11.9.17

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XXIV

No capítulo 32 de “Nosso Lar”, André Luiz nos traz importantes informações a respeito da extraordinária figura de Veneranda, Ministra da Regeneração. Veneranda, em uma de suas últimas encarnações sobre o orbe terrestre, ficou conhecida como Isabel de Aragão, rainha de Portugal, e, com justiça, considerada na condição de Rainha Santa Isabel. Ela era um dos espíritos que integrava a Falange que oferecia retaguarda espiritual à tarefa do médium Chico Xavier.
Poderíamos aqui, evidentemente, tecer os mais diferentes comentários em torno de sua extraordinária personalidade, que, até hoje, se encontra, igualmente, nos Dois Planos da Vida, empenhada no progresso espiritual do povo lusitano, sendo ela, sem dúvida, um dos iluminados espíritos que, junto a Portugal, representa Jesus. Todavia, nos limitaremos, neste post, a destacar alguns tópicos do capítulo referido acima, endereçando-os, principalmente, àqueles nossos irmãos e irmãs de Ideal que insistem na equivocada tese de que tudo o que existe no Mundo Espiritual seja fruto da mente. Infelizmente, o objetivo da semelhante argumento, inspirado pelos espíritos adversários da Doutrina Espírita, é o de reduzir a Obra Mediúnica de Chico Xavier à mera obra de ficção!...
*
“Aquelas árvores acolhedoras, aquelas virentes sementeiras, reclamavam-me a todo momento.”
- “No grande parque – dizia ela (Narcisa) – não há somente caminhos para o Umbral ou apenas cultura de vegetação destinada aos sucos alimentares.”
“Trata-se dos ‘salões verdes’ para serviço de educação. Entre as grandes fileiras das árvores (...). Periodicamente, as árvores eretas se cobrem de flores, dando-nos ideia de pequenas torres coloridas, cheias de encantos naturais. Temos assim, no firmamento, o teto acolhedor, com as bênçãos do Sol ou das estrelas distantes.”
“Todos os Ministérios pediram cooperação, inclusive o da União Divina, que solicitou o concurso de Veneranda na organização de recintos dessa ordem, no Bosque das Águas.”
Vejamos: em apenas sete parágrafos, inúmeras referências à Natureza em o Mundo, ou Planeta, Espiritual! Tudo seria simples projeção da mente de Veneranda, provocando ilusões na mente de André Luiz?! Alias, frequentemente, neste espaço mesmo temos indagado aos nossos leitores: o que, sobre a Crosta, não será construção da mente?! O Universo é plasmado pela Mente do Criador!...
*
Na atualidade do mundo, alguns irmãos e irmãs, no Brasil e, também, em Portugal, têm se deixado levar por aqueles que, inclusive, andam dizendo que “Emmanuel” não passa de uma “invenção” de Chico Xavier, enquanto outros afirmam que André Luiz, escrevendo a série “Nosso Lar”, era um espírito obsessor de Chico! São eles, em maioria, a reencarnação de sacerdotes da Igreja de Roma, que admitiam que as comunicações mediúnicas pudessem ocorrer, mas que, então, somente o Demônio pudesse comunicar-se! O assunto, pois, é antigo, e Kardec, com autoridade, o contesta, em “O Livro dos Médiuns”. Os ataques ao Evangelho do Cristo, periodicamente, se travestem de modernidade, mas continuam os mesmos de outrora, conseguindo envolver os incautos.
*
Por pensar assim, dias atrás, tivemos oportunidade de saber no Youtube, o depoimento de um confrade anunciando que não é mais espírita, qual se ele for, ou não, espírita, viesse a fazer alguma diferença para a Doutrina. Impressionante, a importância que o referido irmão se dá em seu depoimento, com o qual procura influenciar a opinião alheia. A sua ideia está tão fixa nos postulados espíritas, que, temos certeza, não conseguirá ele produzir filmes, para exibir em seu canal, sem buscar no Espiritismo a sua fonte de inspiração, nem que seja para escrachá-lo. Realmente, notamos que a porta, que já era estreita, anda se estreitando ainda mais – creio que o Senhor, devido à grande insanidade reinante entre os espíritos encarnados, e também desencarnados, deliberou encostá-la mais um tanto junto ao batente do portal em que ela se descerra.
*
O que vocês acham, ou não acham, sobre o exposto?! Vocês acham que o Mundo, ou Planeta, Espiritual seja uma ilusão, qual o Budismo considera ser a existência do homem na Terra?! Em que sentido, a vida humana no orbe terrestre seria uma ilusória aventura?!...
Semana que vem voltaremos a nos encontrar, e, então, com um pouco mais de espaço, continuaremos no assunto.

