15.1.20

BALAS ENCANTADAS


Questão 529 do Livro dos Espíritos

A existência de balas encantadas é mera ilusão, porque o homem comum gosta da fantasia, criando ficção para si.
Não existe encanto algum em balas, em armas de morticínios, em aparelhos mágicos, ou mesmo em casas. Tudo está relacionado com os Espíritos que a tudo movem, com a permissão de Deus. Assim como há os benfeitores que desviam as armas de certas pessoas, preservando a vida, existem os Espíritos inferiores, ou inimigos do alvo, que fazem disparar uma arma por acaso, como dizes, acabando por acertar alguém.
Mas, não existe o acaso; tudo foi permitido por Deus, como nos relata "O Livro dos Espíritos", para lições mais profundas: O que Deus quer se executa. (529/LE - a)
É bom notar que, com o crescimento dos Espíritos sobre a ciência e o amor, as leis dos próprios homens, que são inspiradas na lei divina, estão melhorando, aperfeiçoando-se, e a proteção para os mesmos está chegando no mesmo ritmo do crescimento. Observemos que já são muitas as leis que protegem os animais, fato que antes não ocorria.
Convém saber que Deus Se encontra em tudo, tudo vive e palpita pela irradiação do Seu amor, e Ele não Se esquece de nada, desde o vírus até os anjos, desde a minúscula partícula da matéria aos ninhos cósmicos estendidos no Universo. Se anseias por coisas encantadas, se isso te fascina, vê a natureza, cheia de mistérios, de encantos, estuda-a e, acima do estudo, ama-a, que ela te devolverá esse amor.
Não deves te preocupar em saber tudo. Isso é impossível para nós. Somente Deus sabe de tudo, pois Ele é o Criador; os Seus filhos maiores são cocriadores. Procura, na posição em que te encontras, desenvolver a bondade e ser bom, desenvolver o perdão e perdoar, desenvolver o amor e amar. Seguindo essa linha de vida, serás feliz. Observa o que diz o Mestre:
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. (Mateus, 5:7)
O encanto está nestas palavras; nós alcançamos o que distribuímos, nós colhemos o que plantamos. As leis são simples, mas certas e justas, e o que damos nos é devolvido.
Os caminhos do mundo são meios, mas meios mutáveis; a verdadeira sabedoria é espiritual, e está nas leis que nos assistem e nos dirigem. Elas estão fracionadas no mundo inteiro, por vezes dormindo nos livros que servem de base para as religiões e filosofias no mundo. É por isso que sempre recomendamos: estudemos. O homem, por índole, gosta do maravilhoso, mas esquece das maravilhas do seu próprio corpo, e quase sempre o estraga com sensações passageiras.

Livro: Filosofia Espírita – João Nunes Maia – Miramez - Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

