12.11.18

EXAMINA A PRÓPRIA AFLIÇÃO


Reunião pública de 12-3-59
Questão nº 908   

Examina a própria aflição para que não se converta a tua inquietude em arrasadora tempestade emotiva.
Todas as aflições se caracterizam por tipos e nomes especiais.
A aflição do egoísmo chama-se egolatria.
A aflição do vício chama-se delinquência.
A aflição da agressividade chama-se cólera.
A aflição do crime chama-se remorso.
A aflição do fanatismo chama-se intolerância.
A aflição da fuga chama-se covardia.
A aflição da inveja chama-se despeito.
A aflição da leviandade chama-se insensatez.
A aflição da indisciplina chama-se desordem.
A aflição da brutalidade chama-se violência.
A aflição da preguiça chama-se rebeldia.
A aflição da vaidade chama-se loucura.
A aflição do relaxamento chama-se evasiva.
A aflição da indiferença chama-se desânimo.
A aflição da inutilidade chama-se queixa.
A aflição do ciúme chama-se desespero.
A aflição da impaciência chama-se intemperança.
A aflição da sovinice chama-se miséria.
A aflição da injustiça chama-se crueldade.
Cada criatura tem a aflição que lhe é própria.
A aflição do reino doméstico e da esfera profissional, do raciocínio e do sentimento...
Os corações unidos ao Sumo Bem, contudo, sabem que suportar as aflições menores da estrada é evitar as aflições maiores da vida e, por isso, apenas eles, anônimos heróis da vida cotidiana, conseguem receber e acumular em si mesmos os talentos de amor e paz reservados por Jesus aos sofredores da Terra, quando pronunciou no monte a divina promessa:

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Livro “Religião dos Espíritos” –  Francisco C. Xavier – Emmanuel – Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

11.11.18

Bate Papo sobre Política


(CP- Carlos Pereira/Médium; DH – Dom Helder Câmara/Espírito)

CP. As eleições desse ano no Brasil foram surpreendentes. Houve expressiva mudança na Câmara Federal, apesar de se manter conservadora. Foram eleitos governadores novos na política. Vários políticos tradicionais não se elegeram. Um presidente completamente diferente chegou ao planalto. O que está acontecendo?
DH. Penso que é renovação. O povo está cansado dos velhos políticos. Acham que o povo não pensa?Pensa sim, mas tem seu jeito próprio de pensar, cabe a nós entendermos o seu recado que saiu das urnas.
CP. Que recado foi esse?
DH. O recado de que está cansado de corrupção. O recado que não aceita quem promete algo e faz outra coisa. O recado que se sente inseguro. O recado que não dá mais para conviver com a hipocrisia na política. O recado que quer melhoria efetiva na sua vida.
CP. Houve a eleição de alguém nitidamente despreparado para o cargo. Além do mais um discurso raivoso e violento. Por que essa opção?
DH. Entendamos o que povo disse. Se ele estava cansado de tudo isso que citei quem melhor soube traduzir essa inquietação popular foi o presidente eleito. Ele não sabe exatamente o que quer, mas sabe certamente o que não quer. Nisto, o povo se identificou com ele e deu seu voto de confiança. Sua eleição, por esse ponto de vista, foi absolutamente legítima.
CP. O senhor fez crítica indiretas contra ele nos seus textos. Disse que não iria se calar. Continua pensando assim?
DH. Continuo, claro que continuo. Não posso ouvir alguém dizer que vai matar o próximo e eu ficar calado. Não posso ver alguém dizer que detesta a liberdade e aplaudir. Não posso escutar alguém dizer uma série de equívocos e fingir que não escutei. Fui ao encontro dos meus valores, só fiz isso.
CP. O presidente eleito se coloca na postura de um cristão. Há incoerência entre no que diz e faz?
DH. Claro que há! São os fatos que apontam isso, não eu. Ele disse abertamente várias coisas que vão de encontro com a filosofia moral pregada por Jesus. Não são compatíveis os discursos dele com o nosso libertador. Alguém está errado e esse alguém não é Jesus.
CP. Essa campanha gerou muito ódio, muita divisão no nosso povo. Por que ocorreu isso?
DH. Por desinformação porque se agarraram as ideias de maneira apaixonante. Todos foram envolvidos numa grande energia alienante. Foram sugados por uma onda entorpecente. Nada de diferente do que são, por isso ocorreu sintonia. Automatizamos comportamentos e emoções. Isso é tudo muito ruim porque perdemos noção real das coisas. O que está em jogo é a liberdade de pensar. O que deve ser preservado é o respeito uns com os outros. Nesse ponto, sobrou desaforos e esqueceu-se dos conteúdos amorosos que Jesus nos ensinou.
CP. Notei que novamente houve um estímulo ao maniqueísmo. Os bons têm que varrerem os maus na política. O senhor também pensa assim?
DH. São os tais condicionamentos alienantes a que me referi. Não é feio pensar de um jeito ou de outro. Feio é achar que tudo que é diferente do seu jeito de pensar não presta. Ora, é na divergência que nos tornamos grandes e melhores. O diferente agrega, o igual apenas se repete. Há sementes de sabedoria e bondade em todas as ideias. É só as catar e adotá-las.
CP. Como foi o comportamento no mundo espiritual?
DH. Também houve divisão. Por aqui se refletiu o que se viu por aí. Apesar de ter fatos novos que não podemos revelar, estávamos divididos quanto a estratégia de mudança de nosso País. Como ficou tudo muito resumido em dois flancos, então não houve consenso.
CP. Afinal, o que predominou?
DH. Os que defendiam uma mudança radical, apesar de um jeito completamente antagônico. Era uma aposta e estão trabalhando favoravelmente nesse sentido. Muitos respeitados estadistas e gente comprometida com a política brasileira defenderam a eleição do senhor que está aí. Foi uma forma encontrada de mudar a agenda viciada de nosso País.
CP. As ideias bélicas e violentas que ele prega não atraem forças antagônicas ao bem?
DH. Claro que atrai! Elas estiveram ativas nos dois lados no segundo turno. De certa forma, ganhariam em qualquer que fosse o resultado. Como há uma esperança de mudança concreta com quem se elegeu, então optaram em ficar ao lado dele os espíritos mais abertos, digamos assim. Eu fiquei neutro, mas contra os princípios de retrocesso e que considerei anticristão.
CP. E agora?
DH. Agora a vida prossegue. Não há o que fazer senão inspirar os homens de bem para fazer o bem na medida das suas possibilidades e deixar os equívocos de lado, subtraindo os ímpetos de atraso que porventura venham a se instalar.
CP. O que esperar do futuro do País?
DH. Eu não penso em outra coisa sempre que não seja em gerar esperanças positivas para nossa gente. Estimular a dar o seu melhor e fazer acontecer o que tem de bom nelas. Se cada um faz isso, a gente terá um País melhor, onde se vai respirar com mais dignidade e amor. Torço que o senhor presidente seja mais humano e menos bélico, mais cristão e menos excludente. A luta continua.
CP. O senhor deseja falar do PT?
DH. Não. O povo já falou o que tinha que falar nas urnas. O povo, de alguma maneira, é sempre sábio em suas decisões.
CP. Posso achar que o povo vai continuar a se interessar pela política mesmo depois da eleição?
DH. Que bom que assim seja. Com mais debate e menos radicalismo. Com mais cidadania e menos passividade. Com mais responsabilidade e menos negligência. O povo tem o governo que merece e precisa.

Blog Novas Utopias

10.11.18

Vó Manuela


É noite de Natal!... Sobre uma esteira,
Na palhoça, agoniza Vó Manuela...
Uma estrela que fita da janela,
Recorda a de Belém, alvissareira...

Fora uma pobre escrava a vida inteira,
Criando filho alheio por tutela,
Sempre a valer quem precisasse dela,
Na condição de humilde benzedeira...

Súbito, vê que a estrela se desprende
Do firmamento, e, agora, mais esplende,
Rente ao seu leito em sublimada luz...

Vó Manuela, na noite escura e fria,
Parte da Terra em pranto de alegria,
Levada aos céus nos braços de Jesus!...

Cornélio Pires
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do “Grupo Espírita da Prece”, na noite de 15 de dezembro de 1990, em Uberaba – MG).

9.11.18

CONHECE-TE A TI PRÓPRIO E SERÁS IMORTAL .


    "Alguns séculos antes de Cristo, vivia em Atenas, o grande filósofo Sócrates.
    A sua filosofia não era uma teoria especulativa, mas a própria vida que ele vivia.
    Aos setenta e tantos anos foi Sócrates condenado à morte, embora inocente.
    Enquanto aguardava no cárcere o dia da execução, seus amigos e discípulos moviam céus e terra para o preservar da morte.
    O filósofo, porém não moveu um dedo para esse fim; com perfeita tranquilidade e paz de espírito aguardou o dia em que ia beber o veneno mortífero.
    Na véspera da execução, conseguiram seus amigos subornar o carcereiro (desde daquela época já existia essa prática...), que abriu a porta da prisão.
    Críton, o mais ardente dos discípulos de Sócrates, entrou na cadeia e disse ao mestre:    Foge depressa, Sócrates!
    - Fugir, por que? - perguntou o preso.
    - Ora, não sabes que amanhã te vão matar?
    - Matar-me? A mim? Ninguém me pode matar!
    - Sim, amanhã terás de beber a taça de cicuta mortal - insistiu Críton.
    - Vamos, mestre, foge depressa para escapares à morte!
    - Meu caro amigo Críton - respondeu o condenado - que mau filósofo és tu! Pensar que um pouco de veneno possa dar cabo de mim ...
    Depois puxando com os dedos a pele da mão, Sócrates perguntou:
    - Críton, achas que isto aqui é Sócrates?
    E, batendo com o punho no osso do crânio, acrescentou:
- Achas que isto aqui é Sócrates? ... Pois é isto que eles vão matar, este invólucro material; mas não a mim. EU SOU ALMA. Ninguém pode matar Sócrates! ...
    E ficou sentado na cadeia aberta, enquanto Críton se retirava, chorando, sem compreender o que ele considerava teimosia ou estranho idealismo do mestre.
    No dia seguinte, quando o sentenciado já bebera o veneno mortal e seu corpo ia perdendo aos poucos a sensibilidade, Críton perguntou-lhe, entre soluços:
    - Sócrates, onde queres que te enterremos?
    Ao que o filósofo, semiconsciente, murmurou:
    - Já te disse, amigo, ninguém pode enterrar Sócrates ... Quanto a esse invólucro, enterrai-o onde quiserdes. Não sou eu... EU SOU ALMA...
    E assim expirou esse homem, que tinha descoberto o segredo da FELICIDADE, que nem a morte lhe pôde roubar.
CONHECIA-SE A SI MESMO, O SEU VERDADEIRO EU DIVINO. IMORTAL.

8.11.18

A PALAVRA DE VIDA ETERNA


    "Muitos dos seus discípulos se retiraram e não andavam mais com ele. Perguntou então Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos? Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem havemos nós de ir? Tu tens palavras de vida eterna; e nós temos crido e conhecemos que és o Santo de Deus." (João, VI, 66-69. )
    A imortalidade é a luz da vida; ela é a alma da nossa alma; a esperança da nossa fé; e a mãe do nosso amor.
    Sem imortalidade não pode haver alma, sem alma não há esperança, fé, amor; e sem esperança, fé e amor tudo desaparece de nossas vistas: família, sociedade, religião, Deus!
    A imortalidade é a base, o alicerce, a rocha viva onde se assenta esta trilogia sublime, é o farol luminoso que esclarece todas as virtudes, que ilumina toda a sabedoria, que nos desvenda, finalmente, os arcanos dos nossos destinos, resplandecendo sobre nossas cabeças o amor de Deus, essa auréola de santidade que brilha na fronte dos justos.
    Urge, pois, que busquemos, primeiramente, a imortalidade, para crermos firmemente na palavra de Jesus. Urge que estudemos a imortalidade, que conversemos com a imortalidade, que ouçamos a imortalidade com seus substanciosos ensinos, a fim de, firmes e resolutos, orientarmos a nossa vida, regularmos os nossos atos na senda religiosa que nos foi traçada.
    O homem não pode atender ao dever religioso sem conhecer, e não pode crer que estudou a esse respeito sem que tenha a certeza da imortalidade, a convicção cientificamente comprovada do prosseguimento da vida além do túmulo, onde; pelos seus esforços, pelos seus trabalhos, poderá conquistar a verdadeira felicidade.
    Só a fé no futuro nos livra do obscurantismo, do fanatismo, do ignorância.
    A palavra de vida eterna é a maior preciosidade que Jesus nos legou.
    E assim compreenderam seus discípulos quando, ao inquirir-lhes o Mestre se não queriam também se retirar como o fizeram os demais que o seguiam cegamente e com interesse em pães e peixes, responderam: "Para quem havemos nós de ir? Tu tens palavras de vida eterna".
    Jesus fez muitas maravilhas: curou enfermos, multiplicou pães e peixes, transformou água em vinho, acalmou mares e ventos, mas essas maravilhas não prendiam os doze discípulos; não foi por elas que eles continuaram a acompanhar Jesus, mas sim porque: "Só Ele tinha a palavra de vida eterna."
    A palavra de vida eterna vale mais que todas as maravilhas, mais que o mundo todo, porque as maravilhas se acabam, o mundo se extinguirá, mas a vida eterna perdurará para sempre, e aí colheremos os frutos do nosso labor, o mérito dos nossos esforços.
   Quando Pedro respondeu a Jesus: "Só tu tens palavras de vida eterna", ele já havia visto a vida eterna. Jesus já o havia levado ao Tabor, onde chamou os Espíritos de Moisés e de Elias, que há muito tinham desencarnado, para lhe testificar a existência da vida eterna.
    Moisés e Elias já tinham atravessado os umbrais da morte, e, entretanto, vieram demonstrar que a morte não existe na acepção da palavra, mostrando-se assim aos três apóstolos, Pedro, Tiago e João.
    Há vida, não só na Terra, também há vida eterna.
    A vida eterna é o princípio básico da vida na Terra.
    E é de notar que o Mestre não se contentou em dizer e a provar que há vida eterna, com a manifestação de Moisés e de Elias. Ele mesmo voltou da vida eterna, após a Tragédia do Gólgota, para confirmar essa Nova da Salvação.
    Tomé não acreditava, porque não estivera no Tabor; duvidava da vida eterna. E quando os outros discípulos contaram a Tomé que Jesus lhes havia aparecido, respondeu que só acreditaria se suas mãos tocassem os sinais dos cravos e o sinal da ferida produzida pela lança.
    É de notar que o divino modelo não se negou a essas provas, mas, ao contrário, facultou-as para que o seus discípulo recebesse a verdadeira crença.
    Mas as aparições de Jesus não se limitaram aos discípulos; apareceu a muitas mulheres e a mais de quinhentas pessoas, segundo narram os Evangelhos.
    Tudo se extingue neste mundo: o dinheiro se acaba, as grandezas terrenas se esvaem, mas a palavra de Jesus permanece para sempre!
    Quem quiser ser feliz, mesmo nesta vida, precisa buscar a palavra de Jesus e dela não se separar.
    De modo que, havendo, como há, vida eterna e nela permanecendo a palavra de Jesus, sempre seremos discípulos daquele que veio ao mundo para salvar e não para condenar o mundo. E ouvindo seus preceitos, imitando seus exemplos, pedindo à vida eterna as luzes precisas para nos guiarmos no mundo efêmero em que nos achamos, não nos faltarão graças e misericórdias para vencermos as lutas e extinguirmos as trevas que nos oprimem.

