15.1.18

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XL

Refletindo sobre as narrativas de André Luiz, enfeixadas no capítulo 41 – “Convocados à Luta” –, de “Nosso Lar”, percebemos, com clareza, que os espíritos conscientes indignam-se com as atitudes tomadas pelos países que se lançam à guerra, encabeçando “a desordem na Casa do Pai”, e não hesitam em se colocarem ao lado dos que são agredidos, afirmando que os países agressores, diante da Lei,  pagarão “um preço terrível”.
Muito importante o que o referido autor espiritual considera, quando traduz a palavra de Salústio: “... os países agressores convertem-se, naturalmente, em núcleos poderosos de centralização das forças do mal”.
Vejamos aqui, em forma de obsessão, a presença da “mediunidade coletiva”! Podemos mesmo nos referir a um “pentecostes” das trevas! Na época de Segunda Grande Guerra, os alemães, com as exceções de praxe, claro, instigados por Hitler e seus sequazes, os adeptos do nazismo, estabeleceram sintonia com as regiões trevosas – com os espíritos que, em falanges imensas, desejavam dominar para escravizar o pensamento humano. Não olvidemos que a “suástica”, o símbolo do nazismo, era uma cruz “retorcida” – a cruz gamada! O propósito foi, e continua sendo, o de sempre se opor ao Cristo de Deus!...
A loucura coletiva que tomou conta do povo alemão, estendendo-se aos seus aliados – em especial, Itália e Japão –, deixou claro o que comentava Salústio: “Legiões infernais precipitam-se sobre grandes oficinas do progresso comum, transformando-as em campos de perversidade e horror”.
No livro “Libertação”, André Luiz, transcrevendo a preleção do Ministro Flácus, anotou no capítulo primeiro: “Seres humanos, situados noutra faixa vibratória, apoiam-se na mente encarnada, através de falanges incontáveis, tão semiconscientes na responsabilidade e tão incompletas na virtude, quanto os próprios homens”.
*
Por que um acontecimento qual o da guerra interessa tanto o Mundo Espiritual?! Por que, no caso, a Segunda Grande Guerra, tanto interessava aos habitantes de "Nosso Lar”, que, por assim dizer, estavam à distância dos campos de batalha?! Em “Nosso Lar”, em 1938, às vésperas de estourar a guerra, faziam-se soar constantes clarinadas, qual se o Mundo Espiritual Superior estivesse desferindo sentido lamento pelo desastre que estava prestes a ocorrer!...
Salústio, ainda em diálogo com André Luiz, explanando sobre as clarinadas que se faziam ouvir, disse: “Temos o sinal de que a guerra prosseguirá com terríveis tormentos para o espírito humano (...), embora a distância, toda a vida psíquica americana teve na Europa a sua origem. Teremos grande trabalho em preservar o Novo Mundo”.
*
Não resta dúvida de que se, após uma guerra de destruição, a Humanidade se empenha na retomada do progresso, qual ocorreu após o término da Segunda Guerra Mundial, o progresso até então havido, se não tivesse sofrido drástica interrupção, teria sido muito maior – principalmente, no campo da fraternidade legítima, de vez que, até hoje, sob o aspecto moral, os homens estão a lidar com as sequelas morais deixadas pelo confronto de lamentável memória.
*
No desdobramento do capítulo 41, André Luiz transcreve alguns diálogos registrados entre os habitantes comuns de “Nosso Lar”, naturalmente preocupados com os familiares e amigos que, estando encarnados, haveriam de sofrer as consequências da desordem, que haveria de criar – como criou – centenas de carmas individuais e coletivos, que, em maioria, ainda não foram ressarcidos.

INÁCIO FERREIRA – Blog Mediunidade na Internet

Uberaba – MG, 15 de janeiro de 2018.

