Escuta com atenção quaisquer pareceres dos outros,
mesmo quando se te afigurem francamente absurdos.
O diálogo dever ser um
processo de aprender, mas não de brigar.
Livro: Companheiro - Francisco C
Xavier - Emmanuel
6.4.14
5.4.14
A CORAGEM DA SEMENTE
Germinando em meio hostil,
Destemida e persistente,
Para nós é grande exemplo
A coragem da semente...
Enfrenta sol, tempestade,
Erva daninha ao redor,
E predadores ferozes
Que ameaçam com o pior.
Se não confiasse em Deus
Neste esforço a que se lança,
Ela nunca deixaria
O berço no qual descansa.
Mas, assim, não passaria
De semente diminuta,
Que não germina e floresce
Por simples medo da luta.
O exemplo de fé em Deus
Da semente copiando,
Precisamos germinar
As provações superando...
Pois quem receia deixar
O sossego que reclama,
Será sempre uma semente
Adormecida na lama!...
Eurícledes Formiga
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã do dia 26 de março de 2014, em Uberaba – MG).
Germinando em meio hostil,
Destemida e persistente,
Para nós é grande exemplo
A coragem da semente...
Enfrenta sol, tempestade,
Erva daninha ao redor,
E predadores ferozes
Que ameaçam com o pior.
Se não confiasse em Deus
Neste esforço a que se lança,
Ela nunca deixaria
O berço no qual descansa.
Mas, assim, não passaria
De semente diminuta,
Que não germina e floresce
Por simples medo da luta.
O exemplo de fé em Deus
Da semente copiando,
Precisamos germinar
As provações superando...
Pois quem receia deixar
O sossego que reclama,
Será sempre uma semente
Adormecida na lama!...
Eurícledes Formiga
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã do dia 26 de março de 2014, em Uberaba – MG).
4.4.14
Vigiar
Como é que você toma conta da sua
vida?
Você pensa o que faz e depois põe em prática ou você vai logo fazendo
aquilo que lhe venha à mente?
Você é impulsivo, daquele que vai logo fazendo
e depois verifica as consequências ou é daquele que não tira o pé do lugar
enquanto não tiver a mais absoluta segurança que está no caminho certo?
A
mente viaja sempre para onde dermos pernas para ela, cuidado. Por esta razão,
creio, que o Nosso Senhor Jesus Cristo foi taxativo em pedir que vigiássemos – e
imediatamente orássemos também.
Vigiar é estar em atenção, em alerta, de
olhos abertos. Isto nos faz bem ou não? Isto me é satisfatório ou não? O que
está por trás de algumas intenções dos outros? Para onde irá esta minha decisão?
E assim por diante.
Vigiar é despertar para o que pode acontecer-nos no
futuro com esta ou aquela decisão. É estar de “orelhas levantadas” para palavras
sutis, mas que querem dizer muita coisa.
Esta atenção concentrada não nos
deve fazer uma pessoa ansiosa ou desconfiada, isso não, mas uma pessoa
precavida, atenta.
Temos a impressão na vida que tudo acontece
espontaneamente, não é bem assim, há muita coisa envolvida em nossos atos e nos
acontecimentos do dia a dia. Muita “gente” circula entre nós sugerindo
pensamentos na nossa mente e tendemos a embarcar de vez sem examinarmos
detalhadamente para onde aquilo vai nos levar.
Vigiar os pensamentos para
evitar ações inconsequentes.
Vigiar as atitudes dos outros que pode nos levar
ao desespero.
Vigiar as pequenas coisas que aparentemente parece-nos
inofensivas, mas que guardam sementes de desilusão e fracasso.
Preste atenção
na vida para não fazer escolhas que mais tarde possa se arrepender, das pequenas
às grandes, afinal, o que é a vida senão de escolhas.
Escolha bem, mas preste
atenção nos detalhes...
Avancemos com Jesus!
