8.1.18

Um Amor de Verdade

Deus fará milagres para a vitória do amor
Um amor de verdade nunca se acaba. Ele pode até se transformar, tornar-se mais maduro, mais consciente, mais sereno, não deixa, porém, de ser amor.
Um amor de verdade, daquele que bate bem forte no coração, que faz vibrar as estruturas da alma, que dá uma sensação de leveza e bem-estar, é tudo que o ser humano deseja para viver bem e em paz.
Um amor de verdade modifica completamente a maneira de ser. Ele proporciona uma quietude interior jamais vista, uma alegria d’alma nunca antes sentida, uma perfeita comunhão do ser com as alturas.
Um amor de verdade, daquele que nos faz pensar mais alto a cada suspiro, que nos deixa um sorriso permanente nos lábios, que divide a vida antes e depois dele, é a completude do existir, o porto seguro que a alma tanto anseia.
Um amor de verdade nos coloca nos cumes do bem e da virtude, pois eleva a condição de quem ama num patamar de generosidade e misericórdia infinitos, onde somente podem estar lá aqueles que amam de verdade.
Jesus nos ensinou em palavras, mas sobretudo em gestos, que o amor é a principal razão da existência humana e que somente seríamos verdadeiramente felizes quando aprendêssemos a amar, a amar de verdade.
Eu sei que ainda estou bastante distante de amar de verdade. Amo, quando e como posso, ao meu irmão de caminho. Tenho por ele consideração e respeito, afabilidade e doçura, mas ainda não consigo aplacar o meu coração de algumas desventuras que passo.
Amar não significa apenas perdoar, esquecer, compreender, aceitar, acalmar, apaziguar, representa, também, deixar ir, desapegar, silenciar, até adeus dar.
Eu compreendo a fragilidade humana diante do desafio inescapável do ato de amar – e principalmente amar de verdade – porque como não conhece este amigo distante, às vezes tem medo de ir e não saber mais voltar.
Mas quem ama, quem ama de verdade, não ama para si, ama o outro pelo simples fato do outro existir e a ele nada pedir ou exigir.
Quem ama de verdade, ao laço que atinge o outro, o faz com mais veemência quando descobre que amar de verdade é, fundamentalmente, amar-se, e ao se amar deixar desprender toda a beleza inefável que ele proporciona em direção do outro, mesmo que o outro a nós não ame.
É o amor que robustece as nossas vidas, que encoraja os nossos passos, que fortalece a nossa luta.
O amor de verdade, por ser realmente amor, apenas ama e se satisfaz porque está presente e nada se ressente, porque é, enfim, um amor de verdade.
Eu sei que você pode se perguntar: será que um dia eu amarei de verdade¿
Não tenho dúvidas em afirmar que se já não há este movimento a te embriagar, outro já está por se manifestar e te preencher os vazios da alma.
Quando um amor de verdade te acontecer, lembra que outros pedem passagem para assim também poder se ver, porque um amor de verdade nunca há de esmorecer.
Eu amo de verdade toda vez que, mesmo sem perceber, desejo o bem irrestrito ao outro que pouco ou nada tem.
Um amor de verdade é parte da criação que se manifesta em cada ser e, por assim proceder, jamais deixará de viver.
Aceitemos, irmãos, no íntimo de nosso ser, poder um dia, mais que ontem, melhor que amanhã, amar de verdade.

