6.11.20

EVOLUÇÃO DO AMOR

"A energia natural do sexo, inerente à própria vida em si, gera cargas magnéticas em todos os seres, pela função criadora de que se reveste, cargas que se caracterizam com potenciais nítidos de atração no sistema psíquico de cada um e que, em se acumulando, invadem todos os campos sensíveis da alma..."
Entretanto, importa reconhecer que à medida que se nos dilata o afastamento da animalidade quase absoluta, para a integração com a Humanidade, o amor assume dimensões mais elevadas, tanto para os que se verticalizam na virtude como para os que se horizontalizam na inteligência.
Nos primeiros, cujos sentimentos se alteiam para as Esferas Superiores, o amor se ilumina e purifica, mas ainda é instinto sexual nos mais nobres aspectos, imanizando-se às forças com que se afina em radiante ascensão para Deus.
Nos segundos, cujas emoções se complicam, o amor se requinta, transubstanciando-se o instinto sexual em constante exigência de satisfação imoderada do "eu".
De conformidade com a Psicanálise, que vê na atividade sexual a procura incessante do prazer, concordamos em uns, na própria sublimação, demandam o prazer da criação, identificando-se com a Origem Divina do Universo, enquanto que outros se fixam no encalço do prazer desenfreado e egoístico da auto-adoração.
Os primeiros aprendem a amar com Deus.
O segundos aspiram a ser amados a qualquer preço.
A energia natural do sexo, inerente à própria vida em si, gera cargas magnéticas em todos os seres, pela função criadora de que se reveste, cargas que se caracterizam com potenciais nítidos de atração no sistema psíquico de cada um e que, em se acumulando, invadem todos os campos sensíveis da alma, como que a lhe obliterar os mecanismos outros de ação, qual se estivéssemos diante de usina reclamando controle adequado.
Ao nível dos brutos ou daqueles que lhes renteiam a condição, a descarga de semelhante energia se efetua, indiscriminadamente, através de contatos, quase sempre desregrados e infelizes, que lhes carreiam, em conseqüência, a exaustão e o sofrimento como processos educativos. 
Livro: Evolução em Dois Mundos - Chico Xavier - André Luiz - Waldo Vieira

5.11.20

MISSÕES DOS ESPÍRITOS ERRANTES

 Comentários Questão 569 do Livro dos Espíritos

As atividades dos Espíritos errantes são variáveis na criação de Deus; conforme o estado espiritual da alma, será a sua tarefa junto à natureza e aos homens.
Há muitas atividades para os Espíritos chamados errantes, e é bom que muitas delas fiquem ocultas, por enquanto, devido à falsa interpretação que os homens poderão dar a esse labor bem diferente do que conhecem na Terra. Tudo que existe, e que é feito entre os homens, o é por permissão d'Aquele que é a vida. Tudo que se faz no mundo e no plano do Espírito é objetivando o bem. Deus sabe transformar todas as coisas em coisas úteis.
Se tudo que se faz é com permissão de Deus, como nos fala "O Livro dos Espíritos", Ele está conosco, que executamos as Suas obras. Neste sentido, vamos ouvir o apóstolo Paulo:
Que diremos, pois, à vista destas cousas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? (Romanos, 8:31)
Se o Senhor nos concedeu fazer o que estamos fazendo, são lições que devemos aproveitar, procurando fazer a nossa parte bem feita, aprimorando nossas qualidades espirituais a cada dia que passa. Os Espíritos que desejam servir são aproveitados nos serviços compatíveis com os seus tamanhos evolutivos e nesse labor, eles vão crescendo, de modo que a sua libertação vai ficando cada vez mais perto, e a conquista de sua paz de consciência, mais favorável.
Se os Espíritos puros têm uma paz de consciência imperturbável, devemos caminhar para lá, e essa paz sai dos nossos esforços individuais, no entendimento e na prática da caridade e do amor. Procuremos entender as leis de Deus que vibram em todas as coisas, principalmente dentro de nós, esperando que abramos as portas do coração pela harmonia da mente, de modo a fazer esplender na consciência o paraíso feito pelo Senhor em nós e para a nossa felicidade.
Os Espíritos errantes são trabalhadores da Divindade em favor da paz universal. Eles cuidam das plantas, das águas, da Terra, do fogo, do ar, no entanto, ser-nos-á mostrado, de vez em quando, que os agentes mais diretos de Deus estão comandando esses companheiros, sem que eles percebam essa dádiva para os seus aprendizados.
O que já sabemos sobre esse assunto dos trabalhos dos Espíritos basta para que possamos respeitá-los. Onde quer que eles se ocupem, é o bem irradiando para os corações. Ao tomares um copo de água, agradeça a Deus e a Seus agentes que trabalham ali, purificando esse líquido sagrado todos os dias. Ao comeres uma fruta, faze o mesmo, assim procedendo também em relação ao ar que respiras, que se move por milhares de mãos invisíveis, operando por amor. Tudo que tocas já foi tocado por eles, pela vontade do Criador. Em todo trabalho que fazes, alguém que não está visível te ajuda para que ele saia melhor, sem nenhuma ostentação.
Se são somente os doentes que precisam de médicos, ajudemos com as nossas possibilidades aos Espíritos enfermos que estão trabalhando para a paz de todos. Mostra, mesmo como encarnado, o que podes doar. Tu és uma alma de Deus, e deves mostrar-te como tal, que ser-te-á dado o que deres, pela lei de justiça e de amor.
Livro: Filosofia Espírita – João Nunes Maia – Miramez - Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