Helder Camara
3.4.14
Questão 296 do Livro dos Espíritos
ALTERAÇÃO
As afeições dos espíritos puros são inalteráveis em todos
os sentidos. Eles comungam com a harmonia universal, porque nunca distorcem a
verdade, acompanhando os passos de Nosso Senhor Jesus Cristo nas suas
caminhadas.
Os espíritos puros não se enganam; a sua luz reflete em todos
os seus passos e em todos os seus gestos de paz. Somente os hipócritas carregam
as máscaras, que são vistas pelos que têm olhos para ver. A mentira se dissolve
sempre que chega a verdade.
A compostura dos espíritos elevados não tem
alteração. Eles têm uma tranqüilidade imperturbável em todos os sentidos, por já
terem limpado da consciência os liames inferiores provindos da ignorância e do
assédio das ilusões passageiras. Necessário se faz que o homem se esforce, no
sentido de integrar-se cada vez mais nas linhas do Evangelho de Jesus, que é
portador dos meios que nos encaminham para a paz e o entendimento.
Sabemos que a luta é grande na conquista do equilíbrio espiritual, mas, quem não
começa a lutar, não vence. É indispensável que avancemos com bons princípios a
nos guiar. Devemos e vamos modificar nossa condição interior para melhorar a
nossa moral, colocando-a em plena harmonia com os bons costumes, de modo que o
amor nos domine e nos eleve para a caridade.
Sejamos fortes e firmes na
educação de nós mesmos, ainda que estejamos sofrendo algo que plantamos no
passado. A aquisição da luz é demorada e nos custa muito no tempo e no espaço,
na conjunção da boa vontade. Vigiemos para não ficarmos sujeitos ao engano; todo
engano gera dúvida, e toda dúvida gera tristeza. Comunguemos com a esperança
geratriz da alegria pura, a nos estabilizar a consciência, em comunhão com a
consciência universal.
Os espíritos impuros são suceptíveis de toda ordem
de alteração: se ofendidos, ofendem; se maltratados, maltratam; se esquecidos,
esquecem. Essa não é a lei que nos ampara para o bem-estar universal. Jesus
colocou na dianteira dos Seus ensinamentos o amor, que se transforma em perdão,
porque o perdão é normalizador de todas as vidas, por esquecer todas as faltas,
amparando ainda os que por vezes ofendem.
Ajudemo-nos uns aos outros,
para que sejamos ajudados, sem pensar nisso. Fazer o bem sem interesse algum é a
norma de vida cristã. A luz deve ser acesa nos corações, e tudo se encontra
preparado para isso, no entanto, para que ela se acenda, deve haver um trabalho
individual em cada criatuara. Essa luz não pode ser expressa com ódio, inveja,
ciúme, maledicência, orgulho ou egoísmo.
Entrelacemos nossas mãos com as
mãos do Mestre Jesus, que seremos bem conduzidos para a paz de consciência. O
trabalho é demorado, mas, proveitoso.
Livro: Filosofia Espírita - João Nunes Maia -
Miramez
2.4.14
POR CULPA MINHA
Senhor Jesus, caso alguém
Cair enquanto caminha,
Que a queda, seja qual for,
Não se dê por culpa minha.
Caso alguém vier chorar
Na prova dura e mesquinha,
Que a razão de tanta dor,
Não se dê por culpa minha.
Caso alguém perder a fé,
Que, embora pouca, ele tinha,
Que a sua descrença em Deus
Não se dê por culpa minha.
Caso alguém se corromper
No mal de que se avizinha,
Que o seu desvio nas sombras
Não se dê por culpa minha.
Caso alguém se sinta ao léu
Em vida triste e sozinha,
Que este seu padecimento
Não se dê por culpa minha.
Mas, caso alguém se alegrar,
Qual lhe convém, ou convinha,
Que a causa de seu sorriso
Possa ser por culpa minha!...
Eurícledes Formiga
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã de sábado do dia 22 de março de 2014, em Uberaba – MG).
Senhor Jesus, caso alguém
Cair enquanto caminha,
Que a queda, seja qual for,
Não se dê por culpa minha.
