31.1.26

HÁ DOIS MIL ANOS Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Apenas Serve

Embora a tua condição
De espírito imperfeito,
Procura fazer o bem
De pensamento escorreito.
 
Mesmo não sendo o melhor
Servindo aos princípios sãos,
Faltando quem se habilite
Pega a charrua nas mãos.
 
Ante a ferida que sangra,
Do doente em agonia,
Agindo com emergência
Estanca a hemorragia.
 
Ao fogo que se propaga,
No edifício por inteiro,
Traz o teu balde de água
Mesmo não sendo bombeiro.
 
Quanto ao mais, deixe que falem
E te acusem como for,
Pois quem melhor agiria
Nada quer com o labor.
 
Formiga/Baccelli - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
Lar Espírita “Pedro e Paulo”
Uberaba – MG, manhã de 24-1-26

30.1.26

INTRODUÇÃO - ANTE OS NOVOS TEMPOS Gravação do Estudo detalhado do livro


 

AS TRÊS REVELAÇÕES

    I. Revelações Divinas

    Revelar é tirar de sob o véu.

    A Providência Divina sempre faz revelações proporcionando aos seres humanos o conhecimento espiritual de que precisem e que não possam obter sozinhos, pela sua própria inteligência ou percepção espiritual.

    A revelação divina:

    - é feita por Espíritos Superiores em nome de Deus e através de profetas (= médiuns);

    - tem por fundamento a eterna verdade (ou então não viria de Deus);

    - é dosada segundo o grau de evolução do povo que a recebe e de acordo com o local e a época em que se dá.

    Por ignorância ou má fé, a humanidade pode não compreender a revelação divina, deturpá-la ou fazer acréscimos indevidos.

     Sempre que o progresso humano exige, ocorrem novas revelações espirituais, que:

    - relembram e confirmam as verdades anteriormente reveladas;

    - desfazem idéias errôneas, deturpações e acréscimos indevidos;

    - ampliam conhecimentos e perspectivas para o ser humano.

    Respeitáveis são todas as reais revelações espirituais já feitas à humanidade, pelas verdades fundamentais que nelas se contêm.

    Entre as grandes revelações que a Humanidade já recebeu, três se destacam, apresentando entre si uma ligação e seqüência, num "continuun" de informações que, tendo começado no Oriente, veio a se expandir no Ocidente.

    São elas: o Mosaísmo, o Cristianismo e o Espiritismo.

    

    II. 1ª REVELAÇÃO: a de Moisés (1300 a.C.)

    Moisés era hebreu ou israelita (povo do qual descendeu Jesus).

    Nasceu na época em que esse povo vivia em escravidão, no Egito. Foi criado no palácio, pela filha do Faraó, e educado primorosamente.

    Era profeta (= médium). Recebeu ordem espiritual para retirar do Egito o povo israelita que ali estava vivendo em regime de quase escravidão, e levá-lo para Canaã (Terra Prometida).

    Assumiu a liderança do povo, livrou-o do cativeiro e por 40 anos o guiou através do deserto, até o seu destino.

    Foi, também, um grande legislador.

    A Lei Mosaica apresenta duas partes: a lei divina e a lei civil ou disciplinar.


    III. Lei Divina

    Resumida no "Decálogo" (que foi recebido por via mediúnica), é a lei invariável, em todos o tempos e povos.

    Os Dez Mandamentos:

    I - Não fazer imagens nem adorar outros deuses.

    II - Não pronunciar o nome de Deus em vão.

    III - Guardar o dia de sábado.

    IV - Honrar pai e mãe.

    V - Não matar.

    VI - Não adulterar.

    VII - Não roubar.

    VIII - Não levantar falso testemunho.

    IX - Não desejar a mulher do próximo.

    X - Não cobiçar os bens do próximo.

    Obs.: "Sábado" significa dia de descanso físico e "para o Senhor". É uma determinação para se cuidar do espírito também e não só da matéria. Não é obrigatório ser o 7° dia da semana e nem somente ele.

    IV. Lei Civil ou Disciplinar

    Dizia respeito aos costumes e ao caráter do povo israelita, naquela época, mas iria variar com o tempo e o progresso. Ex.: "Olho por olho, dente por dente" (pena de Talião, justiça primitiva). Normas sobre hábitos de higiene e alimentação, organização social e rituais religiosos (para evitar costumes bárbaros).

    Caráter principal da revelação Mosaica: Justiça Divina.

