CANTEIRO DE TROVAS
Creio que, em sã
consciência,
No uso pleno da razão,
Não há quem seja capaz
Da mais
pequena agressão.
*
Quem faz o mal a quem seja,
Sem culpa alguma
sentir,
Está num grau de loucura
Que ninguém sabe medir.
*
O autor
intelectual
Do mal que jamais assuma,
Não raro, é mais responsável
Do
que aquele que o consuma.
*
Perante a quem te critica,
Busca manter-te
sereno...
Cobra que pica demais
Vai perdendo o seu veneno.
*
Nunca
tomes decisão,
Sobre o destino de alguém...
Quem decide a vida
alheia,
Fica com o carma também.
*
Na vida de cada um,
Existem nós
tão justinhos,
Que só o tempo consegue
Ir desatando aos
pouquinhos.
Eurícledes Formiga
(Página recebida pelo médium Carlos A.
Baccelli, em reunião do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã do dia 22 de maio
de 2014, em Uberaba – MG).
31.5.14
30.5.14
DINHEIRO E FELICIDADE
Querer ser feliz é
saudável, e a busca da felicidade deve ser uma constante em nossa vida,
entretanto, como a estamos procurando? Essa pergunta é muito importante, pois
devemos ter em mente que nem sempre os bens materiais trazem felicidade. Dizemos
isso porque muitas pessoas procuram a felicidade através do ganhar mais dinheiro
e, assim, ter poder de aquisição para realizar os sonhos de consumo. Mas será
que essa é a verdadeira felicidade?
Em O Livro dos Espíritos, na questão
922, temos a informação que “a felicidade é, para a vida material, a posse do
necessário; para a vida moral, a consciência pura e a fé no futuro”. Com isso
entendemos que todo supérfluo é causa de infelicidade, tanto aqui e agora, como
na vida futura, ou seja, cuidado com o que fazemos com o dinheiro: consumismo
sem limites, problemas à vista. E o que dizer da felicidade do ponto de vista
moral? Para ter consciência pura é necessário ter uma existência honesta,
produtiva, ligada ao bem. Isso, com certeza, gera felicidade, assim como a fé
verdadeira no futuro, reconhecendo a misericórdia e o amparo de Deus.
A
verdadeira felicidade, que na Terra será sempre relativa, não está em ter mais
dinheiro, em comprar, em ter, em ostentar status social. A verdadeira felicidade
está na conduta honesta, na consciência tranquila, na paz de espírito, na
confiança em Deus, no viver honestamente, no estar em prontidão para auxiliar
quem precisa, enfim, a verdadeira felicidade está em termos uma vida alicerçada
na prática do bem e no amor ao próximo.
É claro que é justo trabalhar
para melhorar de vida, desde que a ninguém prejudiquemos, e sempre procurando
dispor do que amealhamos para o bem coletivo, e não apenas para o bem nosso e
dos que formam nosso núcleo familiar. Precisamos pensar coletivamente, colocando
em prática a solidariedade e a fraternidade.
Não é por outra razão que
Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, chama a atenção para a prova da
riqueza, pois ela costuma aguçar o egoísmo e o orgulho que ainda nos
caracterizam, sendo pedra de tropeça para muitos. Vivamos bem, colocando o
dinheiro no seu devido lugar, ou seja, instrumento para gerar felicidade através
de sua justa aplicação social.
Por Marcus De Mario - Educador; Escritor;
Palestrante e Consultor Educacional e Empresarial.
29.5.14
Santidade
Busquei, entre meus irmãos que convivo neste lado da vida, um
significado para a santidade.
Eles me disseram que esta deveria ser a grande
procura de cada ser humano, em outras palavras, a busca da perfeição.
"Sede
perfeitos como perfeito é vosso Pai", eis a sentença de Jesus para todos nós.
Ele nos confiou um legado divino e nós devemos procurar segui-lo.
Mas o que
é, porém, ser perfeito?
A perfeição é a procura permanente pelo nosso
melhoramento espiritual. Ela é inalcançável do ponto de vista ideal, pois
perfeito mesmo somente o Pai, mas, ao conseguirmos ser próximos de Deus
estaremos refletindo a Sua perfeição em nós.