4.11.20

Nova Economia

Muito do que se considera verdade acerca do mundo atual não passa de ilusão para o mundo espiritual.
As faces da verdade são múltiplas e, ao mostrar uma delas, o sujeito menos experiente a apreende como a realidade total e se engana.
A verdade na sua integralidade é feita de muitas faces, algumas delas indisponíveis para os homens viventes na carne.
Então, ao se considerar a verdade, é preciso concebê-la como parcial, incompleta, e, em muitos casos, um pálido retrato da realidade.
Esta introdução se faz pertinente para que possamos deixar claro que não temos aqui a pretensão de ser possuidor da verdade porque mesmo eu, de onde estou, tenho igualmente o acesso a um pedaço restrito dela.
Minha opinião, neste caso, deve ser encarada dentro desta parcialidade e não como a totalidade da realidade.
Minhas afirmações vão ao encontro de conseguirmos amealhar um número cada vez mais crescente de pessoas que atuem no campo da espiritualidade, mas que tenham plena consciência de que estarão marchando para uma jornada que apenas se inicia.
O homem tem sido indiciado de maus tratos para com os seus iguais na Terra, não tem sido justo e muito menos altruísta com os seus irmãos de caminho, esta é uma realidade plausível e observável, mas há outros elementos a serem considerados.
Um aspecto, geralmente posto de lado, é que a sociedade injusta como é não tem freios e menos ainda futuro promissor.
Os indicadores sociais e econômicos são unânimes em mostrar certa concentração de riqueza em alguns países e deixar à deriva uma quantidade considerável da população terrena.
Estes fatos vão mudar, mas não será em poucos dias, como apregoam alguns defensores da Boa Nova.
O que está em jogo neste momento decisivo do planeta é uma conscientização global de que este modelo de subserviência ao capital e a tudo que ele traz está fadado ao fracasso, de que ele não foi capaz de promover mais igualdade e justiça ao conjunto da população terrena.
Isto é muito natural de acontecer porque o homem, de maneira geral, ainda se prevalece da posse de bens para oprimir outros, para fazer valer a sua vontade egoísta, de sobrepujar os menores diante de seus interesses.
A humanidade ainda não está organizada para assumir os preceitos bíblico-evangélicos. Ela os toma como algo fictício, uma utopia a ser vencida em algum lugar do futuro, mas bem distante da realidade atual.
É este entendimento que tem que acabar imediatamente.
Para isso acontecer, o que tenho visto neste lado da realidade, é que nascem muitos espíritos com o intuito de pregar a mudança necessária e, mais do que isso, implantar um novo modelo social e econômico no planeta.
Esta nova concepção de mundo requererá uma flexibilidade de pensamento porque estará ancorada em novas bases que redundarão na fragmentação gradual do modelo vigente.
Em muitos casos, pelas aulas que assisto aqui, o novo modelo será implantado integralmente, sem receio de perdas ou incompreensões, mas pelo simples objetivo de mostrar de que existe outro jeito de pensar as coisas.
A essas novas experiências, muitos dirão que não passam de devaneios, de loucuras, de invencionices, de absurdos.
De fato, deixar de lado a lógica concentradora e egoísta pela qual se pautou o mundo até o momento e implantar em seu lugar um modelo distributivista e inclusivista será uma revolução para a maioria.
No pensamento abstrato já é possível de conceber esta realidade, mas o substantivo real do dia a dia não entenderá, a princípio, esta mudança de paradigmas.
A Jesus, o nosso louvor por tudo que se seguirá. É Ele, segundo consta, que preside a todas estas mudanças.
No fundo, o que se seguirá não é outra coisa senão a implantação de seu Evangelho redentor e amoroso.
As novas bases são, acima de tudo, fraternas.
Configura-se no raciocínio de que todos somos irmãos, que todos temos os mesmos direitos, que nada pode existir que alimente a desigualdade, em uma palavra, que tenhamos um mundo mais justo.
Esperemos pelas mudanças e estejamos abertos aos novos ares que já batem à nossa porta.
Helder Camara - Blog Novas Utopias.

