7.9.16

PROVAÇÃO – IV

252 –Somente se recebe a ofensa a que se fez jus no cumprimento das provas? E considerando a intensidade dessa ou daquela provação, poderá alguém reencarnar fadado ao suicídio e ao crime?
-Receberemos a dor de acordo com as necessidades próprias, com vistas ao resgate do passado e à situação espiritual do futuro.
No capítulo da ofensa, quando a recebemos de alguém que se encontra dentro do nosso nível de compreensão e do plano evolutivo, é certo que se trata de provação bem amarga, indispensável ao nosso processo de regeneração própria.
Existem, porém, no mundo, as pedradas da ignorância e da má-fé, partidas dos sentimentos inferiores e convém que o cristão esteja preparado e sereno, de modo a não recebe-las com sensibilidade doentia, mas com o propósito de trabalho e esforço próprio, conhecendo que as mesmas fazem parte do seu plano de vida temporária, aonde veio para se educar, colaborando ao mesmo tempo na educação de seus semelhantes.
Relativamente ao suicídio é oportuno repetir que a obra de Deus é a do amor e do bem, de todos os planos da vida, e devemos reconhecer que, se muitos Espíritos reencarnam com a prova das tentações ao suicídio e ao crime, é porque esses devem agir como alunos que, havendo perdido uma prova em seu curso, voltam ao estudo da mesma no ano seguinte, até obterem conhecimento e superioridade na matéria. Muitas almas efetuam a repetição de um mesmo esforço e, por vezes, sucumbem na luta, sem perceberem a necessidade de vigilância, sem que possamos, de modo algum, imputar a Deus o fracasso de suas esperanças, porque a Providência Divina concede a todos os seres as mesmas oportunidades de trabalho e de habilitação.


Livro “O Consolador” –  Francisco C. Xavier – Emmanuel – Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