Minha preocupação permanente com
a questão da santidade se justifica por vários motivos, um deles é que encontro
no lado de cá da vida muitos companheiros de batina e outros tantos denominados
santos pela Igreja a se perguntarem o que fazer diante de tantos pedidos se eles
também são seres necessitados da divindade?
Já expressei da intenção de
incentivo ao melhoramento pessoal que é um dos propósitos intrínsecos da Igreja
ao proclamar alguém santo, mas a responsabilidade transferida para os “eleitos”
é muito grande.
Há um santo da Igreja que me procurou preocupado com isso e
disse-me:
- Hélder, fico preocupado com este título de santo. Se por um lado
aumenta a fé do povo de Deus, por outro, faz com que sejam transferidas
responsabilidades de cada um para nós outros que estamos na vida do espírito.
Eles não fazem o que deveriam fazer e nos pedem que façamos o que somos
impotentes para concluir.
- E o que você faz?
- Eu rezo, também. Eu passo
para Deus o que me pedem, não há outra coisa a fazer.
As pessoas que procuram
aos santos fazem isto imbuídos de muita fé e bons propósitos. São os “padrinhos”
da divindade nas suas cabeças, são os amigos de Jesus, então, raciocinam, podem
dar um “jeitinho” para as coisas acontecerem.
Jesus, porém, em todos os
momentos que curava ou que fazia algo considerado extraordinário, explicava de
imediato que, de verdade, foi a fé particular que curava a quem lhe
procurava.
É a fé, meus irmãos, que processa milagres.
Quando refiro-me a
milagres, refiro-me à capacidade de produzir feitos que são desconhecidas as
suas causas naturais pela maioria das gentes, mas que é devidamente acionada
pelo mecanismo da crença irrestrita e forte.
É a fé, efetivamente, que
“transporta montanhas”.
A fé num santo qualquer que promove mudanças
comportamentais tem, na prática, a sua origem no desejo latente de modificação
interior e que foi acionado pela vontade íntima.
A fé numa devoção específica
que produziu a cura de uma enfermidade reside na capacidade individual de
provocar melhorias de saúde diretamente ou a buscar ajudas espirituais neste
sentido.
Tudo tem uma explicação, nada, portanto, é miraculoso ou
extraordinário, mas uma demonstração que a fé move na direção desejada quanto
mais ardente for.
Se escrevo tudo isso, meus irmãos de caminho, é para que
exercitem a santidade que vos é inerente nas dificuldades do dia a
dia.
Desejo que acreditem mais em vocês, nas suas potencialidades divinas,
afinal, todos somos filhos do mesmo Pai.
Andem com fé sempre, meus irmãos,
pois como bem diz o meu querido Gilberto Gil, na sua canção maravilhosa, “a fé
não costuma falhar”.
Paz,
Helder Camara
28.5.14
RECORDAÇÕES
Questão 304 do Livro dos
Espíritos
O espírito, depois que deixa o fardo físico e
passa a viver no mundo espiritual, certamente que lembra de algumas de suas
reencarnações, quando isso for motivo de ensinamentos para ele.
As recordações se processam por necessidade,
nunca por brincadeira, nem por simples curiosidade. Tudo que acontece é por
determinação de Deus. No entanto, há inúmeros espíritos que desconhecem até a si
mesmos; esses se encontram em plena ignorância.
A regressão de memória é um fato; são lições que
ficam guardadas no fundo da consciência, de modo que não podemos negar o que
fizemos. É, pois, o tribunal de justiça dentro de nós, a nos defender ou acusar.
Se as recordações lhe dão estímulos para melhorar moralmente, elas são justas
lições.
Isso pode igualmente se processar mesmo entre os
encarnados, pelo poder do magnetismo, ou hipnotismo; é a regressão de memória,
levando o paciente ao passado. Esta prática, entretanto, deve ser evitada, a não
ser quando necessária com um objetivo nobre e executada por pessoa séria e
devidamente preparada para tal, visto que o passado quase sempre é marcado por
atos negativos, cuja lembrança extemporânea pode levar o paciente a um
desequilíbrio ainda maior.
Regridamos a nossa memória à época de Jesus
Cristo, pela leitura do Evangelho do Mestre ou obras que estendem Suas verdades
porque, desta forma, estaremos seguros de que os preceitos de Nosso Senhor nos
darão segurança para a nossa libertação espiritual.