INÁCIO FERREIRA – Blog Mediunidade na Internet

Uberaba – MG, 11 de setembro de 2017.

10.9.17

O EVANGELHO E O CELULAR

Já imaginou o que aconteceria se tratássemos o nosso Evangelho do jeito que tratamos o nosso celular?
E se sempre carregássemos o nosso Evangelho no bolso ou na bolsa?
E se déssemos uma olhada nele várias vezes ao dia?
E se voltássemos para apanhá-lo quando o esquecemos em casa, no escritório...?
E se o usássemos para enviar mensagens aos nossos amigos?
E se o tratássemos como se não pudéssemos viver sem ele?
E se o déssemos de presente às crianças?
E se o usássemos quando viajamos?
E se lançássemos mão dele em caso de emergência?

Mais uma coisa:
Ao contrário do celular, o Evangelho não fica sem sinal. Ela 'pega' em qualquer lugar.
Não é preciso se preocupar com a falta de crédito porque a conta está paga e os créditos não têm fim.
E o melhor de tudo: não cai a ligação e a carga da bateria é para toda a vida.

JESUS
Sinto-me honrado por servir tal chefe que me Ama!
Se você crê em Jesus, envie isto há todos os seus conhecidos e não simplesmente ignore.
Se ignorar, lembre-se exatamente o que Jesus disse:
'Se me negar na frente dos homens, negá-los-ei na frente do meu Pai no céu'.

'Às vezes, quando tudo dá errado acontecem coisas maravilhosas que jamais teriam acontecido se tudo tivesse dado certo.'  

9.9.17

À LUZ DO ESPIRITISMO

(Recordando Allan Kardec)

Escuta, meu amigo, e procura entender
A voz de quem te fala, os olhos lacrimosos,
E já feriu os pés nos caminhos rochosos,
Caindo e levantando, a chorar e a gemer...

Não te afastes, jamais, da estrada do dever!...
Há pelo mundo afora atalhos perigosos,
Precipitando a alma aos vales escabrosos,
De onde apenas se sai após muito sofrer...

O Cristo em tua vida é o roteiro seguro,
A mão te que te sustenta em louvor do futuro,
A velar sobre ti ante as trevas do abismo...

Serve, perdoa, crê, luta, avança e porfia,
E o seu Reino de Amor alcançarás, um dia,
Abraçando o Evangelho à luz do Espiritismo!...

Lafayette Melo

(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do “Grupo Espírita da Prece”, na noite de 3 de outubro de 1987, em Uberaba – MG.