Hélder Câmara

7.1.18

O PAPEL DOS DRUIDAS III

    Ao Espiritismo coube resgatar esse conhecimento intencionalmente expurgado pela força negativa no mundo ocidental. Tem como missão revelar essa verdade, conduzir as pessoas à aceitação de uma verdade fundamental para o progresso do ser humano. Trata-se, por certo, do primeiro degrau da porta e entrada aos arcanos do conhecimento místico, da escada mediante a qual o espírito ascende com mais rapidez.
    A proposta do Espiritismo não é de ensinar elevados conceitos metafísicos, isto é reservado a outras doutrinas. O seu papel é o de conduzir a pessoa no caminho do retorno à ascensão espiritual. O povo ocidental metafisicamente ainda é muito elementar, a não ser os que pertencem a certas organizações iniciáticas. De um modo geral, a massa é totalmente ignorante quanto aos conceitos elevados a respeito da espiritualidade, e o Espiritismo é o primeiro passo da senda. Como tem que atender à uma parcela de conhecimentos místicos rudimentares ele não poderia ser muito metafísico. É por isto que muitos o consideram uma doutrina elementar, mas isto não o invalida, bem ao contrário, o seu papel é extremamente significativo, pois se trata do trazer um sistema diferente de doutrina que, ao mesmo tempo em que atenda às limitações dos seus adeptos, os leve à aceitação dos princípios da reencarnação. Não tendo conceitos minuciosos e elevados é exatamente ele que atrai o maior número de pessoas possíveis.
    Se o Espiritismo contivesse uma doutrina muito refinada, bem metafísica por assim dizer, não seria fácil uma pessoa aceitá-lo e assim poder trocar os conceitos uni-encarnacionistas e os dogmas elementares ensinados pelas atuais religiões cristãs pelas idéias relativas à transmigração do espírito.
    Não é fácil o afastar-se diretamente do Cristianismo Ortodoxo e abraçar o Cristianismo Gnóstico por exemplo, desde que existe um grande abismo separando os conceitos uni-encarnacionistas dos pluri-encarnacionistas, e cabe, exatamente ao espiritismo servir de elo intermediário, de funcionar como uma ponte entre um sistema e outro, por onde as pessoas possam chegar aos altos fins da existência.
    O Espiritismo é sistema religioso simples mas de grande importância no que tange a significação da solidariedade humana, da ajuda mutua, em suma, da caridade acima de tudo.
    O que não é comum às pessoas saberem é que no estabelecimento do Espiritismo houve a mão do Druidismo. Na realidade o livro básico do Espiritismo é intitulado de "O Livro dos Espíritos" que foi escrito por um médico francês chamado de Hippolyte Léon Denizard Rivail (1804-69), que usava como pseudônimo a palavra Allan Kardek. Léon dizia que usava este nome por haver sido ele o seu nome numa encarnação anterior em que fora um sacerdote druida. Na realidade isto é correto, houve na verdade um sacerdote druida de altíssima estirpe na civilização céltica, chamado Allan Kardek.
    Não nos cabe agora descrever em detalhes quando e onde exatamente Allan Kardek viveu, apenas nos basta saber que foi na Civilização Céltica. Há registros de que ele por séculos viveu ensinando nos templos druídicos.
    O "Altíssimo Sumo Sacerdote Druida" disse que voltaria a encarnar para cumprir com a missão de trazer ao mundo ocidental conhecimentos que haviam sido ocultados por milênios. Kardek na realidade cumpriu com aquilo que havia prometido, voltou para cumprir bem sua missão semeando a semente de que existiam encarnações múltiplas, por meio do Espiritismo.
    Kardek, podemos dizer, foi o mais alto sacerdote entre todos os que viveram em missão junto ao mundo Celta. Ele, tal como depois veio novamente a fazer quando da encarnação de Hypolyte Léon, disse que houvera sido numa encarnação anterior um Sumo Sacerdote da Atlântida e ali tivera o de Kan.
    Kan participava da mais elevada hierarquia entre os governantes da Atlântida. Legislador, sacerdote, cientista, pensador e outras qualificações tornaram-no um dos mais eminentes guias espirituais da Atlântida.
    Kan foi um dos que previram o fim calamitoso daquele continente caso não fosses tomadas medidas sérias contra determinadas condutas, especialmente no mundo científico. Ele e inúmeros outros cientistas e sacerdotes souberam com antecedência o que estava fadado a acontecer se determinadas experiências continuassem a ser praticadas da forma como estavam sendo feitas na Atlântida. Previram que tudo acabaria numa tragédia inconcebível e sendo assim aquele grupo de pensadores discordantes, dirigidos por Kan, sabendo que não dispunham de meios para deter a insensatez de muitos, passaram a pregar que os que quisessem sobresistir, e ao mesmo tempo salvar os conhecimentos milenares daquela civilização, deveriam sem perda de tempo emigrar.
    Foi a partir dos que compunham a hierarquia encimada por Kan que se formaram as correntes migratórias que precederam ao afundamento do Continente Atlanta. Kan no devido momento se fez presente no Egito onde se iniciava a mais florescente "colônia" atlante. Ele foi, foi por assim dizer, o fundador daquela grande civilização, e um dos que primeiro dirigiu aquele povo.
    Em decorrência disto o Egito foi no passado e ainda hoje também conhecido pelo nome de TERRA DE KAN.