Livro: Parábolas e Ensinos de Jesus - Cairbar Schutel

7.11.18

INDUÇÃO AO MAL


Questão 470 do Livro dos Espíritos

O mal não procede de Deus. Os Espíritos que induzem o homem para as paixões inferiores o fazem por conta própria, pela liberdade que desfrutam. Os agentes do mal não são missionários. Missionários, somente o são os benfeitores espirituais, que em cada passo se empenham em fazer o bem, amando a todas as criaturas. Como acreditar em um Deus que é bom ou ruim? Lembremo-nos de que o apóstolo João disse que Deus é amor. Sendo Ele amor, não pode ser violência, não pode induzir os Espíritos a fazerem o mal.
Cabe o nome de missionário somente ao que faz a caridade em todos os seus aspectos da benevolência. As leis naturais nos mostram, outrossim, que não existe o mal; o que achamos que é mal é aquilo que nos faz sofrer. A ignorância transforma as forças do bem, e é nessa transformação que alcançamos o entendimento. O universo está sempre em plena harmonia divina. E se o Espírito e o corpo que usa são micro-universos, eles não podem viver bem sem estarem em plena conexão com a vida universal. Se Deus é amor, se Deus é harmonia, prossegue Ele concitando a todas as criaturas a conquistarem essa harmonia igualmente.
Os Espíritos foram criados simples e ignorantes, todos o sabemos, e é o que nos informa “O Livro dos Espíritos”; contudo, dentro dessa simplicidade, a ignorância aparece por todos os dons perfeitos que estão em inatividade, e o tempo e a boa vontade de cada um deverão despertá-los para a glória da alma. Tu, que estás lendo, és um deus em miniatura, para sê-lo em grandeza, quando os teus valores despertarem como sendo as tuas faculdades em ação, desconhecendo tempo e espaço, mas ligado ao Grande Ser que comanda a tudo, o Deus único e soberano da criação.
Os maus Espíritos induzem o homem ao mal e os benfeitores espirituais o permitem para testar suas forças, e permitir-lhe conhecer o verdadeiro valor do bem que nunca passa. Aquele que planeja o mal, também entra em experiências, provando no próprio ser que o mal não compensa. Tudo que contraria a lei do amor nos faz sofrer.
Se os Espíritos de certa faixa evolutiva são dados às coisas desagradáveis e Deus o permite, é porque tal fato reserva, na sua profundidade, alguma mensagem. O que não tem alguma utilidade não existe. Se Deus, que é sempre amor, o permite, é porque tem algo de amor no que chamamos e achamos que é o mal. Passamos por certa fase em que muitas coisas são ainda incompreensíveis para a humanidade. Os próprios livros mais chegados à verdade, não têm a verdade total; somente um ser a tem na sua plenitude: Deus.
Jesus nos mandou amar aos que nos caluniam e nos perseguem, quem nos ofende e maltrata, e ainda orar por eles, porque é nesse teste que o ignorante nos ajuda a compreender a bondade e a misericórdia do Criador. Porém, quando o mal chegar às tuas portas, compete a ti procurar, por meios certos, livrar-te dele, pelos recursos que a lei te oferece.
Muitos companheiros intentam conhecer a Deus na Sua profundidade e acabam se desviando dos próprios caminhos que conduzem a Ele, porque, se não conhecemos nem o nosso corpo físico, quando nele estamos, e quanto aos outros corpos que vestimos? Se não conhecemos a Jesus, como conhecer Deus? Toda escada, haveremos de subi-la de degrau a degrau.

Livro: Filosofia Espírita – João Nunes Maia – Miramez - Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

6.11.18

ESSAS OUTRAS CRIANÇAS


Quando abraças teu filho, no conforto doméstico, fica essas outras crianças que jornadeiam sem lar.
Dispões de alimento abundante para que teu filho se mantenha em linha de robustez.
Essas outras crianças, porem, caminham desnorteadas, aguardando os restos da mesa que lhes atira, com displicência, findo o repasto.
Escolhes a roupa nobre e limpa de que teu filho se vestirá, conforme a estação.
Todavia, essas outras crianças tremem de frio, recobertas de andrajos.
Defendes teu filho contra a intempérie, sob o teto acolhedor, sustentando-o à feição de jóia no escrínio.
Contudo , essas outras crianças cochilam estremunhadas na via pública quando não se distendem no espaço asfixiante do esgoto.
Abres ao olhar deslumbrados de teu filho, os tesouros da escola.
E essas outras crianças suspiram debalde pela luz do alfabeto, acabando, muita vez, encerradas no cubículo das prisões, à face da ignorância que lhes cega a existência.
Conduzes teu filho a exame de pediatras distintos sempre que entremostre leve dor de cabeça.
Entretanto, essas outras crianças mimadas por moléstias atrozes, agonizam em leitos de pedra, sem que mão amiga as socorra.
Ofereces aos sentidos de teu filho, a festa permanente das sugestões felizes, através da educação incessante.
No entanto, essas outras crianças guardam olhos e ouvidos quase sintonizados no lodo abismal das trevas.
Afaga, assim, teu filho no trono familiar, mas desce ao pátio da provação, onde essas outras crianças se agitam em sombra ou desespero e ajuda-as quanto possa!
Quem serve no amor de Cristo, sabe que a boa palavra e o gesto de carinho, o pedaço de pão e a peça de vestuário, o frasco de remédio e a xícara de leite operam maravilhas.
Proclamas a cada passo que esperas confiante o esplendor do futuro mas, enquanto essas outras crianças chorarem desamparadas, clamaremos em vão pelo mundo melhor.

Livro “Religião dos Espíritos” –  Francisco C. Xavier – Emmanuel – Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.