6.9.16

ALIENAÇÃO MENTAL

Na excelente obra intitulada “No Mundo Maior”, logo no capítulo 2 – “A Preleção de Eusébio” –, vamos nos deparar com as atualíssimas palavras do referido Instrutor, alertando, há 70 anos, para o grave problema da alienação mental, que, de fato, a Humanidade parece estar acometida, diante da violência e dos comportamentos agressivos que, mesmo nos países mais civilizados, se espalham entre os homens.
“Existe, porém – alerta-nos o Instrutor –, nova ameaça ao domicílio terrestre: o profundo desequilíbrio, a desarmonia generalizada, as moléstias da alma que se ingerem, sutis, solapando-vos a estabilidade.
Vossos caminhos não parecem percorridos por seres conscientes, mas semelham-se a estranha veredas, ao longo das quais tripudiam duendes alucinados.
(...) Esse hiante vórtice, meus irmãos, é o da alienação mental, que não nos desintegra só os patrimônios celulares da vida física, senão também nos atinge o tecido sutil da alma, invadindo-nos o cerne do corpo perispiritual.”
Realmente, a falta de equilíbrio emocional, tangenciando a loucura, parece se generalizar, não apenas nas demonstrações coletivas de insanidade, que poderiam ser atos de loucura isolados, mas, principalmente, nas ações individuais, cometidas, no cotidiano, por pessoas aparentemente saudáveis.
Eis alguns exemplos:
- o vandalismo contra a Natureza,
- a depredação do patrimônio público,
- a violência no trânsito,
- a corrupção generalizada,
- o comportamento suicida dos jovens...
Claro que, felizmente, quando nos referimos ao comportamento suicida dos jovens, existem exceções, tanto quanto nos outros itens que acima elencamos – não obstante, deveras, é alarmante, a situação de precariedade espiritual que a Humanidade atravessa.
Agora, recentemente, em Portugal, um incêndio criminoso que, praticamente, se generalizou, destruiu boa parte de suas reservas florestais.
Aqui no Brasil, durante as Olímpiadas, sem nenhum propósito de crítica destrutiva, dois jovens atletas norte-americanos, forjaram um assalto para ocultarem os atos de barbárie que, sem mais nem menos, praticaram num posto de gasolina.
Nos Estados Unidos da América do Norte, com a população quase toda armada, quando a quando, alguém ensandecido invade uma repartição publica e pratica assassinatos em série.
No Brasil, um idoso de mais de 80 anos, dentro de um ônibus, sem qualquer motivo aparente, atirou num rapaz e esfaqueou outro que desmaiara – ambos desencarnaram.
No Japão, dias atrás, um homem, armado de faca, invadiu um hospital e assassinou dezenove pessoas.
Aqui, em Uberaba, até então, pacata cidade do interior mineiro, numa briga envolvendo gangs de traficantes, em plena via pública, de populoso bairro, um rapaz foi morto a tiros de metralhadora e as casas dos moradores vizinhos ficaram crivadas de projéteis.
O homem, com facilidade, está a se transfigurar em fera, e, realmente, exteriorizando o seu preocupante estado de alienação mental, a manifestar-se, de inesperado, não apenas nos “homens-bomba” do terrorismo islâmico, mas, repetimos, em seu comportamento diário, inclusive, dentro de sua própria casa.
E assim, por exemplo, num país como a Itália, na qual anda faltando médico pediatra para cuidar das crianças refugiadas, que, abandonadas, vagam, pelas ruas das grandes cidades, há de faltar psiquiatras para cuidar de tanta gente louca, quando, inclusive, eles próprios, os psiquiatras, em bom número, demonstram estar carecendo de tratamento.
A Humanidade, quase no final da segunda década deste Terceiro Milênio, está se vendo diante de um impasse: ou, realmente, se volta para as lições de Jesus, o Divino Médico das Almas – mas não para o Cristo que os pastores evangélicos andam pregando em seus templos na loucura do enriquecimento ilícito! –, ou, infelizmente, veremos a Terra transformar-se em maior nosocômio do que ela já se revela.
Os encarnados, que crêem na sobrevivência do espírito para além da morte do corpo carnal, nem de perto fazem ideia do número de espíritos que, quase que em completa insanidade, todos os dias aportam ao Mundo Espiritual, carecentes de tratamento psiquiátrico de profundidade, já que, infelizmente, ainda não se revelam dispostos a aceitar Jesus Cristo no coração.

INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 5 de setembro de 2016.

5.9.16

Amor dos Grandes

Que dizer das mulheres pobres que, não tendo como manter os seus filhos, doam eles para outras famílias?
Já imaginou que decisão cruel: ter que largar o filho por aí porque não possui condições mínimas de sustento de sua cria.
É terrível imaginar uma situação dessas, mas é o que ocorre, infelizmente, no mundo inteiro. Você ter que doar um filho, ceder a sua criação, para que outra família possa sustentá-lo.
Alguém poderia vir correndo dizer:
- Fez filho, então que aguente as consequências.
Meu querido irmão, será que sua mãe, sua querida mãe, tivesse lhe engravidado numa hora adversa da vida, não pensaria fazer o mesmo com você e, de coração apertado, daria você para outra pessoa criar?
É muito fácil, meus irmãos, dizer isso ou aquilo, o difícil é viver o momento crucial e ter que tomar uma grande decisão.
Acordar de manhã cedo, olhar para um lado e para outro e não ter o que dar ao filho querido. Já imaginou se existe dor maior para um pai ou para uma mãe?
Doar um filho, nestas condições, bem que poderia se considerar como um ato de amor. Amor dos grandes, pois renunciaria ao seu amor em benefício de seu futuro e de seu bem-estar. Tudo por amor ao seu filho.
E o que pensar daquelas mulheres que evitam ter a própria cria? Que criam obstáculos à concepção? Ou pior, que impedem o feto de crescer?
Isto é o inverso do amor. É exatamente a situação contrária daquela mulher que dá o filho para vê-lo bem. Esta outra sequer deu o direito de vida ao seu filho.
Que crime cruel, sinal primeiro do egoísmo humano. Não, não me venham falar que isto também é amor porque não tinha condições de criá-lo e, perguntando o que seria daquele ser, preferiu extirpar-lhe antecipadamente o sofrimento.
As mães verdadeiras deixam as suas crias virem ao mundo e dão todo o amor que podem dar, mas aquelas que pensam simplesmente em si mesmas, estas não aprenderam o valor nem o que é a maternidade.
Criem seus filhos como puderem, mas deixem eles virem à vida. Quem nos concede a graça da vida é o nosso Pai Amantíssimo, portanto é Ele – e somente Ele – que pode dar outro veredito.
É assim que se aprende a amar.
Abraços,

