ter entrado num sábado na casa de um dos principais fariseus para comer pão, Jesus foi incisivo: “Antes, ao dares um banquete convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos...”
O Mestre, ao que se percebe, indiretamente, recomendou que os hipócritas fossem deixados de lado, ou seja, não deveriam ser convidados à mesa.
Notemos, ainda, que o convite deveria ser direcionado aos reais necessitados, e não aos que aparentassem humildade, inclusive, fazendo constar de Sua lista proibitiva os amigos, os irmãos, os parentes, os vizinhos ricos...
Os convidados para o banquete, a fim de que não tivessem meios de retribuir – com lisonja, elogio barato, amizade interesseira, etc –, deveriam ser os pertencentes às classes menos privilegiadas em todos os aspectos.
Repetindo, ele não recomendou que os invejosos e os maledicentes, os que se julgam poderosos e os orgulhosos fossem chamados para banquetear-se conosco na intimidade de nossa casa.
Aliás, noutra passagem, a da Parábola da Festa de Núpcias, o rei, ao se deparar com um “penetra” na festa de casamento de seu filho, por ele não estar trajando a túnica nupcial, mandou que os seus servos simplesmente o colocassem para fora da cerimônia...
Tais conjeturas, com base nas severas advertências do Senhor, fazem-me lembrar de um episódio contado por Chico Xavier, quando, evidentemente, ele ainda se encontrava encarnado.
Desencarnara o presidente de certa Instituição Espírita. No passado, haviam eles mantido estreita relação de amizade, inclusive epistolar, até que, por questões que agora não nos compete mencionar, romperam com o seu relacionamento de vários lustros.
Desencarnado, logo após desembaraçar-se de seus comprometimentos cármicos mais imediatos, o referido presidente, viajando pelo Espaço, veio ter à cidade de Uberaba, profundamente arrependido de determinadas posturas adotadas por ele em relação ao médium e ao seu trabalho.
Queria conversar com Chico e pedir-lhe desculpas, ou, para falar mais claramente, perdão! Deixara que o cargo lhe subisse à cabeça, e embora os relevantes serviços prestados à Causa, colocara os pés pelas mãos. Agira de modo arbitrário e elitista.
Um dos espíritos colaboradores da equipe de Emmanuel, sempre de plantão na residência de Chico, informou-lhe que fulano de tal, que permanecia do lado de fora da casa, desejava entrevistar-se com ele.
A resposta do devotado médium, que, à época, houvera sido bastante menosprezado, não se fez esperar:
- Diga a ele que agora, infelizmente, não posso, e que eu só voltarei a conversar com ele no Mundo Espiritual!...
Embora todos os seus títulos, o presidente da renomada Instituição não seria admitido à ceia de luz, da qual, diariamente, na residência de Chico Xavier, os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos participavam sem nenhuma restrição.
Passados quase quinze anos da desencarnação de Chico, sinceramente, de minha parte, não sei se o nosso ilustre confrade, em espírito, já conseguiu se avistar com o nosso Codificador, que, como não poderia ser diferente, sempre andou com a sua agenda muito ocupada.
Diante do exposto, sinto informar que, embora sendo eu muito pobre para oferecer um banquete em minha residência, os hipócritas jamais se sentarão à minha mesa para comer arroz e feijão comigo.
Todavia, igualmente, informo que as portas de meu domicílio espiritual estarão sempre abertas aos amigos sinceros, que, desde já, sintam-se convidados para, um dia, se dignarem vir comer de meu pão em minha companhia e de meus bichanos.

INÁCIO FERREIRA – Blog Mediunidade na Internet

1.8.16

Salvação

Quem estará salvo para a eternidade?
Esta pergunta é por demais pertinente porque há pessoas, crédulas, que acreditam que com meia dúzia de palavras bondosas e um tantinho de caridade material garantirá, sem dúvida, o seu lugar junto ao Criador.
Acreditam que são pessoas nobres, afortunadas pela sorte, e que fazem, conforme as suas consciências, por onde ter um lugar melhor no solo divino que as espera.
Há outras pessoas que pensam que a salvação é uma conquista diária e tentam honestamente serem pessoas melhores. Lutam para não errar. Policiam-se para evitar tropeçar sobre os seus próprios impulsos inferiores.
Ora, meus caros amigos, a salvação realmente está dentro de nós, mas é uma conquista gradual e permanente e, tenho que dizer, não se finda nesta nossa experiência atual na Terra.
A salvação está na consciência desenvolvida de que devemos nos melhorar constantemente e ajudar aos mais necessitados. Ter uma visão interior ampliada e estender seu coração amigo para todos que precisarem.
A salvação é algo, portanto, que nos escapa diariamente às mãos. Um dia, podemos nos acordar salvos por causa dos nossos esforços pessoais, mas, em outro momento, por puro descuido nosso, estarmos residindo no “inferno”.
Lógico que uso figuras de linguagem, mas devo dizer que não temam a morte. Foi Jesus de Nazaré que disse que veio até nós para nos salvar da morte. Morte no sentido de destruição total, de aniquilamento completo. Disse isso porque nos trouxe a verdade nova da realidade do espírito. Não morremos, apenas nos transferimos de residência. Somente isso.
A salvação virá quando nos enxergarmos como filhos de Deus que somos. Quando estivermos conscientes das nossas enormes responsabilidades cósmicas.
Peço ao Pai, diariamente, que me dê forças para vencer ao meu maior inimigo: eu mesmo.
Quando eu vencer a mim, vencer as minhas imperfeições, vencer ao que me atrasa, então estarei definitivamente conquistando a salvação.
Salva-se, assim, quem puder, ou melhor dizendo, quem já se predispõe a sair de si mesmo e ir ao encontro da nossa verdadeira face, a face de Deus em nós.
Faça por onde se salvar e tenha a certeza que você não está só. Jamais esteve e jamais estará pois terá, no mínimo, como seu torcedor maior o próprio Jesus Cristo que nos assegurou que daqui não partiria enquanto não desse o devido encaminhamento a todas as suas ovelhas.
Paz,

Helder Camara – Blog Novas Utopias

Paz Mundial

A duradoura paz que sonhamos ainda é obra distante dos homens. O que predominará por certo tempo será a inquietação das massas em desejar algo melhor sem, contudo, saber direito como consegui-la. Será no embate das ideias, no confronto de interesses, no âmago dos pensamentos, que teremos o alvorecer de um novo dia para os homens.
Enquanto não conseguirmos criar um ambiente propício para as enormes transformações em jogo, teremos que nos contentar com a paz possível, paz essa que ultimamente tem sido interrompida pelos sobressaltos dos terroristas.
Estes fatos, infelizmente, pelo que nos consta do lado de cá da vida, continuarão a existir por muitos dias. É o embate, como disse, do velho contra o novo, do mal contra o bem, da mentira contra a verdade.
A paz, portanto, será produto caro e consequência do despertar coletivo da consciência humana. Não a teremos simplesmente porque a almejamos, mas porque aprenderemos, a duras penas, que não haverá outro caminho melhor para se viver e que as lutas que travamos, em todos os níveis, representam experiências salutares que nos levarão ao bem-viver.
As nações mais desenvolvidas são chamadas, neste instante crítico que passa o planeta, a reverem as suas posições estratégicas. É certo que a desconfiança sempre existirá, mas devemos dar um voto de confiança aos novos atores internacionais que trarão propostas renovativas do status quo. Uma nova relação internacional deverá ser implantada e o que valerá como peso fundamental não deve ser o tamanho econômico da nação ou sua pretensa importância política, mas a capacidade de contribuição na construção de um mundo melhor. Serão, portanto, as ideias e não os representantes oficiais das nações que protagonizarão as mudanças imaginadas em caráter planetário.
Tudo isso levará naturalmente tempo para acontecer, mas movimentos nesta direção já começam a ser feitos e, pouco a pouco, veremos novas ideias surgindo com grande impacto mundial.
Serão os novos tempos. Serão as novas ideais. Serão as propostas inadiáveis da redenção humana.
Logicamente que encontrarão resistências. Não serão aceitas de imediato, mas incomodarão de tal forma que o seu debate será inevitável.
Construamos já as condições indispensáveis que representarão o alicerce seguro das grandes mudanças que presidirão a nova era desejada.
Paz,
Joaquim Nabuco – Blog Reflexões de um Imortal