12.6.15

PENSA

 Reconheces-te, muitas vezes, no mundo, como quem se vê num campo de imensa luta.
 Duelos entre a luz e a sombra.
 Forças antagônicas do bem e do mal.
 Os ângulos do combate estão em várias frentes.
 Rádio, televisão, imprensa, lares e praças.
 Leste o noticiário, em torno do homem que exterminou a existência de pessoas queridas, entregando-se, depois, às tramas do suicídio.
 Viste a foto de outro que se responsabiliza por assaltos e agressões.
 Estudaste a fisionomia da mulher que enjeitou o filhinho para não arredar-se da aventura.
 Conheceste o drama do jovem revoltado que se fez incendiário, nos desvarios da indisciplina.
 Registraste as ocorrências tristes, desencadeadas por aqueles que resvalaram na delinquência, conturbados em processos obsessivos.
 Contempla as áreas de conflito e, conquanto amando a dignidade do bem, não censures as vítimas do mal, suficientemente infelizes por si mesmas.
 Os que ferem são os verdadeiros feridos e todos os feridos são doentes.
 Abençoa, alivia, restaura, levanta.
 Separa a enfermidade do enfermo, como auxilias a laranjeira, libertando-a da erva invasora, e descobrirás unicamente o irmão que chora e sofre.
 Pensa no que faria Jesus se o visses, em pessoa, no chão da vida humana, observando os que desfalecem.
 Não lhe ouvirias qualquer frase condenatória.
 Decerto, o Senhor se debruçaria sobre os caídos, a fim de socorrê-los.
 E se lhe perguntasses por que estaria agindo assim, Ele responderia sem hesitar:
-- Eles todos são meus...

Livro: Amizade - Francisco C. Xavier - Meimei

11.6.15

EXPERIÊNCIA V

140 –Os astros influenciam igualmente na vida do homem?
As antigas assertivas astrológicas têm a sua razão de ser. O campo magnético e as conjunções dos planetas influenciam no complexo celular do homem físico, em sua formação orgânica e em seu nascimento na Terra; porém, a existência planetária é sinônimo de luta. Se as influências astrais não favorecem a determinadas criaturas, urge que estas lutem contra os elementos perturbadores, porque, acima de todas as verdades astrológicas, temos o Evangelho, e o Evangelho nos ensina que cada qual receberá por suas obras, achando-se cada homem sob as influências que merece.
141 –Há influências espirituais entre o ser humano e o seu nome, tanto na Terra, como no Espaço?
-Na Terra ou no plano invisível, temos a simbologia sagrada das palavras; todavia, o estudo dessas influências requer um grande volume de considerações especializadas e, como o nosso trabalho humilde é uma apologia ao esforço de cada um, ainda aqui temos de reconhecer que cada homem recebe as influências a que fez jus, competindo a cada coração renovar seus próprios valores, em marcha para realizações cada vez mais altas, pois que o determinismo de Deus é o do bem, e todos os que se entregarem realmente ao bem, triunfarão de todos os óbices do mundo.