Disse alguém que recordar é viver. Asseveramos
que assim o é, mas, quando recordamos o bem, e que esse bem nos inspire para
alcançarmos o amor, a simpatia dos benfeitores da eternidade. Devemos nos
esforçar todos os dias para plantarmos o bom ânimo nos sentimentos dos nossos
irmãos, de maneira que esse ânimo se transforme em caridade e essa em amor puro
que alimenta as almas na marcha para Deus.
Sejamos cautelosos nas recordações, de modo que
elas nos levem para a paz interna. A regressão de memória nos planos superiores
é uma verdade, mas, ela é praticada gradativamente, porque o que tiver de ser
mudado, vai sendo feito prudentemente pelos que acumularam carma nos seus
próprios caminhos.
Não queira o homem procurar os guias espirituais
nas sessões espíritas, nem instigar os médiuns para descobrirem suas vidas
passadas. A Doutrina dos Espíritos dá informações sobre o que deve ser feito da
sua vida presente, mostrando Jesus como único Caminho, Verdade e Vida, para
todas as suas aspirações de crescer. Que não force para conhecer aquilo para o
qual não se encontra preparado. Que se apegue à oração todos os dias, pedindo a
Deus e a Jesus que lhe dêem o que for melhor para a sua caminhada.
Não percamos tempo com futilidades,
principalmente se já temos algumas semanas de Evangelho no coração. Lembremo-nos
de que recordação é viver, mas, pode tornar também em cadeias de sofrimentos
para o espírito. É necessário que saibamos recordar o bem para vivermos
melhor.
Livro: Filosofia Espírita VI - João Nunes Maia -
Miramez
27.5.14
DE “ADONDE QUE VÉVE OS MORTOS”...
- Dr. Inácio,
alguns amigos dizem que se o senhor não fosse tão crítico em seus livros, eles
poderiam vender bem mais do que vendem...
- Talvez, sim, pudessem vender mais
do que vendem, mas, então, eu estaria vendendo com eles a minha própria
consciência.
- Se, porventura, algo pudesse retificar em algum dos livros
que, até o presente, o senhor escreveu e publicou, retificaria?...
- Nada,
nem uma vírgula! A minha convicção em tudo o que escrevi é sempre, a cada dia,
maior.
- Sequer abrandaria o seu estilo?...
- Mais ainda?! Caso viesse a
fazê-lo, viraria “maria-mole”... Aliás, como doce, é muito gostoso, mas como
estilo literário...
- A campanha contra os seus livros tem sido
acirrada...
- A verdade sempre incomoda os... acomodados! Lamento o incomodo!
Desculpem o mau jeito... na coluna dorsal de seu personalismo!...
- O senhor
é proibido em muitas livrarias...
- Se algo eles tivessem escrito, teriam
feito o mesmo com Sócrates e Jesus Cristo – portanto, estou em muito boa
companhia, você não acha?! A um deram uma taça de cicuta, e ao Outro deram uma
cruz... A mim, por enquanto, apenas censura – não mereci mais do que
isto!...
- Dizem que o senhor é um espírito baixo...
- De fato, mas como é
que um espírito tão baixo quanto sou pode perturbar a quem se coloca em patamar
tão elevado?! Desconfio, portanto, que essa turma está no mesmo nível em que me
encontro, ou seja: ao rés do chão, e... comendo pó!...
- O senhor sempre foi
assim? Quer dizer: quando encarnado, o senhor era exatamente assim?...
- Eu
vou pedir a Dorival Caymmi alguns de seus versos emprestados: “Eu nasci assim/
Eu cresci assim/ Eu sou mesmo assim/ Vou ser sempre assim...”
- Dizem que,
quando encarnado, o seu estilo literário era outro...
- De fato. Acho que
estou melhorando... Segundo o meu amigo revisor, Prof. Fausto De Vito, apenas
continuo cometendo os mesmos erros de Português! Realmente, estou precisando
estudar...
- O senhor se comunicaria por outro médium?
- Não tenha nada
contra, não, mas, cá entre nós, eu custei amansar este cavalo... Agora que ele
está manso de coçar, cheio de cicatrizes das esporadas que levou, e só relincha
para me cumprimentar quando chego para subir em seu lombo e me deixar cavalgar
como quero...