14.1.18

O PSICOSCÓPIO

    - Eis aqui o nosso psicoscópio, de modo a facilitar-nos exames e estudos, sem o impositivo de acurada concentração mental.
    - Psicoscópio? que novo engenho vem a ser esse?
    - É um aparelho a que intuitivamente se referiu ilustre estudioso da fenomenologia espirítica, em fins do século passado. Destina-se à auscultação da alma, com o poder de definir-lhe as vibrações e com capacidade para efetuar diversas observações em torno da matéria - esclareceu Áulus, com leve sorriso.
    - Esperamos esteja, mais tarde, entre os homens. Funciona à base de eletricidade e magnetismo, utilizando-se de elementos radiantes, análogos na essência aos raios gama.
    É constituído por óculos de estudo, com recursos disponíveis para a microfotografia.
    - Em nosso esforço de supervisão, podemos classificar sem dificuldade as perspectivas desse ou daquele agrupamento de serviços psíquicos que aparecem no mundo. Analisando a psicoscopia de uma personalidade ou de uma equipe de trabalhadores, é possível anotar-lhe as possibilidades e categorizar-lhes a situação. Segundo as radiações que projetam, planejamos a obra que podem realizar no tempo.
    - Quer isso dizer que qualquer de nós pode ser submetido a exame dessa espécie?
    - Sem dúvida - considerou o nosso interlocutor bem-humorado -; decerto que estamos sujeitos às sondagens dos planos superiores, tanto quanto pesquisamos agora os planos que se nos situam à retaguarda. Se o espectroscópio permite ao homem perquirir a natureza dos elementos químicos, localizados a enormes distâncias, através da onda luminosa que arrojam de si, com muito mais facilidade identificaremos os valores da individualidade humana pelos raios que emite. A moralidade, o sentimento, a educação e o caráter são claramente perceptíveis, através de ligeira inspeção.
    -Mas e na hipótese de surgirem elementos arraigados ao mal, numa formação de cooperadores do bem? De posse da ficha psicoscópica, os instrutores espirituais providenciar-lhes-ão a expulsão?
    Não será preciso. Se a maioria permanece empenhada na extensão do bem, a minoria encarcerada no mal distancia-se do conjunto, pouco a pouco, por ausência de afinidade.
    - Contudo que acontece numa instituição cujo programa elevado se degenera em desequilíbrio, induzindo-nos a reconhecer que a virtude aí não passa de bandeira fictícia, acobertando a ignorância e a perversidade?
    - Então, nesse caso, dispensamos qualquer regime de perseguição ou denúncia. Encarrega-se a vida de colocar-nos no lugar que nos compete.
    E, sorrindo, ajuntou:
    - Os Anjos ou Ministros da Eterna Sabedoria entregam-nos, com segurança, às forjas renovadoras do tempo e da provação. Sabe-se, atualmente, na Terra, que um grama de rádio perde a metade do seu peso em dezesseis séculos e que um ciclotron, trabalhando com projeteis atômicos acelerados a milhões de electrons-volt, realiza a transmutação dos elementos químicos, de imediato. A evolução vagarosa nos milênios ou o choque brusco do sofrimento alteram-nos o panorama mental, aprimorando-lhe os valores.
    - Imaginemos uma sociedade humana que pudesse retratar a vida interior dos seus membros ... Isso economizaria grandes quotas de tempo na solução de inúmeros problemas psicológicos.