Da  obra “O Consolador” – Espírito: Emmanuel – Médium: Francisco Cândido Xavier

10.6.15

Louvação à Lisboa

 Lisboa, 7 de junho de 2015.
 Há vivas recordações em cada lugar, de tudo há um pouquinho de mim. Minha bela Portugal e seus encantos sem fim.
 De onde vens, bom moço? Não importa. O que importa é que aqui estás para contemplar cada paisagem, cada detalhe, cada rua, cada sotaque, cada pessoa.
 Terra de onde viemos, todos vós são abençoados. Que importa agora os desatinos. Era a alma de descobridor que queria se imperar, mas teve que saber que a pujança de um povo ser livre seria maior - como foi.
 Minha bela Portugal, de raízes firmemente católicas, berço da religiosidade em que se ancorou o nosso Brasil.
 Teus costumes, nossas heranças. Teus hábitos, nossos jeitos.
 Há muito a aprender, pouco a não se render.
 E minha Lisboa querida, terra de gente amiga que me devota carinho até hoje. Sou eternamente grato pela companhia de bons amigos que noutras épocas foram-me afetos sinceros.
 Como tudo tem que mudar para continuar sendo sempre o mesmo, tu também te modificas, mas a essência é sempre a mesma. Boa ventura de meus dias!
 Os meus amigos portugueses eram sempre sorridentes, coisa rara é verdade, pois o aspecto sério denota mais tristeza d’alma. É como se uma saudade imensa não fosse cessar. Eram abraços de amigos que sempre encontrava alguém distante, mas querido, abraços festejados.
 Como queria dizer da minha alegria de aqui está e percorrer novamente teus casarios suntuosos, de beleza viril, de nostálgica palidez. Versos de te faço para render-me a tua beleza infinita.
 Se finco aqui e não Alentejo é para dizer que minha Lisboa guarda profundas recordações de carinho, meu berço cultural antes da minha igualmente querida França e Espanha. Sem poder esquecer dos meus amigos italianos.
 Nesta viagem nostálgica, vejo o quão importante é a arte de fazer amigos. Onde quer que passemos, deixemos o nosso lastro de amizade sincera, de amigos para a eternidade. Que fazer senão recordá-los na sua fé, no seu apreço, na sua consideração.
 O berço da nossa Nação precisa mudar de ares. Pouco a pouco deverá dar lugar a uma geração de jovens espíritos pelo que sei. Serão mais astutos, mais ousados, mais “inconsequentes”. É porque os novos tempos exigirão qualidades que necessitam de mais arrobo, mais determinação. Não que o saudosismo não terá vez, mas é que os valores da nova geração se farão presentes nas instituições, muitas delas caducas, para que se contorne outro nível de funções.
 No mais, o meu devotamento à Fátima, santuário de fé de todo um povo que contagia o mundo inteiro. Do Rio Tejo que com suas águas vão dando formas aos lugarejos ribeirinhos. Do Porto imponente. Da Sintra inesquecível. De todos os recantos de incrível beleza.
 Avante, Portugal!
 Avante para a era do espírito!
 Que santos sejam os vossos dias!
 Helder Camara