14.1.20

A COMUNIDADE HUMANA


Emmanuel

     Amigos, é certo que da curiosidade humana se derivam todas as ciências que formam, na atualidade, o complexo de conhecimentos da vossa civilização.
     Todavia, faz-se mister que o homem subordine essa curiosidade a um método, desde que uma Lei Justa e Equânime existe, presidindo os surtos de sua atividade de um Plano Invisível.
*
     Os progressos científicos, os grandes conhecimentos coletivos terão de vir paulatinamente, sem fugir à regra geral da evolução.
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     Infelizmente, vemos hoje na pesquisa do mundo oculto das vibrações espirituais, um acervo de atividades, porém, mal orientadas pelos estudiosos e investigadores.
     As nossas relações com o ambiente das vossas cousas físicas, são subordinadas a determinadas leis, as quase não nos é possível ultrapassar não obstante o nosso grande anelo de satisfazer cabalmente as vossas aspirações.
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     Guardemos, contudo, esperanças no desdobramento da metapsíquica que no futuro apresentará o celeiro farto de certezas novas para os homens, integrando-os no conhecimento dos enigmas do ser e do destino.
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     Aquela zona lúcida à qual se refere Paul Gibier em suas obras é uma realidade inamovível; cada personalidade aprende somente o "quantum" do raciocínio que lhe permite o estado de sua evolução individual.
     E quanto às expressões de fenomênicas do Espiritismo muitas são as incógnitas a considerar que preponderam sobre a nossa vontade de criaturas sem os indumentos da carne, incógnitas essas que por enquanto, permanecem inacessíveis ao vosso mundo sensorial, em virtude da ausência de leis analógicas que nos facilitem o confronto de situações, as mais interessantes e inexplicáveis, levando-se em conta a exigüidade de vossas percepções e as novidades do nosso ambiente espiritual.
*
     Nossos estudos de matéria e de movimento aí na Terra são sobremaneira prejudicados pela ausência de sentidos que aí nos facultem um conhecimento mais amplo com respeito à energia e suas infinitas maneiras de manifestação; todavia, aclarada, em parte, a consciência geral, pelos raciocínios novos a que vos conduziram a lógica e a dedução, caminhais para uma compreensão melhor do elemento básico da matéria, o átomo, percebendo agora, com o problema de sua disponibilidade, que há uma lei obrigatória em ação nos fenômenos da matéria em todos os seus aspectos mais íntimos.
*
     A própria matéria inorgânica, segundo o vosso conceito, tem a presidir-lhe a formação e a vida embrionária fenômenos vibratórios na mais estranha das complexidades.
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     Compreende-se agora, à luz dessa nova concepção das realidades da vida, que toda a sua sabedoria está ainda em principio dos princípios.
     O materialismo positivista é obrigado a reconhecer uma força condutora, no principio ativo do Universo, dando forma às forças passivas e amorfas da matéria em si mesma.
     Uma nova claridade se faz sobre os enigmas da embriogenia que pretendia ter solucionado todas as questões biológicas que o aparecimento do homem sobre a face do Orbe implicam em sua essência. 
     A patologia fisiológica descobre novos agentes de influenciação e já não é mais possível abolir as ascendência espiritual dos fenômenos que a vida apresenta em seu desdobramento incessante.
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     Formam-se assim, em torno dos agrupamentos que objetivam o estudo dessa imensa flora invisível que nos rodeia, as falanges multiplicadas dos investigadores de todos os tempos.
     Mas ainda existem percalços a vencer, óbices a superar, ao preço de uma perseverança sem limites.
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     É certo que toda a vitória material dos indivíduos está submetida às suas condições morais e daí a necessidade de vos integrardes no conhecimento dessa persistência ativa e necessária em todos os vossos empreendimentos dessa natureza.
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     Um dos problemas mais difíceis a resolver é a questão do "médium".
     O meio de nossas manifestações ainda é incipiente em excesso.Não temos, aliás não nos é possível, alcançar um grau de pessoalização perfeita, em nos manifestando através dos órgãos sempre deficientes do médium humano que se nos apresenta.
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     Geralmente as nossas mensagens não atestam a nossa personalidade única, porquanto necessitamos revesti-la de outro caráter, em virtude da imprescindibilidade de nos adaptarmos ao médium, ou este à nossa individualidade no aquém da morte.
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     Essas dificuldades criaram então entre nós, os espíritos, o sistema de "magnetização" do aparelho mediúnico, usando de nossa linguagem simbólica, sem podermos nos exprimir segundo determinadas formas de expressão aí da Terra, dispondo unicamente da lei da telepatia universal que tem como seu agente único e absoluto, o pensamento.
*
     Daí, portanto, as dificuldades que se antolham para dignificar a nossa palavra, sem a mescla dos pensamentos e sentimentos alheios.
*
     Se encontrássemos o médium que não exercesse senão a sua função, como um filtro puro de nossas ordens, poderíamos colimar o fim desejado. Mas, os médiuns têm a sua existência recamada de dificuldades, de provações austeras e penosas, entregando-se às obrigações que lhes são inerentes no plano físico, às vezes em detrimento de certas faculdades cujo uso poderia fornecer um caminho novo para as certezas da Espiritualidade.
     Como, porém, existe a lei moral sobre todas as vossas e nossas atividades na vida, precisamos considerá-la primeiramente, sem desmerecê-la e subordinando aos seus altos desígnios as nossas lutas comuns.
*
     Em vista do exposto, amigos não nos é possível facultar-vos as mensagens que anelas tão ardentemente e nem sabemos quando poderíamos alcançar a consecução dos vossos desejos, aos quais me associo com a melhor boa vontade, porquanto temos a lei das afinidades e das possibilidades regendo os nossos atos, sem que possamos desviar um milímetro de suas determinações.
*
     Continuemos, porém, com o nosso anelo de conhecer melhor a vida em seus aspectos e manifestações.
     Amanhã, quem sabe? Poderemos fornecer aos  nossos espíritos estudiosos, ao vosso senso de indagação e de analise um raciocínio melhor, uma prova mais eloquente das realidades que vos esperam além do túmulo.
*
     Até lá, entretanto, tereis de experimentar o desejo de conhecimento e nós o anelo frustrado de querer abrir os horizontes da vossa compreensão.
*
     Estudemos juntos.
     Um trabalho de cooperação entre os homens encarnados e os desencarnados terá a sua expressão utilíssima à vida das coletividades.
*
     Atingiste um estado dentro do surto evolutivo da vossa civilização em que a moral, a religião, a ciência, o trabalho, a educação, a política, a vida enfim, requerem uma renovação e um reerguimento.
*
     Que Jesus nos auxilie e galgar essa subida tão difícil de ser alcançada, mas que tanta felicidade implica em si, porque representa um dos pontos mais elevados da ascenção da alma humana para Deus.

Livro: Ação, Vida e Luz – Francisco C. Xavier – Espíritos Diversos.

13.1.20

A APLICAÇÃO DO ESPIRITISMO

Queridos irmãos, lembremo-nos sempre de que o Espiritismo:
VISTO, pode ser somente fenômeno;
OUVIDO, pode ser apenas consolação;
VITORIOSO, pode ser somente festividade;
ESTUDADO, pode ser apenas escola;
DISCUTIDO, pode ser somente sectarismo;
INTERPRETADO, pode ser apenas teoria;
PROPAGADO, pode ser somente movimentação;
SISTEMATIZADO, pode ser apenas filosofia;
OBSERVADO, pode ser somente ciência;
MEDITADO, pode ser apenas doutrina;
SENTIDO, pode ser somente crença.
Não nos esqueçamos porém de que ESPIRITISMO APLICADO, é Vida Eterna com Eterna Libertação.
A codificação trouxe ao mundo uma chave gloriosa, cuja utilidade se adapta a numerosas portas.
Escolhamos com o Apóstolo, que hoje recordamos, o caminho da aplicação:
TRABALHO, SOLIDARIEDADE, TOLERÂNCIA.
De coração elevado a Jesus, não temos por agora divisa mais nobre a recordar.
Vivei-a na fé consoladora.
Espiritismo é Sol. Brilhai na sua luz.