    No Antigo Egito Kan assumiu o nome de Toth que mais tarde os gregos associaram a um Deus do Olímpio chamado Hermes. Parte dos ensinamentos de Toth estão com o nome de Hermes, conhecido também pelo nome de Hermes Trismegisto, ou Mercúrio, o Mensageiro dos deuses. Os ensinamentos de Toth, impropriamente chamado de Hermes, estão expostos em muitos papiros, sendo os mais conhecidos deles a "Tábua as Esmeraldas" e "Pistis Sóphia".

6.1.18

A Lição da Paciência - Eurícledes Formiga

Toda vez que se a lê,
Eu fico pensando nela:
A lição da Paciência
É um "chute na canela"...

            Toda via reconheço
            Que não há mesmo saída:
            É preciso que se aguente
            O que se apanha na vida.

A dor está para o homem
Como o dia para a noite:
Cavalo chucro não anda
Sem o incentivo do açoite...

            Sem cadinho esfogueante,
            Sofrendo tortura insana,
            O barro arrancado ao charco
            Não seria porcelana.

-"A dor é bênção de Deus..."
Tudo certo. Não discuto.
Se a semente não morre,
Não vira flor nem fruto.

       Somente peço que a dor,
        Ao se abater sobre mim,
        No intuito de aprimorar-me,
        Não se esmere tanto assim...

Sendo humano como sou,
A perfeição me apavora...
Rogo um pouco mais de tempo:
Não quero ser anjo agora!...