9.6.15

TRANSFIGURAÇÃO PSICOLÓGICA

O tema acima não é fácil de ser abordado – receio que, talvez, eu não me faça compreender. Mas, vamos lá.
Você já tentou reparar numa pessoa encarnada como quem estivesse olhando para a sua essência espiritual, ou seja, para o espírito que se encontra preso àquele corpo, com a sua fisionomia externa mais ou menos definida?!
Claro que poderia fazer isto com você mesmo, olhando-se num espelho, bem dentro de seus olhos, tentando realizar uma ausculta de seus pensamentos mais recônditos...
Todavia, apenas para efeito de melhor entendimento do que pretendemos, quando você estiver andando pelas ruas procure olhar atentamente não somente para os traços fisionômicos daquele que, muitas vezes, lhe sorri, sem a mínima vontade de fazê-lo...
Por exemplo, numa cidade grande, qual São Paulo: você se aproxima para solicitar alguma informação de um transeunte desconhecido, e ele, de imediato, se retrai, chegando mesmo a esboçar certo recuo físico, temendo a sua presença estranha – teme ser agredido, assaltado... Se educado o bastante para lhe esboçar alguma resposta breve, mais que depressa ele se afasta de você!
Não é assim que acontece em algumas ocasiões?!
Mesmo nas cidades de menor porte – interioranas –, você, estando doente, procura atendimento médico numa UBS – quase sempre, quem lhe atende não se mostra sensível à sua dor – preenche uma ficha quase sem olhar para você, ou, o que já seria muita deferência, lhe dirigir qualquer palavra de conforto.
O espírito em evolução é um ser estranho – estranhíssimo! As suas reações psicológicas são as mais imprevisíveis, e, quase sempre, ditadas por um profundo egoísmo que o desfigura.
O espírito parece uma ameba, que, do lado em que é estimulada em seu corpo unicelular, emite um pseudópode – alonga-se, para, em seguida, se contrair, feito uma lesma gosmenta.
Transfigura-se constantemente – é um ser mímico, ainda sem cara definida, e mesmo individualidade – cheio de personalidades que se sobrepõem umas às outras, mas ainda em busca de sua identidade real.
Impressionante reparar um espírito, seja no corpo ou fora dele, agindo e reagindo segundo os seus interesses exclusivos – impressionante vê-lo dizendo uma coisa e pensando em outra, sendo que mesmo sobre o que esteja pensando não é o que ele verdadeiramente pensa!
Impressionante conversar com uma pessoa sem conseguir lhe ver a face – porque, por detrás de sua mímica facial, ela não se lhe mostra como é – com a sua mente a orbitar ao redor de aspirações que podem estar localizadas a centenas e centenas de quilômetros dali! (Disse-nos Jesus: “Onde estiver o teu tesouro, aí também estará o teu coração.” Quer dizer: onde estiver o seu interesse, estará o seu espírito.)
Inútil, pois, que alguém, ao se lhe identificar, mostre a carteira de identidade, com foto, nome, filiação, data de nascimento, etc e etc, porque ela não é nada daquilo – aquilo é apenas uma cobertura de glacê sobre um bolo, que pode, ou não, ser palatável...
Sei que também eu sou assim, e, por saber que assim sou, estranho a mim mesmo, em minha quase incontrolável volubilidade espiritual – algo que, por falar, gritantemente, de minha imperfeição, me entristece imenso.
Ah, como é difícil ser transparente – deixar de fingir ser o que não se é! Como é difícil ser fraterno, e não apenas aparentar fraternidade!...
Você já viu, numa chocadeira, um pintainho morto dentro da casca do ovo?! - aquele embriãozinho encolhido e feio, sanguinolento, parecendo um aborto da Natureza?!
É assim que, espiritualmente, ainda somos...
Dentro do ser humano, por enquanto, há muito mais da víbora, da pantera, enfim, do animal que ele já foi que do homem que ele precisa e deve ser.
Faça tal exercício, e, comigo, entristeça-se de nossa ainda tão miserável condição espiritual – a de quem sequer possui uma face definida!...
INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 8 de junho de 2015.

ESPÍRITOS SIMPÁTICOS


Questão 300 do Livro dos Espíritos
O fato de dois Espíritos simpáticos estarem unidos, pelos sentimentos, não significa que estarão unidos para sempre.
Se um avança na escala da evolução mais do que o outro, sua simpatia por aquele diminui; encontrando outros Espíritos que lhe são simpáticos, no plano em que passa a viver.
Não é que ele deixa de amar ao que ficou na escala abaixo; ele aumenta sempre o seu amor, mas, a sintonia de trabalho e de pensamentos se eleva, ganhando planos mais perfeitos, qual o seu. A vida é, pois, uma variação constante em todas as escalas de vida.
Na própria Terra, entre os encarnados, pode-se observar esse fato: quando duas pessoas sentem-se bem uma em companhia da outra, e que uma passa a melhorar espiritualmente, sendo que a outra não a acompanha, vai se desfazendo a sintonia. Essa é uma verdade.
Mas, sempre que pode, a mais esclarecida procura a menos entendida para ajudá-la e quando essa aceita, a alegria é muito grande. Quando não se interessa, a outra desaparece por tempo indeterminado, mas, mesmo assim, de vez em quando, procura-a, inspirando bons pensamentos e idéias de renovação.
Se queremos simpatizar com os Espíritos Superiores, não nos esqueçamos de fazer o que eles nos induzem a fazer. O ponto de interesse dos Espíritos puros é o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, e a Doutrina dos Espíritos, na sua feição de Cristianismo original, é a porta que nos levará ao Senhor, como escola de aperfeiçoamento das almas.
Não devemos esquecer de Jesus em nenhum momento, pois Ele é verdadeiramente o Caminho, a Verdade e a Vida. Todas essas virtudes mencionadas no Evangelho de Jesus são nascidas do amor de Deus. Ele se divide para educar, ele se divide para instruir.
Quantos Espíritos são simpáticos aos irmãos encarnados e que deixam de sê-lo, em virtude dos caminhos que os homens resolvem tomar!? Quanto mais alimentar paixões inferiores, mais as simpatias se entrelaçarão nas trevas; quanto mais se purificam os sentimentos, mais os Espíritos Superiores se aproximarão dos que procuram melhorar.
A hora está chegando. As trombetas tocam constantemente, por ordem de Deus e sob o comando de Nosso Senhor Jesus Cristo. Não percamos a oportunidade. Abramos os braços, que os do Mestre Jesus já estão abertos para abraçar e instruir a todos, acerca da vida eterna.
Se compreendemos os chamados do mundo superior, podemos ficar cercados de Espíritos elevados a nos inspirar constantemente. Comecemos hoje mesmo a amar aos que nos cercam, que eles, com o passar dos tempos, farão o mesmo e o nosso coração passará a se encher de alegria, pela paz de consciência.
A simpatia é o começo da verdadeira fraternidade.
 