    Anúncio de uma seqüência na revelação, futuramente:

    Moisés e outros profetas anunciaram que viria o messias, o Cristo, o Salvador para o povo de Israel, se cumprissem o que já fora revelado. Vide: Deut. 18:15; Isaías 9:6, 42:1/4; Miquéias 5:2/4.


    V. 2ª REVELAÇÃO: a do Cristo (há quase 2 mil anos)

    Jesus trazia novos ensinos, adequados aos novos tempos.

    Alguns judeus pensavam que ele estava revogando a lei mosaica, o que levou o Mestre a esclarecer:

    "Não cuideis que vim revogar, a lei ou os profetas: não vim para revogar, vim para cumprir." (Mt. 5 v. 17.)

    "É mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da lei." (L. 16 v. 17.)

    De fato, a verdadeira lei divina, que rege os mundos e os seres, é imutável e será cumprida integralmente.

    Quem muda somos nós, os seres humanos, que vamos aprendendo a conhecer a lei divina e cumpri-Ia.

    Para dar cumprimento à lei divina, Jesus:

    1) Mostrou seu verdadeiro sentido, corrigiu distorções.

    Ex: O sábado é para o homem e não o homem para o sábado (Mc. 2 v. 27.)

    Não é o que entra pela boca que contamina o homem, mas o que sai dela, porque revela o que está no seu íntimo. (Mt. 15 vs. 11-18 e Mc. 7 vs. 15, 20-21.)

    2) Desenvolveu e adaptou ao grau de adiantamento moral.

    Ex: O "amarás ao teu próximo e aborrecerás ao teu inimigo" mudou para amar até mesmo ao inimigo, fazer-lhe o bem, orar por ele. (Mt. 5 vs. 43-45.)

    3) Informou sobre a vida futura e sobre as penas e recompensas que aguardam o homem depois da morte.

    4) Deu nova e melhor idéia de Deus. O Deus de Moisés era terrível, ciumento, vingativo, cruel,

implacável, injusto, exclusivo do povo israelita. Impunha o modo como queria ser adorado, ofendendo-se por qualquer inobservância. Punia e recompensava só pelos bens da Terra e fazia a glória e a felicidade consistirem na escravidão dos povos rivais e em se ter descendência numerosa.

    O Deus revelado por Jesus é clemente, soberanamente justo e bom, cheio de misericórdia, que perdoa ao pecador arrependido e dá a cada um segundo suas obras. Pai comum do gênero humano, que a todos protege e chama a si, que não quer ser temido mas amado.

    5) Resumiu, simplificando. "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo". (Mt. 22 vs. 35-40.)

    6) Exemplificou. Ao longo de toda sua vida, como na morte e ressurgimento espiritual.

    Caráter principal da revelação cristã: o Amor.

    Anúncio de uma seqüência na revelação, futuramente:

    "Muitas coisas tenho para vos dizer mas vós não as podeis suportar agora". (Jo. 16 v. 12.) (Era preciso aguardar o amadurecimento da alma humana e o progresso da ciência.)

    "Se me amais, guardai os meus mandamentos, e eu rogarei ao Pai e Ele vos enviará outro Consolador; a fim de que fique eternamente convosco."

    "O Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê e absolutamente não o conhece. Mas quanto a vós, conhecê-lo-eis, porque ficará convosco e estará em vós."

    "Porém, o Consolador, que é o Santo Espírito, que meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará recordar tudo o que vos tenho dito." (João, 4 vs. 15-17 e 26.)

 

    VI. 3ª REVELAÇÃO: o Espiritismo (1857 d.C.)

    Meados do Século XIX. O progresso científico e a mudança das idéias modificaram a organização social (igualdade, liberdade, fraternidade), deram tolerância maior para todas as formas de pensamento, permitiram uma visão mais cosmopolitana e universal e levaram a uma busca

do entendimento dos fatos pela razão.

    O ambiente humano está favorável a uma nova revelação e, no centro cultural do mundo de então (a França), o Espiritismo vai surgir.

    A iniciativa é dos espíritos: manifestam-se e se comunicam em fenômenos (efeitos físicos e intelectuais), chamando a atenção da humanidade para a realidade espiritual, a fim de "salvá-la" do materialismo e do egoísmo.