Helder Camara – Blog Novas Utopias

4.9.16

Modelo Ultrapassado

Minhas Senhoras, Meus Senhores!
Que dias vivemos no nosso Brasil.
Dias de espanto, diria. Dias de aprendizado, confirmaria. Dias, porém, de profunda reflexão e de coragem para mudar.
O que vemos é um tecido morto querendo viver. Um modelo ultrapassado de se fazer política que se mantém pelos “tubos”, embora a sua morte já houvesse sido declarada.
A política no Brasil ultimou-se há algum tempo, mas teimosamente a classe política a mantém como uma chama nas suas derradeiras manifestações.
Os partidos não funcionam. São meras siglas que não dizem nada de aprofundamento ideológico, na sua maioria.
O sistema político está falido, pois que não representa a democracia na sua inteireza e complexidade. Os cidadãos simplesmente se acham distanciados da realidade das principais decisões do País e sequer se sentem representados.
Os políticos, em grande parte, discutem ao vento ou absorvem os conteúdos que lhe são inerentes para defenderem os seus interesses. Quando não roubam o dinheiro público de alguma maneira, subtraem a confiança popular de outra.
Para onde vai o nosso País desse jeito?
Para lugar algum se não efetuarmos as reformas inadiáveis que já defendi.
Por favor, não me falem de lisura. Todos sabemos que os políticos que estão aí, independentemente da sua opção partidária, e garantindo obviamente as boas exceções, são desonestos por natureza.
A ausência de hombridade empestou o quadro político brasileiro de há muito tempo, não é fenômeno recente. Todos correm para tirar o seu quinhão no grande aporte das benesses públicas. A hipocrisia reina triunfante na maioria dos gabinetes de governo e nas tribunas legislativas.
De nossa parte, influenciamos para que o bem possa prevalecer e trabalhamos para diminuir o índice de falcatruas e de negligência com os interesses maiores da população.
O subterrâneo do mal alastrou-se de tamanha monta na política brasileira que poucos, muito poucos, conseguem exercer seu mandato sem o manto do fascínio espiritual negativo.
Aqueles que juraram defender o povo e os princípios morais foram os primeiros a, em chegando ao poder, subtrair o que pudessem em nome de uma ideologia facciosa.
Os outros, como sempre, queriam beber dos impostos contraídos para a manutenção do status quo.
Nem vencidos, nem vencedores. Todos perderam. Perdeu a democracia, perdeu a cidadania, perdeu o povo.
Vamos agora tentar dar um rumo diferente no que está aí. E não afirmo ser melhor que ninguém o que hoje se presta a consertar o País. É o retrato da legalidade, o que não quer dizer que seja o reflexo da vontade popular. Se é o que está aí que trabalhemos no processo de mudança. Mudança em substância e não apenas nas aparências.
Tolo seria imaginar que não teríamos saída para o nosso Brasil. O que temos, porém, neste momento grave que passa a nação, é a oportunidade do aprendizado consciente para propormos leis mais sérias e rigorosas e mais, o cumprimento fiel delas.
Os cidadãos são os grandes juízes das mudanças, isto se não ficarem apenas no discurso vazio da crítica, mas que se envolvam mais ativamente com o processo político. Não deleguem responsabilidade aquilo que lhes pertence fazer.
Ao Brasil, que venham as mudanças.
A mudança verdadeira.
A mudança na base.
A mudança no caráter.
A mudança desta práxis ultrapassada.
Avante, Brasil, há muito por se fazer.
Um abraço,

Joaquim Nabuco – Blog Reflexões de um Imortal.

