6.3.17

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – IV

Continuando com a nossa proposta de reflexão, transcrevemos abaixo mais alguns textos da lavra de André Luiz, extraídos do livro “Nosso Lar”, solicitando, evidentemente, a sua interpretação para eles. (textos extraídos dos capítulos 3 a 8).
“Grandes árvores, pomares fartos e jardins deliciosos.”
- Você concorda que, em “Nosso Lar”, existe flora, com a presença de reprodução vegetal, na multiplicação das árvores, dos frutos e das flores?!
“A pequena distância, alteavam-se graciosos edifícios. Alinhavam-se a espaços regulares, exibindo formas diversas.”
- Você concorda que a cidade de “Nosso Lar” foi construída com o trabalho de engenheiros, arquitetos, pedreiros, etc, ou as construções a que André Luiz se refere não passam de criações temporárias da mente dos moradores da cidade?!
“Aves de plumagens policromas cruzavam os ares e, de quando em quando, pousavam agrupadas em torres muito alvas, a se erguerem retilíneas, lembrando lírios gigantescos, rumo ao céu.”
- Como conciliar tal informação com o que os Espíritos, em “O Livro dos Espíritos”, disseram a Kardec sobre a reencarnação quase imediata do princípio inteligente dos animais?! Você concorda que, no Mundo Espiritual, existem espécies animais que lhe são nativas?! Concorda também que tais animais, existentes no Mundo Espiritual, qual possa ocorrer com o Reino Vegetal, têm a capacidade de se reproduzirem, ou não?!
“- E onde está minha mãe? – exclamei, por fim. – Se me é permitido, quero vê-la, abraçá-la, ajoelhar-me a seus pés!
- Não vivem em ‘Nosso Lar’ – esclareceu Lísias –, habita esferas mais altas, onde trabalha não somente por você.”
- O que você entende por “habita esferas mais altas”, numa das quais a mãe de André Luiz vivia?! Numa outra cidade, ou, realmente, numa outra esfera, ou Dimensão?! Essa outra esfera, como a Esfera Terrestre, pode ser considerada um Planeta espiritual?!
“Impressionou-me o espetáculo das ruas. Vastas avenidas, enfeitadas de árvores frondosas. Ar puro, atmosfera de profunda tranquilidade espiritual. Não havia, porém, qualquer sinal de inércia ou de ociosidade, porque as vias públicas estavam repletas. Entidades numerosas iam e vinham.”
- Não lhe parece uma descrição familiar: ruas, vastas avenidas, vias públicas... As “numerosas entidades que iam e vinham” estariam volitando, ou caminhando?! Concorda que também pudessem estar se servindo de veículos em sua movimentação?! Essas “entidades” seriam pessoas, criaturas humanas desencarnadas, ou seres que nada têm em comum com a humanidade dos homens?!
- “... a nossa cidade espiritual é zona de transição.”
- Qual o motivo de ter sido empregado o termo “zona de transição”?! A cidade em que você mora na Terra é também uma “zona de transição”, ou você pretende ficar nela “para semente”?! Assim, o orbe terrestre, para o seu espírito, cidadão do Universo, pode, igualmente, ser considerado uma “zona de transição”?!
INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 6 de março de 2017.

5.3.17

Valores

            O que ninguém te furta é o que trazes dentro de ti - a tua alegria, a tua fé, a tua luz.
            Dinheiro muita gente o tem; o que te pode diferenciar é a tua riqueza interior.
            Adquire sabedoria.
            Não te precipites na apreciação das pessoas.
            Nem te detenha na aparência das coisas.
            A Verdade não carece de interpretação.
            Quem muito acumula ajunta peso desnecessário na alma.
            Quem se apega ao que é transitório não evita a decepção.
            O tempo passa depressa, e tudo deixarás de improviso, mas a tua essência permanecerá intocada.
                                                                                

Livro: Vigiai e Orai - Carlos A. Bacelli - Irmão José

4.3.17

SENHORA DA ALEGRIA

De Cristo, há tanta Mãe no vasto céu,
Tantas Nossas Senhoras das Agruras,
Quais estrelas existem nas alturas,
Brilhando a esmo sem brilhar ao léu...

Tantas Marias neste Altar sem véu,
Do firmamento em luz, nunca às escuras,
Cujo amor pelas almas mais impuras
É igual amor de mãe por filho réu...

E a todas eu recorro em minha fé,
Que sendo pequenina tal qual é,
No coração, a dor sempre alivia...

Porém, em meio à desventura tanta,
Uma Maria eu creio ser mais santa -
Salve Nossa Senhora da Alegria!...

Catulo

(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã de sábado do dia 25 de fevereiro de 2017).

