14.3.15

ANNABEL


Annabel, minha querida,
Este é só um recadinho,
Pois quero que você saiba
Quanto me sinto sozinho...


Igualmente, não é fácil
Viuvez no Mais Além –
Muita gente quer a mim,
Mas eu não quero ninguém.


Você é a minha metade –
A parte melhor de mim...
O nosso caso de amor,
Não tem começo nem fim.


Deus nos deve ter criado
Quase iguais Eva e Adão –
Eu sendo a sua costela,
E você, o meu coração!


No homem velho que sou,
O seu amor me desarma,
Mas, nas lutas da existência,
Eu sei que sou o seu carma.


Sem ter você ao meu lado,
Para ser o que almejo,
Seu “Formiga” não seria
Mais que um pobre percevejo...


Por isto, minha querida,
Sem buscar rimas ao léu,
Repito o que já lhe disse:
- Sem você, não tenho céu!...


Eurícledes Formiga
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã de sábado do dia 7 de março de 2015, em Uberaba – MG).

9.3.15

Despertar /Inglês /Esperanto

Muitos homens abandonam à própria sorte o seu destino espiritual. Não sabem que o labor continua depois da vida. Fingem, para não se enfrentarem, que tudo se acaba quando o sol da vida desaparece. Não é assim, bem sabemos. A vida se faz mais plena ainda no alvorecer de um novo dia.
Quando estamos na terra, pensamos que a vida será interminável, quando, porém, chegam os dias de maturidade, quando dobramos “o cabo da Boa Esperança” é que percebemos que a vida é breve, pelo menos entre os homens na carne. Aí, então, passamos a imaginar, mesmo que solitariamente: Será mesmo que haverá vida num outro plano, numa outra dimensão?
Estes pensamentos são importantes, muito importantes, porque fará o homem, pouco a pouco, despertar da sua letargia espiritual. Sim, porque aquele que vive apenas no plano da matéria dormita e não sabe. Somente aquele que aufere continuar a viver na dimensão do espírito é que já conseguiu se acordar.
Não tenho dúvida que, mais cedo ou mais tarde, todos os homens irão despertar do seu sono maior, o sono da finitude. Que maravilha será quando isto acontecer e todos os homens abrirem os olhos do espírito. Passaremos a viver, já na carne, aquilo que deveríamos fazer, teoricamente, somente depois de “morto”. A morte, sendo uma ilusão, impulsiona vivermos imediatamente a verdadeira vida.
Com os olhos no espírito, mas ainda habitando em corpos carnais, o homem mudaria a sua maneira de pensar e, consequentemente, de agir. Pensaria muitas vezes nas consequências de seus atos. Não agiria sob impulsos. Ficaria mais sereno diante das adversidades da vida. Tudo para ele ganharia sentido e beleza. Ficaria, certamente, mais conectado ao Criador.
Este despertamento espiritual é almejado por todos nós aqui também. Afirmo isto porque vejo muitas pessoas, mesmo mortas, se comportando como vivas estivessem no plano carnal.
Meu Deus, como é horrível viver na ilusão.
Alguém do lado de cá, mas vivendo como se estivesse do lado de lá.
Pensam que são poucos? Nada disso. Acordar-se depois da morte e imaginar que está entre os vivos da carne é coisa muito comum por aqui. Penso no que fazem as religiões para evitar este despertamento pleno do ser humano já na vida física.
Começo a fazer esta avaliação no seio da Igreja Católica que militei toda a minha última existência.
Queria poder falar, explicar, modificar comportamentos indevidos que ainda se mantém no dia a dia do apostolado católico romano.
Não podemos mais manter uma multidão de irmãos na ignorância do espírito. Há muita fantasia a ser retirada das mentes dos meus correligionários de Igreja. Que mal terrível fazemos a eles quando não revelamos por completo, já na vida física, a grandiosidade da vida do espírito.
É trauma - e dos grandes - para alguém que chega no lado de cá da vida, perfeitamente cônscio de que está na vida física e não admite jamais que tenha morrido.
Devemos ensinar gradualmente aos irmãos católicos mais pormenores da vida espiritual. Aliás, isto já é feito, de alguma forma, pela televisão e pelo cinema. As novelas e os filmes ensinam mais, muitas vezes, do que diversas preleções na Igreja. Precisamos mudar o nosso discurso para podermos ser mais respeitados pelos nossos irmãos de Igreja, pois a verdade, sublime que é, não haverá de se esconder por muito tempo.
Todo este meu trabalho, o que exerço entre vós pela mediunidade, tem o único objetivo de despertar as mentes e os corações para a realidade maior.
Não quero convencer a ninguém do que vivencio, mas não posso, por dever a verdade, deixar de me pronunciar, de me fazer escutado por quem assim desejar, do que vejo e presencio no mundo espiritual.
Adotemos já, irmãos católicos, outra postura perante o despertar da vida espiritual para que não sejamos responsabilizados em manter a ignorância geral do nosso povo.
Fiquemos todos nós com as bênçãos do Altíssimo.
Helder Camara
 