    E, na parte de elaboração humana, Kardec codifica os ensinos, a Doutrina dos Espíritos, denominando-a Espiritismo, sendo seus princípios fundamentais: Deus, a Criação, existência e sobrevivência do espírito, intercâmbio mediúnico, vidas sucessivas (reencarnação), evolução, lei de causa e efeito, pluralidade dos mundos habitados, unidade e solidariedade universal.


    O Espiritismo:


    - não revoga a lei divina revelada por Moisés e por Jesus;

    - recorda, explica, completa, desenvolve, fazendo aliança da Ciência e da Fé;

    - "Atrai para os verdadeiros princípios da Lei de Deus e consola pela fé e pela esperança".

    ("O Evangelho segundo o Espiritismo", cap. VI.)


    Caráter principal da revelação espírita: Verdade Consoladora.

    Anúncio de uma seqüência na revelação, futuramente: está no caráter progressivo do Espiritismo que não foi trazido como uma doutrina já completa, sem nada mais a acrescentar; os ensinamentos continuam e continuarão sendo trazidos do mais Alto, conforme a nossa necessidade de progresso espiritual e, também, a serem adquiridos pelo progresso científico.



Livros consultados:

De Allan Kardec:

- "O Evangelho segundo o Espiritismo", cap. XIV;

- "A Gênese", cap. I, Caráter da Revelação Espírita.

De Carlos Imbassahy:

- "Religião", pg. Doutrina e Doutrinadores - Moisés.


Fonte: "Iniciação ao Espiritismo", Therezinha Oliveira

Editora Allan Kardec - http://www.allankardec.org.br


29.1.26

ANOTAÇÕES ESPÍRITAS Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Comentário Questão 800 do Livro dos Espíritos

O TRIUNFO DA DOUTRINA
Os pessimistas, dentro e fora do Espiritismo, acham que nenhuma doutrina pode mudar os homens, que estão cada vez piores moralmente, no modo daqueles analisarem. Dizem que tudo que se apresenta à sociedade é deturpado pelos que têm o poder temporal e pelos meios de comunicação.
Como se enganam esses pessimistas, que esmorecem só com o barulho, esquecendo de verificar a essência que vem pela força do silêncio! A maior força é aquela que se irradia no silêncio das ondas, que o Espírito imortal, filho de Deus, tem o dom de absorver, assimilando a mensagem do Pai nas dobras das emissões espirituais.
A Doutrina de Deus, como a Sua vontade, triunfa em toda parte, com os homens, sem os homens, ou apesar dos homens. Deus não precisa de opiniões humanas para estabelecer a harmonia na vastidão infinita da Sua criação. Os Espíritos em marcha de despertamento espiritual acordam com o tempo. Eles precisam de tempo para despertar, na gradação que lhes convém, para abrir os olhos e conhecer a verdade.
O progresso é lento, mas nunca estaciona. Os homens ou Espíritos que desejam amarrar a verdade e impedir o progresso, ficam com essas ideias somente em suas cabeças, porque a lei é evoluir, é progredir em todos os ângulos da vida. Nós estamos sob a constante influência do progresso, mesmo que não pensemos nisto, porque o despertamento das qualidades se faz pela mesma lei que nos atinge a todos. Estamos, na medida de nossos esforços, despertando constantemente qualidades em nós mesmos. é o progresso agindo na engrenagem da mente, por lei de Deus.
Qual o melhor que devemos fazer? É nos entregar à vontade do Senhor, de modo que Ele não encontre entrave em nossos corações para nos ajudar; na hora marcada no relógio da eternidade, Ele nos aparece com todos os recursos de nos fazer andar para frente, e o recurso para nos desentravar da ignorância é a dor, gênio divino de muitas mãos. Deus sempre triunfa.
Em muitos casos, tornamo-nos inimigos de alguém por nos dizer a verdade, mas essa é a tarefa dos amigos. Nós, Espíritos, quando temos ordem do mais alto, não medimos sacrifícios. Vamos abrir o Evangelho, em busca das palavras de Paulo, quando diz aos Gaiatas, no capítulo quatro, versículo dezesseis:
Tornei-me, porventura, vosso inimigo, por vos dizer a verdade?
A verdade, sabemos, tem que ser revelada gradativamente; não obstante, mesmo na gradação que comporta a alma, ela costuma rejeitá-la. é nessa hora que nos sacrificamos para anunciar as coisas de Deus, mesmo que nos custe a própria vida na Terra, ou agressões sem conta no plano que habitamos, para que possamos triunfar, na luz e na glória de Deus.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez