10.10.17

ESPIRITISMO - PROSÉLITOS

         364 –O espiritista para evoluir na Doutrina necessita estudar e meditar por si mesmo, ou será suficiente frequentar as organizações doutrinárias, esperando a palavra dos guias?
         -É indispensável a cada um o esforço próprio no estudo, meditação, cultivo e aplicação da Doutrina, em toda a intimidade de sua vida.
         A frequência às sessões ou o fato de presenciar esse ou aquele fenômeno, aceitando-lhe a veracidade, não traduz aquisição de conhecimentos.
         Um guia espiritual pode ser um bom amigo, mas nunca poderá desempenhar os vossos deveres próprios, nem vos arrancar das provas e das experiências imprescindíveis à vossa iluminação.
         Daí surge a necessidade de vos preparardes individualmente, na Doutrina, para viverdes tais experiências com dignidade espiritual, no instante oportuno.

         365 –Como deveremos receber os ataques da crítica?
         -Os espiritistas devem receber a crítica dos campos de opinião contrária, como máximo de serenidade moral, reconhecendo-lhe a utilidade essencial.
        Essas críticas se apresentam, quase sempre, com finalidade preciosa, qual a de selecionar, naturalmente as contribuições da propaganda doutrinária, afastando os elementos perturbadores e confusos, e valorizando a cooperação legítima e sincera, porque todo ataque à verdade pura serve apenas para destacar e exaltar essa mesma verdade.


Livro “O Consolador” –  Francisco C. Xavier – Emmanuel – Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

9.10.17

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XXVIII

No capítulo 34 – “Com os Recém-Chegados do Umbral” –, André efetua notáveis considerações, a respeito dos espíritos que, desencarnados a mais ou menos tempo – alguns em condições de profunda demência –, foram resgatados pelos “Samaritanos” e encaminhados aos pavilhões das “Câmaras de Retificação”.
Interessante o diálogo que ele entabula com uma senhora, que auxilia a descer de um dos carros da missão socorrista, que – pasmem! – acreditava ter sido resgatada do Purgatório. Vejam os nossos irmãos internautas o poder de sugestão da mente sobre a vida do espírito! Durante séculos e séculos, “fazendo a cabeça” de seus seguidores, a Igreja Católica fez com que se lhes cristalizasse na mente a ideia de Céu, Inferno e Purgatório – é como se fosse uma hipnose de longo curso, da qual, muito lentamente, os espíritos haverão de despertar.
*
Entrando em conversa com a referida senhora, André descobre que ela havia sido “dona” de muitos escravos, que fizera sofrer, tendo a consciência “aliviada” pelas periódicas confissões que realizava com um padre que lhe visitava a fazenda – o padre Amâncio –, em troca de hospedagem, mesa farta e polpudas doações para a Igreja.
No diálogo que, em síntese, o autor espiritual reproduz, ela estava convicta de que a raça negra era inferior: - “Escravo é escravo – dizia. – Se assim não fora a religião nos ensinaria o contrário. Pois havia cativos em casa de bispos, quanto mais em nossas fazendas? Quem haveria de plantar a terra, senão eles? E creia que sempre lhes concedi minhas senzalas como verdadeira honra!...”
Quem saberá dizer de quanto tempo um espírito assim necessitará a fim de modificar as suas concepções raciais?! Quanto carma, de fato, a Humanidade ainda tem a resgatar com os integrantes da raça negra, e outros irmãos nossos, como, por exemplo, os índios?! Às vezes, eu me ponho a pensar que o peso do carma que, coletivamente, paira sobre a Humanidade, caso desabasse de repente, a esmagaria! Poucos, talvez, escapassem desse “terremoto” generalizado! Não fosse a intercessão da Misericórdia Divina, junto à Divina Justiça, advogando a causa dos homens, a raça humana desapareceria, porque, em sua história, há carma suficiente para tanto!...
*
Quando pergunta à antiga senhora de escravos – que tinha consciência de sua “morte” – imaginava ter sido sequestrada ao Purgatório! –, quando é que ela havia deixado a Terra, surpreso, ouve a resposta: - “Em Maio de 1888.”!...
Ora, André Luiz informa que as experiências colhidas para escrever o livro “Nosso Lar”, foram vivenciadas por ele em 1938, às vésperas de estourar a Segunda Grande Guerra (1939-1945) – portanto, a senhora que com ele dialogava havia desencarnado, simplesmente, há 50 anos! – sim, ela havia deixado o corpo há meio século, sem a menor noção de que tanto tempo houvera passado.
Observem, os nossos internautas, que, em determinadas circunstâncias, o espírito “perde” completamente a consciência de espaço e tempo – mormente quando o remorso faz com que ele “estacione” no exato ponto em que adquiriu a culpa. Provavelmente, não fosse a missão socorrista, empreendida pelos “Samaritanos”, a situação espiritual daquela infeliz irmã ter-se-ia prolongado por maior número de lustros. Espíritos existem que, com ou sem consciência de seu desenlace do corpo, permanecem, nas proximidades da Crosta por séculos! Eis, portanto, algo que todos os espíritos deveriam temer em sua desencarnação – mesmo na condição de espíritas, deveriam e devem temer: a ausência de lucidez em relação a si e, consequentemente, de sua nova condição existencial!...
*
Informamos ainda que a mencionada senhora – veja-se que coisa! – desencarnou em consequência da Lei Áurea, promulgada pela Princesa Isabel, em 13 de maio de 1888! O abalo emocional que experimentou foi tamanho – sabendo que todos os “seus” escravos não mais lhe pertenciam –, que ela teve uma apoplexia!...
Incrível, não!...
Quanta miséria em nós! Quanta sombra ainda por alijar do próprio espírito!...