Livro: Filosofia Espírita – João Nunes Maia - Miramez

7.6.15

LIVRE ARBÍTRIO E DETERMINISMO

Depois das primitivas experiências nos diferentes reinos da natureza, a partir do momento em que o espírito entra na fase humana, quando começa a ser dotado de razão, além da inteligência e instinto, desabrocha nele a liberdade de ação, o que habitualmente é chamado livre-arbítrio.
Livre-arbítrio parece significar que o homem pode fazer o que quer, pelo simples desejo de fazer, sem precisar de maiores razões ou de dar explicações a quem quer que seja.
Todavia, convém examinarmos que o homem é influenciado pela matéria. E em mundos como o nosso, o apelo material sobre o espírito ainda é bastante acentuado. Por essa razão, além de o livre-arbítrio ser mal conduzido quanto aos objetivos espirituais, as normas do mundo material impedem que certas vontades do homem possam realizar-se. Há leis naturais que ele não pode contrariar.
Um exemplo típico é o desejo de voar que o homem alimenta desde os primórdios de sua existência. Máquinas estranhas, e até infantis, foram usadas por ele na tentativa de ganhar o espaço. E, observe-se, mesmo depois que ele conseguiu voar de pára-quedas, ultraleve, asa-delta, voa como quando está num avião. Depende de instrumentos, quando a sua vontade continua a de alçar vôo como fazem os pássaros, por si mesmos, batendo as próprias asas.
Já nos explica a Doutrina Espírita, que na nossa atual fase de evolução espiritual, nosso livre-arbítrio pode ser comparado ao do prisioneiro. Pode movimentar-se à vontade dentro da cela, mas estará limitado às quatro paredes. Assim é o livre-arbítrio de homem comum nos planetas como a Terra.
Mais do que o livre-arbítrio, o que nos leva ao crescimento espiritual é o determinismo. Por essa lei, somos impulsionados ao progresso, queiramos ou não. Basta viver para progredir. Todo dia aprendemos algo novo. O bandido que usa a inteligência para delinqüir, está igualmente progredindo, porque aumenta o seu conhecimento. Um dia esse homem estará moralizado e o seu conhecimento e as suas atitudes serão canalizadas para o bem. A inteligência é a mesma, na realização do mal ou do bem.
O Espiritismo ensina que o espírito não retrograda. Não aceita a metempsicose das doutrinas orientais, que diz que o homem pode reencarnar num animal. Pode estacionar, dizem os Espíritos, mas não perde o que conquistou. No atual estágio em que nos encontramos, diríamos que nem mesmo estacionar conseguimos. A vida nos impulsiona ao conhecimento e mesmo aquele que relute em melhorar-se moral e espiritualmente, cresce em conhecimento e inteligência, à sua própria revelia.
Vemos por vezes contestações a essa afirmativa. Se Emmanuel foi o senador romano Publius Lêntulus, para posteriormente ser o escravo Nestório, temos a impressão que houve uma involução. É preciso compreender, que tal retrocesso, no entanto, foi apenas material, dentro das escalas sociais. O espírito tinha mais conhecimento e estava mais evoluído quando habitou Nestório do que quando se serviu do corpo do senador romano. Devido às fraquezas cometidas quando tinha poder, o irmão espiritual precisou viver modestamente para reavaliar conceitos e acelerar o aprendizado. Na hierarquia dos homens ficou inferior; na escala espiritual, já estava degraus acima.
O caminho é realmente esse. Primeiro temos que aprender a discernir para depois controlar as emoções e os sentimentos. Uma pessoa boa que não saiba lidar com o seu coração também causa danos. A mãe que impede o filho de enfrentar as dificuldades mais comuns, não o deixa passar pelas necessárias experiências para adquirir conhecimentos próprios, que faz as lições para que o filho não seja reprovado, é uma benfeitora equivocada que está desvirtuando a sua tarefa de genitora, educadora e formadora do caráter do filho.
