30.10.11

O CÉU E O INFERNO


   
Allan Kardec apresenta a verdadeira face do desejado Céu, do temido Inferno, como também do chamado Purgatório. Põe fim às penas eternas, demonstrando que tudo no universo evolui.
Lendo-se este livro com atenção vê-se que a sua estrutura corresponde a um verdadeiro processo de julgamento. Na primeira parte temos a exposição dos fatos que o motivaram e a apreciação judiciosa, sempre serena, dos seus vários aspectos, com a devida acentuação dos casos de infração da lei. Na segunda parte o depoimento das testemunhas. E diante dos confrontos necessários o juiz pronuncia a sua sentença definitiva, enérgica e tocada de misericórdia. Estamos ante um tribunal divino.
A 30 de Setembro de 1863, como se pode ver em Obras Póstumas, Kardec recebeu dos Espíritos Superiores este aviso: "Chegou a hora de a Igreja prestar contas do depósito que lhe foi confiado, da maneira como praticou os ensinamentos do Cristo, do uso que fez de sua autoridade, enfim, do estado de incredulidade a que conduziu os espíritos". Esse julgamento começa com a preliminar Evangelho Segundo o Espiritismo e devia continuar com O Céu e o Inferno.
Os intelectuais materialistas assustaram-se com o retrocesso do homem nos anos 40 do século passado e puseram em dúvida a teoria da evolução. Se houvessem lido este livro de Kardec, saberiam que a evolução não se processa em linha reta; mas em ascensão espiralada.
Vemos assim que este livro de Kardec tem muito para ensinar, não só aos espíritas, mas também aos luminares da inteligência néo-pagã que perdem o seu tempo combatendo o Espiritismo, como gregos e romanos combateram inutilmente o Cristianismo. O processo espírita se desenvolve na linha de sequência do processo cristão. A conversão do mundo ainda não se completou. Cabe ao Espiritismo dar o desenvolvimento natural, histórico e profético do Cristianismo em nosso tempo.
A leitura e o estudo sistemático deste livro se impõem a espíritas e não-espíritas, a todos os que realmente desejam compreender o sentido da vida humana na Terra. A maioria dos que o conhecem nunca se inteirou do seu verdadeiro significado. Kardec nos dá nas suas páginas o balanço da evolução moral e espiritual da humanidade terrena até os nossos dias. Mas ao mesmo tempo estabelece as coordenadas da evolução futura. As penas e recompensas de após a morte saem do plano obscuro das superstições e do misticismo dogmático para a luz viva da análise racional e da pesquisa científica.
O grave problema da continuidade da vida após a morte despe-se dos aparatos mitológicos para mostrar-se com a nudez da verdade à luz da razão esclarecida.

José Herculano Pires

28.9.11

EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRIRTISMO

     Este livro foi publicado, inicialmente, com o título de Imitação do Evangelho. Kardec explica o seguinte: "Mais tarde, por força das observações reiteradas do Sr. Didier e de outras pessoas, mudei-o para Evangelho Segundo o EspiritismoTrata-se do desenvolvimento dos tópicos religiosos de O Livro dos Espíritos, e representa um manual de aplicação moral do Espiritismo.
A 9 de agosto de 1863, Kardec recebeu uma comunicação dos seus Guias, sobre a elaboração deste livro. A comunicação assinalava o seguinte: “Esse livro de doutrina terá influência considerável, porque explana questões de interesse capital. Não somente o mundo religioso encontrará nele as máximas de que necessita, como as nações, em sua vida prática, dele haurirão instruções excelentes. Fizeste bem ao enfrentar as questões de elevada moral prática, do ponto de vista dos interesses gerais, dos interesses sociais e dos interesses religiosos”.
Em comunicação posterior, a 14 de setembro de 1863, declaravam os Guias de Kardec: “Nossa ação, principalmente a do Espírito da Verdade, é constante ao teu redor, e de tal maneira, que não a podes negar. Assim não entrarei em detalhes desnecessários, sobre o plano da tua obra, que, segundo os meus conselhos ocultos, modificaste tão ampla e completamente”. Logo adiante acentuavam: “Com esta obra, o edifício começa a libertar-se dos andaimes, e já podemos ver-lhe a cúpula a desenhar-se no horizonte”.
Estas comunicações, cuja leitura completa pode ser feita em Obras Póstumas, revelam-nos a importância fundamental de O Evangelho Segundo o Espiritismo, na Codificação Kardeciana. Enquanto O Livro dos Espíritos nos apresenta a Filosofia Espírita em sua inteireza e O Livro dos Médiuns, a Ciência Espírita em seu desenvolvimento, este livro nos oferece a base e o roteiro da Religião Espírita.
Livro de cabeceira, de leitura diária obrigatória, de leitura preparatória de reuniões doutrinárias, deve ser encarado também como livro de estudo, para melhor compreensão da Doutrina. A comunicação do Espírito da Verdade, colocada como prefácio, deve ser lida atentamente pelos estudiosos, pois cada uma de suas frases tem um sentido mais profundo do que parece à primeira leitura.
A Introdução e o Capítulo I constituem verdadeiro estudo sobre a natureza, o sentido e a finalidade do Espiritismo. Devem ser estudados atenciosamente, e não apenas lidos. Formam uma peça de grande valor para a verdadeira compreensão da Doutrina.