Livro: Nosso Livro - Francisco C Xavier - Emmanuel

12.1.20

A DESENCARNAÇÃO DE KARDEC


No dia em que Allan Kardec desencarnava, constituindo este fato dolorosa surpresa para todos os amigos e para os espíritas em geral, nesse mesmo dia o Sr. E. Muller, grande amigo do Codificador e de sua digna esposa assim se expressava por carta ao Sr. Finet:
    Paris, 31 de março de 1869
    Amigo:
    " Agora, que já estou um pouco mais calmo, eu vos escrevo. Enviando-vos meu aviso, como o fiz, talvez tenha agido um tanto brutalmente, mas me parecia que devíeis receber a comunicação imediata desse falecimento.
    Eis alguns pormenores:
    Ele morreu essa manhã, entre onze e doze horas, subitamente, ao entregar um número da Revue a um caixeiro de livraria que acabava de comprá-lo; ele se curvou sobre si mesmo, sem proferir uma única palavra: estava morto.
    Sozinho em sua casa (Rua de Sant'ana), Kardec punha em ordem seus livros e papéis para a mudança que vinha processando e que deveria terminar amanhã. Seu empregado, aos gritos da criada e do caixeiro, acorreu ao local, ergueu-o... nada, nada mais. Delanne acudiu com toda a presteza, friccionou-o, magnetizou-o, mas em vão. Tudo estava acabado.
    Venho de vê-lo. Penetrando a casa, com móveis e utensílios diversos atravancando a entrada, pude ver pela porta aberta da grande sala de sessões, a desordem que acompanha os preparativos para uma mudança de domicílio; introduzido numa pequena sala de visitas, que conheceis bem, com seu tapete encarnado e seus móveis antigos, encontrei a Sra. Allan Kardec assentada no canapé, de face para a lareira; ao seu lado, o Sr. Delanne; diante deles sobre dois colchões colocados no chão, junto à porta da pequena sala de jantar, jazia o corpo, restos inanimado daquele que todos amamos.
    Sua cabeça, envolta em parte por um lenço branco atado sob o queixo, deixava ver toda a face, que parecia repousar docemente e experimentar a suave e serena satisfação do dever cumprido.
    Nada de tétrico marcara a passagem de sua morte; se não fosse a parada da respiração, dir-se-ia que ele estava dormindo.
    Cobria-lhe o corpo uma coberta de lã branca, que, junto aos ombros dele, deixava perceber a gola do robe de chambre, a roupa que ele vestia quando fora fulminado; a seus pés, como que abandonadas, suas chinelas e meias pareciam possuir ainda o calor do corpo dele.
    Tudo isto era triste, e, entretanto, um sentimento de doce quietude penetrava-nos a alma; tudo na casa era desordem, caos, morte, mas tudo aí parecia calmo, risonho e doce, e, diante daqueles restos , forçosamente meditamos no futuro..
    Eu vos disse que na sexta-feira é que o enterraríamos, mas ainda não sabemos a que horas; esta noite seu corpo esta sendo velado por Desliens e Tailleur; amanhã será por Delanne e Morin.
    Procuram-se entre os seus papéis, suas últimas vontades, se é que ele as escreveu; de qualquer forma, o enterro será puramente civil.
    Escrever-vos-ei, dando-vos os pormenores da cerimônia.
    Amanhã, creio eu, cuidaremos em nomear uma comissão de espíritas mais ligados à causa, aqueles que melhor conhecem as necessidades dela, a fim de aguardar e de saber o que se irá fazer.
    De todo o coração, vosso amigo,

    (a) Muller”.

11.1.20

A CAMINHO


Não te detenhas. Segue.
Estamos a caminho.
Às vezes, separados,
Choramos na distância,

Mas somos esperados
Na União Sem Adeus.
Se tropeças, prossegue.
Se cais, ergue-te e anda.

Serve, segue e não temas.
Deus te guarda e abençoa.

