13.3.17

Oração Diária

As orações que fazemos para o Alto sempre se obtém respostas, nenhuma delas, meus caros, ficam sem a  devida atenção do Criador. Ele é nosso Pai, lembre-se sempre disto, então Ele quer o nosso melhor, Ele deseja a nossa bem-aventurança, Ele sabe o que seja melhor para cada um de nós, mesmos que peçamos.
- Ora, se Ele já sabe o que necessitamos, Dom Helder, por que temos que pedir?
Ah, meu irmão, durante a oração, a bendita oração, nós exercitamos um monte de virtudes que deveríamos ter corrente em nossos dias.
Em primeiro lugar, temos a virtude da humildade. Sim, porque passamos a reconhecer que há alguém ou algo maior do que nós e que necessitamos nos curvar a Ele. A humildade nos deixa no nosso devido lugar. Esta é a primeira virtude a ser exercitada.
Depois, vamos pedir. Nós gostamos de pedir, não é verdade? Então, quando pedimos, analisamos o que seja melhor para a nossa vida. Esta análise é a reflexão do nosso viver. A virtude em exercício neste instante é a temperança. Deixar que cada coisa se estabeleça como deveria e não como gostaríamos que fosse. Por essa razão, na Oração para Deus Pai, Jesus nos ensinou: “Seja feita Vossa Vontade.” Ele nos diz claramente: Pai é a Sua vontade, não a minha, a Sua. A temperança nos faz acalmar os nossos ímpetos, as nossas especulações sem fundamento, e, com isso, transmitimos confiança, entrega total, à vontade de Deus nas nossas vidas.
A outra virtude no âmbito da oração diária e contínua ter a ver com a gratidão. Como é necessário agradecer -  agradecer o tempo todo. Agradecer pela vida, agradecer pela existência atual, agradecer pelo pão de cada dia, agradecer pelos pais, agradecer pelo trabalho, agradecer pela saúde, agradecer por tudo que Ele, o Pai, nos dá e o que não nos dá também.
Pode parecer incompatível com a bondade divina, mas se não temos algo, se está acontecendo algo indesejável conosco, creia, existe nisto um propósito divino para você e, enquanto você não perceber, nada avançará. Quando você não aprende com naturalidade, o Pai te oferece condições aparentemente adversas para você aprender e fazer a sua parte.
Por fim, a oração nos faz desenvolver a virtude do aconselhamento superior para o bem. A oração é um ato para nos fazer pessoas melhores. A oração desenvolve a virtude da benevolência, conosco e com o próximo. Desejarmos o nosso bem e o bem do outro – que maravilha!
Deveríamos orar e orar sempre. Todos os dias e todas as horas. Com isso nos aproximamos mais de Deus e do nosso melhor.
Ore sempre e o Pai, do Seu jeito magnânimo, te responderá na proporção das tuas necessidades.
Assim seja!