1.9.11

VIAGEM ESPÍRITA EM 1862


Viagem Espírita em 1862
Um tesouro quase desconhecido


Nos anos de 1860, 1861, 1862, 1864 e 1867, Allan Kardec deslocou-se da capital francesa para visitar algumas cidades do interior da França e da Bélgica. Suas impressões sobre essas viagens, a riqueza de suas observações sobre a popularização do Espiritismo em sua época, as instruções que deu aos diversos grupos constituem este livro admirável, que mostra, a personalidade firme e fraterna do Codificador do Espiritismo, a sabedoria de suas palavras e a generosidade de suas atitudes
Intitulado "Viagem Espírita em 1862", ano em que Allan Kardec visitou mais de vinte cidades, participou de cerca de cinquenta reuniões, atendendo a um convite subscrito por quinhentos espíritas da cidade de Lyon _ França, o estudioso do Espiritismo encontrará valorosos e oportunos ensinos do Codificador.
Embora o destaque tenha sido para o ano de 1862, Kardec fez sua primeira viagem a serviço da difusão do Espiritismo no ano de 1860, quando visitou Lyon e algumas outras cidades que faziam parte do percurso.
O Codificador, sob cujos ombros repousava a total responsabilidade pelas orientações ao Movimento Espírita iniciante, não poupou esforços para esclarecer e orientar os trabalhadores dos diversos recantos da França.
Nesses seus ditos e feitos há muitas preciosidades que podem bem servir para aqueles trabalhadores espíritas da atualidade que desejam nortear suas atividades pelas diretrizes seguras do Mestre lionês.
Era outono de 1862...
O Codificador, com o zelo que lhe era peculiar, preparou as malas e os materiais que levaria na extensa viagem de seis semanas... e partiu sozinho, deixando para trás a cidade de Paris envolta em cinzentas brumas.
Ao outono sucedeu o inverno... mas, a chuva, o frio e a neve não foram empecilhos para o grande missionário que tinha como objetivo levar o calor do seu aperto de mão aos lidadores da província francesa.
"A `Viagem Espírita em 1862' é um livro em que, de singular maneira, o `homem' Allan Kardec se nos revela com sua consciência histórica e, em súbitos clarões, permite que o vejamos bem próximo de nós, o ser que já realizou o que intentamos, isto é, a substancial reforma interior que, só ela, possibilita a mágica interação: a criatura vivendo no Espiritismo, o Espiritismo vivendo na criatura." *

* Wallace Leal V. Rodrigues, Viagem Espírita em 1862, Prefácio do Tradutor

1.8.11

O LIVRO DOS MÉDIUNS

A Doutrina Espírita é ciência, filosofia e religião. Como ciência, o Espiritismo estudou, demonstrou e comprovou a existência do mundo espiritual, as leis que o regem, a natureza e o estado dos seres que o habitam e suas relações com o mundo corpóreo. São os fenômenos mediúnicos - manifestação ostensiva dos Espíritos em nosso meio, através dos médiuns - que nos proporcionam o conhecimento dessas leis.
Consciente de que a prática mediúnica não pode e nem deve ser feita sem o conhecimento das leis que regem o intercâmbio entre os homens com os vivos de alem túmulo, observou Kardec a necessidade de tratar especificamente esse assunto, através de um estudo que viesse orientar não apenas os experimentadores ou observadores dos fenômenos psíquicos, mas, principalmente, servir de guia àqueles que sejam visitados pela mediunidade, em um ou mais dos seus múltiplos aspectos.
O Livro dos Médiuns, lançado em 1861, é o segundo volume da Codificação do Espiritismo. A finalidade deste livro é desenvolver a parte prática da doutrina. Por isso Kardec o considerou “continuação de O Livro dos Espíritos”. Mesmo porque, segundo declara na Introdução, este livro também pertence aos Espíritos. Foram eles que o orientaram na sua elaboração, eles que o revisaram e modificaram inteiramente para a segunda edição de 1862, que ficou sendo a definitiva.
Apesar de ser editado pela primeira vez há cento e cinquenta anos. O livro dos Médiuns continua atualíssimo. Nenhuma outra obra, espírita ou não, sobre a fenomenologia mediúnica conseguiu superá-lo. É um tratado que tem por fundamento a pesquisa científica e a experiência, além da contribuição teórica dos Espíritos na explicação de vários problemas ainda inacessíveis à pesquisa científica. Essas explicações só eram aceitas por Kardec na medida da sua racionalidade, de acordo com o método de controle rigoroso que estabeleceu para o seu trabalho. Esse método é explicado neste livro e pode ser examinado em minúcias nos relatórios e registros de sessões publicadas na Revista Espírita.
A Ciência Espírita teve início com as manifestações físicas, mas sua finalidade é moral e suas pesquisas devem desenvolver-se nesse sentido. Provada a comunicabilidade, o Espiritismo deve aprofundar-se na investigação dos processos de comunicação, da situação dos Espíritos após a morte, das leis que regulam as relações permanentes entre os Espíritos e os homens e suas conseqüências nesta vida, e assim por diante. O Livro dos Médiuns é o guia seguro de que nos devemos servir para o exercício mediúnico. Mas tudo isso com critério e métodos científicos.