3.11.20

RETIFICAR

Corrige amando para que a chama de teu auxílio não se apague ao golpe rijo do desespero.

Não prescindirás da bondade e da tolerância na retificação dos elementos mais simples.

O próprio ato de remendar a peça de roupa humilde,recuperada para servi-te, reclama desvelo justo.

* * *

Lembra-te de que o cirurgião recorre à anestesia para atender ao órgão doente e recorda que o artista trabalhando a pedra obscura, não a golpeia sem amor, a fim de que o buril, manejado com sabedoria e ternura, dela arranque a obra-prima que lhe expressará o sonho de perfeição e beleza.

* * *

´Se realmente amas aquele que a sombra afeia e desfigura, não cobri-lo-ás de impropérios e maldições, porquanto, condenar quem já é de si mesmo desorientado e infeliz é o mesmo que precipitar o viajante inseguro no abismo das trevas ou acelerar a agonia do enfermo, arrojando-o ao visco da morte.

* * *

Não basta sentir o veneno do mal e perceber-lhe a influência.

É imprescindível descobrir o antídoto do bem para administra-lo, sem alarme, na hora certa.

* * *

Diante dos corações que reconheces transviados em pedregoso caminho, estende em silêncio os braços amigos para que a fraternidade exalte o ministério da salvação, sem os remoques da crueldade que apenas conseguem piorar as moléstias do espírito, assim como a imprudência do enfermeiro alarga a ferida que as suas mãos se propunham a curar.

* * *

Guarda a certeza de que à frente do nevoeiro não vale gritar para que a sombra de extinga.

É necessário o socorro da paciência com a firme disposição de acender nova luz.


Livro – INTERVALOS – Francisco C. Xavier – Emmanuel

2.11.20

Não separeis o que Deus uniu

“...E Quem Comigo Não Ajunta, Espalha.”