Helder Camara – Blog Novas Utopias

12.3.17

Acordando as Massas

Vi no Império muitas demonstrações de pequenez. Muitos políticos utilizavam dos seus cargos públicos para benefício próprio, o povo representava, tão somente, um argumento de retórica e nada mais. Apesar, porém, desta despreocupação com o povo, tinha-se certo pudor no quanto se iria subtrair de dinheiro público. Na verdade, o que se desejava era que os privilégios privados fossem dados pelo Estado para garantir mais poder e a manutenção do status quo. Havia descaso com a coisa pública, sempre houve, mas ninguém, desmedidamente, desejaria ser chamado de ladrão diante da sociedade. Os esquemas eram, por assim dizer, mais sutis e reservados.
Num outro momento, no início da República, tinha-se um arremedo de Estado brasileiro. Era um país em formação. A ideia republicana ainda se formava e nem sei se foi configurada até hoje. Os mesmos vícios foram mantidos agora sob outra esfinge – a da consolidação das terras e a troca permanente de favores e poder para ficarem entre eles mesmos. Com a subida de Getúlio Vargas ao poder central pelas mãos de uma ditadura, o Estado começou efetivamente a ter forma, mas foi somente depois do golpe militar de 1964 que os contornos definitivos se impuseram. Algo, porém, não se modificou,  foi a utilização do Estado para proveito privado. O patrimonialismo se agigantava e se apropriava de pedaços do que era público para benefício particular. Ora, como vemos, nunca se teve muito pudor nas transações públicas e privadas, uma confundindo-se com a outra. O que ocorre, portanto, com o Brasil recente nada mais é do que o decorrer de uma grande tradição de apropriação indébita do Estado numa dimensão jamais vista.
O que foi feito, meus senhores, senão a dilapidação do País por uma classe política nojenta e sem vergonha?
É necessário que estas verdades sejam ditas com todas as palavras e não é mais para simplesmente chocar, mas é para acordar as massas.
Não se pode mais viver de faz-de-conta neste País, a não ser para mantê-lo como uma eterna promessa de uma futura grande nação, onde não se sabe quando isto acontecerá.
Todos estes descalabros servem para acordar a todos e para que se faça urgentemente uma nova legislação política e partidária, de modo que acabe de vez com estes desmandos. Creio, sinceramente, que isto não vai acontecer se o povo não pressionar ainda mais na formulação de um projeto alternativo de representação popular porque o que aí existe já deu demonstrações de falência completa.
O pouco que se fez na direção da renovação destes costumes não foi o suficiente para modificar por completo as práticas nefastas dos políticos tradicionais viciados e de toda uma corja de aproveitadores do que seja público. As empreiteiras nada mais são do que um produto desta construção nefasta, aproveitadores do sistema falido, elas em si não possuem culpa alguma, pois se não houvesse a mácula de corruptos no seio do Estado elas teriam atuado apenas nas suas prerrogativas técnicas.
Agora mesmo trama-se, nos bastidores, a manutenção dos governantes que aí estão que, se não possuem imenso lastro popular para se instalarem, guardam a defesa normativa constitucional a seu favor até que se comprovem que também – ou não – sejam podres no exercício do poder.
Renovar por completo. Ampliar os horizontes da política brasileira. Uma nova proposta de representação popular se faz urgente. Mudar. Mudar para que o povo seja agente de seu destino e não apenas um artifício para justificar as falcatruas em voga.
Este sinal de esgotamento de modelo representativo não se faz unicamente em nosso País, outros países desenvolvidos ocidentais, notadamente os presidencialistas, demonstram cansaço e urgem por mudanças cabais. É a renovação de consciências em jogo. Um novo artefato de organização popular está em ebulição. Meninos hoje que assumirão em breve os destinos da nação darão novo ar a política brasileira. O excremento que hoje surge deve ser abolido na sua totalidade e sem demora. Errarão numas propostas, mas, pouco a pouco, ajeitaremos o quadro político brasileiro com novas caras e mentes que arejarão definitivamente a política em nosso País.
Há um preço a pagar por tudo isso e todos sentem na pele tudo que ocorre, mas será da indignação de todos que nascerá a energia da renovação. É assim, meus caros, que são produzidas as grandes transformações.
Tudo há de se organizar, enquanto isto não ocorre, temperança e energia são os requisitos para enfrentar esta fase de transição em direção a nova política brasileira.
Joaquim Nabuco – Blog Reflexões de um Imortal

11.3.17

PÃO MULTIPLICADO

Repara, meu irmão, enquanto passas,
A dor de tantos corações sofridos,
Que sobre a estrada jazem esquecidos
Algo esperando que por eles faças...

Estende-lhes, da cruz a que te abraças,
Aos que da fé encontram-se perdidos,
Por grande desespero possuídos,
Do teu tesouro de divinas graças...

Em meio a tanto sofrimento insano,
Há quem precise de calor humano,
No cadinho que a alma purifica...

E a quem tem fome de consolação,
Uma palavra pode ser um pão,
Que, em nome de Jesus, se multiplica!...

AUTA SE SOUZA

(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião íntima do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã do dia 1 de março de 2017, em Uberaba – MG).