7.6.11

O Que É o Espiritismo



    Hipolyte Léon Denizard Rivail usando o pseudônimo Allan Kardec em 1857 lançou o Livro Dos Espíritos, o que provocou discussões acaloradas em Paris, considerada a Cidade Luz naquela época, pois ali residiam as maiores inteligências do planeta e o cientista Rivail era muito conhecido e considerado entre eles. Como era costume então se iniciou uma vasta correspondência por cartas, entre as quais Rivail escolhia as de melhor conteúdo para publicar na Revista Espírita, lançada mensalmente em 1858.
Percebendo que o tema estava se tornando repetitivo, o professor Rivail recolheu as respostas às objeções mais comuns da parte daqueles que ignoram os primeiros fundamentos da Doutrina, assim como as refutações dos principais argumentos dos seus opositores e publicou um livro onde ele dizia “O Que É O Espiritismo” para um crítico, para um cético e para um sacerdote, esclarecendo-os na forma de diálogos.
O livro O Que É o Espiritismo, lançado em 08/06/1859 também expõe didaticamente noções elementares do mundo invisível, pelo estudo das manifestações dos Espíritos, esclarecendo que as objeções nascem o mais frequentemente, de idéias falsas que são feitas, a priori, sobre o que não se conhece. Corrigir essas idéias foi a forma encontrada para antecipar-se às objeções.
O livro, apresentando um resumo dos princípios da Doutrina Espírita, soluciona problemas do mais alto interesse de ordem psicológica, moral e filosófica aos quais nenhuma filosofia deu, ainda, soluções satisfatórias. Recomendado aos leitores interessados em conhecer e estudar o Espiritismo, este resumo pode em pouco tempo passar as noções mais essenciais, respondendo as primeiras objeções que não deixam de fazer ao Espiritismo e despertar o interesse para o início de um estudo minucioso do Livro dos Espíritos, Livro dos Médiuns, Evangelho Segundo o Espiritismo, o Céu e o Inferno e a Gênese de Allan Kardec, onde está a base da Doutrina.
O livro é fornecido por diversas Editoras, FEB, IDE, LAKE, etc., eu particularmente, aprecio a edição da IDE, com tradução de Salvador Gentile, pelo preço baixo, capa de plástico e principalmente por incluir dois livretos de Allan Kardec no mesmo volume. O Primeiro é O Espiritismo Em Sua Mais Simples Expressão, onde encontramos um histórico do Espiritismo, um resumo do Ensinamento dos espíritos e as Máximas do ensinamento dos espíritos. O segundo é Resumo Da Lei Dos Fenômenos Espíritas, com as observações preliminares: Dos Espíritos; Manifestações dos Espíritos; Dos Médiuns; Das Reuniões Espírita
Antonio D. Barana

4.5.11

REVISTA ESPÍRITA - IV

Atuais depois de 150 anos, as revistas podem ser adquiridas hoje, encadernadas em brochura com os 12 exemplares de 1861. A publicação de Allan Kardec transformou-se numa tribuna livre, que sondava a reação dos homens e a impressão dos Espíritos acerca de assuntos, ainda hipotéticos ou mal compreendidos, enquanto lhes aguardava a confirmação. Tratam de assuntos os mais diversos, desde a fenomenologia mediúnica nos seus variados matizes, até as dissertações da pura moral evangélica, a vida no mundo espiritual, a justiça da reencarnação, enfim, os princípios fundamentais do Espiritismo. A qualidade das informações contidas nesse veículo de informação espírita deveria ser fonte de pesquisa por todos os que desejam estudar a Doutrina Espírita, tanto por sua fonte doutrinária, como pelos detalhes sobre a história do Espiritismo nascente.
    A Coleção é composta de 12 volumes correspondentes aos anos de 1858 a 1869, com os 12 exemplares de cada ano por volume e o índice de todas as matérias.