Tradução dos Textos para Inglês
O blog Novas Utopias chega a mais de 100 mil acessos depois de mais de quatro anos de publicação dos artigos de Dom Hélder Câmara, possivelmente o único padre "falecido" do mundo a ter um espaço na internet para apresentar suas reflexões.
Outro dado interessante neste mês é que pela primeira vez neste período, a quantidade de acessos dos Estados Unidos superou aos acessos do Brasil. Creio que a comunidade brasileira na terra do Tio Sam compartilha entre si e este seja o motivo que fez chegar a este número expressivo. O meu agradecimento em nome do Dom por esta façanha.
Este acontecimento me fez imaginar que se estes textos fossem traduzidos para a língua inglesa possivelmente um número maior de pessoas iriam lê-los e repassá-los como aconteceu entre os brasileiros radicados nos Estados Unidos.
Solicito, portanto, que os leitores dos Estados Unidos que desejarem traduzir os textos do Dom para o inglês fiquem à vontade. Escolham livremente e enviem para carlospereira2705@outlook.com e publicarei automaticamente neste espaço.
Aumentemos, com isso, a corrente de amor iniciada pelo dom da paz.
Avancemos com Jesus!
Carlos Pereira
 
Tradução dos Textos para ESPERANTO
Convoco os esperantistas que me acompanham, para essa tarefa que, ai sim, tornariam os textos do Dom Herder Câmara universais.

Avante então!
Toniho Barana da LER Livros Revistas Papelaria

7.3.15

VERSOS DA CARIDADE

Ante o muito que recebe
E, ao seu derredor, se espalha,
Todo bem que o homem faça
Não é mais que uma migalha.
*
Quem ajuda muita gente
Fazendo o bem que lhe cabe,
Quase sempre, só devolve
O que tomou e não sabe.
*
Não se creia generoso...
A Caridade é dever.
Se existe merecimento,
A Lei é que vai dizer.
*
Para ajudar a quem for,
Não basta estender a mão...
O gesto de Caridade
Requisita o coração
*
Caridade calculada
No bem que se faz preciso,
É aquela que, em vez de lucro,
Costuma dar prejuízo.

Eurícledes Formiga
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar
Espírita "Pedro e Paulo", na manhã de sábado do dia 28 de fevereiro de 2015,
em Uberaba - MG). 

6.3.15


AS TRÊS REVELAÇÕES
 
    I. Revelações Divinas
    Revelar é tirar de sob o véu.
    A Providência Divina sempre faz revelações proporcionando aos seres humanos o conhecimento espiritual de que precisem e que não possam obter sozinhos, pela sua própria inteligência ou percepção espiritual.
    A revelação divina:
    - é feita por Espíritos Superiores em nome de Deus e através de profetas (= médiuns);
    - tem por fundamento a eterna verdade (ou então não viria de Deus);
    - é dosada segundo o grau de evolução do povo que a recebe e de acordo com o local e a época em que se dá.
    Por ignorância ou má fé, a humanidade pode não compreender a revelação divina, deturpá-la ou fazer acréscimos indevidos.
     Sempre que o progresso humano exige, ocorrem novas revelações espirituais, que:
    - relembram e confirmam as verdades anteriormente reveladas;
    - desfazem idéias errôneas, deturpações e acréscimos indevidos;
    - ampliam conhecimentos e perspectivas para o ser humano.
    Respeitáveis são todas as reais revelações espirituais já feitas à humanidade, pelas verdades fundamentais que nelas se contêm.
    Entre as grandes revelações que a Humanidade já recebeu, três se destacam, apresentando entre si uma ligação e seqüência, num "continuun" de informações que, tendo começado no Oriente, veio a se expandir no Ocidente.
    São elas: o Mosaísmo, o Cristianismo e o Espiritismo.
    