10.3.17

À frente do desespero

    Dias há nos quais tens a impressão de que mesmo a luz do sol parece débil, sem que consiga fulgir nos panoramas do teu caminho. Tudo são inquietações e ansiedades que pareciam vencidas e que retornam como fantasmas ameaçadoras, gerando clima de sofrimento interior.
    Nessas ocasiões, tudo corre mal. Acontecem insucessos imprevistos e contrariedades surgem de muitas nonadas que se amontoam, transformando-se em óbice cruel de difícil transposição.
    Surgem aflições em família que navegava em águas de paz, repontam problemas de conjuntura grave em amigos que te buscam socorros imediatos e, como se não bastassem, a enfermidade chega e se assenhoreia da frágil esperança que, então, se faz fugidia.
    Nessa roda-viva, gritas interiormente por paz e sentes indescritível necessidade de repouso. A morte se te afigura uma bênção capaz de liberar-te de tantas dores!...
    Refaze, porém, a observação.
    Tudo são testemunhos necessários à fortaleza espiritual, indispensável à fixação dos valores transcendentes.
    Não fora isso, porém, todas essas abençoadas oportunidades de resgate, e a vida calma amolentaria o teu caráter, conspirando contra a paz porvindoura, por adiar o instante em que ela se instalaria no teu imo.
    Quando tudo corre bem em volta de nós e de referência a nós, não nos dói a dor alheia nem nos aflige a aflição do próximo. Perdemos a percepção para as coisas sutis da vida espiritual, a mais importante, e desse modo nos desviamos da rota redentora.
    Não te agastes, pois, com os acontecimentos afligentes que independem de ti.
    A família segue adiante, a amor muda de domicílio, a doença desaparece, a contrariedade se dilui, a agressão desiste, a inquietude se acalma se souberes permanecer sereno ante toda dor que te chegue, enquanto no círculo de fé sublimas aspirações e retificas conceitos.
    Continua fiel no posto, operário anônimo do bem de todos, e espera.
    Os ingratos que se acreditaram capazes de te esquecer lembrar-se-ão e possivelmente volverão: os amigos que te deixaram, os amores que te não corresponderam, aqueles que te não quiseram compreender, quantos zombaram da tua fraqueza e ridicularizaram tua dor envolta nos tecidos da humildade, os que investiram contra os teu anelos voltarão, tornarão sim, pois ninguém atinge a plenitude da montanha sem a vitória pelo vale que necessita vencido.
    Tem calma! Silencia a revolta!
    Refugia-te na palavra clarificadora do Evangelho consolador e enxuga tuas lágrimas com as suas lições. dos seus textos extrai o licor da vitalidade e tece com as mãos da esperança a grinalda de paz para o coração lanhado e sofrido. Se conseguires afogar todas as penas na oração de refazimento, sairás do colóquio da prece restaurado, e descobrirás que, apesar de tudo acontecer em dias que tais, Jesus luze intimamente nas províncias do teu espírito. Poderás, então, confiar e seguir firme, certo da perene vitória do amor.


Livro: LAMPADÁRIO ESPÍRITA - Divaldo P Franco - Joanna de Ângelis

9.3.17

SIMPATIA

Questão 386 do  Livro dos Espíritos

A simpatia entre dois seres é força poderosa que se enraíza em vidas passadas. Certamente que nem todos reconhecem seus parceiros de outras existências, no entanto, há criaturas mais dotadas de sensibilidades que percebem amigos e inimigos de épocas recuadas. Se juntos foram felizes, dá-lhes um grande prazer esse reencontro; quando infelizes, gera-se logo antipatia entre os dois.
A perda de conhecimento às vezes é um aparo para os dois em processo de novas atividades, sem o qual não poderiam crescer, voltando ao ponto anterior, fomentando suas paixões descabidas e, às vezes, perturbando famílias já constituídas. O reconhecimento pleno dos seres que antes viveram juntos entravaria o progresso. Se fosse conveniente, eles voltariam juntos; no entanto, não poderemos generalizar. Quando Deus acha bom, coloca os dois em caminho para que se encontrem, desde quando os frutos desse encontro sejam bons, não como pensamos, mas como o Senhor acha melhor. A Doutrina dos Espíritos é fonte de amor. Ela nos ensina a fazer simpatias enobrecidas no Evangelho de Jesus, e é capaz de nos mostrar o amor nas bases da fraternidade pura, de modo a libertar as criaturas das induções inferiores. A simpatia entre dois seres é tão agradável, e é um estimulo para o seu adiantamento, quando eles descobrem no reencontro a razão de viver para Cristo.
O ideal de Deus para os homens é melhorar e subir, conhecendo a verdade. Se fomos feitos simples e ignorantes, isso não quer dizer que não tenhamos a semente da perfeição na nossa intimidade; ela existe dormindo em nós, para ser despertada com o tempo e o nosso esforço, agindo sob as bênçãos de Deus, que usa o canal divino das mãos de Jesus Cristo.
Cultivemos a simpatia onde quer que formos; desfaçamos todas as inimizades, por onde passarmos. Nessa transformação de paixões para a vida de amor é que a felicidade aparece no fundo da consciência. Mais tarde, o ódio, a inveja, o ciúme e o egoísmo, como também o orgulho, deverão desaparecer das cogitações humanas. A geração do porvir chegará à Terra já predisposta a esse esquecimento do mal, para edificar o bem com Jesus.
Quando dois seres se sentirem atraídos um para o outro, devem meditar nessa atração, e cuidar para que esse encontro seja realmente para o bem dos seus destinos. Assim também, ao encontramos alguém que nos instile o ódio, não percamos a oportunidade de fazer-lhe o bem que pudermos, pois essa antipatia é sinal de inimizade no passado. Toda incompatibilidade deve aparecer dos caminhos dos Espíritos, encarnados ou fora da carne. Depois desse trabalho de perdão, devemos abrir os corações para que sejam invadidos pela força da fraternidade, que nos fará irmãos ante a presença de Deus, na figura de Jesus.
O reconhecimento total das simpatias e das antipatias somente se dá quando se encontrarem novamente no mundo espiritual. Sentirão, ali, a felicidade, se souberam educar seus sentimentos e perdoar as ofensas. Qualquer esforço nesse sentido é louvável, porque mãos espirituais se encontram em torno de todas as criaturas, ajudando-as a melhorar.
Não devemos esquecer de amar a Deus sobre todas as coisas, mas também ao próximo como a nós mesmos. Diz Jesus que aí esta a lei os profetas.


Livro: Filosofia Espírita – João Nunes Maia – Miramez - Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

8.3.17

REVELAÇÃO – RELIGIÕES - VI
        
         302 – Como compreender a afirmativa de Jesus aos Judeus: - “Sois deuses?”.
         -Em todo homem repousa a partícula da divindade do Criador, com a qual pode a criatura terrestre participar dos poderes sagrados da Criação.
         O Espírito encarnado ainda não ponderou devidamente o conjunto de possibilidades divinas guardadas em suas mãos, dons sagrados tantas vezes convertidos em elementos de ruína e destruição.
         Entretanto, os poucos que sabem crescer na sua divindade, pela exemplificação e pelo ensinamento, são cognominados na Terra santos e heróis, por afirmarem a sua condição espiritual, sendo justo que todas as criaturas procuram alcançar esses valores, desenvolvendo para o bem e para a luz, a sua natureza divina.
        303 –Qual o sentido do ensinamento evangélico: - “Todos os pecados ser-vos-ão perdoados, menos os que cometerdes conta o Espírito Santo?”.
         -A aquisição do conhecimento espiritual, com a perfeita noção de nossos deveres, desperta em nosso íntimo a centelha do espírito divino, que se encontra no âmago de todas as criaturas.
         Nesse instante, descerra-se à nossa visão profunda o santuário da luz de Deus, dentro de nós mesmos, consolidando e orientando as nossas mais legítimas noções de responsabilidade na vida.
         Enquanto o homem se desvia ou fraqueja, distante dessa iluminação, seu erro justifica-se, de alguma sorte, pela ignorância ou pela cegueira. Todavia, a falta cometida com a plena consciência do dever, depois da bênção do conhecimento interior, guardada no coração e no raciocínio, essa significa o “pecado contra o Espírito Santo”, porque a alma humana estará, então, contra si mesma, repudiando as suas divinas possibilidades.
         É lógico, portanto, que esses erros são os mais graves da vida, porque consistem no desprezo dos homens pela expressão de Deus, que habita neles.


Livro “O Consolador” –  Francisco C. Xavier – Emmanuel – Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

7.3.17

A DOR E SUAS BENÇÃOS

    No universo o caos é a presença da vida em ebulição, em desenvolvimento.
    O repouso, se houvesse, significaria o aniquilamento da ordem, do equilíbrio.
    Tudo se agita, desde as micropartículas às galáxias em incessante movimentação.
    Sucumbe um astro pela decadência da energia e surge outro pela aglutinação de novas moléculas.
    Só há vida em toda parte e, portanto, ação.
    É natural que, no ser humano, esse processo se expresse como desgaste que produz dor.
    O pântano e as águas estagnadas experimentam rigorosa drenagem, a fim de se transformarem em jardim e pomar.
    O deserto sente a modificação da sua estrutura, mediante elementos químicos, de modo a reverdecer e coroar-se de flores.
    A semente sofre o esmagamento e arrebenta-se em vida exuberante.
    Nos animais, o parto é violência orgânica dolorosa, que liberta a vida que conduzia encarcerada.
    Compreensível, desse modo, que o desabrochar da perfeição comece pelo despedaçar do grotesco em predominância no ser humano.
    Erros que geraram calamitosos efeitos a reparar, desafios que promovem à conquista de mais elevados patamares se apresentam com frequência.
    São inevitáveis as ocorrências depuradoras, os sofrimentos de sublimação.
    A dor é mensagem da vida cantando o hino de exaltação e glória à evolução.
    Recebê-la com tranquilidade constitui admirável realização íntima da lucidez intelecto-moral do ser
humano.
    Pressões, compressões, dilacerações constituem mecanismos da vida que se liberta do cárcere temporário para a exuberância da plenitude.
    Compreender a função da dor é atitude solidária, caminhando-lhe ao lado, ao invés de enfrentá-la com a extravagância da derrota.
    Entendida no seu significado profundo, torna-se amena e disciplinadora de impulsos graves quão danosos que persistem, dominadores.
    Em razão disso, a atitude passiva, o pensamento de aceitação e entendimento contribuem para torná-la produtiva, enriquecedora.
    Diante da transitoriedade do carro orgânico a que o Espírito se atrela, eis que o desgaste e a decomposição fazem parte dos fatores de destruição da aparência, para que o ser eterno singre os rios incomparáveis da imortalidade.
    Sem a histólise, que precede à histogênese demorada, a lagarta jamais flutuaria no ar como borboleta delicada.
    As condições físicas, portanto, são uma permanente transformação e a dor representa as mãos do Divino Escultor trabalhando em formas novas, aprimorando arestas e corrigindo anfractuosidades...
    Alegra-te, por haveres sido contemplado pela dor, por mais paradoxal que te pareça.
    Bem-aventurado aquele que sofre em paz, quando outros, desassisados, em tranquilidade infelicitam vidas...
   Mantém-te confiante, mesmo sofrendo, e transforma as tuas ansiedades em gratidão a Deus, por haver estabelecido diretrizes diferentes das tuas, que te farão realmente feliz para sempre.
    Deixa-te, pois, arrastar pelas mãos do sofrimento digno, e converterás lágrimas em sorrisos, tristezas em júbilos, frustrações em pacificação interna, arrimado em Jesus, que nunca te abandonará.
    Dor bendita, que liberta e sublima, louvada sejas!


Livro: Fonte de Luz - Divaldo P Franco - Joanna de Ângelis