8.9.17

ESTUDANDO A MEDIUNIDADE

    - Indubitavelmente - concordava o Assistente Áulus - a mediunidade é problema dos mais sugestivos na atualidade do mundo. Aproxima-se o homem terreno da Era do Espírito, sob a luz da Religião Cósmica do Amor e da Sabedoria e, decerto, precisa de cooperação, a fim de que se lhe habilite o entendimento.
    O orientador, de feição nobre e simpática, recebera-nos, a pedido de Clarêncio, para um curso rápido de ciências mediúnicas.
    Especializara-se em trabalhos dessa natureza, consagrando-lhes muitos anos de abnegação. Era, por isso, dentre as relações do Ministro, que se nos fizera patrono e condutor, um dos companheiros mais competentes no assunto.
    Áulus nos acolhera com afabilidade e doçura.
    Relacionando aflitivas questões da Humanidade Terrestre, pousava em nós o olhar firme e lúcido, não apenas com interesse do irmão mais velho, mas também com a afetividade de um pai enternecido.
    Hilário e eu não conseguíamos disfarçar a admiração.
    Era um privilégio ouvi-lo discorrer sobre o tema que nos trazia até ali.
    Aliavam-se nele substanciosa riqueza cultural e o mais entranhado patrimônio de amor, causando-nos satisfação o vê-lo reportar-se às necessidades humanas, com o carinho do médico benevolente e sábio que desce à condição de enfermeiro para a alegria de ajudar e salvar.
    Interessava-se pelas experimentações mediúnica, desde 1779, quando conhecera Mesmer, em Paris, no estudo das célebres proposições lançadas a público pelo famoso magnetizador. Reencarnando no início do século passado, apreciara, de perto, as realizações de Allan Kardec, na codificação do Espiritismo, e privara com Cahagnet e Balzac, com Théophile Gautier e Victor Hugo, acabando seus dias na França, depois de vários decênios consagrados à mediunidade e ao magnetismo, nos moldes científicos da Europa. No mundo espiritual prosseguiu no mesmo rumo, observando e trabalhando em seu apostolado educativo. Dedicando-se agora à obra de espiritualização no Brasil, e isto há mais de trinta anos, comentava, otimista, as esperanças do novo campo de ação, dando-nos a conhecer a primorosa bagagem de memórias e experiências de que se fazia portador. 
    Maravilhados ao ouvi-lo, mal lhe respondíamos a essa ou àquela indagação. 
    -Conhecíamos, sim - informamos, respeitosos, em dado momento -, alguns aspectos do intercâmbio espiritual; todavia, o nosso desejo era amealhar mais amplas noções do assunto, com a simplicidade possível. Em outras ocasiões, estudáramos ao de leve alguns fenômenos de psicografia, incorporação e materialização, no entanto, era isso muito pouco, à face dos múltiplos serviços que a mediunidade encerra em si mesma.
    O anfitrião, afável, aquiesceu em elucidar-nos.
    Colaborava em diversos setores de trabalho e prodigalizar-nos-ia aquilo que considerava com humildade, como sendo "alguns apontamentos".
    Para começar, convidou-nos a ouvir um amigo que falaria sobre mediunidade a pequeno grupo de aprendizes encarnados e desencarnados, e em cuja palavra reconhecia oportunidade e valor.
    Não nos fizemos de rogados ante a obsequiosa lembrança.
    E, porque não havia tempo a perder, seguimo-lo, prestamente.
    Em vasto recinto do Ministério das Comunicações, fomos apresentados ao Instrutor Albério, que se dispunha a iniciar a palestra.
    Tomamos lugar entre as dezenas de companheiros que seguiam, atentos, em muda expectação.
    Como tantos outros orientadores que eu conhecia, Albério assomou à tribuna, sem cerimônia, qual se nos fora simples irmão, conversando conosco em tom fraternal.
    -Meus amigos - falou, com segurança -, dando continuidade aos nossos estudos anteriores, precisamos considerar que a mente permanece na base de todos os fenômenos mediúnicos.
    Não ignoramos que o Universo, a estender-se no Infinito, por milhões e milhões de sóis, é a exteriorização do Pensamento Divino, de cuja essência partilhamos, em nossa condição de raios conscientes da Eterna Sabedoria, dentro do limite de nossa evolução espiritual.