- Dizem que os seus livros são muito apreciados na
Umbanda...
- Oxalá, meu Pai! Se eu souber que vou contrariar um pessoal aí,
essa gente do Elitismo, eu arranjo um bengala, acendo um cachimbo, pego uma dor
na lombar, me curvo em 45 graus, sento num banquinho e aprendo a falar
mizifio...
- Outros dizem que o senhor é um “câncer” no Espiritismo...
-
Sim, eu dou muitas metástases! Além do mais, sendo do mês de julho, o meu signo
é de Câncer... Dizia o já mais que desencarnado Omar Cardoso, que uma das
qualidades do canceriano é a tenacidade! Talvez, no meu caso, seja mera
coincidência...
- O que o senhor escreve é supervisionado pelo Dr. Odilon
Fernandes, Irmão José, ou outro espírito?...
- Todos esses são muito bons
amigos, dos quais, sinceramente, eu não sou digno de desatar as sandálias, mas
quem me supervisiona é Jesus Cristo! O dia em que Ele me vetar, eu estou vetado!
Enquanto isto não acontecer, sinto, mas muita gente vai ter que me
aguentar!...
- Suas considerações finais.
- Em minhas considerações
finais, vou evocar o espírito do grande humorista Chico Anysio: - “Eu sou aquele
que vem do aquém do além, adonde que véve os mortos! Tomou, papudo? Não creu
neu, se finouce. Minha vingança será malígrina!...”
INÁCIO
FERREIRA
Uberaba – MG, 26 de maio de 2014.
26.5.14
O papa Francisco vista a terra santa.
Que notícia maravilhosa para o
mundo em direção à paz tão desejada. Seus gestos simples representam para o povo
da região, e especialmente seus governantes, um estímulo ao debate da paz e
floresce de esperança o coração de todas as gentes.
Do lado de cá da vida,
meus irmãos, há preocupação grande com esta visita. Os seguidores da maldade
tramam arruaças, descontrole dos ânimos, e incentivam, à boca miúda, a
possibilidade de assassinato.
Tudo, porém, é meticulosamente desarmado pelas
forças do bem. Soubemos destas ações destruidoras por intermédio de espíritos
infiltrados entre eles e procuramos nos antecipar e nada aconteceu. Nem
acontecerá.
Este trabalho de bastidor é uma rotina por aqui entre nós que
somos comprometidos com o bem na Terra. O Papa se esforça em trazer pelo exemplo
a sua mensagem de fé e esperança, mas “eles” não deixam por menos cada
oportunidade que possam aproveitar para provocar o desequilíbrio.
Quando o
Papa diz que não quer proteção policial ou de seguranças, nós nos revezamos de
cuidados. Em compensação, o povo aumenta a sua fé e é isto que conta de
verdade.
Estes movimentos em busca da paz na região, visitando diversos
países, requer que forças maiores sejam acionadas a buscarem soluções que
permitam inicialmente uma conversa de paz, o desarme dos espíritos, para poder
avançar.
O passado de mortes e a desconfiança atrapalham qualquer negociação
de paz. Esta desativação mental, porém, é difícil de fazer e pouco a pouco,
depois de muita insistência, é que dobramos os ânimos.
A conversa, o diálogo
sincero, já é grande coisa, mas a disposição de coração é algo que se constrói
lentamente e possuímos consciência disso.
Ao Papa cumpre diminuir estes
ânimos de inquietação. Os seus gestos possuem significado grande, sobretudo
quando traz em sua comitiva dois amigos religiosos, mulçumano e israelita, para
demonstrar que a convivência pacífica é possível.
Avancemos, meus irmãos,
para promover a paz naquela região. É de algo aparentemente menor que se pode
articular grandes conflitos, então tiremos imediatamente a pólvora para que
nenhuma faísca possa provocar uma explosão desnecessária.
Sempre com a
paz,
Helder Camara
25.5.14
Iluminar
Quem se propõe a iluminar não menciona qualquer
ingrediente das trevas.
Nunca te arrependerás de haver dito uma boa palavra.
Livro: Companheiro - Francisco C Xavier - Emmanuel
Nunca te arrependerás de haver dito uma boa palavra.
Livro: Companheiro - Francisco C Xavier - Emmanuel
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