3.3.17

A REENCARNAÇÃO (E SUA PROIBIÇÃO)

1     E até ao ano de 553 da Era Cristã, a Igreja nascente admitia a Reencarnação, contudo, por ação deliberada das Trevas, no II Concilio realizado em Constantinopla, decretou-se que “todo aquele que defender a doutrina mística da preexistência da alma e a consequente opinião de que ela retoma seja anátema!”. A História registra que, no referido Concílio, o Imperador Justiniano, que era influenciado pela esposa, Teodora, inclusive nos assuntos governamentais e teológicos, mandou que se proibisse a doutrina da transmigração das almas e do carma. Acontece que Teodora, que houvera sido uma mulher de vida desregrada, ao se unir com o Imperador, que por ela se apaixonou, passara a ser ironizada pelas suas antigas amigas de leviandades. Em consequência, a esposa do Imperador ordenou que quinhentas mulheres fossem mortas em Constantinopla. Os cristãos, então, passaram a rotulá-la de assassina e a espalhar a notícia de que, a fim de ressarcir o débito contraído, nas vidas futuras, ela deveria morrer igualmente assassinada quinhentas vezes! Com receio de que tal previsão se confirmasse, Teodora, passando a odiar a doutrina da Reencarnação, investindo contra ela, influenciou o marido para que decretasse a sua extinção e perseguisse os seus defensores. O desastroso desfecho consistiu na absurda “proibição à lei natural das vidas sucessivas”, no II Concílio de Constantinopla! (p. 250-251).

Livro: Nos Céus da Gália – Carlos A. Baccelli – Irmão José

2.3.17

MUDANÇAS

Questão 385 do Livro dos Espíritos

A mudança que se opera nas crianças ao alcançarem a maturidade dos corpos vem da sua liberdade de expressar o que são. Ao se ajustarem mais os laços da reencarnação, a alma fica mais consciente do seu estado espiritual, e passa a ser o que realmente é.
O Espírito tem necessidade de voltar ao corpo quando precisa reparar suas faltas, ou quando a lei o induz para o devido despertamento espiritual, e é nesse reingresso na carne que Deus lhes dá a capa de inocência. Desta forma, receberá desde o princípio da sua nova existência certa dose de carinho, por ser sua presença uma flor que desabrocha, sorrindo para a vida. Se esse Espírito expressasse imediatamente o que ele é, talvez suscitasse nos próprios pais antipatia, vibrando neles o magnetismo que caracteriza sua presença. Mas Deus, como é sábio e justo, dá-lhe uma candura suficiente para que sobre ele os olhos recaiam com amor, cobrindo-o de toda a proteção.
As mudanças nas criaturas são gradativas; essa é a ação das leis de amor, derramando sobre elas a misericórdia no sentido de que sustentem uma posição melhorada na sua existência que começa. Se essas crianças ficassem no mundo espiritual, esquecendo a reencarnação, seriam necessárias certas imposições, drásticas demais para seu tamanho, no sentido de corrigi-las. Mas a bondade mostra o amor do Pai Celestial nos dando oportunidades melhores para o prosseguimento do nosso despertamento.
Deus cobre os Espíritos inferiores com a inocência e reveste-os com o amor, dando oportunidades às crianças, quando Espíritos inferiores, de crescerem. Quando esses Espíritos recebem no lar motivações para melhorarem, nada disso se perde, pois eles absorvem as lições, por leis que asseguram a vida, e que mais tarde expressarão como diretrizes de luz nos caminhos para a paz.
Devemos estimar e estudar a vida e o porquê vivemos na Terra, ajudando as crianças a se libertarem das contingências perigosas que devem passar como adultos. O corpo é como um cavalo bem treinado, mas precisa ainda de freio e espora. Quando lerdo a espora deve funcionar, quando adiantado em demasia, o bridão regula seu ímpeto. As mudanças da alma são constantes, porque é mudando-se que se processa a vida, somando luz onde a experiência se expande em atividades nobres.
Os pais devem estar preparados para receberem todos os tipos de Espíritos que Deus lhes enviará para a devida educação dos seus impulsos inferiores. Pode nascer num lar, um Espírito elevado, porém, no meio desses devem vir irmãos cheios de paixões inferiores, mostrando aos pais a necessidade de trabalhar em favor da própria humanidade. Quem educa bem o seu filho, colabora para a paz dos que lhes cercam, para seus pais e para o mundo inteiro. Os pais devem pensar que foram crianças também, e se não foram bem educados é motivo maior para educar seus filhos. Educação é a semente de luz que no futuro ilumina quem acendeu essa claridade.
É na fase de criança que o Espírito tem mais possibilidade de reformar seus caracteres. O corte das arestas se processa com mais eficiência nos seres em formação. Não descuidemos dos filhos e ajudemos aos outros, pois temos muitos meios de servir de instrumento para a educação daqueles que nos rodeiam.
Não devemos cogitar muito sobre o porquê de o Espírito voltar à Terra como criança. Devemos, sim, fazer o que estiver ao nosso alcance para melhorar-lhes os maus pendores, certificando-nos de que tudo que fizemos de bom, é a luz nos nossos caminhos e a paz para a humanidade inteira.