Livro: Hospital dos Médiuns - Carlos A Baccelli - Esp. Domingas

5.1.18

O PAPEL DOS DRUIDAS II

    Na verdade na religião céltica, na Wicca, havia iniciações, contudo não implicava que ela fosse praticada por qualquer uma pessoa independentemente de ser, ou de não ser ela, uma iniciada.
    Enquanto a religião popular, a Wicca, apresentava-se descentralizada e praticada independentemente por inúmeros grupos, dava-se exatamente o inverso no Druidismo. Este sistema era rigidamente baseado em iniciações rigorosas, havia princípios rígidos a serem cumpridos, e o conhecimento dos métodos de atuação sobre a natureza eram de uso exclusivo dos sacerdotes, sacerdotisas e iniciados.
    Os conhecimentos dos Druidas sobre as ciências antigas iam muitos além daquilo que o celtismo praticava. Na realidade grande parte daquilo que foi levado da Atlântica para a Europa ficou restrito a ensinamentos transmitido de boca a ouvido e assim mesmo transmitido apenas às pessoas devidamente preparadas. Havia um domínio sobre a ciência antiga exercida por iniciados de grande responsabilidade.
     Um rígido sistema iniciático fez com que os maiores ensinamentos oriundos da Atlântida permanecessem velados. Contudo, com o transcorrer dos séculos, alguns conhecimentos foram escapando e sobre isto foi se construído uma forma popular de religião, que mais tarde transformar-se-ia na Wicca.
    Durante milênios os conhecimentos da Atlântida ficaram a disposição apenas de grupos de iniciados que, já numa fase bem recente, vieram a se unificar sob o nome de Druidas. Estes, portanto, foram os guardiões dos conhecimentos arcanos deixados pelos atlantes milênios antes.
    Boa parte dos conhecimentos dos atlantes, mesmo que hajam sido guardados por grupos responsáveis, alguns acabaram escapando do controle e tornando-se do conhecimento de pessoas comuns, originando-se desta forma algumas seitas célticas, e entre esta a Wicca.
    O sistema iniciático que predominou nos descendentes europeus dos atlantes fez com que os maiores ensinamentos permanecessem velados e praticados neste milênio pelos Druidas. Somente como advento do catolicismo romano foi que o druidismo aparentemente desapareceu, pois na verdade ele sobreviveu e continuou atuante a nível secreto, apenas oculto dos olhos dos profanos, sobre a égide de algumas poucas ordens secretas autênticas druídicas. Um número bem reduzido delas permaneceu atuante até nossos dias e que, por certo, com o advento da Nova Era, se unirão numa única. Parte dos conhecimentos druídicos foram guardados especialmente por serem de grande significação nesta fase que está entrando a humanidade.
    Também estão se apresentando publicamente ramos da Wicca e podemos dizer que não serão apenas as que refletem o lado positivo, mas não há pelo que se temer desde que atualmente existe aquele "filtro espiritual" ligado à reencarnação no Terceiro Milênio, de que falamos em temas anteriores, o que não permitirá que se exacerbem tantos sentimentos negativos quanto os que o fizeram na Era de Peixes..
    Os ensinamentos druídicos eram bem refinados, seus rituais também eram praticados em lugares de força, nos círculos de pedra, e conduzidos com grande solenidade. Poucos têm ciência do imenso cabedal de conhecimentos que os druidas detinham e que estão voltando em decorrência dos benefícios, quer materiais quer espirituais, que virão beneficiar a humanidade da Nova Era.
    Mesmo que agindo ocultamente o Druidismo nunca foi totalmente eliminado. Ele permaneceu por todos esses séculos atuando discretamente como a Sagrada Ordem Druídica. Como Ordem Iniciática ela vem exercendo um importante papel no desenvolvimento da humanidade atual, em especial no mundo ocidental. Com essa finalidade mestres druidas encarnarem em vários lugares onde ocuparam funções relevantes no seio das religiões e das doutrinas.
    Como exemplo da influencia druídica no campo místico-religioso do Ocidente podemos mencionar Kardecismo. A Doutrina Espírita codificada por Kardec vem exercendo um significativo papel na espiritualização do mundo ocidental. Na realidade o Espiritismo não pode ser considerado uma doutrina altamente mística, com base metafísicas elevadas, mas que mesmo assim é a religião que mais vem contribuindo para o renascer do homem ocidental no campo das ciências esotéricas. Isto decorre do fato de que se trata de uma doutrina que tem por objetivo retirar um colossal número de pessoas da crença de que só existe uma vida material levando-as à crença da pluralidade das existências, ou seja ensinando a uma Doutrina reencarnacionista. Poucos os que sabem ser esta a principal missão espiritual da Doutrina Kardecista, mas essa é precisamente a missão básica do Espiritismo, ou seja, apresentar uma doutrina relativamente simples mas que tem valores positivos de grande significação.
    Num plano mais elevado o Espiritismo visa levar as pessoas ao conhecimento de que os espíritos reencarnam. Sem este conceito básico o desenvolvimento da humanidade se tornaria muito lento. Desde que uma pessoa tome conhecimento de que existem encarnações sucessivas torna-se bem mais fácil o seu desenvolvimento espiritual. Eis, pois, a missão essencial do Espiritismo.
    O mundo ocidental praticamente influenciado pela Doutrina Judaico Cristã em sua forma exotérica, acabou levando o povo a esquecer que esta não é a única existência do espírito na terra. O autêntico Cristianismo foi deformado pelas forças obscurantistas através de vários concílios, a partir dos quais foi expurgado tudo o que constava nos Evangelhos e que dissessem respeito à reencarnação. Assim os padres da Igreja conseguiram esconder uma verdade milenar dos olhos do povo, e naturalmente era necessário que esse conceito viesse a ser reabilitado por ser ele de fundamental importância.
Continua amanhã