3.9.16

LEVANTEM-SE OS CRISTÃOS!

Que levantem-se os cristãos,
No instante de gravidade,
Neste ocaso de milênio (*),
Que atravessa a Humanidade...

Que levantem-se e proclamem,
Para ouvir o mundo inteiro,
A mensagem de esperança
Do Divino Companheiro...

Emissários do Mais Alto
Pelos caminhos da Terra,
Falando de amor e paz
Sob os horrores da guerra...

Jeremias que, de novo,
De face banhada em prantos,
A clamar em altos brados
Contra a descrença de tantos...

João Batista que retorna
Das veredas do passado,
Aos Herodes do presente
Mergulhados no pecado...

Que levantem-se os cristãos
Em corajoso transporte,
Qual outrora, ante as fogueiras,
Sem ter receio da morte...

Que levantem-se em cruzada
No Espiritismo Cristão,
Revivendo a Boa Nova
Na caridade em ação...

Façam soar os clarins
Na pauta da fé sincera,
Anunciando a chegada
Do reino da Nova era...

Não desertem da refrega
Que se estende a toda parte,
Sustentando a cruz aos ombros
Por sublimado estandarte...

Que levantem-se os espíritas,
Fiéis aos Bem que os escolta,
Que o Espiritismo no mundo
É Jesus Cristo de volta!...

Eurícledes Formiga

(*) Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã de domingo do dia 23 de fevereiro de 1992, em Uberaba – MG.

2.9.16

MELINDRES

    Não permita que suscetibilidades lhe conturbem coração.
    Dê aos outros a liberdade de pensar, tanto quanto você é livre para pensar como deseja.
    Cada pessoa vê os problemas da vida em ângulo diferente.
    Muita vez, uma opinião diversa da sua pode ser de grande auxílio em sua experiência ou negócio, se você se dispuser a estudá-la.
    Melindres arrasam as melhores plantações de amizade.
    Quem reclama, agrava as dificuldades.
    Não cultive ressentimentos.
    Melindrar-se é um modo de perder as melhores situações.
    Não se aborreça, coopere.
    Quem vive de se ferir, acaba na condição de espinheiro.


Livro: Sinal Verde - Francisco C Xavier - André Luiz.

1.9.16

Melhor Sofrer no Bem

"Porque melhor é que padeçais fazendo bem (se a vontade de Deus assim o quer), do que fazendo mal." - Pedro (I Pedro 3:17)
    Para amealhar recursos financeiros que será compelido a abandonar precipitadamente, o homem muitas vezes adquire deploráveis enfermidades, que lhe corroem os centros de força, trazendo a morte indesejável.
    Comprando sensações efêmeras para o corpo de carne, comumente recebe perigosos males que o acompanham até aos últimos dias do veículo em que se movimenta na Terra.
    Encolerizando-se por insignificantes lições do caminho, envenena órgãos vitais, criando fatais desequilíbrios à vida física.
    Recheando o estomago, em certas ocasiões, estabelece a viciação de aparelhos importantes da instrumentalidade fisiológica, renunciando à perfeição do vaso carnal pelo simples prazer da gula.
     Por que temer os percalços da senda clara do amor e da sabedoria, se o trilho escuro do ódio e da ignorância permanece repleto de forças vingadoras e perturbantes? Como recear o cansaço e o esgotamento, as complicações e incompreensões, os conflitos e os desgostos decorrentes da abençoada luta pela suprema vitória do bem, se o combate pelo triunfo provisório do mal conduz os batalhadores a tributos aflitivos de sofrimento? Gastemos nossas melhores possibilidades a serviço do Cristo, empenhando-lhe nossas vidas.
    A arma criminosa que se quebra e a medida repugnante consumada provocam sempre maldição e sombra, mas para o servo dilacerado no dever e para a lâmpada que se apaga no serviço iluminativo reserva-se destino diferente.

Livro: “Pão Nosso” - Francisco C. Xavier – Emmanuel – Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz