7.11.18

INDUÇÃO AO MAL


Questão 470 do Livro dos Espíritos

O mal não procede de Deus. Os Espíritos que induzem o homem para as paixões inferiores o fazem por conta própria, pela liberdade que desfrutam. Os agentes do mal não são missionários. Missionários, somente o são os benfeitores espirituais, que em cada passo se empenham em fazer o bem, amando a todas as criaturas. Como acreditar em um Deus que é bom ou ruim? Lembremo-nos de que o apóstolo João disse que Deus é amor. Sendo Ele amor, não pode ser violência, não pode induzir os Espíritos a fazerem o mal.
Cabe o nome de missionário somente ao que faz a caridade em todos os seus aspectos da benevolência. As leis naturais nos mostram, outrossim, que não existe o mal; o que achamos que é mal é aquilo que nos faz sofrer. A ignorância transforma as forças do bem, e é nessa transformação que alcançamos o entendimento. O universo está sempre em plena harmonia divina. E se o Espírito e o corpo que usa são micro-universos, eles não podem viver bem sem estarem em plena conexão com a vida universal. Se Deus é amor, se Deus é harmonia, prossegue Ele concitando a todas as criaturas a conquistarem essa harmonia igualmente.
Os Espíritos foram criados simples e ignorantes, todos o sabemos, e é o que nos informa “O Livro dos Espíritos”; contudo, dentro dessa simplicidade, a ignorância aparece por todos os dons perfeitos que estão em inatividade, e o tempo e a boa vontade de cada um deverão despertá-los para a glória da alma. Tu, que estás lendo, és um deus em miniatura, para sê-lo em grandeza, quando os teus valores despertarem como sendo as tuas faculdades em ação, desconhecendo tempo e espaço, mas ligado ao Grande Ser que comanda a tudo, o Deus único e soberano da criação.
Os maus Espíritos induzem o homem ao mal e os benfeitores espirituais o permitem para testar suas forças, e permitir-lhe conhecer o verdadeiro valor do bem que nunca passa. Aquele que planeja o mal, também entra em experiências, provando no próprio ser que o mal não compensa. Tudo que contraria a lei do amor nos faz sofrer.
Se os Espíritos de certa faixa evolutiva são dados às coisas desagradáveis e Deus o permite, é porque tal fato reserva, na sua profundidade, alguma mensagem. O que não tem alguma utilidade não existe. Se Deus, que é sempre amor, o permite, é porque tem algo de amor no que chamamos e achamos que é o mal. Passamos por certa fase em que muitas coisas são ainda incompreensíveis para a humanidade. Os próprios livros mais chegados à verdade, não têm a verdade total; somente um ser a tem na sua plenitude: Deus.
Jesus nos mandou amar aos que nos caluniam e nos perseguem, quem nos ofende e maltrata, e ainda orar por eles, porque é nesse teste que o ignorante nos ajuda a compreender a bondade e a misericórdia do Criador. Porém, quando o mal chegar às tuas portas, compete a ti procurar, por meios certos, livrar-te dele, pelos recursos que a lei te oferece.
Muitos companheiros intentam conhecer a Deus na Sua profundidade e acabam se desviando dos próprios caminhos que conduzem a Ele, porque, se não conhecemos nem o nosso corpo físico, quando nele estamos, e quanto aos outros corpos que vestimos? Se não conhecemos a Jesus, como conhecer Deus? Toda escada, haveremos de subi-la de degrau a degrau.