    - Sim - anuiu o mentor, cordial -, o futuro reserva prodígios ao senso do homem comum.
    Havíamos, porém, alcançado o portão de espaçoso edifício que o Assistente nos designou como sendo o santuário que nos competia visitar e servir.
    - Esta é a casa espírita-cristã onde encontraremos nosso ponto básico de experiências e observações.
Entramos.
    Atravessado largo recinto, em que estacionavam numerosas entidades menos felizes de nosso plano, o orientador esclareceu:
    - Vemos aqui o salão consagrado aos ensinamentos públicos. Todavia, o núcleo que buscamos jaz situado em reduto íntimo, assim como o coração dentro do corpo.
    Escoados alguns instantes, penetramos acanhado aposento, onde se consagrava reduzida assembléia, em silenciosa concentração mental.
    - Nossos companheiros - elucidou o Assistente - fazem o serviço de harmonização preparatória. Quinze minutos de prece, quando não sejam de palestra ou leitura com elevadas bases morais. Sabem que não devem abordar o mundo espiritual sem a atitude nobre e digna que lhes outorgará a possibilidade de atrair companhias edificantes e, por esse motivo, não comparecem aqui sem trazer ao campo que lhes é invisível as sementes do melhor que possuem.
    Hilário e eu nos inclinávamos à indagação, contudo, a respeitabilidade do recinto impunha-nos silêncio.
    Amigos da nossa esfera ali se demoravam em oração, compelindo-nos a estranhado recolhimento.
    O Assistente armou o psicoscópio e, depois de ligeira análise, recomendou-nos a observação.
    Chegada a minha vez de usá-lo, assombraram-me as peculiaridades do aparelho.
    Sem necessidade de esforço mental, notei que todas as expressões de matéria física assumiam diferente aspecto, destacando-se a matéria de nosso plano.
    Teto, paredes e objetos de uso corriqueiro revelavam-se formados de correntes de força, a emitirem baça claridade.
    Detive-me na contemplação dos companheiros encarnados que agora apareciam estreitamente associados entre si, pelos vastos círculos radiantes que lhes nimbavam as cabeças de opalino esplendor.
    Tive a impressão de fixar, em torno do apagado bloco de massa semi-obscura a que se reduzira a mesa, uma coroa de luz solar, formada por dez pontos característicos, salientando-se no centro de cada um deles o semblante espiritual dos amigos em oração.
    Desse colar de focos dourados alongava-se extensa faixa de luz violeta, que parecia contida numa outra faixa de luz alaranjada, a espraiar-se em tonalidades diversas que , de momento, não pude identificar, de vez que a minha atenção estava presa ao círculo dos rostos fulgurantes, visivelmente unidos entre si, à maneira de dez pequeninos sóis, imanados uns aos outros. Reparei que sobre cada um deles se ostentava uma auréola de raios quase verticais, fulgentes e móveis, quais se fossem diminutas antenas de ouro fumegante. Sobre essas coroas que se particularizavam, de companheiro a companheiro, caíam do Alto abundante jorros de luminosidade estelar que, tocando as cabeças ali irmanadas, pareciam suaves correntes de força a se transformarem em pétalas microscópicas, que se acendiam e apagavam, em miríades de formas delicadas e caprichosas, gravitando, por momentos , ao redor dos cérebros em que se produziam, quais satélites de vida breve, em torno das fontes vitais que lhes davam origem.