    Fonte: "Iniciação ao Espiritismo", Therezinha Oliveira

5.3.15

REGRESSO AO MUNDO DOS ESPÍRITOS

Questão 287 do Livro dos Espíritos

A chegada das almas ao mundo espiritual é sempre diferente, cada uma levando o que tem para apresentar ao mundo da realidade. Certamente que a chegada de um justo é toda envolvida pela alegria. Aqueles que vêm ao seu encontro, após a quebra de seus laços com a carne, lhe oferecem flores de luz, e o ambiente é de verdadeira paz, de harmonia que alimenta, fazendo brilhar em todos os corações a esperança.
A chegada dos bem-aventurados é cercada de glórias. Eles receberão as bênçãos pelo que abençoaram, encontrando os frutos pelas qualidades das sementes semeadas em seu percurso no mundo.
Já o Espírito inferior que deixou em seu rastro na Terra somente confusão, que aproveitou os dons espirituais para distorção das leis, que esqueceu o tempo, matando-o com a inércia, que usou os pensamentos somente para destruir lares e complicar a sociedade, que alimentou por toda a sua vida as paixões inferiores, é recebido pelos seus iguais, onde a tristeza e a negatividade tornam o ambiente irrespirável e o magnetismo é toldado pela ignorância que domina. A negligência fê-lo esquecer o amor e, não acreditando na caridade, desencarna sem rumo. Ele não sabe para onde vai e, por vezes, nem onde se encontra.
As variações das chegadas são inúmeras; tudo é de acordo com a evolução de quem se desprende da matéria. O amor de Jesus é tão grande em favor da humanidade, que Ele mesmo veio, pisou na Terra, andou com os homens e conversou com eles acerca das verdades do mundo espiritual, e para tanto foi e voltou, cumprindo a promessa e mostrando a Sua grandeza como guia espiritual de todos os povos.
Se queremos chegar bem ao mundo da verdade, observemos o Evangelho do Senhor. Procuremos dar as mãos e persuadir aos que nos acompanham pela palavra e pelo exemplo, divulgando os Seus preceitos, que estaremos ajudando no preparo para a chegada desses irmãos, no amanhã, ao mundo espiritual, onde chegarão com os olhos abertos para a luz do entendimento.
Dias e noites se sucedem na Terra, chamando os homens para pensarem mais nas coisas do Espírito e fazerem as mudanças indispensáveis, como que a acender luzes no coração, pela magia do amor, com o fósforo da caridade.
Os livros que narram a vida dos discípulos do Mestre e descrevem seu retorno ao mundo espiritual enchem de esperança o coração do leitor, pela beleza dessa chegada, conseqüência de uma vida de lutas e de vitórias sobre si mesmos. Por que não fazemos o mesmo? Não temos mais tempo para pensar; já sabemos, e o mundo todo reconhece, que Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida.
Pensar para escolher o quê? Movamos as mãos no bem, que esse bem em forma de caridade coletiva nos dará a certeza de que chegaremos à pátria espiritual do mesmo modo que os primeiros cristãos, martirizados no Coliseu de Roma, por amor à causa da Boa Nova. Eles cultivaram as virtudes no coração e se esqueceram de todo o mal, produto de ilusões que deprimem, nublando todo o caminho.
Exortemos a nós mesmos todos os dias e avancemos em direção ao sol da verdade, o único que liberta todas as criaturas dos males criados por ela mesma. Se esquecermos o mal e perdoarmos todas as ofensas, com amor, fiquemos seguros da nossa chegada de luz, ao ingressarmos na eternidade de paz.
 

