3.11.21

TESTAMENTO NATURAL

E - Cap. XVI - Item 15
Por muito aspire o homem ao isolamento pertencerá ele à coletividade que lhe plasmou o berço, da qual recebe influência sobre a qual exerce influência a seu modo.
Alguém pode, sem dúvida, retirar-se da atividade cotidiana com o pretexto de garantir-se contra os erros do mundo, mas enquanto respira no mundo, ainda que o não deseje, prossegue consumindo os recursos dele para viver.
Qualquer pessoa, dessa forma, deixa ao desencarnar, a herança que lhe é própria.
No que se refere às posses materiais, há no mundo testamentos privados, públicos, conjuntivos, nuncupativos, entretanto, as leis divinas escrituram igualmente aqueles de que as leis humanas não cogitam, os testamentos naturais que o espírito reencarnado lega aos seus contemporâneos através dos exemplos.
Aliás, é preciso recordar que não se sabe, a rigor, de nenhum testamento dos miliardários do passado que ficasse no respeito e na memória do povo, enquanto que determinados gestos de criaturas desconsideradas em seu tempo são religiosamente guardados na lembrança comum.
Apesar do caráter semi-lendário que lhes mercam as personalidades, vale anotar que ninguém sabe para onde teriam ido os tesouros de Creso, o rei, ao passo que as fábulas de Esopo, o escravo, são relidas até hoje, com encantamento e interesse, quase trinta séculos depois de ideadas.
A terra que mudou de dono várias vezes não é conhecida pelos inventários que lhe assinalaram a partilha e sim pelas searas que produz.
Ninguém pode esquecer, notadamente o espírita, que, pela morte do corpo, toda criatura deixa a herança do que fez na coletividade em que viveu, herança que, em algumas circunstância, se expressa por amargas obsessões e débitos constringentes para o futuro.
Viva cada um, de tal maneira que os dias porvindouros lhe bendigam a passagem. Queira ou não queira, cada criatura reencarnada, nasceu entre dois corações que se encontram por sua vez ligados à certa família - família que é célula da comunidade. Cada um de nós responde, mecanicamente, pelo que fez à Humanidade na pessoa dos outros.
Melhoremos tudo aquilo que possamos melhorar em nós e fora de nós. Nosso testamento fica sempre e sempre que o mal lhe orienta os caracteres é imperioso recomeçar o trabalho a fim de corrigi-lo.
Ninguém procure sonegar a realidade, dizendo que os homens são como as areias da parais, uniformes e impessoais, agitados pelo vento do destino.
A comunidade existe sempre e a pessoa humana é uma consciência atuante dentro dela. Até Jesus obedeceu a semelhante dispositivo da vida. Espírito identificado com o Universo, quando no mundo, nasceu na Palestina e na Palestina teve a pátria de onde nos legou o Evangelho por Testamento Divino.
Livro: “Opinião Espírita”, de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz (cap 51)

2.11.21

Transfiguração

Não apenas os homens são dotados de personalidade, ou de identidade singular, em sua plural e infinita diversidade.
Todos os seres, igualmente, o são.
E todas as coisas.
Os átomos.
As células.
As árvores.
Os animais.
Cada gota d’água.
Deus, presente em toda a sua Criação, faz com que cada “ser” se sinta especial...
Cada “criatura” especialmente amada por Ele...
Especialmente existente.
Única.
Em torno da qual gira o Universo, a Criação...
Esse sentimento de ser “especial” é que sustenta o anjo, o homem, o animal, a pedra, a flor...
O Criador colocou a Criação dentro de cada criatura.
Uma simples abelha tem “consciência” de si...
Uma formiga, em meio a milhões de outras, no formigueiro...
Deus é íntimo de cada uma das “coisas” que criou...
Não raro, essa consciência inconsciente é que dá força para que o homem sobreviva sem fé...
Para que desacredite de tudo, porque, em essência, de nada ele pode desacreditar...
O corpo é forma, não é conteúdo...
Antes da matéria, a energia...
A luz...
“Faça-se a luz”, que da Luz se fez...
O átomo de Hidrogênio, em seu peso atômico, tem a sua “identidade”, ou “personalidade”...
Em cada galho de qualquer árvore, há uma “Humanidade” de folhas, e dentro de cada fruto, uma “Humanidade” de sementes, todas iguais, porém, nenhuma igual à outra...
DNA infinito...
O Reino de Deus, inteiro, está dentro de cada um, qual se somente para cada ser ou para cada “coisa” existisse...
Este também o sentido das palavras: “Eu e o Pai somos Um”...
Eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas – somos “Um” com o Criador...
Tu és um “ser” único...
Eis o que te sustenta de pé e turbilhona ao futuro, com o mesmo anseio que a gota d’água anseia se projetar no oceano...
Voejas ao redor da Luz, com o mesmo anseio que a falena voeja ao redor da chama que a consumirá...
Consumir-se em Deus, ou, mais propriamente, no Amor, é a tua, e a minha destinação...
Sigamos, pois, de forma em forma, com alegria, sem temer a morte – simples transfiguração!...
 
INÁCIO FERREIRA. - Blog Mediunidade na Internet
Uberaba, 31 de Outubro de 2021.

1.11.21

HistoricosFisiologicos

Transfiguração

Não apenas os homens são dotados de personalidade, ou de identidade singular, em sua plural e infinita diversidade.
Todos os seres, igualmente, o são.
E todas as coisas.
Os átomos.
As células.
As árvores.
Os animais.
Cada gota d’água.
Deus, presente em toda a sua Criação, faz com que cada “ser” se sinta especial...
Cada “criatura” especialmente amada por Ele...
Especialmente existente.
Única.
Em torno da qual gira o Universo, a Criação...
Esse sentimento de ser “especial” é que sustenta o anjo, o homem, o animal, a pedra, a flor...
O Criador colocou a Criação dentro de cada criatura.
Uma simples abelha tem “consciência” de si...
Uma formiga, em meio a milhões de outras, no formigueiro...
Deus é íntimo de cada uma das “coisas” que criou...
Não raro, essa consciência inconsciente é que dá força para que o homem sobreviva sem fé...
Para que desacredite de tudo, porque, em essência, de nada ele pode desacreditar...
O corpo é forma, não é conteúdo...
Antes da matéria, a energia...
A luz...
“Faça-se a luz”, que da Luz se fez...
O átomo de Hidrogênio, em seu peso atômico, tem a sua “identidade”, ou “personalidade”...
Em cada galho de qualquer árvore, há uma “Humanidade” de folhas, e dentro de cada fruto, uma “Humanidade” de sementes, todas iguais, porém, nenhuma igual à outra...
DNA infinito...
O Reino de Deus, inteiro, está dentro de cada um, qual se somente para cada ser ou para cada “coisa” existisse...
Este também o sentido das palavras: “Eu e o Pai somos Um”...
Eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas – somos “Um” com o Criador...
Tu és um “ser” único...
Eis o que te sustenta de pé e turbilhona ao futuro, com o mesmo anseio que a gota d’água anseia se projetar no oceano...
Voejas ao redor da Luz, com o mesmo anseio que a falena voeja ao redor da chama que a consumirá...
Consumir-se em Deus, ou, mais propriamente, no Amor, é a tua, e a minha destinação...
Sigamos, pois, de forma em forma, com alegria, sem temer a morte – simples transfiguração!...
 
INÁCIO FERREIRA.
Uberaba, 31 de Outubro de 2021.

31.10.21

BOA VONTADE

"Vede prudentemente como andais." Paulo. (EFÉSIOS, 5:15) 

Boa vontade descobre trabalho.
Trabalho opera renovação.
Renovação encontra o bem.
O bem revela o espírito de serviço.
O espírito de serviço alcança a compreensão.
A compreensão ganha humildade.
A humildade conquista o amor.
O amor gera a renúncia.
A renúncia atinge a luz.
A luz realiza o aprimoramento próprio.
O aprimoramento próprio santifica o homem.
O homem santificado converte o mundo para Deus.
Caminhando prudentemente, pela simples boa-vontade a criatura alcançará o Divino Reino de Luz.

"Pão Nosso", de Francisco C. Xavier, pelo Espírito Emmanuel  
Livro a venda na LER Livros Revistas Papelaria

30.10.21

Eis que o Natal vem chegando,
Com grande velocidade,
É Jesus que vem correndo
Socorrer a Humanidade.

Formiga/Baccelli - Espiritismo em Prosa e Verso
Uberaba, 22-10-21

29.10.21

Comunicação com os Espíritos

 Uma ideia quase geral entre as pessoas que não conhecem o Espiritismo é de crer que os Espíritos, só pelo fato de estarem livres da matéria, devem tudo saber e possuir a soberana sabedoria. Está aí um erro grave. Deixando o seu envoltório corpóreo, eles não se despojam imediatamente de suas imperfeições; não é senão com o tempo que se depuram e se melhoram.
Sendo os Espíritos as almas dos homens, como há homens de todos os graus de saber e de ignorância, de bondade e de maldade, encontra-se a mesma coisa entre os Espíritos. Há deles que não são senão levianos e traquinas, outros são misteriosos, velhacos, hipócritas, maus, vingativos; outros ao contrário, possuem as mais sublimes virtudes e o saber num grau desconhecido sobre a Terra. Essa diversidade na qualidade dos Espíritos é um dos pontos mais importantes a considerar, porque explica a natureza boa ou má das comunicações que se recebem; é a distingui-las que é preciso sobretudo se empenhar.
Disso resulta que não basta se dirigir a um Espírito qualquer para ter uma resposta justa a toda pergunta; porque o Espírito responderá segundo o que sabe, e, frequentemente, não dará senão a sua opinião pessoal, que pode ser justa ou falsa. Se for sábio, confessará a sua ignorância sobre o que não sabe; se for leviano ou mentiroso, responderá sobre tudo sem se importar com a verdade; dará sua ideia como uma verdade absoluta. Foi por isso que São João o evangelista disse: "Não creais em todo Espírito, mas experimentai se os Espíritos são de Deus." A experiência prova a sabedoria deste conselho. Haverá, pois, imprudência e leviandade em aceitar sem controle tudo o que vem dos Espíritos.
Os Espíritos não podem responder senão sobre aquilo que sabem, e, além disso, sobre o que lhes é permitido dizer, porque há coisas que não devem revelar, porque não é dado ainda aos homens tudo conhecerem.
Livro: Revista Espírita - abril 1864 - Allan Kardec.
Livro a venda na LER Livros Revistas Papelaria.