    Da superestrutura dos astros à infra-estrutura subatômica, tudo está mergulhado na substância viva da Mente de Deus, como os peixes e as plantas da água estão contidos no oceano imenso.
    Filhos do Criador, dEle herdamos a faculdade de criar e desenvolver, nutrir e transformar.
    Naturalmente circunscritos nas dimensões conceptuais em que nos encontramos, embora na insignificância de nossa posição comparada à glória dos Espíritos que já atingiram a angelitude, podemos arrojar de nós a energia atuante do próprio pensamento, estabelecendo, em torno de nossa individualidade, o ambiente psíquico que nos é particular.
    Cada mundo possui o campo de tensão electromagnética que lhe é próprio, no teor de força gravítica em que se equilibra, e cada alma se envolve no círculo de forças vivas que lhe transpiram do "hálito" mental, na esfera de criatura a que se imana, em obediência às suas necessidades de ajuste ou crescimento para a imortalidade.
    Cada planeta revoluciona na órbita que lhe é assinalada pelas leis do equilíbrio, sem ultrapassar as linhas de gravitação que lhe dizem respeito, e cada consciência evolve no grupo espiritual a cuja movimentação se subordina.
    Somos, pois, vastíssimo conjunto de Inteligências, sintonizadas no mesmo padrão vibratório de percepção, integrando um Todo, constituído de alguns bilhões de seres, que formam por assim dizer a Humanidade Terrestre.
    Compondo, assim, apenas humilde família, no infinito concerto da vida cósmica, em que cada mundo guarda somente determinada família da Humanidade Universal, conhecemos, por enquanto, simplesmente as expressões da vida que nos fala mais de perto, limitados ao degrau de conhecimento que já escalamos.
    Dependendo dos nossos semelhantes, em nossa trajetória para a vanguarda evolutiva, à maneira dos mundos que se deslocam no Espaço, influenciados pelos astros que os cercam, agimos e reagimos uns sobre os outros, através da energia mental em que nos renovamos constantemente, criando, alimentando e destruindo formas e situações, paisagens e coisas, na estruturação dos nossos destinos.
    Nossa mente é, dessarte, um núcleo de forças inteligentes, gerando plasma sutil que, a exteriorizar-se incessantemente de nós, oferece recursos de objetividade às figuras de nossa imaginação, sob o comando de nossos próprios desígnios.
    A idéia é um "ser" organizado por nosso espírito, a que o pensamento dá forma e ao qual a vontade imprime movimento e direção.
    Do conjunto de nossas idéias resulta a nossa própria existência.
    O orador fez pequeno intervalo que ninguém ousou interromper e prosseguiu comentando:
    - Segundo é fácil de concluir, todos os seres vivos respiram na onda de psiquismo dinâmico que lhes é peculiar, dentro das dimensões que lhes são características ou na freqüência que lhes é própria. Esse psiquismo independe dos centros nervosos, de vez que, é ele que condiciona todos os fenômenos da vida orgânica em si mesma.
    Examinando, pois,os valores anímicos como faculdades de comunicação entre os Espíritos, qualquer que seja o plano em que se encontrem, não podemos perder de vista o mundo mental do agente e do recipiente, porquanto, em qualquer posição  mediúnica, a inteligência receptiva está sujeita às possibilidades e à coloração dos pensamentos em que vive, e a inteligência emissora jaz submetida aos limites e às interpretações dos pensamentos que é capaz de produzir.