Antonio D. Barana

18.4.11

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

Hipolyte Léon Denizard Rivail sentia-se pressionado examinar os fenômenos das “mesas girantes” e, por insistência de muitos amigos foi levado a conversar com o Sr. Pâtier, que argumentou não tratar-se apenas de brincadeiras de salão e o convidou a assistir experiências sérias, que se realizariam na residência da Sra. Plainemaison. Impressionado com o teor das respostas apresentadas pelos Espíritos, ele percebeu que estava diante de um fenômeno que traria a descoberta do problema do passado e do futuro, uma solução que sempre procurara em sua vida, uma completa revolução das idéias e das crenças religiosas e o cientista Rivail passa então a observá-lo com cautela e método, sempre dentro das leis Naturais.
Acompanhando as reuniões onde os Espíritos se manifestavam por efeitos físicos, encontrou o editor de livros francês Didier, que conhecia a capacidade de concisão dos textos nos quais Rivail apresentava seus trabalhos na área pedagógica. Confiou-lhe então 50 cadernos, onde estavam contidas as comunicações obtidas em várias sessões mediúnicas, e pediu a ele, que as ordenasse, para serem publicadas em um livro. Sabendo do enorme trabalho que essa tarefa representava e prevendo a oportunidade de codificar uma nova doutrina, o professor aceitou.
Foi quando se apresentou Zéfiro, um espírito amigo desde os tempos em que Rivail fora a encarnação do Druida Allan Kardec e prometeu auxiliar nessa tarefa confiada pelo Cristo. Essa ajuda espiritual pode ser exemplificada, quando em março de 1856, estando trabalhando até tarde da noite, Rivail percebeu pancadas nas paredes. No dia seguinte seguindo conselho de sua esposa, fez uma consulta a uma médium e por intermédio dela recebeu a comunicação do espírito “A Verdade”, dizendo que o trabalho da noite anterior deveria ser refeito, pois apresentava um grave erro e deixou a Rivail a tarefa de encontrá-lo e corrigir. Esse espírito A Verdade, que se revelou o líder de uma equipe espiritual, comprometeu-se em se apresentar mensalmente e auxiliar na codificação do Espiritismo.
Suprimindo as repetições, pondo uma ordem racional e acrescentando novos princípios, O Livro dos Espíritos foi lançado em 18 de abril de 1857, numa primeira edição custeada pelo autor. Na introdução dizia que para designar coisas novas são necessárias palavras novas e criou então as palavras Espírita e Espiritismo para a crença nos Espíritos e adotou o nome do Druida da antiga Gália “Allan Kardec” como pseudônimo.
Essa 1ª edição esgotou-se rapidamente e novas edições foram feitas com acréscimo de conteúdo. O Texto definitivo de O Livro dos Espíritos como o temos hoje, é constituído de Introdução; Prefácio com uma vinheta desenhada pelos espíritos; 4 partes divididas em 1018 questões numeradas e Conclusão.
Na 1ª parte trata das “Causas Primárias”, Deus, Elementos Gerais do Universo, Criação e Princípio Vital. Na 2ª parte descreve o “Mundo Espírita ou dos Espíritos”. Na 3ª parte estuda as “Leis Morais” e na 4ª parte fala das “Esperanças e Consolações”. O Livro tem um sumário muito bem disposto com as quatro partes listadas com seus respectivos capítulos e subcapítulos, permitindo ser consultado como se fosse uma enciclopédia, mas pela sequência lógica em que as questões foram dispostas é recomendável que o livro seja estudado no seu conteúdo total, iniciando-se na introdução e indo até a conclusão.
O Livro dos Espíritos contém os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o futuro da humanidade, segundo os ensinamentos dados pelos Espíritos Superiores por intermédio de diversos médiuns. Iniciando assim a terceira revelação divina prometida por Jesus no Evangelho de (João, 14:15 a 17 e 26), que diz: Se me amais, guardai os meus mandamentos. E eu rogarei a meu Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique eternamente convosco, o Espírito de Verdade, a quem o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece. Mas vós o conhecereis, porque ele ficará convosco e estará em vós. Mas o Consolador, que é o Espírito Santo, a quem meu Pai em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito.

Antonio D. Barana