Livro: Filosofia Espírita – João Nunes Maia – Miramez - Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

6.11.18

ESSAS OUTRAS CRIANÇAS


Quando abraças teu filho, no conforto doméstico, fica essas outras crianças que jornadeiam sem lar.
Dispões de alimento abundante para que teu filho se mantenha em linha de robustez.
Essas outras crianças, porem, caminham desnorteadas, aguardando os restos da mesa que lhes atira, com displicência, findo o repasto.
Escolhes a roupa nobre e limpa de que teu filho se vestirá, conforme a estação.
Todavia, essas outras crianças tremem de frio, recobertas de andrajos.
Defendes teu filho contra a intempérie, sob o teto acolhedor, sustentando-o à feição de jóia no escrínio.
Contudo , essas outras crianças cochilam estremunhadas na via pública quando não se distendem no espaço asfixiante do esgoto.
Abres ao olhar deslumbrados de teu filho, os tesouros da escola.
E essas outras crianças suspiram debalde pela luz do alfabeto, acabando, muita vez, encerradas no cubículo das prisões, à face da ignorância que lhes cega a existência.
Conduzes teu filho a exame de pediatras distintos sempre que entremostre leve dor de cabeça.
Entretanto, essas outras crianças mimadas por moléstias atrozes, agonizam em leitos de pedra, sem que mão amiga as socorra.
Ofereces aos sentidos de teu filho, a festa permanente das sugestões felizes, através da educação incessante.
No entanto, essas outras crianças guardam olhos e ouvidos quase sintonizados no lodo abismal das trevas.
Afaga, assim, teu filho no trono familiar, mas desce ao pátio da provação, onde essas outras crianças se agitam em sombra ou desespero e ajuda-as quanto possa!
Quem serve no amor de Cristo, sabe que a boa palavra e o gesto de carinho, o pedaço de pão e a peça de vestuário, o frasco de remédio e a xícara de leite operam maravilhas.
Proclamas a cada passo que esperas confiante o esplendor do futuro mas, enquanto essas outras crianças chorarem desamparadas, clamaremos em vão pelo mundo melhor.

Livro “Religião dos Espíritos” –  Francisco C. Xavier – Emmanuel – Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

5.11.18

XXIV – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO”


– ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

As preciosas elucidações de Gúbio a André Luiz e Elói prosseguiam sem interrupção.
André, surpreso, com a decadência da forma naqueles seres (espíritos), que se lhes expressava no corpo espiritual, indaga sobre a causa de tais aberrações.
“Milhões de pessoas – informou, calmo –, depois da morte, encontram perigosos inimigos no medo e na vergonha de si mesmas. (...) O espírito, em qualquer parte, move-se no centro das criações que desenvolveu.”
Afinal, aquele era o mundo dos “draconianos” – daqueles espíritos de consciência culpada, ainda não beneficiada pelo arrependimento! Aquela “cidade estranha” era a exteriorização da condição mental dos espíritos que a haviam edificado, com o intuito de “pararem” no tempo, para que a Lei de Causa e Efeito não funcionasse para eles...
Prestemos atenção: “para que a Lei de Causa e Efeito não funcionasse para eles”! É como se tais entidades vivessem em constante fuga de si mesmos, a fim de que a consciência não os constrangesse à introspecção – organizavam-se em defensiva para se eternizarem naquela situação, mantendo-se consciencialmente impenetráveis...
*
André, na sequência, indaga: “... não há recursos de soerguer semelhantes comunidades?”
Gúbio responde: “A mesma lei de esforço próprio funciona igualmente aqui. Não faltam apelos santificantes de Cima; contudo, com a ausência da íntima adesão dos interessados ao ideal da melhoria própria, é impraticável qualquer iniciativa legítima, em matéria de reajustamento geral.”
Interessante que os nossos irmãos e irmãs internautas façam a leitura do capítulo X – “Fogo Purificador” –, de “Obreiros da Vida Eterna”, também da lavra de André Luiz, na psicografia de Chico Xavier.
Espíritos existem tão ociosos que, a fim de que consigam sair de seu secular comodismo, necessitam ser instigados pela Lei Divina, que, então, ao seu redor, promove, inclusive, fenômenos naturais que os constrangem à indispensável mudança.
A Lei não os força a mudar por dentro, mas faz com que se “desalojem” por fora, para que novas circunstâncias possam beneficiá-los no campo da redenção de si mesmos.
*
Interessantíssima observação do Instrutor: “E até que resolva atirar-se ao empreendimento da própria ascensão, vai sendo aproveitando pelas leis universais no que possa ser útil à Obra Divina. A minhoca, enquanto é minhoca, é compelida a trabalhar o solo; o peixe, enquanto é peixe, não viverá fora d’água...”
Tudo serve aos Propósitos do Criador! Quem se julga o espírito mais independente, de maneira inconsciente, é o que mais se submete aos Desígnios Divinos.
Conforme tantos já escreveram, o mal está a serviço do bem – é necessário o escândalo, mas ai daquele por quem o escândalo venha – ensinou-nos Jesus.
*
De repente, André Luiz começa a se perguntar se aqueles seres não eram sub-humanos...
“... vestiam-se de roupagem francamente imunda...”
“Lombroso e Freud encontrariam aí extenso material de observação. Incontáveis tipos que interessariam, de perto, à criminologia e à psicanálise vagueavam absortos, sem rumo.”
André, sem dúvida, descreve um imenso hospício, ou uma enorme penitenciária a céu aberto!
Na imperfeição da forma, começou ele a observar a existência de muitos pigmeus (anões), que, certamente, contrastavam com outras figuras quase humanas, de “animais em cópia abundante, embora monstruosos” que se movimentassem “a esmo, dando-me a ideia de seres acabrunhados que pesada mão transformara em duendes.”
Quando André diz “dando-me a ideia”, pode-se, sem receio, crer que essa era a realidade – o Autor espiritual apenas pretendeu amenizar o impacto de suas descrições.

INÁCIO FERREIRA – Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 5 de novembro de 2018.

4.11.18

Realidade Espiritual


Àqueles que imaginam que a vida é fácil, deixe-me dizer: se ela fosse fácil não adiantaria viver.
Os percalços que temos em vida, sejam eles de ordem física ou espiritual, representam tão-somente oportunidades de aprendizado para o espírito.
Eu sei que é fácil dizer isso na condição espiritual, devido ao privilégio de rondar as mentes e os corações dos que estão na pele material, mas não pensem que por aqui as coisas sejam fáceis, não é não.
Agora mesmo, antes de começar esta psicografia, tive um debate caloroso com um dos padres da nossa “paroquia” espiritual. Nada de tão relevante ou absurdamente importante, mas causou-nos certo desconforto as posições que o nosso irmão tomara por conta própria, deixando-nos perplexos diante de seus comentários. Não concordei, é claro, e tive que colocar a minha opinião, que foi refutada pelo nosso colega. Então, criamos um impasse e passamos ao debate de posições e argumentos. Findou agora um armistício, não sem antes deixar algumas pequenas marcas a serem devidamente superadas.
Conto essa história para ilustrar que não estaremos isentos dos embates na vida espiritual, sejam eles provocados por nós mesmos ou por outros, afinal, as divergências daqui e daí se entrechocam constantemente como se fossem uma só.
Quero pedir, portanto, que relativizem os seus pensamentos de mundo ideal depois da morte. Isto não existe. Pelo menos nos círculos mais próximos da terra. O que existe é algo de compatível com a nossa evolução moral. O que estamos fazendo, porém, para reverter em nós esse clima de triunfo depois da morte?
Em primeiro lugar, quero deixar bastante claro, é que a morte não me mudou, eu é que mudei pela morte que não veio. Ela apenas, como esperava de certa forma, me ampliou o leque de visão das coisas, dizendo-me: “Hélder, a vida é bem mais do que imaginamos e vemos com os nossos olhos”.
Efetivamente, buscamos a saída para os nossos problemas em algumas soluções que não são reais, são ilusórias e, neste caso, tudo vai dar literalmente errado.
A partir dessa constatação, podemos nos firmar de que as nossas aspirações devam ser proporcionais à nossa capacidade de superação das crises e problemas que enfrentamos.
Não tenhamos medo de errar, de se permitir ir ao equívoco, até lá existem sementes de sabedoria a nos ensinar no recomeço como melhor operar.
Em caso de dúvida, consulte seu coração. Deixe-o falar abertamente. Escute ele, pois ele tem muito a te dizer e, geralmente sem a influência dos nossos medos e preconceitos terá muito a ensinar.
Confie em si e o mundo haverá de te proporcionar paz e sabedoria.

Hélder Câmara – Blog Novas Utopias

3.11.18

PASSO A PASSO


Conserva-te em paz no teu labor,
Que não te afete a crítica ferina,
Esquece ofensa e serve com valor
- Calúnia é coisa de alma pequenina...

Ante o mal a rugir em desamor
E a treva que, ao redor, se desatina,
Não te esquives do trilho redentor
Que te conduz ao topo da colina...

Acende a luz da fé no coração,
Atravessando a estranha escuridão
Que anseia por prender-te à retaguarda...

Avança passo a passo e segue à frente,
No serviço do Bem de alma contente,
Sob as bênçãos do Cristo que te guarda!...

Eurícledes Formiga – Blog Espiritismo em Prosa e Verso
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã de sábado do dia 27 de outubro de 2018, em Uberaba – MG).

2.11.18

"Lugar depois da morte"


Muitas vezes perguntas, na Terra, para onde seguirás, quando a morte venha a surgir...
Anseias, decerto, a ilha do repouso ou o lar da união com aqueles que mais amas...
Sonhas o acesso à felicidade, à maneira da criança que suspira pelo colo materno...
Isso, porém, é fácil de conhecer.
Toda pessoa humana é aprendiz na escola da evolução, sob o uniforme da carne, constrangida ao cumprimento de certas obrigações; nos compromissos no plano familiar; nas responsabilidades da vida pública; no campo dos negócios materiais; na luta pelo próprio sustento...
O dever, no entanto, é impositivo da educação que nos obriga a parecer o que ainda não somos, para sermos, em liberdade, aquilo que realmente devemos ser.
Não olvides, assim, enobrecer e iluminar o tempo que te pertence.
Não nos propomos nivelar homens e animais; contudo, numa comparação reconhecidamente incompleta, imaginemos seres outros da natureza trazidos ao regime do espírito encarnado na esfera física.
O cavalo atrelado ao carro, quando entregue ao descanso, corre à pastagem, onde se refocila na satisfação dos próprios impulsos.
A serpente, presa para cooperar na fabricação de soro antiofídico, se for libertada, desliza para a toca, onde reconstituirá o próprio veneno.
O corvo, detido para observações, quando solto, volve à imundície.
A abelha, retida em observação de apicultura, ao desembaraçar-se, torna, incontinenti, à colmeia e ao trabalho.
A andorinha engaiolada para estudo, tão logo se veja fora da grade, voa no rumo da primavera.
Se desejas saber quem és, observa o que pensas, quando estás sem ninguém; e se queres conhecer o lugar que te espera, depois da morte, examina o que fazes contigo mesmo nas horas livres.

Emmanuel - Do livro "Justiça Divina" - Psicografia: Francisco Cândido Xavier

1.11.18

Como ver a Umbanda?


    Autor: José Queid Tufaile

    Com que olhos devemos olhar a Umbanda?! Como uma família de irmãos, respondemos! Acontece que, pela ignorância da sociedade, frequentemente nos meios de comunicação o Espiritismo é confundido com a Umbanda. E pior, não com a Umbanda genuína, mas com o popularismo umbandista, que é o sincretismo e mediunismo praticado em sua pior forma.
    Como dissemos no princípio desse trabalho, somos uma comunidade com características sócio-culturais muito diversificadas. Temos visto comentários e escritos confusos a respeito da Umbanda. Em geral, colocam Candomblé, Quimbanda, Cangerê, Catimbó e outras variantes históricas, que constituem a maior parte da práticas de terreiros, num mesmo patamar.
    Muitos acreditam que estes amontoados de velas, garrafas de aguardente, charutos e outras bugigangas que frequentemente se encontram nas praias, encruzilhadas e ruas das cidades é Umbanda. Enganam-se! Os despachos e o vasto comércio de interesses que se observa com nome de Umbanda, nada têm a ver com ela.
    Por não possuir um corpo doutrinário codificado, de acesso aos adeptos, a Umbanda mistura-se aos cultos que lhe deram origem, tomando uma feição que em verdade não tem.
    Nas nossas sessões práticas de Espiritismo buscamos entrar em contado com os Espíritos que militam nesse campo de ação para sondar-lhes os pensamentos. Ligadas a esse trabalho, conhecemos todo tipo de entidades. Das mais grosseiras criaturas até o contato com Espíritos que nos pareceram bem elevados.
    Dos mais imperfeitos, colhemos experiências mais ou menos parecidas com aquelas que viriam de homens grosseiros, maldosos. Dos Espíritos medianos, tiramos informações também parecidas com aquelas que nos passariam um homem comum: hábitos terrenos, costumes, apego à vida material e ritos. Dos superiores, embora se apresentassem em algumas ocasiões como índios ou como negros, tivemos a mais salutar impressão. Pensamentos elevados, nenhum apego a rituais primitivos e capacidade de solucionar e orientar a maioria dos problemas de ordem humana.
    Interrogamos os Espíritos que nos pareceram mais desmaterializados a respeito de muitos aspectos da prática umbandista e suas respostas foram sempre lógicas, não nos deixando dúvidas acerca das questões formuladas.
    Entre os Espíritos inferiores que militam em terreiros, achamos contradições e embustes de toda ordem. Tivemos contato com entidades habitantes do baixo mundo astral, com feições distorcidas ou animalescas. A presença dessas criaturas sempre foi controlada por Espíritos bondosos, que usando de auxiliares, mantinham-nos comportados e em atitude de colaboração.
    Entre os superiores, achamos alguns Espíritos também um pouco estranhos. Não quanto ao pensamento, mas pela autoridade que pareciam possuir e ainda o pelo conhecimento que demonstraram ter quanto à estrutura do mundo invisível. Colhemos deles a mais agradável impressão. Nunca foram contrários às nossas práticas e sempre quando se dirigiam ao nome do codificador, Allan Kardec, o faziam com especial reverência.
    Interrogados a respeito de processos de baixa magia, em nenhuma ocasião nos disseram ser necessário procedermos utilizando de rituais para realizar o "desconjuro".
    Explicaram que rituais podem ser usados para desmanchar certos arranjos hipnóticos feitos por Espíritos inferiores que se dedicam a isso, mas que um grupo espírita bem preparado moralmente, instruído intelectualmente e assistido por Espíritos bons, de nada material necessita. Só o processo de desobsessão segundo o modelo ensinado por Allan Kardec, respeitando certas limitações de entidades em fase primária. Para nós, em nada contrariaram a Codificação.
    Existe muito folclore em torno da Umbanda, muita história, muitas práticas desnecessárias e escolhos de toda espécie. Alguns disseram que ela seria a única religião verdadeira (todos dizem que a sua o é); outros, que ela é a seara de altos mestres da Espiritualidade.
    Não achamos nada disso! Na Umbanda, como no Espiritismo, existem pessoas e Espíritos que sabem o que estão fazendo e outros que não tem a menor ideia da gravidade das manifestações. Há seres honestos e desonestos, humildes e orgulhosos; verdades e mentiras, faltas e excessos. É um campo de ação espiritual como outros tantos. Ali, como em qualquer outro lugar, pode-se obrar tanto o bem como o mal.
    Fora da linha do seu pensamento, tudo o que se auto-denomina Umbanda carece de melhoramento, e não é pouco!
    Os umbandistas verdadeiros devem trabalhar para o progresso de seu culto, por uma Umbanda cristã, evangelizada, sem sacrifícios, sem rituais excessivos, sem exus! Assim poderá atender aos objetivos para os quais nasceu que é fazer com que os trabalhos espirituais primitivos possam progredir no mundo das ideias, afastando-se da faixa de atraso e ignorância cada vez mais, através dos ensinamentos da moral cristã.
    Por último, lembrar que todos estamos em níveis evolutivos diferentes, estando portanto em diferentes estágios de entendimento. Compreender isso é fundamental para que possamos exercitar o respeito aos nossos irmãos, quaisquer que sejam suas crenças.