    Um hotentote desencarnado, em se comunicando com um sábio terrestre,ainda jungido ao envoltório físico, não lhe poderá oferecer notícias outras, além dos assuntos triviais em que se lhe desdobraram no mundo as experiências primitivistas, e um sábio, sem o indumento carnal, entrando em relação como hotentote, ainda colado ao seu "habitat" africano, não conseguirá facultar-lhe cooperação imediata, senão no trabalho embrionário em que se lhe encravam os interesses mentais, como sejam o auxílio a um rebanho bovino ou a cura de males do corpo denso. Por isso mesmo, o hotentote não se sentiria feliz na companhia do sábio e o sábio, a seu turno, não se demoraria com o hotentote, por falta desse alimento quase imponderável a que podemos chamar "vibrações compensadas".
    É da Lei, que nossas maiores alegrias sejam recolhidas ao contacto daqueles que, em nos compreendendo, permutam conosco valores mentais de qualidades idênticas aos nossos, assim como as árvores oferecem maior coeficiente de produção se colocadas entre companheiras da mesma espécie, com as quais trocam germinativos.
    Em mediunidade, portanto, não podemos olvidar o problema da sintonia.
    Atraímos os Espíritos que se afinam conosco, tanto quanto somos por eles atraídos; e se é verdade que cada um de nós somente pode dar conforme o que tem, é indiscutível que cada um recebe de acordo com aquilo que dá. 
    Achando-se a mente na base de todas as manifestações mediúnicas, quaisquer que sejam os característicos em que se expressem, é imprescindível enriquecer o pensamento, incorporando-lhe os tesouros morais e culturais, os únicos que nos possibilitam fixar a luz para nós, das Esferas Mais Altas, através dos gênios da sabedoria e do amor que supervisionam nossas experiências. 
    Procederam acertadamente aqueles que compararam nosso mundo mental a um espelho.
    Refletimos as imagens que nos cercam e arremessamos na direção dos outros as imagens que criamos.
    E, como não podemos fugir ao imperativo da atração, somente retrataremos a claridade e a beleza, se instalarmos a beleza e a claridade no espelho de nossa vida íntima.
    Os reflexos mentais, segundo a sua natureza, favorecem-nos a estagnação ou nos impulsionam a jornada para a frente, porque cada criatura humana vive no céu ou no inferno que edificou para si mesma, nas reentrâncias do coração e da consciência, independentemente do corpo físico, porque, observando a vida em sua essência de eternidade gloriosa, a morte vale apenas como transição entre dois tipos da mesma experiência, no "hoje imperecível".
    Vemos a mediunidade em todos os tempos e em todos os lugares da massa humana.
    Missões santificantes e guerras destruidoras, tarefas nobres e obsessões pérfidas, guardam origem nos reflexos da mente individual ou coletiva, combinados com as forças sublimadas ou degradantes dos pensamentos de que se nutrem.
    Saibamos, assim, cultivar a educação, aprimorando-nos cada dia.
    Médiuns somos todos nós, nas linhas de atividade em que nos situamos.
    A força psíquica, nesse ou naquele teor de expressão, é peculiar a todos os seres, mas não existe aperfeiçoamento mediúnico sem acrisolamento da individualidade. 
    É contraproducente intensificar a movimentação da energia sem disciplinar-lhe os impulsos.
    É perigoso possuir sem saber usar.
    O espelho sepultado na lama não reflete o esplendor do Sol.
    O lago agitado não retrata a imagem da estrela que jaz no infinito.
    Elevemos nosso padrão de conhecimento pelo estudo bem conduzido e apuremos a qualidade de nossa emoção pelo exercício constante das virtudes superiores, se nos propomos recolher a mensagem das Grandes Almas.
    Mediunidade não basta só por si.
    É imprescindível saber que tipo de onda mental assimilamos para conhecer da qualidade de nosso trabalho e ajuizar de nossa direção.
    Albério prosseguiu ainda em seus valiosos comentários e, mais tarde, passou a responder a complicadas perguntas que lhe eram desfechadas por diversos aprendizes. Por minha vez recolhera largo material de meditação e, em razão disso, em companhia de Hilário, despedi-me dos instrutores com alguns monossílabos de agradecimento, ouvindo de Áulus a promessa de reencontro para o dia seguinte.