Livro: "Material de Construção" - Francisco C. Xavier  - Emmanuel

10.1.20

A AFLIÇÃO VAZIA

Ante as dificuldades do cotidiano, exerçamos a paciência, não apenas em auxílio aos outros, mas igualmente a favor de nós mesmos.
Desejamos referir-nos, sobretudo, ao sofrimento inútil da tensão mental que nos inclina à enfermidade e nos aniquila valiosas oportunidades de serviço.
No passado e no presente, instrutores do espírito e médicos do corpo combatem a ansiedade como sendo um dos piores corrosivos da alma.
De nossa parte, é justo colaboremos com eles, a benefício próprio, imunizando-nos contra essa nuvem da imaginação que nos atormenta sem proveito, ameaçando-nos a organização emotiva.
Aceitemos a hora difícil com a paz do aluno honesto, que deu o melhor de si, no estudo da lição, de modo a comparecer diante da prova, evidenciando consciência tranquila.
Se o nosso caminho tem as marcas do dever cumprido, a inquietação nos visita a casa íntima na condição do malfeitor decidido a subvertê-la ou dilapidá-la; e assim como é forçoso defender a atmosfera do lar contra a invasão de agentes destrutivos, é indispensável policiar o âmbito de nossos pensamentos, assegurando-lhes a serenidade necessária...
Sabe que tensão não substitui esforço construtivo, ante os problemas naturais do caminho.
E façamos isso, não apenas por amor aos que nos cercam, mas também a fim de proteger-nos contra a hora da ansiedade que nasce e cresce de nossa invigilância para asfixiar-nos a alma ou arrasar-nos o tempo sem qualquer razão de ser.

Francisco Cândido Xavier  -  Emmanuel

9.1.20

100 Anos de Coração!

Agora 110.
Dias atrás, enquanto matutava para escrever um texto em homenagem ao Centenário de Nascimento de Chico Xavier, apenas com o propósito de juntar a minha às centenas de homenagens que lhe estão sendo prestada pela Efeméride, uma linda e jovem senhora, de cabelos prateados, aproximou-se de mim e perguntou com a voz de um anjo que, por instantes, me fez sentir saudades da voz inesquecível de minha mãe:
- O senhor é o Dr. Inácio Ferreira?
- Se caso não fosse, minha irmã, apenas com o propósito de lhe ser útil, eu haveria de nele me transfigurar agora.
Ela sorriu e retrucou:
- Sim, então, é o senhor mesmo.
- Em que posso servi-la? - indaguei, envolvido pela sua aura de extrema simpatia.
- Escrevi um bilhetinho... Eu soube que o senhor escreve para a Terra!
- Garatujas, minha irmã, simples garatujas!
- Se eu lhe pedisse um favor...
- Imediatamente! Um obscuro vassalo não recusa o pedido de uma rainha de luz! - respondi com um gesto de sincera reverência.
- Trata-se de uma dívida de gratidão que desejo saldar. Se o senhor puder...
- Se puder e se não puder também... Ordene e obedecerei!
- Por favor, acrescente às suas estas minhas pobres palavras - disse, entregando-me, com as mãos muito pequenas, delicado pedaço de papel iluminado.
- Qual é o seu nome? - perguntei, observando que ela, quase que esvoaçante, se retirava.
- Aninha! Mas, talvez, eu seja mais lembrada por Cora, Cora Coralina!
Com o coração aos saltos, quando quis detê-la, a sua imagem se desfez em orvalho dourado.
Desenrolando o diminuto pergaminho resplandecente, li com lágrimas nos olhos:
"Mais que um Médium, um Apóstolo!
Ninguém como ele vivenciou a Eterna Mensagem do Amor e da Sabedoria, que o Evangelho do Cristo sintetiza.
Exemplo e ponto de referência para todos os homens e mulheres que buscam pela Verdade, além dos limites de qualquer religião e de toda ciência.
Seiva viva da fé na Imortalidade.
Renúncia, disciplina e bondade, são palavras que, espontaneamente, se lhe fizeram sinônimos do próprio nome- Chico!
Um Chico de luz!
Luz de brilho inalterável, refletindo o Foco donde emana toda a claridade da Vida!
Chico - pronúncia suave e terna que, nele, ao mesmo tempo, passou a significar:
- bênção de pai!
- abraço de irmão!
- colo de mãe!...
Tomando emprestadas as palavras de um amigo, quero também repetir que ele é, sim, o nosso jesuscristinho!
- Ave, Chico Xavier!
Deus te abençoe, benfeitor de muitas vidas!..."

Carços A. Baccelli - Espírito: INÁCIO FERREIRA