(Lucas, 11:23)
O Cristo é claro em suas palavras: quem a Ele, verdadeiramente, não se une em defesa da Verdade, é causa de desunião mais profunda entre aqueles que se confrontam movidos por interesses pessoais.
Ajuntar com o Senhor, significa, em última análise, juntar-se a Ele em seus propósitos divinos.
E, evidentemente, não há como ajuntar com Ele, ou unir-se a Ele, sem desagradar àqueles que não comungam com as Suas ideias e com os Seus ideais.
Infelizmente, não raro, ajuntar com o Cristo leva o homem a separar-se do mundo, de certas situações e, por vezes, até mesmo de supostos amigos.
Muitos, assim, são os que escolhem espalhar – a mentira, e sustentá-la, não temendo as consequências em curso.
Outros escolhem espalhar a calúnia, e outros ainda a mistificação...
Há quem faça opção pelo poder transitório – poder que enlouquece a muitos, simplesmente pela ostentação de um cargo, ou de ver o seu nome figurar com destaque entre os demais...
Juntar-se ao Cristo é estar com Ele, não apenas no Tabor, mas, principalmente, no Calvário.
É pagar o preço do testemunho, expondo-se à perseguição gratuita dos adversários, sofrendo todos os danos possíveis e imagináveis que lhe haverão de ser impostos.
Allan Kardec, por escrever “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, juntando-se a Jesus, padeceu, inclusive, traições na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas – os que com ele não concordavam, se espalharam, e tentaram “espalhar” com ele, a fim de que não perseverasse em sua Obra.
Ao longo da História, todos os que tomaram a decisão de ajuntar com o Cristo, praticamente, foram expurgados – rotulados como obsidiados, alienados...
Chico Xavier, que voltou à Terra, após ter cumprido com o seu papel de Codificador, não voltou somente para dar complemento à tarefa iniciada na França, mas para “espalhar” com os que estavam tomando conta da seara...,
Os “vendilhões do templo” também têm reencarnado!
Infelizmente, no seio da Doutrina, muitos de seus supostos adeptos estão trabalhando para espalhar, e não para ajuntar – ajuntam tão somente treva! Apoiando-se uns aos outros, ajuntam vaidade e personalismo!...
Carecemos de redobrar vigilância, porque, no momento da cruz, até mesmo os Apóstolos se espalharam – os únicos que foram constrangidos a se juntar ao Cristo foram os dois ladrões...
Eis, pois, a pergunta que se faz aos adeptos da Terceira Revelação: estás ajuntando com o Senhor?! Estás juntado ao Senhor?! Unido a Ele e disposto a sofrer o que preciso for para permanecer fiel a Ele?!...
Dentro do Movimento Espírita, desde Kardec, as trevas localizam “agentes” que, com o discurso de juntar, pretendem apenas espalhar...
De tanto mentir para os outros e para si mesmos, por décadas a fio, muitos acabam acreditando ser verdade as mentiras que dizem.
Neste momento, está, sim, se processando, a separação do joio e do trigo – a aludida separação está se tornando tão evidente que até está ficando gravada no papel, nas imperdoáveis deturpações que, na calada, estão sendo feitas nos livros da lavra mediúnica de Chico Xavier.
A quem compete tal adulteração?! Quem é o autor intelectual enlouquecido que agiu, e tem agido, como fiel instrumento das trevas que, com o Cristo, não ajuntam?!...
A covardia não lhe permite mostrar a fuça e dizer “sou eu”...
E, neste arrazoado, vocês me desculpem pelo excesso de vírgulas, pontos e reticências – não obstante, eles são meus, e, sem me comunicarem, não lhes dou o direito de mudar uma sequer de lugar, pois até os meus cacoetes gramaticais me identificam o espírito.
Coloquem as vírgulas que quiserem em seus textos, mudem o tempo dos verbos, troquem palavras, mas nos textos de sua autoria, se é que são capazes de produzi-los – não se apossem do que é meu, como, alhures, intrometeram até um g em meu pobre nome – tentando me gerundiar (ops), plagiar!...
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 1 de Novembro de 2020.

1.11.20

Nova Terra

- Do que me acusam?
- De um impostor, de alguém que subtrai a verdade.
- E por que desejam a minha morte?
- Para que não mintas mais, para que não perturbes mais a fé das gentes.
- E somente eu é que faço isso, se estiveres certo?
- Não é o caso, estamos tratando apenas de ti.
- Então, solte-me ou prenda a todos, se desejas ser justo.
Sem saber como proceder, o bom homem, que apenas cumpria uma ordem, foi embora.
Ali, parado, ouvindo os gritos da multidão que clamava por justiça, ele levantou a cabeça e como se repetisse a cena do Mestre Nazareno afirmou aos pulmões:
- Quem me deseja ver morto, quem deseja que eu não fale mais sobre as palavras do Cristo, quem acha que minto, mas que esteja sem pecados a corrigir, que seja o primeiro a me atacar e desferir o golpe fatal.
A multidão calava-se.
Quem era aquele homem que falava com tanta autoridade?
Aquele que não temia morrer pela causa que defendia.
Aquele que enfrentava a turba e a autoridade sem pestanejar.
Aquele que era cheio de fé.
A multidão impaciente começava a se dissipar da praça improvisada. Um a um, em queixumes, ia-se. Alguns, no entanto, tocados pela cena se aproximavam do agitador das massas.
- Por que falas com tanta fé sobre este tal de Jesus, acaso o conhecesse?
- Sim, eu O conheci. Ele está aqui. Ele está em todo o lugar onde reina o amor e a justiça, a paz e a verdade.
- Falas como se ele estivesse entre nós, mas não o vemos.
- Ele está em todo aquele que ama, que perdoa, que defende o próximo, que se diminui perante Deus.
- Você blasfema e confunde a nossa mente. O que queres ganhar com tudo isso?
- Quero trazer as suas almas para Jesus, o nosso Salvador e Mestre.
- E como fazer isso, se é que estais certo?
- Simplesmente amando. Este é seu ensinamento maior e único. O amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
- Só isso?
- E o que desejas mais, meu caro?
- Amar é tão simples...
- Pode ser para alguns, mas amas?
O interlocutor silenciava diante da pergunta. Pensava que sim, mas algo dentro dele respondia que não, que não amava ainda e isso lhe intrigava a alma.
Paulo, o apóstolo derradeiro do Cristo, dissipou a multidão furiosa, mas deixou a pensar muitos outros. Conseguira mais uma vez o seu intento.
Barnabé, que a tudo observava e se intrigava num misto de medo e confiança, sorria diante do desfecho.
Algumas almas foram tocadas para o Cristo. Agora era deixar o tempo passar para que eles pudessem seguir também os amantes da Boa Nova.
Jesus, de fato, estava presente entre eles, em Espírito e Verdade. Sua palavra forte ecoava nos corações que estavam abertos para receber a notícia alvissareira.
A este fato longínquo no tempo, mas trazido para os tempos atuais, repetimos igualmente à semelhança de Paulo:
- Amas?
Este ponto crucial na mensagem imortal do Mestre Jesus deve ser o foco das nossas atenções atuais e futuras. Se não demos a devida atenção a este ensinamento fundamental da fé cristã, revisite seus pensamentos e sentimentos mais profundos e responda para si mesmo a pergunta que não quer se calar:
- Amas?
A este questionamento soberano de Paulo, devemos nos debruçar a vida e nele nos fixarmos até responder integral e sinceramente.
Há muito tempo pensei que amava e servia ao Cristo. Em seu nome tomei decisões cruéis e infames. Em seu nome fiz-me poderosa. Em seu nome desprezei irmãos de jornada a que unicamente se dirigia a Ele por outro caminho.
Não enxergava o amor senão pelos parâmetros do meu olhar. Minha ótica era diminuta, mas imaginava ser aquela que aglutinava todo o saber.
Depois de muito tempo, sobretudo ao acordar no mundo espiritual, é que percebi a minha incúria, o meu desprezo com o próximo. Era tarde demais. O mal já estava feito e cabia-me agora apenas reparar com resignação.
O Cristo, amoroso e fraternal, me deu inúmeras oportunidades neste sentido e ainda hoje, e por um bom tempo, terei que consertar o malfeito do passado.
Também hoje, apesar de tudo que já fiz, volto sempre a perguntar-me:
- Amas?
Meu querido irmão de caminhada espírita-cristã, deixemos de lado todas as nossas crenças e apegos; abandonemos de vez toda a qualquer pretensão de domínio da verdade; expurguemos definitivamente todo sentimento de suposta superioridade; e despertemos imediatamente para o chamado maior trazido por Jesus: amemos!
O que fazer senão isso?
Se tudo o mais que dedicamos não nos traga a este postulado maior, então deixemos sem demora e abracemos a síntese do crescimento espiritual trazido pelo governador planetário.
A Boa Nova é a mensagem inolvidável de que é somente o amor que deve pautar as nossas vidas na direção da criação do Reino de Deus em nós.
Estudantes do Evangelho glorioso, não percamos tempo com discussões infrutíferas e enfileiremos os nossos passos na direção do amor, o único caminho que nos levará efetivamente a Deus.
Nestes tempos difíceis e decisivos que passa a Terra, onde finalmente se cumprirão as promessas do Mestre da separação do joio e do trigo, identifiquemo-nos urgentemente como aqueles que serão conhecidos por muito amar.
Os fiéis seguidores do Nazareno é que farão a Nova Terra e somente aqueles que tiverem o distintivo da amorosidade é que possuirão o passaporte para aqui ficar e avançar na sua caminhada espiritual.
Da humildade servidora do Cristo,
Maria Modesto Cravo - Blog de Carlos Pereira