Caso alguém vier chorar
Na prova dura e mesquinha,
Que a razão de tanta dor,
Não se dê por culpa minha.
Caso alguém perder a fé,
Que, embora pouca, ele tinha,
Que a sua descrença em Deus
Não se dê por culpa minha.
Caso alguém se corromper
No mal de que se avizinha,
Que o seu desvio nas sombras
Não se dê por culpa minha.
Caso alguém se sinta ao léu
Em vida triste e sozinha,
Que este seu padecimento
Não se dê por culpa minha.
Mas, caso alguém se alegrar,
Qual lhe convém, ou convinha,
Que a causa de seu sorriso
Possa ser por culpa minha!...
Eurícledes Formiga
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã de sábado do dia 22 de março de 2014, em Uberaba – MG).
1.4.14
SOBRE O LIVRO “CARTA DE UMA MORTA”, DE MARIA JOÃO
DE DEUS, E O PROJETO CHICO XAVIER
O livro “Cartas de Uma Morta”, de Maria
João de Deus, contém, por assim dizer, o projeto que a Espiritualidade Superior
haveria de colocar em prática através da mediunidade de Chico Xavier.
Ele foi
psicografado em 1935, logo após “Parnaso de Além-Túmulo”, publicado pela FEB em
1932, que foi o primeiro título dos hoje quase quinhentos devidos ao trabalho do
médium ao longo de 75 anos – de 1927 a 2002, quando desencarnou no dia 30 de
junho!
“Cartas de Uma Morta”, não obstante, é fruto das experiências
pós-morte de Maria João de Deus, que desencarnou em 1915, quando se encontrava
deflagrado o confronto da Primeira Guerra Mundial. Este esclarecimento pode ser
colhido no capítulo 98 da referida obra, intitulado “Um Adeus”: “Minhas páginas
refletem justamente o panorama dos planos da erraticidade no desenrolar da
última catástrofe mundial, que enlutou milhares de corações, quando se verificou
o meu afastamento da vida material”.
A genitora de Chico Xavier, que, à
época, contava apenas 25 de idade, dá a entender, no capítulo 95 do referido
volume, que, então, Emmanuel, Espírito Protetor do médium, reunira no Espaço
verdadeira assembleia de servidores desencarnados, exortando-os à promissora
tarefa que, em nome do Cristo, seria levada avante. Vejamos a descrição que a
autora faz do espírito que, provindo das Esferas Mais Altas, se materializa a
fim de lhes dirigir a palavra: “Uma túnica delicada e leve, à maneira romana,
caía-lhe dos ombros, mas o que sobremaneira nos encantava era o extraordinário
poder atrativo que se irradiava de toda a sua personalidade”.
No capítulo
seguinte, o de número 96, Maria João de Deus transcreve, em síntese, o que “um
dos mais lúcidos mensageiros do Senhor”, diz àquela assembleia, que Chico, mais
tarde, denominaria de “Irmãos do Arco-Íris”: “Cabe-nos operar o movimento
grandioso de restauração das crenças puras. Voltemo-nos para o solo ingrato
daquele mundo de experiências e provas, onde o pão, que nutre o corpo, se
mistura com os prantos amargosos das almas”.
Notemos que o projeto Chico
Xavier – chamemo-lo assim – estava apenas começando, mas sob a inteira confiança
do Mundo Espiritual Superior – somente duas obras haviam sido produzidas, porém,
a visão de Dona Carmem Perácio, a respeito da “chuva de livros”, haveria de se
concretizar.
Conclamados por Emmanuel, espírito pertencente à Falange do
Espírito da Verdade, aquelas entidades reunidas numa determinada região do
Espaço – certamente nas proximidades de Pedro Leopoldo –, assumiram o
compromisso que, há dois mil anos, diante da figura do Cristo Redivivo, os 500
da Galileia igualmente assumiram na divulgação da Boa Nova...