Livro: Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

4.3.15

FILOSOFIA


115 –É a Filosofia a interpretação sintética de todas as atividades do espírito em evolução na Terra?
-A Filosofia constitui, de fato, a súmula das atividades evolutivas do Espírito encarnado, na Terra.
Suas equações são as energias que fecundam a Ciência, espiritualizando-lhe os princípios, até que unidas umas à outra, indissoluvelmente, penetrem o átrio divino das verdades eternas.

Da  obra “O Consolador” – Espírito: Emmanuel – Médium: Francisco Cândido Xavier

3.3.15


FÉ E TRABALHO

Muitos irmãos e irmãs nos escrevem desesperados.
Afirmam, inclusive, que têm pensado em suicídio.
Sentem-se deprimidos, sozinhos, sem esperança...
Não se sentem amados!
Dizem estar sem ânimo até para sair de casa, atravessar a rua, fazer uma simples caminhada.
Muitos confessam terem se entregado ao alcoolismo.
Convém, no entanto, que procurem ter serenidade.
O que, na atualidade, anda reduzindo, espiritualmente, muita gente a frangalhos é a falta de FÉ e de TRABALHO!
Não estou me referindo àquela fé menor depositada nas pessoas em geral, nos governantes, nos líderes religiosos...
Não, absolutamente! Estou me referindo àquela FÉ MAIOR que nasce da consciência tranquila pelo dever cumprido – àquela que todo mundo carece desenvolver para consumo pessoal – àquele tesouro que, segundo Jesus, não é acumulado na Terra,“onde a ferrugem e os vermes os comem e onde os ladrões os desenterram e roubam”...
O mundo está repleto de ladrões de fé!
Daqueles que, vivendo à margem da Lei Divina, em tudo quanto fazem, e dizem, inspiram apenas descrença, apatia, desânimo, tristeza...
Daqueles que não nos apontam caminhos para o alto, mas sim atalhos para o abismo...
VOCÊ, QUE ASSIM ME ESCREVEU, COM CERTEZA, ESTÁ PADECENDO DA FALTA DE FÉ E DE TRABALHO!
Não estou também aludindo ao trabalho de ordem material – àquele trabalho em que, correndo somente atrás de dinheiro, e cada vez mais dinheiro, muita gente está enlouquecendo...
Parece-me que querem amontar para a sua próxima reencarnação – e é tanto o que ajuntam, surrupiando o alheio, que nem em cinco reencarnações tudo eles poderiam consumir! Não obstante, em uma só existência, eles se consomem a si mesmos, e por várias existências!...
O trabalho, pois, que anda faltando, não é bem aquele que, por vezes, deixa você na condição de um pai, ou de uma mãe, de família desempregado!
Não é aquele trabalho menor que, honestamente, lhe garante o pão cotidiano – abençoado!
É AQUELE TRABALHO MAIOR DE DOAÇÃO ESPONTÂNEA A UMA CAUSA NOBRE! A UM IDEAL DE NATUREZA SUPERIOR! A UM PROPÓSITO HORIZONTAL, e não exclusivamente vertical!!!
Irmão José, nosso preclaro Benfeitor, em uma de suas obras, escreveu com a sabedoria que lhe é peculiar: “Solidão é sinônimo de mãos desocupadas e alma vazia de Ideal.”
Procure, URGENTEMENTE, algo para fazer – “a fé sem obras é morta” – não se esqueça!
Voluntarie-se, AINDA HOJE, ao serviço da Caridade, e vacine-se contra o mal que lhe deseja possuir o espírito.
O único bem que podemos fazer a nós mesmos é o bem que fazemos aos outros!
Alicerce a sua fé em sua própria capacidade de amar aos semelhantes – ainda que em seu amor ao próximo haja muita nódoa de egoísmo, ame!
Ame, imperfeitamente, mas ame!...
O homem solidário jamais estará solitário!...

INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 2 de março de 2015.