4.1.18

O PAPEL DOS DRUÍDAS I

    O Druidismo no período céltico, de uma certa maneira, pode ser considerado uma casta dedicada às ciências antigas concomitantemente também uma forma, por assim dizer, mais refinada de uma religião básica; não que houvesse discrepâncias entre as formas seguidas pelo povo em geral, a Wicca, e pelos Druidas. De uma certa forma podemos dizer que a Wicca representava o lado exotérico; enquanto que o Druidismo, o lado esotérico.
    A Wicca era de uso comum, todos dela participavam, muitas pessoas a praticavam a modos próprios e, assim sendo, havia muitas variações não só no que dizem respeito aos rituais, mas também quanto às finalidades. Os rituais tinham por objetivo a canalização de forças da natureza, mas, como diz a expressão rosa-cruz "a lei sempre cumpre", então o resultado deles podia ser de natureza negativa ou positiva. Sendo forças elas direcionadas visando os mais diversos fins, quer estes fossem negativos ou positivos, isto dependia do tipo de ritual e das intenções das pessoas que deles participavam.
    Pelo que dissemos, é fácil se entender o porquê dos padres da Igreja Católica terem tido material suficiente para acusarem religião céltica de pagãs e para colocar os sacerdotes celtas, especialmente as sacerdotisas, nos bancos de réu da inquisição e cujos veredictos sempre eram a condenação à morte na fogueira. Mas temos que entender, se houveram desmandos nem por isto honestamente podia-se dizer que a base da Wicca era negativa por ser ela também praticada de uma forma negativa. Isto não queria dizer que ela fosse essencialmente negativa. Tudo tem duas faces, há sempre o lado oposto das coisas; portanto condenar sistematicamente a Wicca é o mesmo que se condenar o catolicismo por existir o oposto da missa praticado pelos satanistas e denominado de missa negra; assim como não se pode condenar o espiritismo por existirem invocações satânicas em determinados ritos. Isto tudo é uma decorrência da duplicidade, da polaridade das coisas. Quanto mais liberal, quanto menos controle centralizado existir sobre uma religião, tanto mais subdivisões ela terá. Vão se formando múltiplas seitas com os mais diferentes objetivos, muitas vezes diferindo uma das outras apenas por uma singela interpretação de um versículo bíblico. Isto podemos ver na atualidade no que diz respeito ao Protestantismo cujo número de cultos e denominações específicas perfaz um elevado número. O mesmo acontece com relação ao Espiritismo, todo dia surgem seitas espíritas diferentes.
    Enquanto isso, o mesmo não acontece com tanto facilidade no Catolicismo, ele quase não se divide, exatamente por existir uma centralização em Roma, por haver um controle central sobre as atividades pastorais, sobre as divulgações em matéria de fé, e sobre a liturgia.
    Como na civilização Céltica não havia qualquer tipo de um controle central, conseqüentemente a Wicca era praticada livremente, não existia uma direção centralizada, uma administração controladora; podendo cada pessoa praticá-la a seu próprio modo, segundo sua maneira pessoal e esta nem sempre tinha um objetivo positivo.
    Os celtas conheciam bem os princípios ligados não apenas à energia sutil, mas também à energia dos cristais, às correntes de energia telúricas e a outras formas de energia. Assim sendo os rituais da Wicca revestiam-se de manifestações de grandes poderes daí haver uma ambigüidade perigosa nos ritos praticados, pois a energia é a mesma quer seja direcionada negativa, quer positivamente como é o certo.

Continua

3.1.18

CLARIVIDÊNCIA SONAMBÚLICA

Questão 428 do Livro dos Espíritos

Na clarividência sonambúlica, é a alma que vê. É um dom que desabrocha na profundidade do Espírito e este percebe à distância com grande facilidade. Para o sonambúlico, não existe barreira que possa impedir sua visão e, por vezes, sua audição, que alcança grandes distâncias.
O Espírito é dotado de dons, e no perpassar do tempo, ele vai despertando essas qualidades, de modo a servir-se delas para sentir e compreender a vida em si e em todo o universo. Os Espíritos de alta elevação têm os dons dilatados de modo a buscarem o de que precisam onde quer que seja.
O sonambulismo pode ser um treino para o êxtase, que não deixa de ser um sonambulismo profundo, o qual pode ser provocado, ou auto-provocado. Esse estado alcança com mais segurança os objetivos ideados. No trato com o sonambulismo, existe uma escala de desenvolvimento muito grande.
Há sonâmbulo que vê com tamanha clareza e faz prognósticos verdadeiros, como também diagnósticos em pessoas, como ocorreu nos primórdios da Doutrina Escrita, na França. Os médiuns sonambúlicos existiam em grande número nos primórdios da Doutrina Espírita. Allan Kardec estudou, pesquisou muitas faculdades mediúnicas, mas, na verdade, existem muitas outras que vão chegando com a maturidade das almas em evolução. Os tempos mudam e as leis crescem; os homens se transformam e os Espíritos despertam. Os livros entram na faixa da caducidade, mas a escrita da natureza se mostra cada vez mais pura, pela sua realidade espiritual, como lei eterna, na eternidade da vida de Deus.
A clarividência permanente é um estado espiritual da alma evoluída. É mediunidade pela qual o Espírito pode entrar em contato com o plano espiritual, mas, em algumas almas esse dom já desperto em seu coração favorece essa visão de forma quase permanente; ela se encontra entre os dois mundos, trabalhando e servindo aos que se encontram sofrendo.
Com o passar dos evos, não precisaremos entrar no estado de sonambulismo, nem no de êxtase para ver e ouvir as coisas celestiais. A evolução alcançará esse estado pela naturalidade, tendo como estímulo a nossa vontade.
Tudo o que se pode pensar sobre o universo, as suas belezas e a sua harmonia, sua música e sua luz, existe dentro das almas em micro-estado. Ainda que esteja adormecido, algum dia tudo florescerá para a felicidade dessas almas. É nesse sentido que Jesus disse: “O céu está dentro de vós”. Verdadeiramente, o céu e Deus se encontram dentro das almas, embelezando a sua vida, a nossa vida. Compete a cada um encontrar essa felicidade.
Os dons de Jesus são despertos mais do que pensamos; os Seus sentimentos alcançam onde não percebemos, de sorte que Ele, como governador da Terra, vê quando quer e ouve quando precisa se inteirar de qualquer acontecimento do mundo que dirige e dos planos superiores que caminham junto com o planeta. Ele dispensa aparelhos, como os que usam os homens para as suas observações.
Quem fala e escreve ainda se encontra em estado de inferioridade, porque seus dons mais elevados estão em estado de sono no imo d’alma. Vamos repetir a pergunta e a resposta de “O Livro dos Espíritos”, de número quatrocentos e vinte e oito:
- “Qual a causa da clarividência sonambúlica?
- Já o dissemos, é o Espírito que vê”.
Todo Espírito é perfeito, por ter saído de mãos perfeitas, mas, com os dons a serem despertados, entregues às bênçãos de Deus, às mãos do tempo e à nossa vontade.


Livro: Filosofia Espírita – João Nunes Maia – Miramez - Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

2.1.18

MEDIUNIDADE DESENVOLVIMENTO – III

386 –Qual a mediunidade mais preciosa para o bom serviço à Doutrina?
-Não existe mediunidade mais preciosa uma que a outra.
Qualquer uma é campo aberto às mais belas realizações espirituais, sendo justo que o médium, com a tarefa definida se encha de espírito missionário, com dedicação sincera e fraternidade pura, para que o seu mandato não seja traído na improdutividade.

387 –Qual a maior necessidade do médium?
-A primeira necessidade do médium é evangelizar-se a si mesmo antes de se entregar às grandes tarefas doutrinárias, pois, de outro modo poderá esbarrar sempre com o fantasma do personalismo, em detrimento de sua missão.


Livro “O Consolador” –  Francisco C. Xavier – Emmanuel – Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.