Livro: Filosofia Espírita – João Nunes Maia – Miramez - Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

1.3.17

REVELAÇÃO – RELIGIÕES - V

300 –Como interpretar a missa no culto externo da Igreja Católica?
         -Perante o coração sincero e fraternal dos crentes, a missa idealizada pela igreja de Roma deve ser um ato exterior, respeitável para nós outros, como qualquer cerimônia convencionalista do mundo, que exija a mútua consideração social no mecanismo de relações superficiais da Terra.
         A Igreja de Roma pretende comemorar, com ela, o sacrifício do Mestre pela Humanidade; todavia, a cerimônia se efetua de conformidade com aposição social e financeira do crente.
         Ocorrem, dessa maneira, as missas mais variadas, tais como a: “do galo”, a “nova”, a”particular”, a”pontifical”, a “das almas”, a “seca”, a “cantada”, a “chã”, a “campal”, etc., adstritas a um prontuário tão convencionalista e tão superficial, , que é de admirar a adaptação ao seu mistifório, por parte do sacerdote inteligente e afeito à sinceridade.
301 –As aparições e os chamados milagres relacionados na história da origem das igrejas são fatos de natureza mediúnica?
         -Todos esse acontecimentos, classificados no domínio do sobrenatural, foram fenômenos psíquicos sobre os quais se edificaram as igrejas conhecidas, fatos esses que o Espiritismo veio a catalogar e esclarecer, na sua divina missão de Consolador.

Livro “O Consolador” –  Francisco C. Xavier – Emmanuel – Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.
Livro “O Consolador” –  Francisco C. Xavier – Emmanuel – Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.


Livro “O Consolador” –  Francisco C. Xavier – Emmanuel – Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

28.2.17

COMO VOCÊ INTERPRETA? – III

Prosseguindo com os nossos estudos e reflexões sobre as revelações de André Luiz, através da mediunidade de Chico Xavier, a respeito da Vida no Mundo Espiritual próximo, apenas com o propósito de diversificar um pouco a metodologia, pedimos a você que assinale se está certa ou errada a nossa interpretação dos textos transcritos. E, claro, você tem ampla liberdade para, concordando ou discordando, acrescentar o que desejar. (Os textos pertencem aos dois primeiros capítulos do livro “Nosso Lar”).
“Estava convicto de não mais pertencer ao número dos encarnados no mundo, e, no entanto, meus pulmões respiravam a longos haustos.”
- Significa que o corpo espiritual, ou períspirito, é também dotado de um Sistema Respiratório.
“Enfim, como a flor de estufa, não suportava agora o clima das realidades eternas. Não desenvolvera os germes divinos que o Senhor da Vida colocara em minhalma. Sufocara-os, criminosamente, no desejo incontido de bem-estar. Não adestrara órgãos para a vida nova.”
- Significa que a plena consciência da desencarnação e de que se está numa outra Dimensão, depende, igualmente, de se desenvolver determinadas ligações neuronais (sinapses), que facilite ao espírito tal conscientização, em exercício de espiritualização quando ele se encontra encarnado.
“Comezinhos fenômenos da experiência material patenteavam-se-me aos olhos. Crescera-me a barba, a roupa começava a romper-se com os esforços da resistência, na região desconhecida.”
- Significa que o corpo espiritual, ou períspirito, também produz hormônios que, no caso específico, lhe faziam crescer a barba. Quanto à roupa, ser-nos-á lícito deduzir que, na Vida de além-túmulo, ele se encontrava trajado com o duplo da roupa com que fora sepultado.
“Persistiam as necessidades fisiológicas, sem modificação.”
- Significa que ele continuava realmente experimentando as mais comuns necessidades fisiológicas dos encarnados: necessidade de alimento, de água, de excreção, de sono e repouso, de atividade, de abrigo e temperatura adequada, etc.
“Castigava-me a fome todas as fibras, e, nada obstante, o abatimento progressivo não me fazia cair definitivamente em absoluta exaustão. De quando em quando, deparavam-se-me verduras que me pareciam agrestes, em torno de humildes filetes d’água a que me atirava sequioso. Devorava as folhas desconhecidas, colava os lábios à nascente turva, enquanto mo permitiam as forças irresistíveis, a impelirem-me para frente. Muita vez suguei a lama da estrada...”
- Significa que as suas necessidades não eram ilusórias – eram reais – e que, na Dimensão espiritual em que ele se encontrava, existem “nascentes” d’água, ou seja, existe água para atender as necessidades do corpo espiritual que são similares às do corpo físico.
“Alvo lençol foi estendido ali mesmo, a guisa de maca improvisada, aprestando-se ambos os cooperadores a transportarem-me, generosamente.”
- Significa que o seu resgate daquela região umbralina se deu à semelhança do resgate que se efetua de um doente que mal consegue manter-se em pé, com a possível utilização de veículo apropriado para tanto, até aos portões de “Nosso Lar”.
INÁCIO FERREIRA

Uberaba – MG, 27 de fevereiro de 2017.