INÁCIO FERREIRA – Blog Mediunidade na Internet
Uberaba, 9 de outubro de 2017. (*)

(*) Aniversário do Auto-de-Fé de Barcelona, Espanha, ocorrido em 9 de outubro de 1861.

8.10.17

PERANTE ALLAN KARDEC

Disse o Cristo: “Há muitas moradas na casa do Pai”. Sem Allan Kardec não perceberíamos que o Mestre relaciona os mundos que enxameiam na imensidade cósmica, a valerem por escolas de experiência, nos objetivos da ascensão espiritual.
Disse o Cristo: “Necessário é nascer de novo”. Sem Allan Kardec, não saberíamos que o Sublime Instrutor não se refere à mudança íntima da criatura, nos grandes momentos da curta existência física, e sim à lei da reencarnação.
Disse o Cristo: “Se a tua mão te escandaliza corta-a; ser-te-á melhor entrar na vida aleijado que, tendo duas mãos, ires para o inferno”. Sem Allan Kardec, não concluiríamos que o Excelso Orientador se reporta às grandes resoluções da alma culpada, antes do renascimento no berço humano, com vistas à regeneração necessária, de modo a não tombar no sofrimento maior, em regiões inferiores ao planeta terrestre.
Disse o Cristo: “Quem vier a mim e não deixar pai e mãe, filhos e irmãos, não pode ser meu discípulo”. Sem Allan Kardec, não reconheceríamos que o Divino Benfeitor não nos solicita a deserção dos compromissos para com os entes amados e sim nos convida a renunciar ao prazer de sermos entendidos e seguidos por eles, de imediato, sustentando, ainda, a obrigação de compreendê-los e servi-los por nossa vez.
Disse o Cristo: “Perdoai não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes”. Sem Allan Kardec, não aprenderíamos que o Mestre não nos inclina à falsa superioridade daqueles que anelam o reino dos céus tão somente para si próprios, e sim nos faz sentir que o perdão é dever puro e simples, a fim de não cairmos indefinidamente nas grilhetas do mal.
Disse o Cristo: “Conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres”. Sem Allan Kardec, desconheceríamos que o raciocínio não pode ser alienado em assuntos da fé e que a religião deve ser sentida e praticada, estudada e pesquisada, para que não venhamos a converter o Evangelho em museu de fanatismo e superstição.
Cristo revela...
Kardec descortina...
Diante, assim, do 3 de outubro que nos recorda o natalício do Codificador, enderecemos a Ele, onde estiver, o nosso preito de reconhecimento e de amor, porquanto todos encontramos em Allan Kardec o inolvidável paladino de nossa libertação.

Livro: Irmãos Unidos Francisco C. Xavier – Emmanuel.

7.10.17

DESILUSÃO

Infeliz de quem volta ao Mais Além
Imaginando ter chegado ao Céu,
Rasgando do mistério o denso véu
Da Vida a revelar-se sem desdém...

Surpreso ante a Verdade que ninguém
Pode olvidar na condição de réu,
Desventurado e vagueando ao léu,
A lágrima nos olhos não contém...

Escuta, então, no âmago da alma
A voz da consciência que lhe acalma,
Em meio da cruel desilusão:

 - É preciso subir, descendo a Terra,
Pois na existência humana é que se encerra
A verdadeira estrada de ascensão!...