    Custodiando a assembléia, permaneciam os mentores espirituais presentes, cada qual irradiando a luz que lhe era própria.
    Admirado, porém, com os irmãos da esfera física, a se revelarem tão afins, na onda brilhante em que se reuniam, perguntei, entusiástico:
    - Áulus amigo, os companheiros que visitamos são, porventura, grandes iniciados na revelação divina?
    O interpelado estampou um gesto de bom-humor e respondeu:
    - Não. Achamo-nos ainda muito longe de semelhantes apóstolos. Vemo-nos aqui na companhia de quatro irmãs e seis irmãos de boa-vontade. Naturalmente, são pessoas comuns. Comem, bebem, vestem-se e apresentam-se na Terra sob o aspecto vulgar de outras criaturas do ramerrão carnal; no entanto, trazem a mente voltada para os ideais superiores da fé ativa, a expressar-se em amor pelos semelhantes.
    Procuram disciplinar-se, exercitam a renúncia, cultivam a bondade constante e, por intermédio do esforço próprio no bem e no estudo nobremente conduzido, adquiriram elevado teor de radiação mental.
    Hilário, que utilizara o psicoscópio em primeiro lugar, alegou com o deslumbramento de uma criança espantada:
    - Mas, e a luz? a matéria que conhecemos no mundo transfigurou-se. Tudo aqui se converteu em claridade nova! O espetáculo é magnífico!...
    - Nada de estranheza - falou o Assistente, bondoso -, não sabe você que um homem encarnado é um gerador de força electromagnética, com uma oscilação por segundo, registrada pelo coração? Ignora, porventura, que todas as substâncias vivas da Terra emitem energias, enquadradas nos domínios das radiações ultravioletas? Em nos reportando aos nossos companheiros, possuímos neles almas regularmente evolutidas, em apreciáveis condições vibratórias pela sincera devoção ao bem, com esquecimento dos seus próprios desejos. Podem, desse modo, projetar raios mentais, em vias de sublimação, assimilando correntes superiores e enriquecendo os raios vitais de que são dínamos comuns.
    Raios vitais? - redargüiu meu colega, faminto de esclarecimento.
    - Sim, para maior limpidez da definição, chamemos-lhes raios ectoplásmicos, unindo nossos apontamentos à nomenclatura dos espiritistas modernos. Esses raios são peculiares a todos os seres vivos. É com eles que a lagarta realiza suas complicadas demonstrações de metamorfose e é ainda na base deles que e efetuam todos os processos de materialização mediúnica, porquanto os sensitivos encarnados que os favorecem libertam essas energias com mais facilidade. Todas as criaturas, porém, guardam-nas consigo, emitindo-as em frequência que varia em cada uma, de conformidade com as tarefas que o Plano da Vida lhes assinala.
    E, otimista, acrescentou:
    - O estudo da mediunidade repousa nos alicerces da mente com o seu prodigioso campo de radiações.
    A ciência dos raios imprimirá, em breve, grande renovação aos setores culturais do mundo.
    Aguardemos o porvir.
    Em seguida, Áulus convidou-nos a inspecção mais direta e acompanhamo-lo, alegremente.


Livro: Nos Domínios da Mediunidade - Francisco C Xavier - André Luiz.

13.1.18

REFLEXÃO

O homem é sempre poder,
Faz tudo quanto ele quer.
No entanto, não nos esqueçamos:
Somos filhos de mulher.


Livro: Trovas da Vida  - Francisco C Xavier - Cornélio Pires

12.1.18

PERISPÍRITO

ORIGEM, NATUREZA E FORMA DOS ESPÍRITOS: PERISPÍRITO
    INTRODUÇÃO
   
    Segundo a visão materialista somos apenas o corpo com que vivemos neste mundo. Ora, tudo indica - e a análise química o comprova - que o nosso corpo é formado exclusivamente de matéria, como os demais corpos da natureza.
    Mas a análise consciente e uma observação mais profunda mostram que no existe mais do que matéria. O homem pensa e tem consciência plena de sua existência; relaciona ideias, estabelece conceitos, elabora juízos, constrói raciocínios, tira conclusões, e, servindo-se de um instrumento maravilhoso, que é a linguagem, comunica tudo isto aos seus semelhantes. Nada que a isto sequer se pareça ocorre no mineral, na rocha ou num monte de matéria inanimada.
    A matéria por si mesma não pensa; logo, existe em nós, além do corpo material, algo mais, que é o agente do nosso pensamento, e que se chama alma ou espírito.
    Esse raciocínio, perfeitamente lógico e conforme a mais pura razão humana, deveria bastar para que nenhuma dúvida existisse no homem a respeito de que nele vive essencialmente um espírito.
    Entretanto, muitos há que não creem na realidade da própria existência, em si como Espírito imortal. Então Deus, na sua infinita bondade e amor, concedeu ao homem, com as manifestações espíritas, as provas cabais de que nele vive um espírito, que pré-existe ao corpo e sobrevive à morte física.
    O ESPÍRITO
    Em [Livro dos Espíritos - questão 76] os Espíritos são definidos como sendo "os seres inteligentes da Criação". São criados por Deus permanentemente, e, em sua essência, se apresentam como "uma chama, um clarão ou centelha etérea" [LE-qst 88]. Os Espíritos são eternos e indestrutíveis, mantendo sempre a sua individualidade.
    Quanto à natureza íntima dos Espíritos podemos compreender que a inteligência é o seu atributo essencial.
    Todos são criados iguais, "simples e ignorantes" e dotados de faculdades a serem desenvolvidas através das experiências reencarnatórias.
    Em [A Gênese] Allan Kardec externa mais claramente o seu pensamento evolucionista, afirmando que "O espírito não chega a receber a iluminação divina, sem haver passado pela série divinamente fatal dos seres inferiores."
    Quanto a sua apresentação exterior, o espírito propriamente dito não a tem, pois é imaterial, mas se encontra revestido, sempre, de um corpo energético, fluídico, que Kardec denominou de perispírito. O perispírito dará forma ao espírito, permitindo sua identificação.
    O PERISPÍRITO
    Estudando as religiões e filosofias vê-se que muitos homens procuraram um elemento energético que pudesse servir de união entre o corpo físico e o espírito, numa harmônica gradação vibratória. Por exemplo: No Egito acreditava-se na existência de um corpo chamado KA. Na Índia, denominavam de "Língua Sharira". Os filósofos gregos chamavam-no de "Veículo Leve", "Corpo Luminoso" e "carro sutil da alma". Para Leibnitz, chamava-se "corpo fluídico" e para Paulo de Tarso, "Corpo Espiritual".
    No exame de suas principais características, o perispírito deverá ser analisado sob os seguintes aspectos:
    a) Função: quando encarnado, é o intermediário entre o espírito e o corpo somático, tendo como função transmitir as sensações do corpo para o espírito e as impressões do espírito para o corpo. É ainda o "campo modelador da forma", pois, durante a gestação, será o perispírito o responsável pela estruturação do embrião, através de um campo magnético criado por ele. No Espírito desencarnado o perispírito corresponde ao seu envoltório, possuindo em sua estrutura eletromagnética órgãos e sistemas celulares à semelhança do corpo físico;
    b) Forma: geralmente a forma do perispírito corresponde a aparência do corpo somático. Ao desencarnarmos, o corpo espiritual, na maioria das vezes, mantém a forma que tinha quando encarnado, no entretanto, muitos Espíritos estão aptos a promoverem transformações em sua organização perispiritual, podendo assumir uma aparência de encarnações anteriores;
    c) Densidade: a densidade do perispírito é rarefeita nos Espíritos já evoluídos e pastosa ou opaca nos Espíritos ainda imperfeitos;
    d) Coloração: o perispírito não está preso no corpo como se estivesse dentro de uma caixa; ele se irradia e se projeta além do corpo físico, formando a Aura. Esta estrutura vai assumir colorações diferentes em função do estágio evolutivo do indivíduo. Brilhante e luminosa nos Espíritos superiores e sem nenhum brilho, sem luminosidade e sem beleza nas entidades muitos materializadas;
    e) Centros de Força: o perispírito é constituído de vários centros energéticos que concentram e coordenam a assimilação e distribuição de energias. São denominados de chacras ou centros de força.
    Segundo André Luiz [Missionários da Luz, Evolução em Dois Mundos] os principais chacras são: coronário (alto da cabeça), cerebral (na fronte), laríngeo (pescoço), cardíaco (no peito), gástrico (abdômen), esplênico (região do baço) e genésico (sobre o aparelho genital).

Bibliografia
1) O Livro dos Espíritos - Allan Kardec
2) A Gênese - Allan Kardec
3) Evolução em Dois Mundos - André Luiz/Chico Xavier - Waldo Vieira
4) Psi Quântico - Hernani Guimarães Andrade
5) Espírito, Perispírito e Alma - Hernani Guimarães Andrade
6) Psicologia Espírita - Jorge Andréa
7) Obras Póstumas - Allan Kardec
8) Missionários da Luz - André Luiz/Chico Xavier

Apostila Original: Instituto de Difusão Espírita de Juiz de Fora - MG

11.1.18

VISÃO DO SONÂMBULO

Questão 429 do Livro dos Espíritos

Sendo o sonâmbulo um Espírito mais livre do impedimento da matéria, ele vê com maior amplidão o que deseja observar. A matéria deixa de ser obstáculo para o Espírito e ele atravessa corpos compactos com a mesma facilidade que viaja onde não existem formas físicas.
Já falamos bastante sobre esse assunto, mas a verdade nos fascina, pedindo que se converse muito mais para que a luz se faça por meio da escrita. Os livros vêm nos ajudar no alcance de muitos entendimentos, e dessa forma começa a surgir em nossos caminhos a libertação. O médium em estado de sonambulismo vê por qualquer parte do corpo, porque não são os seus Órgãos físicos que observam; é o Espírito que vê e ele tem muitas qualidades que o ser humano ainda desconhece.
A alma é um deus em miniatura, com poderes que somente o Criador suplanta. Nunca chegaremos a nos igualar a Deus, nosso Pai, mas, somos Seus filhos com direito a heranças sublimadas, na pauta do Seu domínio universal. Jesus Cristo veio nos mostrar, pelos Seus feitos, o que pode um Espírito realizar. Tudo depende da maturidade espiritual de cada um; no entanto, o tempo espera os nossos esforços para que possa despertar nossos valores espirituais que dormem no centro da consciência.
O Espírito, na função do sonambulismo, vê com mais frequência fora do corpo que possui, mas, vê igualmente dominando esse corpo. Também depende do estado de transe em que entra e que, sem dúvida, tem uma escala enorme. Como todas as faculdades espirituais, a visão não desabrocha de uma só vez. É como a flor e o fruto que têm uma sequência de abrir e de maturidade. Nada no mundo, nem nas criaturas, se faz de uma vez. Na própria criação do mundo, não podemos tomar ao pé da letra o “faça-se a luz”. Não foi assim. Um mundo, para que atinja sua maturidade, leva bilhões de anos; assim o Espírito, assim seus dons espirituais.
Para que cheguemos ao domínio das nossas faculdades de modo a curar os enfermos, levantar os caídos e dar luz aos cegos, dependemos de certa maturidade e ainda das bênçãos do Mestre. Para amar, sendo o amor a base da vida, é necessário conhecer, e ninguém conhece verdadeiramente sem amar. A teoria se encontra ligada à prática, e essa precisa da teoria para se completar. Convém a todos os seres se lembrarem de onde vieram e para onde vão, não se esquecendo de orar com gratidão a Deus pelo que recebem todos os dias, e agradecendo a Jesus pelo Seu carinho para com todos nós.
Não devemos nos impressionar com sonambulismo, se mostramos as potencialidades deste dom; o melhor dom de todos eles é aquele que foi mostrado por Jesus; o dom de amar a todos e a tudo, sem exigência alguma. É fazer a caridade sem especulação e perdoar sem buscar atender o interesse. Devemos saber todas as coisas, porém, firmamo-nos mais acentuadamente na conduta do Cristo, que mesmo desaparecendo da vista material dos homens não deixa de voltar quantas vezes forem necessárias, e ainda permanecer com a humanidade de mil modos, provando assim Seu amor para com todos nós, cumprindo ainda a sua promessa de que enviaria outro Consolador, para ficar eternamente conosco. É o Seu Evangelho vivo que está sendo recordado em todas as suas minudências, pela Doutrina dos Espíritos, como luz de Deus a iluminar todos os nossos sentidos.


Livro: Filosofia Espírita – João Nunes Maia – Miramez - Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

10.1.18

MEDIUNIDADE - DESENVOLVIMENTO

388 –Nos trabalhos mediúnicos temos de considerar, igualmente, os imperativos da especialização?
-O homem do mundo, no círculo de obrigações que lhe competem na vida, deverá sair da generalidade para produzir o útil e o agradável, nas esferas de suas possibilidades individuais.
Em mediunidade, devemos submeter-nos aos mesmos princípios. O homem enciclopédico, em faculdade, ainda não apareceu, senão em gérmem, nas organizações geniais que raramente surgem na Terra, e temos de considerar que a mediunidade somente agora começa a aparecer no conjunto de atributos do homem transcendente.
A especialização na tarefa mediúnica é mais que necessária e somente de sua compreensão poderá nascer a harmonia na grande obra de vulgarização da verdade a realizar.

389 –A mediunidade pode ser retirada em determinadas circunstâncias da vida?
-Os atributos medianímicos são como os talentos do Evangelho. Se o patrimônio divino é desviado de seus fins, o mal servo torna-se indigno da confiança do Senhor da seara da verdade e do amor. Multiplicados no bem, os talentos mediúnicos crescerão para Jesus, sob as bênçãos divinas; todavia, se sofrem os insultos do egoísmo; do orgulho; da vaidade ou da exploração inferior, podem deixar o intermediário do invisível entre as sombras pesadas do estacionamento, nas mais dolorosas perspectivas de expiação, em vista do acréscimo de seus débitos irrefletidos.

Livro “O Consolador” –  Francisco C. Xavier – Emmanuel – Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

9.1.18

Escolha Sensata

Não tendeis a imaginar que tudo está perdido na política brasileira. Apesar de todos os queixumes da imensa maioria da população acerca da classe política, digo-vos que tudo tem a sua razão de ser e, por mais que pareça uma contradição, tudo está exatamente do jeito que deveria para o pleno funcionamento das coisas.
Sei que viveremos este ano um período eleitoral de grandes e graves proporções para a história nacional. Depois de toda a confusão reinante pelo afastamento da presidência da República dos que se elegeram e a posterior nomeação do vice-presidente, muito tivemos de desventuras, de choques, de conflitos, típicos de uma ordem institucional frágil e sem respeito, muitas vezes, aos preceitos constitucionais.
Ademais, o que ocorre, é um ajustamento de conduta. Se no passado houve uma força que imperasse sobre as demais, neste momento decisivo da República, teremos o embate, não de ideias, infelizmente, mas de personalidades que se apresentarão, na sua maioria, para serem os redentores da nação.
Causa-me espanto saber que uma parcela da população ainda acredita em salvadores da pátria, ou ao menos deseja por eles, numa alusão clara à dependência de uma política personalista e,  algumas vezes, autoritária.
É o retrato do abandono, que gera a descrença, o afastamento do interesse público e a busca incessante por um lugar ao sol – tão-somente. O que se deseja, este povo oprimido e sofredor, é um alívio às suas dores cotidianas, ter alguém que garanta o seu sustendo livre e certo e não a instabilidade e a crise reinantes.
Aos que prometerem e convencerem de que são os mais gabaritados a proporcionar esta estabilidade política e econômica, certamente terão o aval maior do eleitorado. O que resta saber é se, de fato, o eleito será confiável. Sim, porque as promessas no Brasil parecem que são feitas exatamente para serem descumpridas, jogadas ao léu, então, em quem confiar?
O que busco nestas reflexões é encorajar ao povo a escolher bem. A ver que mais seja coerente entre o que fala e o que pratica. A observar quais são as propostas mais consistentes de se apostar as fichas da confiança. A manusear os compromissos como sendo uma carta de intenções pra valer e não simplesmente documentos de marketing.
A política brasileira terá espaço para renovação, que não seja, porém, uma qualquer, uma aventura irresponsável, mas uma ideia consistente e permanente.
Ao discurso, cobre ação.
À promessa, exija cumprimento.
À postura, espere integridade.
Tudo no País está por fazer e a política é, sem dúvida, um dos maiores sustentáculos para a renovação social.

Joaquim Nabuco – Blog Reflexões de um Imortal