 Livro: Nos Domínios da Mediunidade - Francisco C Xavier - André Luiz. 

7.9.17

ESQUECENDO-SE DE ORAR

Observa-se que, lamentavelmente muitos companheiros de Doutrina vêm relegando a oração a plano secundário - oram apenas quando, de público, são conclamados a tanto. A oração deve ser a nossa luz de todo instante, na travessia das dificuldades que, no caminho de quem não ora, costumam exacerbar-se. A oração é um exercício de humildade, abençoada escora que nos mantém de pé, quando sopra mais forte o vento das adversidades. Orar em comunhão íntima com o Criador, elevando o pensamento e o coração, buscando forças e coragem, por suplementos indispensáveis nas provações que estejamos atravessando e nas que ainda haverão de chegar... A oração sincera é vacina contra a perturbação e o desequilíbrio à mercê do qual se colocam aqueles que se julgam dispensados de orar. A Vida de muita gente se converte, sem dúvida, em uma prece contínua, por suas ações centralizadas no bem, mas nem por isso deveriam se considerar isentos da necessidade de, genuflexos, se dirigirem ao Criador em um gesto de reverência e respeito do filho para com o Pai!
Livro: Doutrina Viva de Carlos A Baccelli
Espírito: Francisco C. Xavier


6.9.17

PRESSENTIMENTO DA MORTE

Questão 411 do Livro dos Espíritos

O Espírito, quando está parcialmente desligado da matéria, mesmo que seja em relaxamento profundo, por vezes tem a intuição do dia da sua desencarnação, quando está preparado para tal revelação. Muitos sabem até o dia certo, e mesmo a hora, do seu desenlace espiritual. Isso acontece em todas as religiões e mesmo filosofias espiritualistas.
Quem sente essa verdade, alimenta-a, sem dúvida. Jesus foi um marco dessa prática, quando anunciou tudo o que deveria acontecer com Ele. Além do pressentimento da morte, existem também revelações outras, como desastres, morte de parentes e de amigos. Essa será a mediunidade do futuro, quando as revelações nos virão pelos processos da intuição.
Não há segredos para a alma livre, ou para a que fica livre, mesmo estando se movendo na carne. O Espiritismo nos mostra toda as modalidades, como o Mestre fez com os discípulos, para desenvolver ou despertar as faculdades espirituais que dormem no centro da vida. Se pudéssemos compilar em livros todos os casos acontecidos em todo o mundo, teríamos vários volumes, porque todos os dias acontecem em todos os países essas revelações, como, também, de pessoas que, em estado de catalepsia, visitaram o outro mundo, o mundo dos Espíritos, lembrando-se de tudo o que com elas sucedeu.
O que falta à humanidade é maturidade de consciência para se sustentar, passando a viver os ensinamentos de Jesus, que confirma o intercâmbio entre os dois mundos, a reencarnação e, enfim, todos os anúncios da Doutrina Espírita, que trilha junto à verdade.
Não é revelado a todos os seres o dia da sua morte, porque criaria confusão no meio dos homens, sem o devido preparo. Falta-lhes a educação espiritual para tal anúncio em massa. Somente com o tempo, os Espíritos superiores deverão usar o espaço para os avisos desta ordem. Temos de considerar, nesta fase por que passa a humanidade, o momento de grandes provações, quando as almas se encontram aturdidas, e seus corações crêem e descrêem, fazem e desfazem, afirmam e negam, abençoam e amaldiçoam.
Jesus é a firmeza da humanidade. Esse é o século da confusão, após o qual nascerá a estabilidade nos corações aflitos. A Doutrina Espírita veio cuidar das criaturas perdidas em ondas revoltas, e ela é capaz de conduzi-las à praia, na extensão da sua harmonia, para que todos tenham paz no coração, e a consciência receba a tranqüilidade que não perturba. Depois da calmaria, as revelações no sentido da morte, nesse ou naquele dia, não vão trazer distúrbio algum à alma e, sim, alegria, por voltar à verdadeira pátria, onde poderá encontrar, já esperando, os velhos amigos e familiares que a precederam pelos portais do túmulo.
O Espírito, estando desprendido da matéria, tem a sua visão expandida e seu conhecimento ampliado, de sorte que a vida lhe aparece da existência de Deus. Isso, quando ele passa a conhecer um pouco da verdade. Devemos idear pensamentos valiosos, meditar na nobreza da vida, e passar a viver copiando a vida de Jesus, porque Deus nos assiste por muitos canais, mas, na Terra, Ele se firma na personalidade do Cristo, que flui a vida para todos nós com mais intensidade de amor. O amor é a explosão de vida, no centro das vidas, onde domina Deus e esplende o Cristo.


Livro: Filosofia Espírita – João Nunes Maia – Miramez - Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

5.9.17

ESPIRITISMO – FÉ - II

         354 –Poder-se-á definir o que é ter fé?
         -Ter fé é guardar no coração a luminosa certeza em Deus, certeza que ultrapassou o âmbito da crença religiosa, fazendo o coração repousar numa energia constante de realização divina da personalidade.
         Conseguir a fé é alcançar a possibilidade de não mais dizer “eu creio”, mas afirmar “eu sei”, com todos os valores da razão tocados pela luz do sentimento. Essa fé não pode estagnar em nenhuma circunstância da vida e sabe trabalhar sempre, intensificando a amplitude de sua iluminação, pela dor ou pela responsabilidade, pelo esforço e pelo dever cumprido.
         Traduzindo a certeza na assistência de Deus, ela exprime a confiança que sabe enfrentar todas as lutas e problemas, com a luz divina no coração, e significa a humildade redentora que edifica no íntimo do espírito a disposição sincera do discípulo, relativamente ao “faça-se no escravo a vontade do Senhor”.
         355 –Será fé acreditar sem raciocínio?
         -Acreditar é uma expressão de crença, dentro da qual os legítimos valores da fé em si mesma. Admitir as afirmativas mais estranhas, sem um exame minucioso, é caminhar para o desfiladeiro do absurdo, onde os fantasmas dogmáticos conduzem as criaturas a todos os despautérios. Mas também interferir nos problemas essenciais da vida, sem que a razão esteja iluminada pelo sentimento, é buscar o mesmo declive onde os fantasmas impiedosos da negação conduzem as almas a muitos crimes.
       

Livro “O Consolador” –  Francisco C. Xavier – Emmanuel – Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.