“Desde esse
instante – escreveu Maria João de Deus - integramos às fileiras dos que pugnam
pelo aparecimento de uma nova era para a Humanidade e, laborando ao lado de
todos quantos se experimentam sob o aguilhão da carne, esclarecendo-os e
confortando-os, de forma indireta, sem que sintam de maneira tangível a
influencia de nossa ação, nós queremos dizer a todos os homens como nos foi
dito, naquele inenarrável momento:
- Sigamos a Jesus!... Ele é o Caminho, a
Verdade e a Vida!...”
Nos parágrafos finais da mensagem que, particularmente,
a genitora dirige ao médium, no capítulo 98, as suas palavras soam proféticas,
em torno das lutas que, a existência inteira, ele haveria de enfrentar no
cumprimento do dever: “Exerce o teu ministério, confiando na Providência
Divina.”
Seja a tua mediunidade como harpa melodiosa; porém, no dia em que
receberes os favores do mundo como se estivesses vendendo os seus acordes, ela
se enferrujará para sempre. O dinheiro e o interesse seriam azinhavres nas suas
cordas.
Sê pobre, pensando n’Aquele que não tinha uma pedra onde repousar a
cabeça dolorida e, quando à vaidade, não guardes a sua peçonha no coração. Na
sua taça envenenada muito têm perdido a existência feliz no Plano Espiritual
como se estivessem embriagados com um vinho sinistro.”
Portanto, de uma
leitura atenta de “Cartas de Uma Morta”, o que se depreende é que o projeto
Chico Xavier, que, nos primeiros anos da década de 30 apenas se desenhava,
realmente transcende a análise daqueles que, por examinaram superficialmente o
assunto, se mostram incapazes de compreendê-lo em sua grande
transcendência.
INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 30 de março de
2014.
Livro Cartas de uma Morta
31.3.14
Pensar Bem
Como surge um pensamento?
Do
nada? Claro que não. Um pensamento surge de nossas ideias, de nossas invenções
interiores, de nossas elucubrações, de nossos medos e ansiedades, de nossos
desejos, de nossas aspirações. Um pensamento, portanto, não surge do nada, surge
de algo que está dentro e que quer se expressar, se colocar para fora.
Um
pensamento tem vida, vida própria. É pungente e, às vezes, metafórico, pois
guarda em si segredos não revelados completamente para nós mesmos. Um pensamento
é sublime, traz em sua raiz uma vontade, uma reflexão, uma elucidação, uma
conclusão.
O pensamento expressa o que somos – ou o que queremos ser. Um
pensamento lembra-se do passado e projeta-nos para o futuro. O pensamento ganha
asas se dermos corda a ele e pode se tornar realidade.
Por isso, preste
atenção no que pensar: seu pensamento pode se tornar real. Vigie, assim, o que
pensa, porque o pensamento “solto no ar” começa, pouco a pouco, a se
materializar, tomar forma, mostrar-se concreto. É o “mundo das ideias”
transformando-se no mundo real.
Jesus pediu-nos atenção com o que
pensássemos. Lembram quando Ele falava em adultério? Peca-se já pelo
pensamento.
Tome cuidado com o que pensa. Há uma multidão de pensantes e
todos eles por aí jogando seus pensamentos no ar. Quando um pensamento se junta
com outro se faz maior e quando são muitos na mesma direção é praticamente uma
realidade. Tudo que hoje conhecemos como real aos sentidos físicos foram
produtos de um pensamento.
O avião, por exemplo, que um dia foi imaginado,
começou a ser desenhado pelas asas da imaginação de Santos Dumont e dos Irmãos
Wright. Eles pensavam em uníssono.
As grandes invenções nasceram assim, de um
mero pensamento, de algo aparentemente insignificante que vai tomando forma,
crescendo, crescendo, até se agigantar-se tanto que não cabe mais dentro de nós
e colocamo-lo para fora.
Pense bem. Pense legal. Pense melhor. Pense pra
frente. Pense o melhor.
Um abraço,
Helder Camara
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