Antero de Quental – Blog Espiritismo em Prosa e Verso

(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã de sábado do dia  8 de abril de 2017, em Uberaba – MG)

6.10.17

Humorismo no Além

A vida só nos depura
Pela dor que a gente engole,
Por isso é que a Terra é dura
Tão-só para quem é mole

            João Moreira da Silva

Nos entraves a transpor,
Nesse ou naquele sistema,
Quem tem a chave do amor
Resolve qualquer problema

            Auta de Souza

A cachaça assim começa:
Por hoje é um trago gentil,
Amanhã, é o copo grande
Depois, é balde e barril

                 Cornélio Pires


Livro: Humorismo no Além - Francisco C. Xavier

5.10.17

UTILIDADE DOS ENCONTROS ESPIRITUAIS

Questão 415 do Livro dos Espíritos

A utilidade dos encontros espirituais na liberdade parcial do Espírito, no transe do sono, é imensurável. As lições em Espírito têm uma dinâmica diferente das lições do mundo, mesmo porque são usados meios que se diferenciam muito. Os humanos usam meios mais grosseiros, devido ao ambiente em que estagiam e as próprias funções cerebrais, para que a consciência possa guardar as anotações.
Aparentemente, pensa-se que o que se esquece dos encontros no mundo espiritual fica perdido. É um engano, pois nada se perde. O que aprendemos no plano do Espírito gravar-se-á com maior intensidade e, passando para o corpo físico, esses conhecimentos filtrar-se-ão de acordo com as necessidades, chegando ao homem pelos canais da intuição. Surgem na sua mente pensamentos em forma de lembranças, dando diretrizes para mudanças capazes de remover certas intenções que poderiam levá-lo ao caos. São milhões de criaturas beneficiadas por essas lembranças todos os dias e nós, do plano espiritual, sentimo-nos alegres com essa cooperação do nosso plano para as atitudes certas que tomam, usando o processo do sono.
Quando os pensamentos bons assomarem em nossa mente, alimentemo-los e passemo-los para frente. Eles são sementes de luz, no plantio, e o reino de Deus somente cresce nos corações com a edificação do amor. Não devemos nos esquecer do que precisamos mudar todos os dias, mesmo que seja pouco a pouco. A constância é que nos encoraja, principalmente aqueles que estão tutelando os companheiros revestidos de carne.
Os encarnados, quase sempre ao despertar, têm vagas lembranças de alguma coisa que aconteceu em sonho. Essas lembranças promanam da verdade que se espraia na sutilidade da vida, e aparece de várias formas nos caminhos humanos, como socorro nas horas necessárias. Compete a cada criatura estudar, analisar, filtrar e compreender os valores de cada pensamento. Se na vida tudo tem uma razão de ser, procuremos o sentido daquilo que não estamos entendendo, que mais hoje ou mais amanhã apresentar-se-á na sala da mente o indispensável para as nossas atividades e os roteiros para os nossos corações.
A Doutrina dos Espíritos, como coadjuvante das leis espirituais, nos faz conhecer mais a vida no além, e desse conhecimento notar-se-ão as luzes nascerem na fonte das nossas vidas, a nos legar a paz de coração pelo conhecimento da verdade.
Mais uma vez alertamos todos os companheiros de fé, para que se preparem para o sono com um dia cheio de entendimento, de amor e de caridade, para que possam entrar na vida espiritual assimilando conceitos elevados nas escolas universais, que nos levam a maior despertamento dos dons de ouro dentro do coração. Vamos apreciar a existência que levamos onde quer que seja, mas nunca fiquemos somente na apreciação, colocando em ação as sugestões do bem para serem vividas por nós, porque, fora de Deus, somente nós salvamos a nós mesmos.


Livro: Filosofia Espírita – João Nunes Maia – Miramez - Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

4.10.17

ESPIRITISMO - PROSÉLITOS

362 –Poderemos receber um novo ensino sobre os deveres que competem aos espiritistas?
         -Não devemos especificar os deveres do espiritista cristão, porque palavra alguma poderá superar a exemplificação do Cristo, que todo discípulo deve tomar como roteiro da sua vida.
         Que o espiritista, nas suas atividades comuns, dispense o máximo de indulgência para com os seus semelhantes, sem nenhuma para consigo mesmo, porque antes de cogitar da iluminação dos outros, deverá buscar a iluminação de si mesmo, no cumprimento de suas obrigações.

         363 –Como se justifica a existência de certas lutas antifraternas dentro dos grupos espiritistas?
         -OS agrupamentos espiritistas necessitam entender que o seu aparelhamento não pode ser análogo ao das associações propriamente humanas.
         Um grêmio espírita-cristão deve ter, mais que tudo, a característica familiar, onde o amor e a simplicidade figurem na manifestação de todos os sentimentos.
         Em uma entidade doutrinária, quando surgem as dissensões e lutas internas, revelando partidarismos e hostilidades, é sinal de ausência do Evangelho nos corações, demonstrando-se pelo excesso de material humano e pressagiando o naufrágio das intenções mais generosas.
         Nesses núcleos de estudo, nenhuma realização se fará sem fraternidade e humildade legítimas, sendo imprescindível que todos os companheiros entre si, vigiem na boa-vontade e na sinceridade, a fim de não transformarem a excelência do seu patrimônio espiritual numa reprodução dos conventículos católicos, inutilizados pela intriga e pelo fingimento.


Livro “O Consolador” –  Francisco C. Xavier – Emmanuel – Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.