O filho passa na escola, mas não passa na vida. Se a mãe desencarnar repentinamente, o filho ficará órfão não apenas da mãe, mas, o que é mais grave, da capacidade de sobrevivência. Ela não o deixou ser ele mesmo, tendo afogado o seu desenvolvimento.
O livre-arbítrio, por tudo o que foi comentado, precisa ser reduzido e o determinismo ser amplo. Com o passar do tempo as posições vão se invertendo e à medida que o homem adquire maior discernimento vai se capacitando a usar o livre-arbítrio de forma mais ampla. Os espíritos superiores gozam de livre-arbítrio quase ilimitado e só dependem do determinismo no respeito às leis naturais. Quanto à vontade de ação, no entanto, são livres para exercê-la quase que por inteiro.
Muitos equívocos são observados em razão da interpretação errada do que seja o livre-arbítrio. Iludido, pensando que tudo pode, o homem pretende usar de todos os direitos, mas se esquece que ele vive coletivamente e os seus direitos não podem invadir os direitos do semelhante. Isto já a partir do lar, indo para as ruas e em qualquer situação onde nos encontremos.
Homens de grande sabedoria confessaram a sua fraqueza diante da vida. Paulo, o maior apóstolo do cristianismo, dizia frase que se tornou antológica: !Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém." Paulo lamentava suas quedas diante de tanto conhecimento que já possuía. E reagia dizendo: "Minhas quedas não são a minha derrota." Fazia como aconselha a letra da canção popular: "Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima". Era homem de grande cultura, conhecia e praticava as leis judaicas e perseguiu Jesus por não lhe compreender as intenções de amor pala humanidade. Pelo seu livre-arbítrio mandou matar Estevão, quando se viu também abandonado pela noiva, Abigail, e teria feito o mesmo com Ananias, não fora ter cegado por ação de Jesus - espírito - , que o queria como divulgador do seu Evangelho.
O livre-arbítrio só pode ser exercido por inteiro se o autor souber comportar-se diante do semelhante. O livre-arbítrio, mais do que fazer o que se gosta, consiste em fazer o que se deve. Assim, quando vemos alguém se desviando do caminho, julgando-se com o direito de fazer tudo, procuremos ajudá-lo mostrando que ele pode estar exercendo um direito, mas que esse gozo vai lhe custar muito caro, o que talvez não compense o prazer temporário.
Lembremos que com o Espiritismo nasceu o discernimento e a fé raciocinada. A partir daí, tudo deve ser cuidadosamente examinado e não podemos nos deixar enganar pelo enunciado frio das palavras. Em tudo é preciso examinar as implicações de nossas atitudes.
 Octávio Caúmo Serrano - E-mail: caumo@openline.com.br

6.6.15

ASSUNTO NOSSO


Não te deixes afetar
Pela opinião alheia...
Que segue firme no bem,
Censura alguma receia.
*
Quem vive apontando o dedo
Para os teus erros apenas,
Por cada um que cometas,
Talvez cometa dezenas.
*
Na estrada do testemunho,
Quem não nega a sua fé,
Se, porventura, escorrega
Consegue ficar em pé.
*
Muito pecador confesso,
Que, às vezes, erra amiúde,
Do que um homem moralista
Costuma ter mais virtude.
*
Àquele que está com fome,
E o mendiga em provação,
Não interessa saber
A procedência do pão.
Eurícledes Formiga
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, no Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã do dia 26 de maio de 2015, em Uberaba – MG).